História Bringing to Reality - Capítulo 8


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags Hyunin, Hyunjin, Jeongin, Jeongjin, Seungmin
Visualizações 995
Palavras 5.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HELLOOO MEU POVO!! ^_^

Espero que estejam todos bem e que não me matem pela demora hehehe

Meu povo obrigada por cada favorito e por cada comentário fofo de vocês, sério, me divirto muito lendo!

Alguém já viu os teasers que saiu do Stray Kids? Só Deus sabe o quanto repeti o segundo, porque perdi a conta! Aquele refrão medeuuussssssssss eu estou contando os segundos, não vejo a hora de ver esse MV!

Espero que gostem!
Boa leitura.

Capítulo 8 - Medo de sentir


Fanfic / Fanfiction Bringing to Reality - Capítulo 8 - Medo de sentir

Jeongin semicerrou os olhos, tentando ajustar sua visão, pois não conseguia enxergar muito bem. Não sabia onde estava tudo parecia nublado ao seu redor. Também não conseguia olhar para os lados, seu corpo parecia inerte, focado apenas em olhar para frente. Algo parecia se aproximar de si, e então aos poucos o que parecia ser apenas um vulto, começou a ganhar forma e a visão de Jeongin finalmente normalizou, podendo ver um rosto que aos poucos foi reconhecendo. Sabia que era Hyunjin, mas só via o rosto dele do nariz para baixo. Queria ver os olhos dele, talvez assim pudesse saber o que ele estava sentindo; se era raiva, se era alegria, confusão.

 

Jeongin não viu quando, mas sentiu as pontas dos dedos frios dele lhe tocar dos dois lados de seu rosto, abaixo de sua mandíbula e aos poucos, ele levantava mais seu rosto para poder enxergar o dele.

 

Um pequeno sorriso começava a se formar nos lábios dele, e quando Jeongin pensou em sorrir também, as mãos dele que segurava seu rosto transformaram-se em fumaça, e Jeongin sentiu-se despencar de um lugar muito alto, como se antes fosse as mãos de Hyunjin que estavam ali o sustentando e Jeongin assim que as perdeu, não teve mais nada que o segurasse.

 

A sensação horrível de estar caindo junto a um frio se alastrando por seu corpo fizeram Jeongin gritar em desespero, e olhando uma última vez para cima, percebeu estar caindo do terraço da escola.

 

― Jeongin! ― ouviu seu nome ser chamado.

 

Jeongin abriu os olhos assustado, fazendo a sensação de que estava caindo abandonar seu corpo. Olhou para sua mãe que o segurava pelos ombros, enquanto estava sentada ao seu lado e lhe olhava preocupada. Jeongin respirou fundo ainda sentindo seu coração bater apressado dentro do peito, mas o alívio logo foi se fazendo presente, sabendo agora que tudo não passou de um pesadelo.

 

― O que houve você teve um pesadelo? ― perguntou preocupada lhe acariciando os cabelos.

 

― Acho que sim... ― disse incerto.

 

― Own meu bebê, fica tranquilo, já passou, já passou. ― disse ela o puxando para seus braços e lhe beijando a cabeça. ― Mamãe está aqui. ― continuou o mimando e Jeongin não conseguiu evitar fazer uma careta, por ela ainda o tratar como se fosse um bebê.

 

― Mãe, como a senhora disse, já passou, eu estou bem. ― disse tentando não ser indelicado.

 

― Então que bom. ― disse ela levantando-se e abrindo a janela do quarto. Jeongin rapidamente voltou para debaixo do lençol cobrindo seu rosto com o travesseiro. ― Agora meu filhinho vai levantar, tomar seu café da manhã e lavar as louças pra mim, porque já estou atrasada para o consultório e não vai dar tempo de sua mamãe linda fazer nada.

 

― Mãe, eu limpo até o telhado da casa, mas, por favor, fecha essa janela. ― resmungou. Se tinha uma coisa que odiava era acordar com a claridade invadindo seu quarto.

 

― Nada disso, você vai acabar dormindo de novo. ― disse ela cruzando os braços.

 

― Ainda está cedo, e hoje é sábado. ― lembrou.

 

― Vocês jovens de hoje são tão preguiçosos. ― disse ela como se lamentasse. ― Tudo bem, pode ficar mais um pouco. Agora eu tenho que ir. ― disse indo até o garoto novamente lhe beijando o pouco do cabelo que aparecia. ― Se cuida! Seu pai vai chegar tarde hoje. Você não vai sair, não é? ― perguntou prestes a fechar a porta.

 

― Não... ― Jeongin murmurou quase dormindo.

 

― Ok, beijinhos! ― disse ela e logo fechou a porta.

 

Jeongin tentou esquecer o pesadelo, mas a cena das mãos de Hyunjin o soltando e logo em seguida a queda de cima da escola ficava repetindo-se em sua mente. Estava com tanto sono, parecia que o pesadelo o tinha desgastado de alguma forma. Mas depois de um tempinho conseguiu voltar a dormir, dessa vez sem pesadelos.

 

...

 

 

Acordou com a claridade quase invadindo seus olhos mesmo ainda os mantendo fechados. Jeongin resmungou, enquanto se espreguiçava pela cama, até que achou uma posição confortável de lado e assim ficou. Abriu os olhos devagar e a primeira coisa que seus olhos avistaram foi seus óculos em cima da escrivaninha.

 

A mente de Jeongin logo começou a ser invadida pelas lembranças do dia anterior, onde o Hwang colocava de volta seus óculos em seu rosto e em troca de obter suas respostas, Jeongin precisaria sair com ele.

 

― Que oportunista. ― sussurrou lembrando-se do sorriso debochado que ele deu quando aceitou aquela condição. ― Eu não quero sair. ― reclamou formando um bico com os lábios que só crescia ainda mais à medida que sua raiva ia aumentando.

 

Jeongin sentou-se emburrado e suspirou alto, nem acordar mais em paz podia, Hyunjin parecia uma tentação, o perseguindo até nos sonhos. Jeongin gostava de acordar com a mente totalmente vazia, sem pensar em nada, mas agora parecia impossível, mal acordou e sua mente já era preenchida por Hyunjin.

 

Hyunjin pra lá, Hyunjin pra cá, argh! Pensou segurando o travesseiro com força entre os dedos. Não aguentava mais se lembrar daquele nome, não suportava mais ver aquele rostinho bonito dele que todos adoravam, não via a hora de tudo aquilo terminar. Jeongin achava que até sua saúde física como mental estava sendo prejudicada, tudo culpa de Hyunjin e a pressão que ele colocava em seus ombros.

 

Primeiro tinha um pesadelo incompreensível com ele, depois seu rosto esquentava e seu coração batia rápido de raiva só de pensar em vê-lo. E ainda tinha a pior parte, pois com a força de vontade que tinha em descobrir a verdade, era obrigado a ter que olhá-lo, sendo que essa era a última coisa que queria fazer depois de terem se beijado.

 

Aquilo era uma agonia, Jeongin sempre precisava engolir sua vergonha e constrangimento quando estava com ele. Ao contrário de Hyunjin que sempre parecia à vontade.

 

Um beijo na boca não era como um abraço ou um beijo no rosto era algo íntimo que partilhava com outra pessoa. Sempre pensou que quando beijasse pela primeira vez seria com alguém que gostasse e que estivesse disposto a lhe dar carinho, assim como lhe apresentar novas sensações, fazendo o sentimento que tinha por essa pessoa crescer, e não um beijo qualquer, sem sentimentos, com alguém desconhecido e que nem estava se importando com nada, apenas no prazer que teria com aquilo e só. Nada de especial.

 

O que lhe deixava mais indignado, era que Hyunjin sabia que ficava incomodado quando estava com ele, mas o garoto parecia era gostar daquilo, tanto que nem perdeu a oportunidade de aproveitar da sua curiosidade para lhe chamar pra sair.

 

Realmente não entendia como ele ficava satisfeito fazendo coisas que sabia que não agradariam a outra pessoa.

 

Levantou-se decidido a se livrar do seu mau-humor matutino com um banho. Se ficasse ali, passaria a manhã toda se remoendo tentando entender algo que não estava ao seu alcance, ou seja, Hyunjin.

 

 

Mas tarde, depois do banho e café tomado, terminava de lavar as louças que sua mãe tinha pedido. Todo sábado era daquele jeito, sempre tinha que sobrar algo para ele fazer, já que sua mãe saia cedo para o consultório, devido o mesmo ficar aberto somente até o meio-dia e o número de pessoas aumentarem. Seu pai ficava o dia todo, já que trabalhava como gerente em um shopping no centro da cidade e nos finais de semana aquele tipo de lugar era bastante movimentado.

 

Jeongin pensava no seu encontro ― nenhum pouco romântico, totalmente longe disso ― com Hyunjin. Teria que se preparar mentalmente para o ver de novo, não cair nos joguinhos dele, e lhe fazer as perguntas certas. Esse era seu plano A, mas depois de sua experiência com ele no dia anterior, sabia que precisaria de um plano B. Não adiantaria seguir o seu script, Jeongin sabia que com Hyunjin a porcentagem de surgir algum imprevisto era muito grande. Hyunjin era completamente imprevisível, e Jeongin tinha receio de estar perto de pessoas assim, pois não sabia como lidar quando as coisas fugiam de seu controle.

 

Distraído com seus pensamentos, deixou um dos vários copos que levava para guardar escapar de seus dedos, terminando no mesmo espatifado no chão com os cacos de vidros espalhados ao redor dos seus pés descalços.

 

Jeongin sem saber o que fazer, ficou olhando para o ex-copo da coleção preferida de sua mãe no chão. Calculou em quantos dias ela descobriria e no tamanho da bronca que levaria, correndo até risco de ficar de castigo. Não entendia por que sua mãe tinha que comprar louças tão caras e feitas em outros lugares. Só podia ser pra ferrar com ele, como naquele momento.

 

Deixou o resto dos copos na pia e se abaixou pra juntar os cacos. Pensando bem, foi uma péssima ideia, pois quando sentiu a dor de um dos minúsculos cacos perfurando seu pé, foi tudo que precisou para Jeongin se assustar com a dor e virar o pé pra tentar evitar que mais cacos o perfurasse, causando em seu desequilíbrio e logo em seguida sua queda, assim tendo agora o pé cortado, como também seus dedos da mão direita.

 

― Isso não pode estar acontecendo. ― lamuriou com um bico choroso, enquanto via o sangue escorrer por seus dedos. ― Só pode ser mau presságio.

 

...

 

 

Jeongin encarava a tela do notebook, enquanto batucava na cama os dedos, agora com curativos. Como tinha previsto, recebeu a maior bronca quando sua mãe chegou, mas nem foi por causa do copo quebrado e sim, por ter sido descuidado e se cortado com os cacos. Sua mãe fez um longo discurso de como foi perigoso, de como poderia ter acontecido algo muito pior. Até citou em levá-lo ao hospital, mas Jeongin rapidamente recusou, pois sabia o quanto ela era exagerada. O pior mesmo foi tirar o minúsculo caco de vidro do corte em seu pé, e apesar do corte ter sido pequeno, ainda fazia Jeongin andar com dificuldade, pois não conseguia apoiar o pé totalmente por causa da fina dor que sentia.

 

A página de texto estava novamente aberta, apenas esperando para ser continuada, mas não sabendo como e por que, Jeongin de novo não conseguia descrever a maldita cena de beijo. E o que lhe deixava mais frustrado, era que já tinha passado da data que tinha avisado que postaria, e agora estava recebendo comentários pedindo pelo próximo capítulo ou querendo saber por que ainda não tinha postado.

 

Quando se concentrava na experiência que teve com aquele beijo, buscando assim saber de alguma forma como descrever, Jeongin imediatamente afastava aquelas lembranças de sua cabeça. Não conseguia se inspirar em um beijo que não teve significado nenhum para ele nem para Hyunjin, para assim, escrever um que exigia paixão e que fosse totalmente significativo, pois era o primeiro beijo de ambas as personagens que estavam completamente apaixonados um pelo outro.

 

Mesmo que soubesse agora como descrever a parte mais técnica do beijo, como movimento dos lábios e outras coisas, Jeongin ainda ficava incomodado, pois sentia que faltava algo, e era esse algo que não o deixava continuar. Sua mente era invadida constantemente com a lembrança do beijo com Hyunjin, e Jeongin lutava avidamente para afastá-la. A mesma parecia querer lhe mostrar que era aquele exemplo que deveria usar, mas Jeongin não aceitava, pois era totalmente diferente do que pretendia. E assim, sua mente dava voltas, procurando o que deveria estar errado ou que faltava, mas nunca chegava a uma conclusão.

 

― Em vez de me ajudar, Hyunjin parece que só piorou as coisas. ― disse suspirando alto.

 

E mais uma vez Jeongin desligava o notebook, sem ter conseguido escrever nem uma frase. Se continuasse daquela forma, não saberia o que fazer, não queria ter que desistir de uma história que se dedicou tanto.

 

― Por quê...? ― lamuriou deitando-se e fechando os olhos.

 

A vontade de dormir mais uma vez começava a chegar de fininho, mas o som de passarinhos cantando fez Jeongin abrir os olhos assustado, vendo a palavra que aparecia na tela de seu celular.

 

Prepare-se.

 

Jeongin sentou-se rápido na cama, sentindo as batidas do seu coração aumentarem gradativamente, sabendo o que aquela palavra significava.

 

O momento da tortura se aproximava.

 

...

 

 

Jeongin encarou de longe a lanchonete estilo tropical que Hyunjin lhe disse para encontrá-lo. Não ficava tão longe de onde estudavam, fato esse que lhe deixou preocupado. Talvez aquele lugar fosse frequentado por Hyunjin e seus amigos, e Jeongin não queria nem pensar em encontrar alguém conhecido por ali.

 

Na verdade, não queria correr o risco de Seungmin saber que esteve ali com o Hwang, por isso, manter a descrição era obrigatório para si.

 

Jeongin caminhou ― quer dizer, mancou ― pela grama, ainda com um pouco de dificuldade por causa do pé cortado. Quase desistiu de ir até ali, mas sabendo que poderia descobrir algo importante, reuniu suas forças e foi mesmo sentindo uma dor fina, como se seu pé estivesse sendo novamente furado, toda vez que o apoiava no chão.

 

Chegando perto de uma das altas árvores que ficavam de frente, mas também um pouco distante das lanchonetes, Jeongin se escondeu atrás de uma, enquanto se apoiava e observava atentamente a fachada da lanchonete. É claro que não chegaria tão facilmente ali, não confiava em Hyunjin, pois as chances de que ele não aparecesse e o deixasse sozinho eram muito grandes.

 

Cautela, isso estava incluso no plano A de Jeongin.

 

Fez uma careta quando seu pé cortado começou a doer, mas não importava. Esperaria escondido ali até quando visse que Hyunjin realmente tivesse chegado, aí sim poderia ir ao encontro dele.

 

Ajeitou os óculos redondos no rosto e puxou mais do capuz amarelo para esconder um pouco seu rosto. Não queria ser surpreendido ao ser reconhecido por alguém ali, só o pensamento o deixava mais nervoso do que já estava.

 

Longos minutos se passaram e Jeongin ainda continuava escondido ali, esperando Hyunjin ― esse que nunca tinha chegado. Já tinha se passado meia-hora a mais do horário combinado por ele. Jeongin suspirou pela décima vez, para ele já estava mais que óbvio que aquele traiçoeiro não apareceria. Talvez o mesmo quisesse o fazer de idiota mais uma vez ou simplesmente desistiu de responder suas perguntas.

 

Decidiu por ir embora, não queria ficar mais nenhum minuto ali ou explodiria em raiva. Largou da árvore e virou-se pronto para sair dali, mas levou um tremendo de um susto quando quase bateu de nariz no peito do motivo de sua raiva, que se encontrava parado bem atrás si.

 

Jeongin pôs uma mão sobre o peito, tentando acalmar seu coração que só faltou lhe subir pela garganta. Ainda olhava para Hyunjin de olhos arregalados, enquanto o mesmo o olhava de forma divertida, fazendo um sorrisinho aparecer no canto dos lábios dele.

 

― Não me diga que já estava indo embora, Jeongin. ― disse ele se aproximando e mudando a expressão do rosto para uma decepcionada. ― Mas eu acabei de chegar.

 

― Desde quando você estava aí? ― perguntou.

 

― Alguns minutos. ― respondeu cruzando os braços. ― Fiquei curioso quando vi você escondido aqui.

 

― Eu não estava escondido! ― respondeu irritado.

 

― Sério? ― perguntou Hyunjin fingindo surpresa e logo lhe tirando o capuz da cabeça. ― Então por que parece que está disfarçado?

 

― Cada um se veste do jeito que quer. ― respondeu. ― E você está meia-hora atrasado.

 

― Eu estava o tempo todo aqui. ― disse ele deixando Jeongin confuso.

 

― Como assim? ― perguntou. Como Hyunjin passou um tempão atrás dele e nem percebeu?

 

― Eu trabalho ali. ― disse apontando com o queixo a lanchonete.

 

Jeongin abriu a boca desviando os olhos para a lanchonete e voltando a olhar para Hyunjin. Acreditar que aquele garoto trabalhava ali era difícil. Hyunjin era rico, bastava olhar pra ele, e o jeito metido em que ele se comportava fazia Jeongin pensar que ele nunca colocaria os pés em um lugar como aquele, principalmente para trabalhar.

 

Hwang Hyunjin parecia o tipo de filho que só servia para gastar a fortuna dos pais, enquanto esfregava na cara de todos que ele era rico.

 

― Você trabalha? ― perguntou ainda incrédulo.

 

― Por que a surpresa? ― perguntou ele arqueando uma sobrancelha e virando-se. ― Vamos. ― chamou começando a ir em direção as mesas dispostas do lado de fora.

 

Jeongin ainda desconfiado, o seguiu devagar, pois não queria ser motivo de piada dele por estar mancando. Quando chegou até a mesa em que ele já estava sentado, olhou disfarçadamente de um lado para o outro e sentou-se, não se esquecendo de colocar o capuz de volta, fazendo Hyunjin semicerrar os olhos em sua direção.

 

― Qualquer outra pessoa no seu lugar faria questão de se mostrar em estar comigo. ― Hyunjin comentou, fazendo Jeongin o olhar.

 

― Mas eu não sou qualquer outra pessoa. ― disse sério.

 

― Realmente. ― disse ele prontamente, arqueando as sobrancelhas, insinuando algo que Jeongin não entendeu.

 

Quando iria perguntar, um dos atendentes chegou entregando os cardápios. O garoto olhou surpreso pra si e logo trocou um olhar com Hyunjin, sorrindo para ele, mas o Hwang se manteve sério, enquanto olhava o cardápio. Jeongin percebeu que os dois se conheciam pela forma em que se olharam.

 

― Ah, então foi por isso que você largou mais cedo hoje, não é espertinho! ― disse o loiro sorrindo.

 

― Não enche Minho. ― disse Hyunjin sério.

 

Jeongin pigarreou incomodado. O tal de Minho estava insinuando que os dois estavam em um encontro? Que absurdo! Pensou, enquanto negava com a cabeça. Nem fez questão de abrir o cardápio em sua frente, não estavam em um encontro ou coisa do tipo, estava ali apenas para obter respostas.

 

― O que você vai querer? ― ouviu Hyunjin perguntar.

 

― Nada. ― disse, enquanto olhava para suas unhas.

 

O tal de Minho tentou prender uma risada, mas não deu muito certo. Jeongin arqueou uma sobrancelha o olhando desconfiado e Hyunjin o lançou um olhar intimidador, fazendo o loiro se calar.

 

― Uma batida de morango pra ele e blue lagoon pra mim. ― disse Hyunjin entregando os cardápios de volta. Minho apenas assentiu e saiu sorrindo, olhando pra trás de vez em quando.

 

― Eu não bebo álcool. ― avisou Jeongin. Sabia muito bem que aquela bebida tinha álcool.

 

― A sua não vem álcool. ― disse Hyunjin.

 

― E se você está pensando que isso aqui é algum tipo de encontro, pois está totalmente enganado. ― continuou. Hyunjin se inclinou na mesa se aproximando mais de Jeongin.

 

― Quem está falando de encontro aqui é você. ― disse. Jeongin cruzou os braços bufando impaciente. ― Relaxa Jeongin, por que está tão nervoso? ― perguntou.

 

― Eu não estou nervoso. Só quero que me responda logo. ― inventou uma explicação. Na verdade, estava mesmo nervoso e nem sabia por quê.

 

― Vamos esperar as bebidas chegarem, minha garganta está seca sabe, se eu não beber talvez não consiga te responder direito. ― disse ele. Jeongin ficou atento, parecia haver algum tipo de ameaça implícita por trás do que ele disse.

 

Enquanto esperavam pelas bebidas, Jeongin tentava se manter distraído com as outras lanchonetes vizinhas, ou as árvores que deixavam o ambiente agradável, suas unhas, qualquer coisa que não o fizesse ter que olhar para Hyunjin em sua frente o encarando. Será que ele não sabia que ficar encarando as pessoas era falta de educação? Até mesmo as garotas que passavam de propósito por perto da mesa em que estavam ― só para olharem Hyunjin e o lançarem sorrisos tímidos ― não tirava a atenção dele de si. Estava se sentindo encurralado com aqueles olhos o analisando.

 

― Eu estou curioso sobre uma coisa. ― disse ele fazendo Jeongin ter uma desculpa para o olhar sem se sentir incomodado. ― O Seungmin sabe que você está comigo? ― perguntou. Jeongin tentou ignorar o duplo sentido que aquela frase tinha.

 

― Ele está viajando. ― disse simples logo desviando os olhos. Mas logo voltou a olhá-lo quando ouviu a gargalhada que ele tinha dado.

 

― Ai Jeongin, parece que você é mais esperto do que pensei. ― disse ele se recuperando.

 

Jeongin não disse nada, provavelmente Hyunjin jogaria piadinhas para cima de si e não estava com paciência para aturá-las. Ele parecia se divertir sempre que percebia que ficava preocupado de Seungmin os encontrar juntos. Mas realmente era algo que queria evitar com todas as forças, pelo menos até tirar sua conclusão de toda aquela historia.

 

Jeongin arregalou os olhos quando viu quem trazia a bandeja com as bebidas e nos lábios carregava um sorriso grande. Não podia ser, tudo que menos desejou aconteceu. Abaixou a cabeça e puxou o capuz tentando cobrir mais de seu rosto.

 

― A bebida de vocês. ― disse ela.

 

― Momo? ― disse Hyunjin também parecendo surpreso. ― E o Minho? ― perguntou. A garota se aproximou e cochichou algo no ouvido dele, como da outra vez. Jeongin observou de canto de olho e viu Hyunjin sorrindo com seja lá o que a garota estava falando.

 

Não deveria, mas observou como ela apoiava uma mão na nuca dele, deixava os lábios bem próximos ao ouvido dele e encostava de leve o nariz no cabelo dele. De fato, os dois pareciam ser próximos, até demais. No final, trocaram sorrisinhos antes de se afastarem. Jeongin desviou os olhos para suas mãos em seu colo, estranhando o leve incomodo que sentiu fazendo sua garganta fechar, após ver a cena de intimidade bem na sua frente.

 

― Oh, você não é amigo de Seungmin? ― perguntou ela o olhando. Não é da sua conta. Respondeu mentalmente.

 

― Sim. ― disse sorrindo um pouco e forçado. Momo sorriu feliz como se tivesse recebido a melhor notícia do mundo. A mesma parecia uma personagem de anime vestida naquele uniforme fofo, era realmente bonita.

 

― Obrigado Momo, depois a gente se fala. ― disse Hyunjin e a garota se despediu logo saindo.

 

― Ela também trabalha aqui? ― perguntou pegando o copo com a bebida cremosa e analisando a mesma.

 

― Sim, tivemos sorte de conseguir, é por pouco tempo, mas o dinheiro extra vai valer a pena. ― disse ele pensativo bebendo do líquido azul em seu copo.

 

Jeongin mexia na bebida usando o canudo, tinha uma pergunta que não saia de sua cabeça, estava quase mordendo a língua para não fazê-la, mas depois de ver mais uma vez a intimidade que Momo tinha com Hyunjin, foi impossível segurar.

 

― Você... ― começou hesitante, chamando a atenção de Hyunjin. ― Namora com ela? ― soltou a pergunta.

 

― Eu não teria te beijado se namorasse com ela. ― disse ele o encarando.

 

Jeongin engoliu em seco e rapidamente levou o canudo a boca enchendo a mesma com a bebida, enquanto pensava em algo para responder. Por que Hyunjin tinha que responder com algo tão complicado? Por que tinha que citar a droga do beijo de novo?

 

― Vindo de você ainda é difícil de acreditar. ― disse.

 

― Está querendo dizer que eu sou o tipo de pessoa que trai facilmente? ― perguntou.

 

― Estou querendo dizer que ainda não sei o que pensar de você, enquanto não souber da verdade. ― disse sério dessa vez o encarando sem hesitar.

 

― Pois bem, pergunte o que quer saber. ― disse ele deixando a bebida de lado e se concentrando totalmente em si.

 

― Sei que deve estar pensando que eu sou um intrometido em querer saber de algo que aconteceu entre vocês, mas é como já te disse. ― começou Jeongin. ― Eu fico preocupado com o Seungmim, ele guarda muitas mágoas, não consegue esquecer o que aconteceu entre vocês. Ele fica mal, eu fico mal por ele e ele quer fazer mal a você. ― continuou fazendo Hyunjin franzir o cenho. ― Eu quero que seja sincero comigo, por favor. ― pediu e Hyunjin suspirou somente assentindo. ― O que o Seungmin foi pra você? ― perguntou.

 

Jeongin pensou muito em que pergunta faria primeiro, então decidiu que deveria saber antes de tudo o que Seungmin tinha significado para Hyunjin.

 

― Você conhece sobre amizade colorida? ― perguntou ele e Jeongin assentiu. ― Então, basicamente foi isso que tivemos.

 

― O que mais? ― perguntou ansioso.

 

― O Seungmin fez amizade primeiro com a Momo e o Jisung, então era de se esperar que ele logo começasse a se sentar com a gente no refeitório e também nos acompanhar por aí. ― começou coçando uma sobrancelha como se estivesse se lembrando. ― Quando percebi já estávamos próximos também e ficamos no aniversário do Minho, daí em diante aconteceu outras vezes, mas nunca tive intenção de ter algo sério com ele.

 

― E por que não? ― perguntou indignado.

 

― Isso é uma segunda pergunta Jeongin, você tinha direito de fazer apenas uma. ― o lembrou. Jeongin suspirou impaciente.

 

― Então continua. ― mandou.

 

― Seungmin foi isso, apenas um ficante. Tivemos momentos bons, mas quando percebi que ele estava dando sinais de que estava apaixonado, eu me afastei. ― disse ele como se não fosse nada demais. Jeongin tomou mais um pouco de sua bebida, antes que o xingasse de algo. ― Como eu disse, tivemos momentos bons, mas nada que eu quisesse levar a sério.

 

Jeongin ficou pensativo. Então Seungmin apenas foi um casinho qualquer para Hyunjin? Ainda não estava conformado, tinha tantas perguntas para fazer, mas infelizmente sabia que ele não o responderia. O máximo que poderia fazer era o instigar a lhe dar respostas grandes.

 

― Você é um idiota. ― disse o olhando irritado. ― Tenho certeza que o Seungmin sofreu por você tê-lo afastado justo quando ele já estava apaixonado.

 

Hyunjin suspirou, enquanto desviava os olhos e tomava de sua bebida. Jeongin ainda o encarava indignado, se perguntando como uma pessoa poderia ser tão insensível. Só de imaginar como Seungmin se sentiu, fazia uma tristeza começar a se alastrar aos poucos por seu corpo e se juntar em seu coração.

 

Os dois garotos não falaram mais nada, até que Minho voltasse trazendo um bloquinho que Jeongin logo deduziu se tratar da conta pelas bebidas. Suspirou, começando a procurar os poucos trocados que tinha colocado em algum bolso de sua calça antes de sair de casa. Quando achou o dinheiro, levantou-se pronto para pagar, mas Hyunjin já se afastava o chamando depois de ter anotado algo no bloquinho do loiro.

 

Olhou confuso de Hyunjin para Minho, ainda com o dinheiro na mão, mas o loiro apenas negou com a cabeça sorrindo.

 

― Não precisa, ele já pagou. ― disse antes de acenar e voltar para a lanchonete.

 

Jeongin respirou fundo tentando não se irritar mais do que já estava e voltou a guardar o dinheiro com força no bolço da calça. Hyunjin o esperava mais na frente parecendo estar impaciente e Jeongin caminhou ainda mais devagar, só para deixá-lo irritado.

 

― Não pode caminhar mais rápido? ― perguntou ele assim que o acompanhou. ― Estamos perdendo tempo. ― disse voltando a caminhar.

 

― Perdendo tempo? ― perguntou confuso e cruzando os braços. ― Mas eu vou pra casa. ― disse fazendo Hyunjin parar e o olhar.

 

― Casa? ― perguntou dando um rápido sorriso de lado e logo voltando a ficar sério. ― Ainda não querido Jeongin. ― disse debochado voltando até ele que não tinha saído do lugar. ― Ainda temos um lugar para ir. ― avisou. Jeongin abriu a boca pronto para negar, mas foi interrompido. ― Quer mais uma de suas perguntas respondidas ou não? ― perguntou.

 

Não o respondeu, apenas assentiu desviando os olhos, fazendo Hyunjin sorrir satisfeito. Voltou a segui-lo, enquanto subiam as escadas em direção à calçada da rua. Quando Hyunjin já tinha terminado, Jeongin ainda faltava subir cinco degraus fazendo Hyunjin semicerrar os olhos para ele.

 

Jeongin só faltava fazer uma careta diferente a cada vez que apoiava o pé cortado no chão. O esforço que vinha fazendo para não demonstrar nenhuma dor parecia roubar todas suas energias, o deixando ofegante assim que terminou de subir os degraus.

 

― Você não está fazendo de propósito, não é? ― perguntou Hyunjin o acompanhando.

 

― Fazendo o quê? ― perguntou o olhando.

 

― Andando pior que minha avó. ― disse ele. Jeongin parou e bufou irritado.

 

― Eu cortei meu pé, satisfeito? ― perguntou querendo inflar as bochechas pela raiva, mas desistiu e apenas desviou os olhos para os carros passando, quando percebeu Hyunjin prender uma risada.

 

― Como você cortou o pé? ― perguntou ele parecendo estar se divertindo com sua desgraça.

 

― Não te interessa. ― disse voltando a andar.

 

Hyunjin ficou para trás enquanto ria de si, e Jeongin continuou a andar sozinho, nem sabendo para onde ir, só não queria ter que o ouvir rindo e debochando de si. Não era como se tivesse se cortado de propósito. Hyunjin era mesmo um idiota insensível.

 

Mas logo Hyunjin estava ao seu lado o acompanhando. Jeongin o olhou de canto de olho, vendo que o mesmo apenas permanecia com um sorrisinho nos lábios. Revirou os olhos, com certeza ele ainda continuava a rir de si internamente.

 

Jeongin avistou a faixa de pedestres e imaginou-se empurrando Hyunjin ali para ser atropelado. Sorriu internamente, mas foi interrompido de seus pensamentos homicidas contra ele, quando sentiu sua mão ser segurada levemente o fazendo parar no mesmo instante.

 

― Parece que não foi somente o pé que foi cortado. ― disse Hyunjin analisando seus dedos que estavam com curativos e virando a palma da mão que, também continha pequenos cortes, mas que por serem muito pequenos, não dava para colocar curativos.

 

Jeongin observou sua mão sendo segurada de forma gentil, enquanto ele passava seu polegar levemente por cima de um dos arranhões ali. Engoliu em seco. Um frio incomodo se fez presente em seu estômago e seguiu  passando por seu braço indo para sua mão que era segurada. Parecia ter se desligado de tudo ao seu redor para se focar apenas em sentir aquele contato que lhe transmitia certo cuidado e carinho.

 

Automaticamente sua mente foi levada a procurar por lembranças de todos os contatos que teve com ele, até encontrar os que se assemelhava com aquele que estava tendo. A maioria dos contatos que trocou com ele que possuiu certo carinho e gentileza foram os que tiveram durante o beijo, e quando se lembrou deles seu interior ficou agitado o fazendo acordar de seus devaneios e perceber o quanto seu coração estava acelerado.

 

Puxou rapidamente sua mão da dele, fazendo Hyunjin o olhar. Jeongin se sentiu nervoso pela forma intensa em que ele o olhava, parecendo até saber o que tinha se passado em sua mente. E o clima ali antes de brincadeira e irritação transformou-se em um carregado, fazendo Jeongin até sentir dificuldade em respirar.

 

― Vamos. ― foi apenas o que Hyunjin disse, enquanto voltava a andar.

 

Jeongin suspirou tentando controlar as batidas idiotas de seu coração. Não foi nada demais, nada demais. Dizia internamente tentando se acalmar. Voltou a seguir o outro, ignorando seu pé que começou a latejar por caminhar um pouco mais rápido e atravessou junto dele e várias outras pessoas a faixa de pedestres.

 

Jeongin observou Hyunjin caminhar ao seu lado daquela forma toda confiante que só ele sabia fazer. A postura inabalável e o vento batendo em seus cabelos o dava a impressão de que nada podia o atingir e Jeongin invejou isso nele.

 

Depois do que aconteceu ainda pouco, ficou preocupado de que qualquer outro contato que tivesse com ele pudesse o deixar naquele estado lamentável com as lembranças que deveriam ser esquecidas invadirem novamente sua mente. Deveria se manter atento e evitar qualquer tipo de contato que fosse, pois tudo que sentiu apenas por tocarem as mãos o assustava.

 

Jeongin estava com medo, não deveria ter sentido nada daquilo por Hyunjin.


Notas Finais


EHEHEHEHE

Pois é meu povo, foi isso ^_^

Uma das respostas de Jeongin já foi respondida, ainda falta duas...
Minho apareceu uhuuuuuuu

Se tem alguém aqui que não gosta de capítulos grandes, sorry, mas quando percebi já tinha esse quilo de palavras... Eu amo capítulos grandes, mas não sei vocês.

Qualquer erro me perdoem, vou analisar tudo de novo e corrigir se tiver algum.
Venham me dizer o que acharam desse encontro não encontro desses dois aqui nos coments ashuashuashua

Até o próximo!
XOXO


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