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História Brisa do Passado (Vidas passadas) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Este é um dos meus originais mais uma vez baseado no sobrenatural, porém, com algumas crenças acerca de vidas passadas e amores perdidos e proibidos.
Espero que gostem desta minha obra.
Obrigado.

Capítulo 1 - Visita a Salem


Fanfic / Fanfiction Brisa do Passado (Vidas passadas) - Capítulo 1 - Visita a Salem

Mansão Blackwood

- Sarah! – Chamou uma voz que eu queria confundir com meu despertador, mas não podia, não conseguia competir, ele era sem dúvida mais irritante. Abri meus olhos vagarosamente e vi minha governanta com ambas as mãos na cintura parecendo uma vendedora de peixe ambulante e com um olhar que dizia “você está fudida” e não com um ar maternal, como eu esperava de uma governanta. Mas ela estava há anos na família, não a podia demitir, se bem que, eu já o teria feito há muito tempo se fosse por mim, ela ignora os meus amigos da faculdade, principalmente Jonatan, meu melhor amigo. Acordei dos meus devaneios quando ela puxou minhas cobertas me deixando quase pelada. Nossa, eu odiava aquela mulher.

Me encolhi e ela voltou a berrar – Srta Blackwood eu não volto a avisar nem mais uma vez, na próxima vez quem virá aqui é seu pai em pessoa.

Eu me sentei na cama e soltei uma gargalhada bem sonora. – Papai ? Ele desceria do leito da sua meretriz ou do seu jatinho para vir aqui ME ACORDAR. MUAHAHAHA…. Ai…

Ela virou costas batendo com a porta do meu quarto e dizendo algo como “guria irritante e mal educada” eu quase num ato infantil mostrei o dedo do meio para ela enquanto mostrava a língua.

- Vá se ferrar. – Voltei a tapar a cabeça com as cobertas quando meu celular toca, eu meio grogue atendo e ouço a voz do idiota do Jon do outro lado. – Sarah, onde você está ? Esqueceu que dia é hoje ?

- Dia de ficar na cama curando ressaca ?! E você está acordado às… 7h da manhã… wow, se superou heim Jon.

- Aff. – Ouvi ele suspirar do outro lado. – Se você quiser ser um bom historiador tem de estar a par dos acontecimentos e acima de tudo CHEGAR A HORAS A SEUS COMPROMISSOS !

Eu afastei o celular do ouvido, droga, ele sabia ser mesmo chefão. Mas ele tinha razão, eu abri bem os olhos e vi na agenda em frente à minha cama, era hoje, o dia em que iriamos de viagem da classe para Salem, era a nossa viagem de formatura, era o meu passaporte para um bom emprego na área de historiadora.

- Droga, Jon, me desculpe. Estarei ai em 20 minutos.

- Sarah Blackwood pedindo desculpas ? ahah não é todos os dias que oiço isso. Mas não esquenta, eu vou te pegar. Ainda temos tempo.

- Meu motorista…

- Esquece isso, vai ser mais divertido na minha moto.

- Moto ? Ah não…

- Não aceito não como desculpa Sarah. Quinze minutos e estarei ai.

Ele desligou o celular e eu suspirei caindo para trás na cama. Moto?!

 

Quebra de tempo

 

Estávamos de caminho para Salem, eu olhava pela janela e ainda segurava o capacete de Jonatam, ele estava entre mim e Aline, nossa amiga da faculdade. Eles comentavam a casa monumento e até mesmo os morros sem graça.

Eu coloquei minha cabeça encostada à janela do trem. Jon me deu uma cotovelada. – Hey, não foi assim tão mau, foi ?

- Porque diz isso…

- Ainda está segurando isso como se sua vida dependesse disso.

- Pior que minha vida depender disso aqui, foi depender de você.

Ele não desfez o sorriso. – Estou me habituando a seu mau humor Sarah, não se preocupe, sou seu saco de pancada, mas só hoje porque estamos tendo um passeio agradável.

Rolei os olhos

- Tacando foto a morros e a pedestes…

Ele retirou o capacete das minhas mãos – Hey!

- Você devia curtir o passeio, aliás já estamos chegando.

Aline estava com sua câmera fotográfica debaixo do braço pronta para a ação. – Ouvi dizer que próxima parada será o museu das bruxas. – Ela disse exitada.

 

 

Salem

 

Ouvimos a voz do professor de Artes que nos conduzia pelas ruas de Salem.

- Nossa primeira visita será ao mudeu de Salem.

- Eu faaalei.

Rolei os olhos.

- Você consegue ser menos nerd Aline ?

- Atenção ai atrás, silêncio enquanto entramos no museu, não quero piadas e sobretudo, não toquem em nada, entendidos ?

Todos fizemos aham outros tossiram.

- Ótimo. Entrando dois a dois em fila indiana, vamos. – Ordenou o professor.

Jonatam me deu a mão e eu a retirei rapidamente me fingindo interessada num quadro, mas depois realmente me interessei por aquele quadro. O que ele tinha de tão especial ? Eu podia querer ser uma historiadora, porém, nunca apreciara muito a arte em si. Aline encostou a sua cabeça com a minha. – Nooossa…. Jon !

Jonatan juntou a cabeça com as nossas. – Droga ! Ambos olharam para mim.

- Vacas me mordam, ela é igualzinha a você Sarah.

- Não pode ser tão idêntica assim, quero dizer, ela supostamente era uma bruxa.

- Arder na fogueira não significa ser uma bruxa, além do mais não está cientificamente comprovado que elas eram mesmo bruxas, estas pessoas podiam ser mentes demasiado abertas e visionárias para a época.

- Obrigada pela lição de história Aline.

Ela esboçou um sorriso de orelha a orelha. – Mas é sério… - Jonatan estava com o dedo indicador seguindo os traços da mulher na pintura. – Ela é Sarah com uns 30 anos em cima e algumas plásticas.

- Sim, o nariz dela não é tão pequeno…

- Os cabelos dela são mais oleosos…

- JÁ BASTA! – Gritei com o rosto fervendo.

O professor olhou de lado mas depois voltou à visita guiada. Alguns minutos depois ordenou que nos recolhêssemos no hotel ali perto que estava financiado pela nossa faculdade.

Fiquei no quarto de Aline.

Estava olhando para cima, para o nada, me lembrando daquela pintura e da nossa semelhança. Aline estava com o livro de história cobrindo seu rosto apenas se via suas mechas de cabelo loiro saindo e seus óculos de garrafa bem ajustados se movendo de um lado para o outro e me olhando de les a les.

- Aline, se importa se eu for dormir ? Estou cansada.

- Sem problema Sarah, tenha uma boa noite. – Ela apagou a luz do quarto e acendeu uma lanterna com um sorriso, ela sempre vinha preparada. Rolei os olhos e tapei a cabeça. Assim que cai no sono, eu me vi, numa casa rústica, eu segurava algumas roupas o cheiro era de lavanda com jasmim, eu vestia alguns trapos, sim aquilo comparado com o meu closet era trapos. Assim que entrei na casa miserável que era do tamanho do meu banheiro pessoal praticamente, veio um homem muito bonito porém com uma roupa simples também, ele segurou na roupa e a colocou em cima de um cômodo e me segurando pela cintura olhou em meus olhos… Mas eu só conseguia focar em seus lábios. Ele colocou uma mão sobre os meus cabelos e quando ia falar, eu acordei, acordei suando frio. 



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