História Brokeback Mountain - Destiel - Capítulo 3


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Categorias Supernatural
Personagens Anna Milton, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Meg Masters
Tags Casdean, Castiel, Dean Winchester, Deancas, Destiel, Supernatural
Visualizações 21
Palavras 1.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Dois


Fanfic / Fanfiction Brokeback Mountain - Destiel - Capítulo 3 - Dois

       O verão continuou e eles levaram as ovelhas para um novo pasto, trocaram de acampamento; a distância entre este e as ovelhas era maior e a cavalgada noturna mais longa. Dean ia devagar, dormindo de olhos abertos, mas as horas que ele ficava longe das ovelhas se esticavam mais e mais. Cas soprou um acorde gritante de sua gaita, abafado pelos barulhos da égua, e Dean tinha uma voz boa e grave; algumas noites eles tentavam arranhar algumas músicas. Dean sabia as palavras malandras de "Strawberry Roan." Cas tentou uma música de Carl Perkins, urrando "what I say-ay-ay," mas deu preferência a uma canção triste, "Water-Walking Jesus," ensinada por sua mãe que acreditava no Pentecostes, e cantou sóbria e lentamente, com a voz pesada e misteriosa, atiçando o ganir dos coiotes na distância.

      "Muito tarde pra voltar pras ovelhas," disse o Winchester, bêbado e de quatro numa hora fria em que a Lua indicava que passavam das duas. As pedras da campina brilhavam em verde e branco e um vento seco assobiava, abaixando o fogo e penetrando no meio da grama amarelada. "Tem outro cobertor, vou deitar aqui fora e tirar um cochilo, vou pra lá assim que clarear."

       "Congele aí fora quando o fogo apagar. Melhor dormir na barraca." Cas disse.

       "Duvido que vou sentir frio ou alguma coisa." Mas ele cambaleou embaixo da lona, tirou as botas, roncou no chão por um tempo, acordou Cas com o bater de seus dentes. Dean estava quase literalmente congelando.

       "Jesus Cristo, pare de teimosia e venha até aqui. O saco de dormir é bem grande," disse Castiel numa voz irritante e sonolenta. Era bem grande, bem quente, e em pouco tempo eles aprofundaram a intimidade consideravelmente deitando lado a lado, muito próximos em função do espaço. Dean já percorreu todas as estradas consertando cercas ou gastando dinheiro, e não queria mais nada de sua vida quando Cas pegou sua mão esquerda docemente e levou-a até lá, em seu membro já ereto. Dean puxou a mão como se tivesse tocado em fogo, ele não era assim, ele não queria toca-lo desse jeito, mas ajoelhou-se, abriu o cinto, abaixou as calças, deixando Cas de quatro voluntariamente.

       Os dois sabiam o que estava pra acontecer. As borboletas no estomago de ambos tornavam a situação ainda mais embaraçosa. Dean culpou-se e pediu perdão a Deus por ter ficado excitado, e com a ajuda de um pouco de cuspe, sem preliminares ou frescuras, penetrou Castiel sem dó. Nada que ele já tinha feito, mas que não precisava de nenhum manual de instruções. Eles continuaram em silêncio exceto por algumas inspirações profundas e pelo engasgo de Cas "Falta pouco, Dean!", acabaram e dormiram.

       Dean acordou na manhã vermelha com as calças em torno dos joelhos, uma dor de cabeça terrível e Castiel de costas pra ele ainda adormecido e sem calças, ele concordou consigo mesmo que aquela era uma bela visão. Sem dizer nada ambos sabiam que seria aquilo pelo resto do verão, as ovelhas que se danassem.

       E assim foi. Eles nunca falavam sobre o sexo, deixavam-no acontecer, primeiro apenas na barraca à noite, depois em plena luz do dia com o sol quente a pino, e à noite na luz do fogo, de modo rápido e desajeitado, rindo e murmurando, eles se sentiam felizes e livres, sem falta de sons, mas sem dizer uma palavra a não ser uma vez em que Dean disse: "Você sabe que eu não sou bicha" e Cas respondeu com um "Eu também não sou. Isso é só uma vez ou outra. É problema nosso e de mais ninguém. Nós não deveríamos nos preocupar com isso."

       Eram apenas os dois na montanha flutuando no ar eufórico e amargo, vivendo o melhor momento de suas vidas, atentos como águias enquanto observavam as luzes dos veículos na planície lá embaixo, desligados de todas as coisas comuns e longe dos cães pastores que uivavam durante a noite. Eles acreditavam estar invisíveis, sem saber que o Sr. Ketch havia os observado com seus binóculos por dez minutos diários, esperando até que abotoassem seus jeans, esperando até que Dean voltasse para as ovelhas antes de levar a mensagem enviada pela família de Cas, dizendo que a tia Amara estava com pneumonia no hospital e tinha poucas chances. Mas ela se salvou, e Ketch subiu a montanha para avisar, com seu olhar fixo e pesado em Castiel, sem ao menos desmontar de seu cavalo.

       Em agosto, Dean passou uma noite toda com Cas no acampamento e houve uma tempestade que fez o rebanho ir para o oeste e se misturar com as ovelhas de um outro lote. Foram uns cinco dias miseráveis, Dean e um pastor Chileno que não entendia inglês tentando separá-las, tarefa quase impossível já que as marcas de ferro estavam gastas a essa altura. Mesmo quando os números estavam certos, Dean sabia que as ovelhas ainda estavam misturadas. Tudo parecia misturado de um modo perturbador.

       As primeiras neves chegaram cedo, dia treze de agosto, ficando a um pé de altura, mas foram seguidas de um degelo rápido. Na semana seguinte Arthur Ketch mandou a ordem para voltarem — uma tempestade ainda maior estava chegando do Pacífico — e eles juntaram tudo e desceram a montanha, pedrinhas rolando em seus calcanhares, nuvens roxas se formando a oeste e o cheiro metálico de neve chegando. A montanha fervia com energia demoníaca, penetrada por raios de sol passageiros que rachavam as nuvens, o vento cortava a grama e subia pelos pinheiros num rugido bestial que atravessava as pedras. Enquanto desciam a encosta Dean sentiu que estava em câmera lenta, numa queda desesperada e irreversível. Era a primeira vez que percebeu que teria que se despedir de Castiel, e o rapaz que não era "bicha" estava começando a duvidar de si mesmo e suas palavras.

      Sr. Ketch pagou-lhes, falou pouco. Olhou para as ovelhas com uma expressão amarga e disse, "Algumas dessas nunca subiram com vocês." A contagem também não era o que ele esperava. Ser rancheiro nunca tinha sido o melhor dos trabalhos.

       "Vai pastorear de novo verão que vem?" Castiel disse a Dean na rua, uma perna já dentro de sua picape verde. O vento soprava forte e frio. O Moreno sorriu pequeno, a tristeza o tomando por saber que aquilo era um "adeus".

       "Acho que não."

       Uma nuvem de poeira subiu e se espalhou pelo ar com cascalho fino e ele apertou os olhos. "Como eu disse, Anna e eu vamos casar em Dezembro. Vou tentar arranjar um rancho. E você?" Ele virou a cara pra não ver o lábio roxo de Cas, por causa do soco que o mesmo tinha lhe dado no último dia.

       "Se não aparecer nada melhor. Pensei em voltar pra terra do meu pai, dar uma mão pra ele no inverno, então talvez ir pro Texas na primavera. Se o exército não me pegar."

       "Bem, então, acho que te vejo por aí." O vento virou um saco de ração no fim de rua que foi arrastado até debaixo do caminhão. Dean Winchester sentiu como se o próprio soco o atingisse a dizer essas palavras miseráveis.

       "Certo," disse Cas, e eles apertaram as mãos, trocaram pancadinhas nas costas, e então havia quarenta pés de distância entre eles e nada a fazer senão partir na direção oposta. Depois de uma milha Dean sentiu como se alguém estivesse tentando arrancar suas tripas de uma vez só. Ele parou na lateral da estrada e, na neve recém-caída, tentou vomitar, mas nada saiu. Ele se sentiu mal como nunca e aquilo demorou um bom tempo pra parar.

        Em dezembro, Dean se casou com Anna e a engravidou em meados de Janeiro. Ele arranjou uns bicos em ranchos, então se estabeleceu nas terras do velho Elwood ao norte de Lost Cabin no distrito de Washakie. Ainda trabalhava lá em Setembro, quando Anna Jr., como ele chamava sua filha, nasceu e seu quarto ficou cheio daquele cheiro de sangue velho, leite e merda de bebê, e os sons eram de choro, a criança mamando, os murmúrios sonolentos de Anna, todos afirmavam a fecundidade e a continuidade da vida para alguém que trabalhava com gado.

       Quando as terras de Elwood faliram eles se mudaram pra um apartamento em Riverton em cima de uma lavanderia. Dean virou operário na construção da estrada, tolerante, mas trabalhando aos fins de semana na roça pra ter onde deixar seus cavalos. A segunda menina nasceu e Anna queria ficar na cidade perto da clínica pois a criança tinha asma.

       "Dean, por favor, chega de ranchos solitários para nós," ela disse, sentada em seu colo, colocando seus braços finos e frágeis em torno dele. "Vamos arranjar um lugar aqui na cidade?"

       "Pode ser," disse Dean, enfiando a mão dentro da manga da blusa dela e alcançando os pelos de sua axila. Seus dedos desceram até seus quadris e barriga, sobre o umbigo e joelhos e depois para a parte molhada em direção ao polo norte ou ao Equador dependendo da direção para a qual se navega, acariciando até ela se contorcer e empurrar os quadris para baixo, até que ele parou, bem rápido como ela odiava. Ficaram no pequeno apartamento que ele preferia pois podia ser deixado a qualquer hora.

       O quarto verão desde a montanha Brokeback chegou e em junho Dean recebeu uma carta de Castiel Novak, o primeiro sinal de vida em todo aquele tempo.

       'Amigo essa carta está bem atrasada. Espero que você a receba. Ouvi falar que está em Riverton. Chego no dia 24, pensei em passar por aí e te comprar uma cerveja. Responda se puder, diga se está aí.'

       O endereço de retorno era Childress, Texas. Dean respondeu, 'Pode apostar, estarei te esperando.', deu o endereço de Riverton.


Notas Finais


Agradecendo mais uma vez por todos que leram e comentaram no capítulo anterior, minha eterna gratidão.

Se você leu até aqui, muito obrigada de verdade!

Com amor,

Vicky


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