História Broken Characters - Capítulo 10


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Fumikage Tokoyami, Gran Torino, Hitoshi Shinsou, Hizashi Yamada (Present Mic), Ibara Shiozaki, Katsuki Bakugou, Kurogiri, Kyoka Jiro, Mashirao Ojiro, Mei Hatsume, Midoriya Izuku (Deku), Mina Ashido, Minoru Mineta, Mirio Togata (Lemillion), Momo Yaoyorozu, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Stain, Toga Himiko, Tomura Shigaraki, Toru Hagakure, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity), Yagi Toshinori (All Might), Yosetsu Awase, Yuuga Aoyama
Tags Boku No Hero, Midoriya, Tododeku, Todoroki, Yaoi
Visualizações 115
Palavras 2.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo! Me amem muito por ter tirado tempo para fazer esse capítulo, TENHO UMA TABELA PERIODICA E UM TRABALHO DE CIENCIAS PARA ENTREGAR AMANHÃ E AINDA NÃO COMECEI, sim, eu sei que esse capítulo foi mais focado no Todoroki e Tokoyami que no romance, mas foi uma brecha boa para desenvolver os dois.
Boa leitura!

Capítulo 10 - I - Black Stone Heart


Fanfic / Fanfiction Broken Characters - Capítulo 10 - I - Black Stone Heart

“Meu coração

É uma pedra negra

Uma garra da lua na noite

Venha com essa escuridão

Eu venho,

Com essa escuridão

E vá embora inocência

Vá embora inocência”

 

Escuridão, era aquela a palavra que descreveria melhor o cenário que envolvia os dois soturnos rapazes, um ambiente decorado de maneira sombria, com espadas e escudos medievais, pôsteres de bandas de Darkwave, como Ghosting e Bauhaus, além dos móveis quase que vitorianos com sua aura negra, junto do felpudo tapete, cuja textura remetia as plumas de um corvo, em que ambos estavam sentados, iluminados apenas pelas velas ao redor, o escuro continuava predominante, a pouca iluminação era o necessário para conseguirem ler as páginas amareladas de livros que pouco tinham a ver com o trabalho de história, sim, incrivelmente, Tokoyami e Todoroki perceberam ter mais em comum do que qualquer um imaginaria, estavam recitando um para o outro poemas sobre dor, perda e devastação, ajudando a criar um clima obscuro que flertava com suas almas.

— Isso é realmente dor de verdade... — Sussurrou o homem-pássaro, ao terminar de ouvir a prosa que Shoto havia feito sobre como se sentia.

— Sim... É o que eu sentia, e ainda sinto, todas as vezes que meu pai me magoava.

— Você quer que a canção do nunca-mais ecoe entre seus laços familiares não é?

— Sim, mais do que tudo. — Confirmou Shoto, fechando seu diário, cuja capa era preta e discreta.

A conversa totalmente paralela com as responsabilidades prosseguia, já havia até mesmo se aberto sobre Midoriya, pois Tokoyami o falará sobre o amigo ter o procurado e falado sobre a situação, agora estavam debatendo as questões amorosas em suas vidas, como seus corações negros não pareciam querer corresponder às emoções que os iluminavam, e como aquilo os abatia firmemente. Quando menos esperavam, já era meia-noite, haviam ficado mais que o necessário conversando, e o trabalho nada. Riram um do outro ao perceberem aquilo, mas não se julgaram, apenas continuaram com os questionamentos e reflexões, Todoroki sentia que poderia falar toda a verdade para Fumikage, que não seria julgado, era como se ele entendesse sua profunda dor.

— Você tem realmente uma alma gótica, Todoroki, já pensou em fazer parte dessa subcultura? — Falou Tokoyami, mexendo seu candelabro em formato de crânio pelo quarto, iluminando os logos de bandas e discos que tinha pelas prateleiras.

— Sim, eu sempre gostei de preto, The Cure é uma das minhas bandas preferidas, gosto de Poe, mas acho que não ficaria bem em mim. — Respondeu, um tanto sem jeito, a realidade era que havia passado um bom tempo tentado a fazer parte de alguma tribo urbana, mas lhe faltava coragem, era inseguro, tinha medo de talvez rirem dele por isso, não poderia simplesmente aparecer da noite para o dia com batom preto e um cabelo estilo Robert Smith, seria quase que suicídio de tão repentino.

— Não é questão de ficar bem, é questão de encaixar, se você se sentiria melhor podendo expressar o que sente pela sua aparência, de uma maneira artística eu diria, como Siouxsie faz em sua maquiagem, talvez você conseguisse encontrar melhor o seu próprio eu.

 — Você encontrou o seu?

— Meu eu?

— Sim.

— Talvez, mas acho que ele se perdeu em meio às sombras — Respondeu, passando as mãos pequenas pelas plumagens de sua cabeça, com um olhar pensativo.

— Talvez o meu eu também esteja junto das sombras, mas eu realmente não sei.

— Não vai saber se não procurar.

— Realmente.

O olhar sangrento do corvo se cruzou com o heterocromático do outro, entendendo-se perfeitamente, conseguindo adivinhar o que se passava na cabeça de ambos, até que sem nem sequer dizer algo, começaram a pequena transformação de Todoroki para algo mais único. Foi questão de minutos para que suas unhas estivessem pretas, com um esmalte que Tokoyami sempre usava, uma sombra preta estivesse aplicada nos olhos junto de lápis e um pouco de batom escuro nos finos lábios, quando Todoroki se olhou no espelho, conseguiu sentir algo além de desgosto, era como se realmente estivesse sendo refletido ali.

— Porque você tem todas essas coisas aqui...? — Indagou o recém “gotiquizado” um tanto pensativo.

— Uh... Eventualmente eu uso, ou você achou que meus olhos tinham essas linhas escuras ao redor naturalmente? — Admitiu, visivelmente envergonhado, Tokoyami sempre se mantinha relutante quando o assunto era falar sobre seus gostos pessoais.

— Faz sentido, eu te acho realmente sombrio, Tokoyami.

— Digamos que agora posso te dizer o mesmo. — Sorriram um para o outro — Sabe, eu acho sua cicatriz digna do fantasma da opera, te dá um ar ainda mais melancólico e espectral, se me permite fazer esse comentário é claro.

— O-Obrigado, ninguém nunca havia feito essa comparação antes... Acho que tem um lado bom até nas coisas ruins pelo visto. — Agradeceu, nervoso, levando em consideração aquele estranho elogio, por alguns segundos não se sentiu mais um monstro desfigurado, se ver como um fantasma condenado em lamuria parecia mais... romântico? Sim, era essa a palavra.

— Agora que percebi, praticamente não fizemos nada do trabalho de história, me desculpe por ter te feito perder tempo. — Fumikage disse formalmente, ao ouvir mais uma badalada do pesado relógio no canto obscuro de seu quarto.

— Tudo bem, foi divertido, e... foi bem importante para mim, obrigado por ter me ajudado a encontrar um pouco mais do meu “eu” — Shoto sorriu verdadeiramente, sentiu que havia feito um novo e ótimo amigo.

— Eu quem agradeço, sua chama é a mais negra dentre todo o inferno. — Fez uma reverencia formal para Todoroki. — Ah, e pode levar isso, acho que você vai querer usar. — Pegou um lápis preto de reserva que tinha numa das gavetas entregando para o outro, lhe deixando um tanto sem jeito e relutante — Vamos lá, aceite, é um presente para a folia na escuridão.

Todoroki não pôde negar, não diante daquelas palavras penumbrosas vindas do corvo, cujo escarlate olhar penetrava diretamente em sua alma, pegou o objeto, o guardando no bolso de sua calça, teria de voltar para seu quarto agora, ou logo ficaria demasiado tarde. Despediram-se com um formal aperto de mãos, se separando entre a luz dos corredores e a escuridão do quarto de Tokoyami. O meio-ruivo agora andava pela luz, indo até o elevador, até passar pelo quarto de Midoriya, que ficava no mesmo andar do de Tokoyami, engoliu em seco, tentado a bater, a falar sobre como se sentia mais uma vez, havia feito com ajuda do mais novo amigo um poema dedicado a Izuku, mas estava com medo de como ele poderia reagir, de como seria estranho aparecer naquele horário com uma aparência tão diferente, o que o fez fraquejar e passar reto, indo de uma vez para o quinto andar, onde ficavam seus aposentos, com Sero e Satou como vizinhos, eles não eram barulhentos, então agradecia.

Ao chegar ao seu quarto, tirou os sapatos como de costume, retirando o uniforme e vestindo seu pijama de coloração escura, olhando-se no espelho uma última vez, havia até esquecido de entregar de volta os acessórios que Tokoyami havia colocado em seus dedos, junto de uma cruz em seu pescoço, analisou bem a própria forma, percebendo o quão fora do lugar a parte vermelha de seu cabelo ficava, o que o fez ter a ideia de se livrar dela, o faria sentir-se melhor, sem ter uma parte de seu pai consigo, talvez devesse a pintar de preto, iria fazer isso assim que pudesse, queria o mais rápido possível se desprender das  raízes do passado e embarcar em uma nova aventura consigo mesmo.

Lembrando-se que não era recomendado dormir com maquiagem, teve que remover precisamente todos os produtos de seu rosto, voltando a ser seu antigo eu, uma face pálida e sem graça, não era estiloso como antes, o que o fez suspirar em desgosto, ficando a se observar apenas um pouco mais, por fim, removeu os adornos e deitou-se em sua cama ao apagar a luz, ficando por um bom tempo pensativo, observando a escuridão, sentindo-se observado de volta, estava indo dormir demasiado tarde em comparação ao horário que deveria acordar, mas não podia negar que havia sido por uma boa causa, nunca achou que iria se considerar bonito algum dia, ainda mais com coisas tão peculiares, estava  começando a ter uma nova visão de si mesmo.

Seus sonhos foram de uma estranha coesão com os sentimentos, estava com Midoriya em um cemitério, de joelhos para este, que se sentava em um tumulo, vestidos de maneira vitoriana, então, recitava palavras que não conseguia entender para ele, podendo ver seu sorriso resplandecente como resposta, era tudo tão harmônico e caloroso, apesar da neve que os cercava, havia sido uma experiência única e reconfortante durante o sono.

Meus olhos iam de encontro com os orbes esmeraldas de Midoriya, mantendo uma afeição mutua, conforme a neve caia dos céus gélidos, como um choro congelado e demasiado forte para ser derretido pela pressão atmosférica, cujas lágrimas pintavam tudo de branco, todas as estatua, todos os túmulos, toda a terra, nossos cabelos, por fim eu estava completamente puro, sem o odiável vermelho, o observando, repleto de ternura, me aproximando com um livro em mãos, quando nossos lábios estavam prestes a se tocar ele...

O bip agudo e estressante do relógio soará, o despertando do profundo sono, com um péssimo humor por ter sido interrompido na melhor parte, porque as coisas tinham que ser tão injustas? Não queixou-se, pelo menos não em voz alta, apenas amaldiçoou as circunstancias, se levantando, havia acordado mais confiante consigo mesmo, era estranho o sentimento de não estar se odiando tão intensamente a cada segundo, de não ver aquela marca em seu rosto como algo totalmente negativo, teria de fazer o trabalho de história ainda assim um pouco atrasado, mas teria tempo suficiente para dar seu melhor nele, havia desperdiçado a primeira chance de se livrar das responsabilidades com algo que por mais fútil que pudesse parecer, havia sido uma das coisas mais profundas que já o ocorrera.

Não demorou em tomar um banho, sempre com a água fria, não só para despertar, mas como para não ter nenhuma memória negativa logo de manhã. Quando saiu, com os cabelos secos por terem sidos cobertos por uma touca de plástico, secou-se com a toalha branca que tinha pendurada no banheiro, indo de volta para a região principal do quarto, seu corpo regulava bem a temperatura, isso quando não estava com problemas de vitaminas é claro, o que era útil, não tremia ou se arrepiava com o frio. Vestiu o uniforme, sempre organizado e bem passado, com um nó perfeito na gravata vermelha e aparência impecável, era cuidadoso com suas coisas. Olhou um pouco para si no espelho, vendo aquela franja que não parava de o incomodar, tinha que dar um jeito, e esse foi a dividir em alguns pedaços, deixando afastada da região dos olhos, mantendo três madeixas emoldurando seu rosto e uma caindo entre as sobrancelhas, era como usava seu cabelo quando este estava mais curto, mas com um ar diferente, tanto pelo cumprimento quanto pela forma que estava franzindo o cenho. Organizou seu material, pegando os itens que deveria devolver a Tokoyami e saindo do quarto, trancando bem a porta, indo para o elevador, a ponto de entrar com Sero e Satou, estes que conversavam sem parar sobre como deveria ser uma fita adesiva de bolo, era uma ideia estranha que simplesmente brotará em suas mentes assim que acordaram.

— Bom dia! — Disseram juntos ao verem Todoroki, acenando para ele, sorridentes.

— Bom dia. — Shoto cumprimentou gentilmente, com um olhar mais suave, educado com ode costume.

Enquanto desciam para os outros andares, foram surpreendidos por Midoriya e Tokoyami, que entraram para ir até o andar principal junto deles. Todoroki não pôde evitar sorrir e corar de imediato ao ter a inesperada vista de seu possível namorado, ainda não sabia como rotular o relacionamento que estavam tendo, teve que voltar a realidade ao se deparar com a silhueta sombria de Tokoyami, que acenou positivamente para ele, recebendo os anéis e colar de volta.

— Bom ver vocês dois. — Todoroki falou, sem tirar seus olhos de Midoriya, deixando sua expressão dócil e com o tom mais suave que poderia ter.

— Idem. — Retrucou o corvo, percebendo o olhar de Shoto para com o outro, ficando encostado num dos vértices do elevador em silencio, queria apenas observar aquele amor tão puro.

— Você e o Tokoyami estavam fazendo o trabalho juntos não é? Eu sempre soube que se dariam bem! Aliás, eu acho que vocês têm muitas coisas em comum, vocês dois gostam de poemas não é? — Midoriya dialogava alegremente, sempre com o mesmo sorriso, recebendo respostas positivas dos dois rapazes, que ajudaram a manter a conversa em trio, enquanto a dupla de Sero e Satou continuavam com suas duvidas estranhas.

Ao chegarem no primeiro andar, viram todos os outros estudantes, juntos na mesa, suas vozes estrondavam pelas paredes, todas sonolentas, a maioria mal humorada, e todas de certa forma curiosas, recebendo calorosamente o quinteto que havia acabado de chegar. Sentaram-se todos em seus lugares, Todoroki estava visivelmente melhor naquele dia, tomando seu leite com chocolate de sempre e comendo um bolinho. Apesar de que havia uma incrivelmente grande cafeteria na U.A, dentro dos albergues havia também uma cozinha para que se servissem nos horários fora do colégio, todos os alunos tinham que contribuir com as despesas apesar disso, era realmente como dividir uma casa com diversas pessoas, uma experiência diferente do que todos já haviam tido, e revigorante para as almas mais solitária ali.

Todos não puderam deixar de notas o dialogo constante entre Tokoyami e Todoroki, falando sobre coisas mórbidas, como cemitérios, poetas decadentes, bandas góticas e até cantarolando um estranho “Bela Lugosi’s Dead” juntos, que fez com que grande parte dos olhares fossem para os dois, reparando principalmente nas unhas pretas de Todoroki.

— Ele te levou para o lado negro da força? — Começou Kirishima, segurando a mão de Todoroki e apontando para Fumikage.

— Eu te falei para não deixar esse meio-a-meio andar com o emo, seu nerd de merda! — Exclamava Bakugo, olhando com nojo.

— Meça suas palavras, não me chame de emo. — Se defendeu Tokoyami, olhando fervorosamente para o loiro.

Todo o clima de festa parecia ter virado um funeral com as constantes implicâncias vindas de Katsuki e o visível desconforto da parte dos outros, que terminaram suas refeições o mais rápido possível, sem exceções, naquela manhã a sala A havia sido a primeira a chegar na classe, foi realmente de se estranhar tamanha pontualidade, teriam de ficar ainda pelo menos meia hora sem fazer absolutamente nada esperando os outros alunos e sinal, amaldiçoaram aquele conflito infantil mentalmente por os ter jogado em um tédio, mas iriam encontrar uma maneira de se ocupar, aquilo era um fato.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se sim, já sabe o que fazer, deixar um comentário, favoritar e quem sabe me seguir para receber mais histórias como essas xD
E não, NÃO É EMO O CERTO, é gótico, meçam suas palavras e não confundam!


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