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História Broken Crown - Capítulo 12


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Capítulo 12 - 100 Ways by Jackson Wang


Fanfic / Fanfiction Broken Crown - Capítulo 12 - 100 Ways by Jackson Wang

A noite chegava ao céu do Norte quando as carruagens reais pararam na frente do Palácio. Estava frio lá fora, sinal de que o inverno se aproximava; um inverno que Taehyung nunca havia visto, ele nasceu no verão, está acostumado com altas temperaturas.

— Jin hyung devia estar mesmo ocupado, ele saiu sem se despedir essa manhã. – falou Taehyung ainda dentro da carruagem, vestindo os pesados casacos que Hoseok o entregou assim que saíram do castelo dos Kim.

— Aquele Min vai vir mais cedo, por isso até nos tivemos que voltar antes. – disse Jungkook, sem segurar o tom sarcástico ao dizer o nome de Yoongi. Não era uma total mentira, o filho dos Min iria mesmo chegar mais cedo, o que pegou todos desprevenidos, porém o real motivo da partida repentina tanto de Seokjin quanto deles é o ataque ao templo, quanto menos tempo ficassem no Oeste, menores as chances de Taehyung descobrir.

— É uma pena, nem conseguimos ir para o templo, os monges vão puxar minhas orelhas por não ter ido visitá-los. – comentou Taehyung, saindo da carruagem logo atrás do alfa.

Jungkook olhou para o chão, se encolhendo dentro do manto quentinho, não tendo coragem de encarar Taehyung sabendo que nunca mais os monges lhe puxariam as orelhas.

— Está frio, vamos entrar logo. – Jungkook forçou um sorriso, arrumando o casaco pesado que Taehyung usa. Os dois entraram no palácio sem serem anunciados e foram logo para o quarto, foi uma viagem cansativa, tudo que querem é um banho quente e dormir por várias horas.

Hoseok os acompanhou para o quarto e correu para cozinha assim que Taehyung o dispensou, porém Jimin não estava lá, também não estava nos estábulos, na sala de jantar, na biblioteca, na sala de música, até no quarto dele Hoseok entrou procurando pelo ômega. O medo martelava em seus ouvidos quando ele entrou na cozinha pela segunda vez, encontrando uma criada que havia se tornado sua amiga, devido ao tempo que passava naquele cômodo.

— Onde está Jimin? – perguntou para Krystal, que polia a prataria na cozinha.

— Foi visitar os pais, a rainha o beneficiou com essas férias. – falou a ômega olhando para as colheres que está polindo a tanto tempo que nem sente mais os dedos.

— Quando ele volta? – Hoseok pegou um dos panos que Krystal usava, a ajudando a polir a prataria que seria usada no baile em homenagem a chegada de Min Yoongi.

— Não sei, são férias bem "inesperadas". – disse a garota dando de ombros, ela levantou a cabeça se aproximando de Hoseok para sussurrar. — Todos estão falando que a rainha deu essas férias para que o senhor Min não descubra do relacionamento do príncipe Jeon com o Jimin.

— Faz sentido. – Hoseok sussurrou de volta.

Claro que fazia sentido, é algo que Hoseok consegue imaginar a rainha fazendo. Afastando Jimin de todos, o deixando ainda mais infeliz apenas para que ninguém descubra que o precioso príncipe Jeon ama um criado.

O beta ainda lembrava bem de quando viu Jimin no Oeste, sendo carregado pelo desconhecido, no momento ele não tem a menor ideia do que poderia ter acontecido com seu amigo.

— Krystal, você sabe onde os pais do Jimin moram? – perguntou, polindo um prato com força até demais.

— Não sei... Mas na biblioteca tem um livro com tudo sobre todos os criados, não sei onde está e não posso te ajudar com isso oppa, não sei ler. – informou Krystal.

 

 

***

 

 

Jeongguk e Taehyung desceram para o café da manhã muito sonolentos, se fosse possível os dois ficariam por dias na cama dormindo, estava tão quentinho e confrontável na cama aquela manhã, que até mesmo se lavarem tornou-se um sacrifício. Porém logo qualquer sono que tivessem desapareceu, assim que a rainha Jeon levantou da mesa falando alto e abraçando os dois.

— VOU SER VOVÓ! – a rainha falava sem parar, tão rápido que Taehyung desistiu de tentar entender.

Os pais de Jeongguk fizeram tantas perguntas e abraçaram os dois tantas vezes que o ômega sentiu como se estivesse em casa; era estranha essa sensação de estar em casa, quando sua casa é o Oeste.

"Sua casa é onde está seu coração" Taehyung lembrou do que Seokjin uma vez disse e combina muito com sua atual situação, seu coração está no Norte? O ômega estava com medo da resposta dessa pergunta. Ele ama o Oeste, e sabe que seu reino sempre vai estar em sua prioridade, mas sua alma gêmea vive no Norte, será que por esse motivo ele se sente tão em casa no reino alheio?

Jeongguk apertando sua mão o fez acordar de seus devaneios, olhando em volta confuso.

— O que? – questionou Taehyung, desviando os olhos de seus dedos entrelaçados aos do alfa.

— Perguntei se teve algum mal estar, querido. – repetiu a senhora Jeon, sentada na mesa ao lado do rei. — Conheço um chá muito bom para enjoo.

— Nada que não possa controlar, está tudo bem. Estar enjoado me faz acreditar que isso tudo é real. – o ômega deixou escapar ao se sentar na mesa, se servindo do chá.

— Isso é real. – falou Jeongguk em voz baixa, apenas para que Taehyung o escutasse. — Quando o Min vai chegar?

— No baile dessa noite... Se comporte Jeongguk, o trate bem e tenha cuidado, durante os seis meses que o Min ficar todos os olhos estarão voltados para nós. – avisou o senhor Jeon.

— Sua família estava certa quando te afirmaram como um ômega genuíno, Taehyung. É muito difícil engravidar logo na primeira noite. – disse a rainha, com um sorriso que nunca saía de seu rosto.

Taehyung sorriu para ela de volta, segurando seu chá com as duas mãos, mas não o bebeu, um cheiro diferente emanava do líquido transparente.

— Colocaram algo novo no chá? – perguntou segurando a xícara próxima aos lábios.

— Não, talvez esteja desacostumado depois de tanto tempo bebendo o chá do Oeste. – a senhora Jeon se serviu do chá e o bebeu, mostrando que não havia nada de errado com ele.

— Deve ser isso. – Taehyung concordou com a cabeça, bebendo o líquido morno.

Enquanto ele comia notou que Seokjin, Namjoon e Hoseok não estavam na mesa. "Provavelmente está comendo na cozinha" pensou Taehyung.

— Onde estão Seokjin hyung e o lorde Kim? – questionou à rainha que acabava de comer suas frutas, como dona do palácio ela sabe os passos de cada um nesse lugar.

— Seu acompanhante está dando aulas para a criança que trouxe e o Lorde Kim foi contabilizar a comida e bebida para o baile.

Depois do café da manhã Jeongguk e Taehyung se separaram. Jeongguk foi encontrar a Sociedade de Honra que estava em polvorosa com a chegada do Min, muitos ômegas de clãs ricos querem se casar com Yoongi. Os Min podem ser o clã que perdeu o trono, mas ainda assim haviam ficado no poder a mais tempo que os Jeon e muitos acreditavam – em silêncio – que o clã Min deveria voltar a governar.

Taehyung foi para biblioteca, encontrando Seokjin e Sunny debruçados sobre livros. Seokjin explicava ao mais novo todas as normas de palácio e as regras que todos sabem, mesmo que não estejam escritas. Sunny tem um longo caminho para percorrer se vai querer ser um acompanhante do rei, no caso, de Taehyung.

— Não o force tanto Jin hyung, se eu bem te conheço já vai ensinar o dialeto antigo para o garoto. – falou Taehyung, se sentando na frente dos dois na enorme mesa de mogno que fica na biblioteca.

— Nós chegamos no dialeto antigo e tudo que aprendi até agora foi "hello". Porque as pessoas tinham que falar com esses rabiscos? Nunca vou ver significado nisso! – resmungou Sunny, batendo sua testa no papel com tinta fresca.

— Não é tão difícil assim, Sunny. Não queria sair do Oeste? Agora vai ter que estudar, acha que ser um acompanhante é fácil? Seremos os seguidores do líder Taehyung e seu futuro filho, iremos fazer parte da história! Como quer entrar na história se nem ao menos sabe um dialeto diferente? – Seokjin puxou a orelha de Sunny, apontando para os vários livros sobre a mesa.

— Não quero entrar nos livros de história. – resmungou o mais novo com uma mancha de tinta na testa.

— Resolva essas questões, é o língua dos bárbaros de Depois do Deserto, apenas escreva embaixo o que acha que significa. – Seokjin entregou a folha que escrevia para Sunny, que arregalou os olhos ao ver aqueles rabiscos.

— Por quê preciso aprender a língua dos bárbaros? Eles que são burros e não sabem a nossa.

— Nunca se sabe quando eles podem invadir o palácio e saquearem tudo! Você não vai ter tempo de fazer mímica para se comunicar. – falou Seokjin arrumando sua postura, ele odiava sentar todo jogado na cadeira.

— Pra que falar? Você só corre, é a lei da vida. Corre ou apanha, e eu sou um ótimo corredor. – Sunny riu e depois resmungou com outro puxão de orelha.

— Vai passar sua manhã aqui, Tae? – perguntou Seokjin olhando para o amigo que ria do mais novo.

— Vou, a senhora Jeon desmarcou todos meus compromissos porque estresse não é bom para o bebê, não vou ter muito o que fazer. – Taehyung deu de ombros, pegando algumas folhas soltas e a pena de Seokjin, fazendo alguns rabiscos aleatórios nela apenas para passar o tempo.

— Como você não conseguiu resolver nenhuma? – exclamou Seokjin assim que Sunny devolveu a folha completamente em branco.

— Eu não entendi nada, a única coisa que sei é que a parte branca é o papel e a parte preta são as palavras. – admitiu Sunny coçando a cabeça.

Taehyung riu do escândalo que Seokjin faz, era exatamente assim que o hyung ensinava a ele e Hoseok. Por mais barulhento que Seokjin fosse ele ensina muito bem e é super inteligente, passando para Taehyung tudo que conseguia para governar melhor os dois reinos. O hyung costumava dizer que "por ser um ômega você precisa mostrar duplamente o seu valor", e hoje em dia Taehyung quer criar um reino unificado em que todos tenham o mesmo valor, alfas, betas e ômegas. Vai ser algo difícil e trabalhoso, mas com certeza vale a pena para que seu filho viva em um mundo justo.

— O que tanto desenha? – perguntou Sunny entediado com o falatório de Seokjin, com um movimento ágil pegou a folha que Taehyung rabiscava. Assim que os olhos do jovem alfa pousaram sobre o papel um sorriso malicioso cresceu em seu rosto.

— O que é? – disse Seokjin curioso, olhando o papel e ficando com sorriso igual ao de Sunny. — Alguém anda muito apaixonado.

— São só rabiscos, como eu poderia me apaixonar por rabiscos? – desdenhou Taehyung, pegando o papel de volta e só então se dando conta do que havia rabiscado. Um par de olhos escuros e brilhantes o encarava de volta, no outro canto da folha lábios finos se repuxavam em um sorriso infantil e divertido. Era Jeongguk, em todos os seus detalhes que apenas Taehyung e Jimin já haviam visto.

Talvez por serem almas gêmeas o ômega ficasse ainda mais balançado com qualquer proximidade que tinham, era incrível como Jeongguk conseguia lhe tirar o folego apenas com um beijo em sua testa.

— Você está corando? Oh deuses, KIM TAEHYUNG ESTÁ CORANDO! – gritou Seokjin se dobrando de tanto rir.

— Para de escândalo hyung, não estou apaixonado, são apenas... rabiscos. – Taehyung dobrou o papel, o guardando no bolso de sua calça.

— Está apaixonado sim, hyung! Acha que eu não vi a troca de olhares entre você e o alfa? Não sou mais criança, sei muito bem que aquilo não era amizade, filhotes não se fazem na amizade! – Sunny falou, causando uma expressão de espanto em Seokjin, com a boca formando um 'O' perfeito.

— Quando você cresceu tanto? Me respeita garoto, eu sou seu hyung!

 

***

 

O baile em homenagem a Min Yoongi começou assim que o sol sumiu. O Palácio do Norte está repleto de luzes e flores, as bandeiras negras do Jeon enfeitando cada canto do salão de festa. Os pais de Jeongguk andavam pelo grande salão aceitando os cumprimentos de todos aqueles que se curvavam para eles, ambos majestosamente vestidos em tons de preto e vermelho. Jeongguk nunca tinha visto seus pais com tantas joias, ele próprio só havia vestido uma farda tão cara e luxuosa em seu casamento. As roupas, assim como as bandeiras, são um sinal claro de que o Norte pertence aos Jeon.

Seokjin andava com Sunny e Hoseok, os mais velhos não paravam de dar dicas sobre como se comportar perante a nobreza. Os três vestiam roupas azuis extremamente parecidas, mostrando-se criados de Taehyung, esse que vestia uma farda negra com uma faixa vermelha lhe atravessando o peito.

Jeongguk e Taehyung andavam de braços dados, com as bochechas dormentes de tanto tempo sorrindo.

— Já estou ficando tonto de ver tanta gente se curvando. – falou Taehyung ainda sorrindo.

— Está tonto? Quer descansar? Precisa de água? Um pouco de ar?

"E lá vamos nós outra vez" pensou o ômega bufando. Todo esse cuidado que Jeongguk tinha consigo era fofo no começo, mas agora havia se tornado irritante; sempre perguntando se ele estava bem e se oferecendo para fazer as coisas mais simples. Daqui a pouco iria mastigar sua comida e cuspi-la na boca do ômega.

— Jeongguk, eu estou bem. – ele suspirou segurando o rosto do alfa para que parasse de procurar por um espaço em que poderia sentar. — O que acha de dançarmos um pouco?

— Será um prazer acompanhá-lo. – Jeongguk abriu mais um de seus sorriso galanteadores, sem fazer a menor ideia de quanto eles afetavam Taehyung.

Os dois foram para o centro do salão, onde se uniram aos vários casais dançando aquela valsa tranquila.

— Suas músicas são mais divertidas de dançar. – comentou o alfa, segurando as mãos de Taehyung e o rodando envolta de si.

— Plebeus sabem como dar uma festa. – disse Taehyung voltando para os braços de Jeongguk, controlando-se para não abraçar o alfa como realmente queria.

— Não posso discordar, mas não foi o que que quis dizer. – Jeongguk continuou girando pela salão, com os olhos conectados aos de Taehyung. — Te ouvi tocando uma noite quando estávamos no Oeste, é muito bonito... a música, eu quero dizer.

— Obrigado, estava sem sono. – o ômega se lembra da noite em que não conseguiu dormir e ficou horas tocando músicas aleatórias que lhe vinham à mente, só não imaginou que Jeongguk estivesse ouvindo tudo.

Assim que a música terminou todos bateram palmas e os futuros líderes saíram do meio do salão.

— Vou no jardim de inverno tomar um ar, quer vir? – propôs Taehyung, se sentindo um pouco sufocado com aquela roupa dura e as várias pessoas que os chamavam.

— Adoraria, mas um de nós tem que ficar. – Jeongguk foi sincero e não se importou com deixar Taehyung relaxar longe de seus olhos, deixando um singelo beijo na testa do ômega antes de vê-lo ir para a porta de trás do salão.

O príncipe Kim fingiu não ver todos que o chamavam, andando reto para o lado de fora do salão de festas e entrando no jardim vazio. É uma bonita noite, sem nenhuma nuvem cobrindo as estrelas. O ômega sentou-se em um dos bancos de madeira voltado para o jardim da rainha e desabotoou os dois primeiro botões da farda, estava com muito calor dentro dela, embora estivesse frio do lado de fora. Fechou os olhos e deixou seu corpo relaxar com o vento gelado do Norte.

— Com licença? Se importa se eu ficar aqui também? – Taehyung abriu os olhos, fitando o garoto em pé a poucos metros dele, usando uma farda muito parecida com a de Jeongguk, porém com mais medalhas, sem a espada, em um tom de azul muito escuro e com ombreiras de escovinha douradas. O garoto é baixinho para um alfa e não sorria para ele como todos costumam fazer.

— Sinta-se a vontade. – Taehyung arrumou sua postura, voltando a fechar os botões. O garoto sentou no banco de frente para o ômega, sendo separados apenas pela mesa tão comprida quanto os bancos.

— Obrigado, lá dentro é sufocante e fede. – disse o garoto de cabelos negros e pele pálida. Ele é um alfa, Taehyung tem certeza disso. O cheiro forte e almiscarado não dele não é facilmente confundido, seu rosto também lhe é muito familiar, mas ele não consegue se lembrar de onde; talvez o visse constantemente nas reuniões com os nobres e apenas não o notou antes.

— O palácio fede? – se perguntou o ômega, havia apenas sentido o agradável odor das flores que a rainha escolhera para aquela noite durante todo o dia.

— Fede a hipocrisia, todos estão sorrindo e parabenizando uns aos outros, mas esperam uma oportunidade para enfiar um punhal em suas costas. – falou com certo rancor na voz.

— Esse não é o tipo de coisa que pode se dizer aqui, as paredes têm ouvidos. – avisou Taehyung, preocupado com a coragem ou loucura do alfa.

— Meu pai diz a mesma coisa, mas ele é um covarde, diferente do senhor. – a mascara seria do garoto se quebrou em um pequeno sorriso, completamente doce e adorável, mostrando seus pequenos dentes tão brancos quanto sua pele, muito parecidos com os de um gatinho. — Tem o primeiro beta escudeiro da história, isso é um ato de coragem.

— O fato dele ser um beta não diminui o valor de uma pessoa. – falou Taehyung entre dentes, odiava quando falavam que Hoseok não merece viver no palácio.

— Eu sei disso, minha melhor amiga Suran é uma beta e precisou ouvir coisas horríveis por andar comigo, muitos a chamavam de prostituta apenas por ser uma beta e ser amiga de um nobre. É revoltante que sejamos classificados desse jeito, não somos completos animais afinal de contas. – concordou o alfa, que sorriu ainda mais ao ver os olhos arregalados de Taehyung. Era primeira vez que um nobre defende um beta, o que acabou de ouvir foi inacreditável, nem mesmo Jeongguk compartilhava desse pensamento com Taehyung.

A partir dali eles se deram bem, conversando sobre muita coisa, desde a desigualdade social aos tipos de arroz que já comeram.

— Nossa, o tempo voou, preciso ir, meu marido está a minha espera. – Taehyung se curvou minimamente perante o novo amigo

— Nem notei quanto tempo se passou. – disse o garoto também se curvando. — Se não for pedir muito, poderia guardar uma música para mim? É o único suportável que encontrei nesse lugar.

— Vou levar isso como um elogio... Vai ser um prazer dançar com o senhor mais tarde, tem a minha palavra. – Taehyung acenou para ele, correndo para dentro do palácio. Tão apressado que nem se lembrou de perguntar o nome do alfa, que seja, daqui a pouco se verão de novo, Hoseok e Seokjin irão adorar conhecê-lo.

— Por quê demorou? – perguntou Jeongguk assim que o ômega parou ao lado dele, na frente dos dois tronos que em breve serão deles.

— Estava conversando com um novo amigo, o Min já chegou? Onde ele está? – Taehyung esticou o pescoço olhando em volta. Segundos depois Namjoon, Seokjin e Sunny chegaram próximos ao casal.

— Ele está atrasado, sabia que não se pode confiar em um Min, provável que nem venha. – Jeongguk não poupou a acidez em sua voz.

— Será um sinal de desrespeito se ele não vier. – afirmou Namjoon, bebericando uma taça de vinho.

— Hyung, aqui eles comem ovo de peixe, é nojento. – Sunny comentou com Taehyung fazendo uma careta e apontando para as bandejas que os criados carregavam.

— Choi Sunmi! Mais respeito, não é educado apontar. – ralhou Seokjin abaixando o braço do mais novo.

— Apresento-lhes Min Yoongi, segundo filho do clã Min, donos das Cataratas do Norte. – anunciou o guarda em frente às grandes porta duplas. Todo o salão fez silêncio, voltando seus olhos para o homem que acabara de entrar.

Os ômegas suspiravam ao vê-lo passar com seu cheiro de alfa no qual não eram acostumados. O rosto sério, e passos confiantes, os fios negros brilhando a luz das várias velas nos candelabros.

Yoongi seguiu reto, ignorando qualquer um que acenava e se curvava para ele, parando em frente ao grupo de pessoas e se ajoelhando, o que causou uma onda de sussurros e comentários por entre os convidados. Min Yoongi definitivamente sabe como chocar todos os nobres de uma só vez.

— Me daria a honra da primeira dança? – pediu estendendo a mão para Taehyung, observando a face surpresa do ômega, com os olhos brilhando, e pela segunda vez naquela noite, ele sorria. — Ainda tenho sua palavra, certo?

 



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