História Broken Dreams - Capítulo 15


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Eren Jaeger, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Abo, Eren Alfa, Ereri, Levi Ômega
Visualizações 96
Palavras 982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 15 - Capítulo 15 - Cio


Aos poucos, de acordo com que o tempo passava, Eren ia percebendo mudanças constantes nas ações do menor, coisas como os olhos azuis que se mantinham na figura do alfa, coisas como o suor que corria por toda sua face e umidecia a gola de sua roupa, coisas como o fato dele não conseguir se concentrar em nada do que lhe dizia.

Foi assim que entendeu, em choque, que aquelas eram reações do cio e não de uma febre qualquer.

Não soube o que fazer.

O alfa não podia ficar com o noivo, mas também não podia ir embora e deixá-lo desprotegido, havendo a possibilidade de que outro alfa fosse atraído. Se o levasse debaixo de chuva até em casa e ele ficasse refriado no cio, a possibilidade de que pudesse gerar depois isso era nula. Era arriscado demais.

No período fértil, o corpo do ômega se preparava para gerar uma vida, e se dispunha em absoluto para isso, o que significava uma gravidez bem definida se ficassem juntos, mas também que, como todo o corpo se focava numa fácil e rápida reprodução, que  a imunidade do ômega estaria desprotegida.

Uma leve febre e tudo estaria perdido.

Não podia arriscar o futuro dos dois assim.

Baixando a cabeça enquanto ainda sentado frente à lareira, suspirou, se enchendo de coragem. É claro que o ômega o afetava, mas teria de ser forte pelos dois e lidar com o máximo de respeito possível.

Ele tem um cheiro tão bom.

Respirou um pouco mais devagar.

- Meu ômega... - Chamou, ouvindo apenas o leve movimento das orelhas da semi transformação, orelhas que passaram a aumentar desde que o menor se deitou na cama, o que significava que seus instintos estavam cada vez se sobrepondo mais à sua razão. - Está acordado?

- Estou...

- A chuva não vai parar logo, talvez precisemos passar a noite.

O ômega sentou à sobressaltos, ficando tonto com os movimentos repentinos.

- Passar a noite? - O outro assentiu. - Não posso ficar, alfa, meus pais...

Seus pais iam saber e isso criaria um desconcerto inimaginável para que pudesse lidar. Além disso, precisava dos remédios que a mãe preparava, há muito tempo não se sentia assim tão mal. Estava tão zonzo que se o alfa não o tivesse feito deitar, teria desmaiado.

- Teus pais entenderão, meu ômega. - Persistiu, fazendo o menor aceitar facilmente assim que se aproximou. - Tuas costas ainda doem?

- Já estou acostumado, amanhã vou estar melhor.

Pedindo para que o menor deitasse de bruços, Eren deitou ao lado dele, acariciando sua lombar com calma.

- Tente dormir, descansar. Precisamos garantir que não fique doente.

- Me sinto estranho...

Seu corpo estava tão quente, formigando de forma peculiar e ofuscante, mas sem o incômodo trazido pela febre e isso o fazia sentir tão estranho.

Estava confuso.

- Eu sei... - Eren respondeu, sendo o mais compreensível. - Mas tente dormir.

Assim que o menor perdeu para um sono profundo e repentino, Eren saiu, decidido a caçar perto dali, numa distância em que poderia manter os olhos fixos na cabana onde estava o menor.

À cada hora que passava, o cheiro dele ia tomando o ar do campo, dificultando cada vez mais pro alfa.



Acordando lentamente, no início daquela manhã, o ômega farejou, abrindo seus olhos surpreso, com o cheiro do alfa.

Deitado ao seu lado, com a cabeça ao lado da sua, o alfa dormia, esbanjando de uma sensualidade natural, junto de um cheiro forte, dominante e tranquilo.

Os caninos do ômega cresceram, e mesmo não entendendo tal reação, pensou que...

Talvez eu não devesse deixar o primeiro passo ser dado por ele...

Assim como vieram, os pensamentos também se foram, causando um grande choque nele. Os olhos azuis se fecharam com um arrepio quando percebeu o que pensava. Mas logo se distraiu, com o cheiro que provinha da outra extremidade do cômodo. 

Sob a lareira, havia uma panela erguida sobre algumas pedras. Pelo que podia sentir, além de uma carne bem temperada, havia também uma sopa.

 O alfa não havia apenas caçado enquanto dormia, assim como limpado a cabana e cozinhado para ambos. O cômodo não era o mesmo da noite anterior, empoeirado e desorganizado, ainda assim, como não havia percebido?

Dormi tão pesado assim?

Ao ponderar sobre, sentiu um enjoo muito forte e quase deixou sobrevir a ânsia. Resistindo à ela, sentou, virando na direção oposta ao noivo, quando o tal desejo retornou.

E ele só passou quando a mão do alfa acariciou suas costas.

- O que foi? É o enjoo?

- Como sabe?

- Isso é porque não comeu ontem, você estava muito cansado, não consegui te acordar.

- Você tem razão.

Eren assentiu constrangido.

Ele havia sim conseguido acordar o ômega na outra noite, mas talvez não fosse a melhor ideia dizer que por iniciativa do menor, se beijaram.

Um toque tímido e curto, mas o alfa se negaria a não chamar de beijo.

O coração de Eren pulou forte, e teve de resistir à vontade de retribuir o toque, mas por honra, resistiu. Teria de contar isso a ele no futuro, mas antes o alimentaria e levaria para casa.

Durante a pequena caçada daquela noite que resultou num javali como presa, recolheu também algumas ervas. Alguns temperos, chás, umas poucas maçãs, os restantes, eram analgésicos naturais e o motivo do rapaz ter apagado tão fortemente.

Preparou uma quantidade um pouco maior que a necessária, visando não deixar que o cio dele viesse átona tanto quanto pudesse ser evitado, e por isso, quando o ômega dormiu, não foi mais capaz de acordar naquela noite, é certo que as ervas também eram relaxantes, então o ele estava realmente precisando descansar.

Eren sabia que havia feito errado ao dá-lo sem permissão, mas não pensou que sob os efeitos de um período fértil fosse adequado perguntar se ele queria fazer aquilo, mas, afinal, sentia a mente um tanto pesada.


Notas Finais


Muito obrigada por ler e até a próxima!
Eu tinha preparado tantos capítulos, mas são tanto a os imprevistos que ó
😢


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