História Broken Hearted Man - Malec. - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Alec Lightwood, Magnus Bane, Malec, Romance
Visualizações 192
Palavras 2.340
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lírica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uma one inspirada em uma das minhas bandas favorita.
Mais um surto de criatividade que me deixei levar quando estava escrevendo o próximo capítulo de It's a Match que logo será postada também.

The Script - The Man Who Can't Be Moved
Vou deixar o link da música nas notas finais para quem tiver interesse de escutar.

Espero que gostem :)

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Fanfic / Fanfiction Broken Hearted Man - Malec. - Capítulo 1 - Capítulo Único.

--xx—

Meus olhos já estavam vermelhos sob aquela sensação amarga que seguiam os meus dias. Ainda observava o semáforo mudar de cores lentamente como se meu mundo tivesse parado no exato momento que Magnus havia me deixado.

Havia apenas um buraco grande crescendo em meu coração e me deixando cair ainda mais na solidão em não o ter mais do meu lado e não tinha palavras suficientes para dizer o quanto estava sofrendo por isso.

A cidade se movimentava lentamente em minha frente como se ninguém realmente se importasse que minha dor estivesse estampada no meu semblante triste, mas nenhum deles sabiam ou compreendiam o que se passava dentro do meu coração estilhaçado porque o homem que amava havia ido embora.

Era como se estivesse mancando e uma parte de mim havia sido retirado com todas as forças. E o pior que eu era o culpado.

 Me vi na dor quando Magnus teve a coragem de seguir em frente porque o havia magoado com minha covardia e o deixei no escuro de um relacionamento escondido.

As palavras dele ecoando em minhas orelhas dizendo que poderia esperar minha chance de dizer ao mundo que o amava e enfrentar quem quer que fosse para estarmos um ao lado do outro me fazia questionar o quanto havia sido estúpido depois disso.  Se os anos não tivessem passado na minha cômoda covardia e o medo de represálias que poderia vir quando soubessem que o amava não tivesse me feito vacilar ainda estaríamos juntos celebrando nosso amor, mas a perda me mostrou que se acomodar havia me tirado o meu precioso amor.

 Não éramos mais jovens o suficiente para a espera e toda vez que o deixava ou o negava na frente de amigos, parentes e familiares era uma quebra do nosso compromisso e uma perda do brilho de um futuro nos olhos esverdeados do meu namorado. E esses pequenos detalhes foi o alicerce para começar a fazer tudo desmoronar.

Havia estragado tudo e agora não aguentava mais me olhar no espelho. Por algumas semanas tentei de todas as formas fazer Magnus voltar para mim e demonstrar que o amava, mas algo dentro dele tinha se quebrado e dificilmente iria voltar no lugar.

Não poderia colar os cacos que havia feito e o ultimato para deixa-lo em paz me levou longe dele por miseráveis meses.

Então percebi que não haveria voltas se dentro de mim não houvesse mudanças.

O que havia feito Magnus me deixar tinha sido meu medo de me assumir para as pessoas que estavam perto de mim. Tive todo o tempo do mundo e todas as possibilidades para compreender que não estaria sozinho nessa caminhada, mas o que percebi que minha cômoda vida me refreava para não lutar por ele e assumi-lo para todos.

Havia deixado de lado uma parte importante de mim para agradar outros e no fim Magnus havia me deixado porque não aguentava mais. Talvez pensando mais sobriamente no assunto perambulando com a alma morta pelas ruas me fez pensar que se estivesse no lugar dele teria feito a mesma coisa.

Aguentar meses sendo colocado em segundo lugar e deixado nas sombras de uma relação me fez entender que havia terminado com algo tão bonito entre nós. A culpa me consumia todos os dias a partir do momento que o vi batendo a porta no meu rosto e dizendo - não dá mais, Alexander.

E escutar do outro lado da porta o seu choro contido me mostrando ferozmente que havia o machucado.

Passei a mão no rosto com a barba por fazer e a constante olheiras que não me deixava dormir direito. Um copo extragrande de café em uma das minhas mãos e o celular apitando no meu bolso com mensagens de Isabelle me fez chegar ao meu destino com rapidez.

Ignorava qualquer movimento quando a parte da tarde antes do anoitecer estaria ali esperando sem me mover do lugar onde nossos olhares se encontraram pela primeira vez e seguiram-se em flertes até que nos beijamos sem pudor e construímos algo que deveria durar para sempre.

coup de foudre - Magnus havia me dito uma vez quando apreciava seu sorriso sob minha pele após desmancharmos os impecáveis lençóis depois de uma noite incrível de carícias.  Amor à primeira vista era algo que poucos acreditavam e muito menos os tinham.

E pensar que consegui estragar algo raro.

Mas meu corpo estava ali juntamente com meu coração que não desacelerava nem por um segundo desde que tomei a iniciativa de mandar-lhe uma mensagem dizendo que estaria o esperando na mesma esquina que nos conhecemos pela primeira vez. E que seguiria ali até que finalmente pudesse sentir minha falta e compreender que estaria esperando por ele todos os finais dos dias.  Minhas desculpas e o tempo que pude demonstrar que tudo poderia ser diferente agora me fazia crer que Magnus pudesse ver a diferença em mim.

Havia mudado. Todas as mudanças aconteciam quando se perde algo que não pode ser substituído. Deveria sim tê-lo feito quando estávamos juntos, mas aprendi minha lição de forma amarga e cruel e perde-lo foi o caminho mais doloroso.

Me assumir para as pessoas e dizer que o amava não foi tão difícil como havia pensado. Algumas pessoas não entenderam meu amor por ele ou porque um homem como eu gostava de homens como Magnus. Na verdade, a importância que relevava por tanto tempo e o medo que encintava meu coração não era nada comparado ao vazio que Magnus havia deixado.

E compreendi que nada valia a pena depois que tirei o peso dos meus ombros em não ter para que pudéssemos rir da situação. Não tinha com quem dividir minha vitória.

Estaria o esperando naquela esquina até que Magnus pudesse desculpar-me por meu vacilo de não dar a devida importância que representava e ainda representa em minha vida. E que o perder ainda doía tanto e não seria feliz sem tê-lo ao meu lado.

Sabia que ele não tinha mais ninguém em seu coração. Havia perguntando para nossos amigos em comum e ao notar que revelavam poucas coisas ainda estive na esperança por todas aquelas semanas que poderia alcança-lo outra vez.

Errei. Havia errado feio com o meu amor, mas todos mereciam uma segunda chance e estava esperando avidamente a minha. Talvez não a tivesse, mas estava tentando da melhor forma possível e o deixando escolher se querer me ver novamente.

A esquina que dividia a floricultura de sua tia a loja de artigos esportivos que costumava ir ainda eram as mesmas. A única pessoa que definitivamente havia encontrado sua mudança era o homem parado nela com seu semblante caído como se tivesse levado uma flecha no lado esquerdo do peito. Eu era uma mudança e tanto.

Algumas pessoas me observam. Consigo ver seus olhos curioso sobre mim e pensando o que diabos esse homem fica todos os dias esperando no mesmo lugar sem se mover.

Pelo meu aspecto devem estar pensando que possa ser algum “sem teto” procurando esmolas e esperando que alguém me dê algo. Eles não entendem. Não estou quebrado, eu sou apenas um homem de coração partido.

Como poderia seguir em frente em minha vida e em meu trabalho sem ele? Sabendo que a culpa de apagar seu sorriso foi minha e que o brilho intenso em seu olhar ao me ver foi se dissipando cada dia que o reneguei. Como poderia seguir em frente quando estou tão apaixonado.

Peguei meu celular do bolso e respondi as mensagens de minha irmã mais nova. Minha família depois de um tempo havia aceitado e compreendido e o que mais doía era saber que eles haveriam gostado de conhece-lo e que aceitaria com o tempo meu romance com Magnus.

A estupidez era toda minha. Aquilo doía como ferro em brasa e os motivos deixavam que meus olhos queimassem sem conseguir derramar as lágrimas; o choro já havia rasgado minha alma em todos os sentidos.

Eles estavam me esperando para jantar. Não queria ir.

Queria ficar esperando por Magnus por todo o tempo possível até que o último raio de sol sumisse e o brilho das ruas se instalassem com suas luzes. Até que a esperança não fosse desfeita em cada momento que olhava em meu relógio e percebia que era mais um dia que ele não viria e que a dor que corrompia meus passos me fizesse compreender que merecia.

Tinha saudades do som de sua voz e de seus carinhos em meus cabelos. Seu sorriso me encorajando e sua pele se arrepiando quando o tocava. Dos seus beijos leves, constantes e selvagens. E seu modo vivaz de encarar a vida e o modo como havia entregado seu coração nas minhas mãos.

Nunca fui do tipo cuidadoso e havia destruído a coisa mais linda que conheci em minha vida.

Por favor, pensava amargurado. Que ele volte para mim.

Que veja que estou tentando e tentando ser alguém melhor para merece-lo. Que estou tentando fazer as coisas certas dessa vez e que nosso relacionamento será cristalino como deveria ter sido desde que nos conhecemos.

Faça o entender, por favor. Estava indagando em minha mente perturbada que não conseguiria continuar sobrevivendo cada dia se não tivesse aquele plano mirabolante de ficar na esquina esperando por ele.

Ainda o amo.

Aquele era a segunda semana ou a terceira que estava o esperando no mesmo ponto todos os dias. Não me importava com o cansaço depois de um dia absurdamente exaustivo ou que poderiam me querer em qualquer outro lugar que não seja ali esperando por ele. Magnus devia saber o quanto estava sofrendo e que magoá-lo não foi certo.

Meu coração sempre pedia que deveria continuar. E continuaria até que minhas esperanças fosse um fio se cortando pouco a pouco.

Um policial havia passado me encarando como se não entendesse o que estava fazendo ali ou suspeitando que aparentasse ser algum tipo de marginal. Ele nunca havia parado para me perguntar qualquer coisa, mas se tivesse o feito iria responde-lo que estou esperando por alguém. Seja por um dia, por meses ou por um ano tenho que ficar plantado aqui mesmo se chover ou nevar. Se Magnus mudar de ideia esse é o primeiro lugar que ele virá.

E me verá esperando por ele na esquina. Não irei me mover.

Acho que ele havia notado por minha vestimenta que não era isso que imaginava. Não havia buracos em meu sapato, mas tinha um arrombo em minha vida sem Magnus.

A próxima mensagem de Isabelle me faz soltar um sonoro riso pelo nariz. Ela sabia onde estava e quem estava esperando e o conteúdo escrito em meu celular revelava que alguém poderia ficar tão curioso e fazer uma matéria sobre o homem que não pode se mover.

As ideias imaginativas de minha irmã era meu único escape da tristeza fria que consumia meu corpo. E pensar que talvez se estivesse famoso sobre essa loucura de espera-lo ele poderia me ver no noticiário e ler sobre mim num jornal e talvez assim ele possa vir correndo até a esquina e me tirar da agonia.

Porque Magnus saberá que isso é somente para ele. Eu sou o homem que não pode ser movido até que encontre novamente seu lar.

Olhei para os lados e a movimentação das pessoas indo embora para suas casas e aconchegar em um ambiente confortável me fazia encara-los com um olhar perdido. O tempo estava passando outra vez e estava prestes a apreciar o meu coração ser partido pela milésima vez apenas naquela semana e nas outras que se seguiriam.

Me perguntava sempre: será que poderia me acostumar com a dor? E se Magnus não voltasse mais, iria conseguir seguir em frente sabendo que por minha falha havia perdido o amor da minha vida.

Abri a mensagem em meu celular que havia mandando para ele. Nela havia escrito tudo que manifestava em meu coração e o quanto estava sofrendo por falhar com nosso amor.

As palavras que se sentisse minha falta tanto quanto sinto a dele me encontraria no mesmo lugar quando nos conhecemos pela primeira vez e que me encontraria esperando por ele.

Não iria desistir.

As luzes da cidade já iluminavam por cima dos meus ombros e o encorajamento de todas as manhãs tinha sido dissipados. A agonia de voltar para minha casa sem vê-lo era mais uma que seria seguida até o dia seguinte quando as forças renovadas me fariam espera-lo mais uma vez.

Porque não iria me mover do meu destino até que Magnus entendesse que nosso amor ainda existia dentro de mim. Sempre existiu.

Respirei o ar gelado do anoitecer até que enfiei meu celular no bolso e joguei o café gelado e inacabado na lixeira próxima.

Antes de meu coração ser perfurado com a dor e agonia de mais uma esperança acabada e que minha respiração ficasse presa na minha garganta ajeitei o terno amassado e seguiria para a casa dos meus pais e tomaria uma bebida forte para dissipar os pesadelos de tê-lo perdido.

E ao virar-me até que meus pés ganhassem caminho pelas escuras ruas em reflexo com minha escura alma o som bateu em mim como se fosse um concreto denso me parando no lugar.

Alexander. Em sua voz era tão apreciado que quando pedi para que me chamasse apenas de Alec me arrependi no mesmo instante. Ninguém tinha a sonoridade que ele tinha sobre meu nome e nenhum tipo de poder em deixar minhas pernas bambas.

Meu coração saltou como se estivesse caindo de paraquedas e quando me virei sua figura apareceu no meu campo de visão. A perfeição que virava meu mundo de cabeça para baixo.

Meus olhos se encheram de lágrimas e as senti caindo sob minhas bochechas e sua expressão cansada e entristecida me fazia notar que estávamos sofrendo na mesma medida.

Magnus fez um gesto de dar de ombros e um sorriso contido em seus olhos puxados fascinantes ganhando cores iluminando cada vez mais os meus.

Dessa vez, eu era o homem que me movia. Mas para ir de encontro a ele.

 

Fim.

 

 

 


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=Ui75-hD8fWg

Obrigado por chegar até aqui. até breve.


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