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História Broken Hearts - Capítulo 40


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Capítulo 40 - O Confronto - Parte I (A descoberta do inimigo)


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts - Capítulo 40 - O Confronto - Parte I (A descoberta do inimigo)

• Gotham City || WayneTech ||

Manhã seguinte às explosões •

 

Após contido o incêndio no hospital, Batman correu em direção ao maior e mais importante complexo tecnológico da América – e provavelmente do mundo: A Wayne Tech – afiliada à Wayne Enterprises, onde a segunda bomba explodira.

Os danos à empresa, comparados ao Hospital, foram bem menos relevantes. A bomba havia sido plantada no hall de entrada e o grande Detetive deduzira que aquele não era o local de “desova” previsto para plantar os explosivos, já que o estrago fora irrelevante.

Mesmo a recepção de entrada da WayneTech tem acesso extremamente restrito, não permitindo livre circulação de pessoas ou entrada não autorizada. Bruce concluiu que a pessoa colocou a bomba na recepção porque foi o máximo onde conseguira entrar. Logo, os estragos se concentraram apenas em uma recepção destruída, três seguranças com ferimentos superficiais e funcionários abalados, assustados com o barulho da explosão.

Como Clark havia mencionado, tudo levava a crer que o Batman seria o alvo principal de quem orquestrou todas essas ações conjuntas, mesmo que ele não tivesse sido diretamente a vítima.

Sua mente varreu a imensa lista de possibilidades em sua galeria de vilões. Contudo, à medida que listava os acontecimentos e o que era necessário para execução de cada um deles, reduzira o número de possibilidades à dois nomes: Amanda não poderia ser, porque ela não se beneficiaria com o resultado de NENHUMA das ações.

Restava apenas uma opção:

Tinha que ser alguém que conhece o Batman e o homem por trás da máscara: “Só alguém que já sabia que Bruce Wayne é o Batman não atacaria sua identidade civil imediatamente, assim que Grant a revelou. Alguém para quem a informação não valia nada e, por isso, Grant também perdeu a utilidade e sua execução foi ordenada”, Bruce pensou.

 Alguém que o conhece o suficiente para saber que feri-lo diretamente não causaria tanto dano quanto ferir quem ele ama; que levar o caos à Gotham e matar inocentes; que obrigá-lo a decidir sobre a vida e a morte de duas mulheres com quem se importa em demasia (seu antigo e seu novo amor), o desequilibrariam muito mais que machucá-lo fisicamente.

Alguém que dispõe de reservas consideráveis de capital financeiro para pagar o mercenário assassino mais letal (e caro) em atividade e, além disso, para financiar todas essas operações.

Sua mandíbula sofreu com o aperto do ranger de dentes quando sua mente latiu a resposta:

“Maldito seja, Ra’s Al Guhl!”, ele disse rosnando.

 

(...)

 

Tim estava no que sobrou do apartamento de Andrea Beaumont, onde a terceira bomba explodiu. Não foi difícil deduzir que a explosão tinha o intuito de eliminar qualquer pista que incriminasse os Grant, conectando-os à Ra’s.

Batman disse a si mesmo que não se surpreenderia se ela estivesse envolvida nesta trama muito mais do que afirmara. Raiva começou a tomar a dianteira de seu coração e o Morcego dentro dele forçou as emoções para baixo, mantendo o foco exclusivamente na missão.

O monitor do computador remoto do Batmóvel iluminou-se, exibindo a imagem de Robin em um cenário completamente chamuscado ao fundo.

 

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– Batman, como você previa, não há nada aqui que seja relevante para o seu caso. – Ele disse – E se havia... foi destruído na explosão.

– Você não teria entrado em contato se não tivesse nada relevante a dizer. Seja breve. Estou ocupado.

– Tem razão, eu tenho uma coisa: Al me disse que o computador da Batcaverna capturou um sinal muito fraco de um dos micro-localizadores que você plantou em algumas das joias de Andrea. Foram apenas alguns segundos, mas foi o suficiente para o satélite da WayneTech em órbita obter a localização. – Tim falou – Foi um golpe de sorte. Não tivemos nenhum sinal em dois dias.

– Não se engane, garoto. Não foi sorte. – Batman afirmou – Eles querem que saibamos a localização. Estão esperando por mim.

– Então eu vou com você, Batman. Você vai precisar de ajuda.

– Não... Eu vou sozinho. Há pessoas demais dependendo de mim  agora. Eu não quero arriscar por você em risco também...

Batman Desligando!

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• Gotham City || Docas ||

Fábrica abandonada •

 

Batman sabia que estava sendo esperado. Mas isso só seria desvantagem se ele não soubesse disso e fosse apanhado de surpresa – E ele poderia contar nos dedos as vezes em que isso acontecera.

A localização mapeada via satélite o levara a uma espécie de galpão abandonado. Havia uma fumaça escura e espessa pedindo passagem pelas janelas abertas ou quebradas que encontrava. “Atearam fogo ao local para usarem a fumaça como distração e camuflagem”, ele pensou.

Ele usou a fumaça que flutuava com o vapor ondulante do fogo a seu favor. A cada passo intimidante que ele dava adiante, desafiava as próprias forças do universo a ficarem em seu caminho. Nada iria Pará-lo.

Alguns poucos capangas que se atreveram a ficar em seu caminho, quando a figura demoníaca do Cavaleiro das Trevas saltou como um ser alado da janela de traz do galpão, foram prontamente derrubados, em sequência.

A fúria intensa e a determinação do homem sombrio parecia saltar pelas fendas brancas e frias do seu capuz, mostrados a cada jab e pontapé com que golpeara os malditos aliados de Slade, deixando uma trilha de corpos inconscientes em seu rastro. Aqueles que tiveram a sorte de evitar os punhos indiscriminados de Batman, simplesmente choramingaram e correram para a saída mais próxima.

Um batarang explosivo encaixou-se no aço grosso de uma porta firmemente selada, abrindo-a. Batman ergueu a capa em direção ao seu rosto, para evitar que a descompressão dos explosivos e do metal ferissem seu rosto.

Batman saltou sobre o corrimão deformado e caiu na subseção abaixo. Estendeu sua capa em forma de asas, para retardar a descida. Ele rosnou quando viu a figura de Slade de pé, um pouco a frente de uma Andrea amarrada em uma cadeira. Ela tossia e cuspia sangue, e tinha uma aparência débil, como uma bêbada acometida por doença terminal.

O impacto do espetáculo deprimente diante dele brilhou nos seus olhos. Ele odiava que alguém com que se importava estivesse em uma situação de vida ou morte.

Os nervos das mãos protestaram por causa do doloroso aperto do punho. Os dentes rangendo ferozmente quando a imagem de Diana veio à mente – porque ele sabia que além de Andrea, ela também dependia do sucesso de sua missão.

Seu ombro se ergueu quando a adrenalina atravessou a parede esmagadora da fadiga. Seus olhos focados no alvo, enquanto sua mente agitada o fez esquecer que ele não dormia há três dias.

Os olhos de Batman estreitaram-se sobre o esquema de cores laranja e preto materializando-se das sombras. Uma raiva intensa invadindo seu corpo quando ele soltou um bramido furioso.

Deathstroke saltou de seu ponto de vista e caiu duro no chão abaixo, sua figura agachada pronta para atacar como uma pantera raivosa. Batman quase podia sentir a aura de presunção e confiança emanando do assassino, um estratagema para esconder as milhares de sinapses estratégicas pulsando dentro e fora da existência em sua mente reforçada de drogas que o transformaram em um super-soldado.

– Hoje não é um bom dia para me irritar, Slade – Rosnou Batman. A raiva fervendo através de sua mandíbula apertada e empurrando a fadiga crescente para fora de sua mente.

Slade Wilson ergueu-se em toda a sua altura quando ele cravou o polegar no ar por cima do ombro.

– Sim, eu conheço sua fúria, Morcego. Mas eu não estou impressionado. Não precisa ser um mestre estrategista para perceber que você está lutando sem anular suas emoções... Você vai cometer um erro por isso e eu vou estar aqui para aniquilar você quando acontecer.

A forma escura de Batman permaneceu estóica. O fogo apocalíptico que ele disparou das fendas brancas do capuz pareciam um sinal de que aquela criatura não era humana.

E Deathstroke riu: – Que comecem os jogos!

 

 (...)

 

O assassino saltou em direção a Batman, sua katana brandiu e se preparou para golpear a garganta do Cavaleiro Negro. A rajada de seu manto escuro apagou a luz ao redor de Slade, enquanto o detetive se afastava do caminho, seu cotovelo se unindo fortemente com a parte de trás da cabeça de Deathstroke enquanto ele se movia.

Um batarang lançou-se de sua luva escura e golpeou a katana perto de seu cabo, o golpe foi suficientemente poderoso para quebrar a lâmina em mil cacos reluzentes. Slade grunhiu de maneira audível, deixando cair sua arma destruída no chão.

Um chute pegou Batman em seu intestino, desorientando-o o suficiente para que o Exterminador desse um soco poderoso em sua mandíbula. A cabeça de Batman retrocedeu quando o sangue jorrou do seu lábio superior rasgado. Franzindo o cenho, ele cuspiu um pedaço de sangue no chão de concreto antes de se lançar no ar.

Sua forma giratória conseguiu conectar dois poderosos chutes nos braços de Deathstroke bloqueando o golpe, deixando seu abdômen exposto. Batman apertou seu punho duro no intestino do assassino antes de seus pés pisarem o chão novamente, enquanto sua mão livre atingiu Deathstroke na garganta.

Recuperando-se rapidamente, Slade bloqueou o punho de Batman quando seu próprio jab foi desviado pelo braço do Cavaleiro das Trevas. Batman se agarrou à lapela blindada de Deathstroke com a mão livre e o levantou no ar. A força do movimento foi o bastante para obrigar o assassino a aterrissar uns três metros de distância do Batman, ainda carrancudo.

– O que quer que você tenha se metido com Ra’s, Slade, não vale a pena. Em algum momento, isso irá se virar contra você. Contra todos nós! – O Cavaleiro das Trevas avisou. Seu olhar se lançou sobre o assassino diante dele, sua mente pensando em todas as vantagens táticas possíveis que ele poderia explorar de sua posição.

A parede resistente da fadiga colidiu duramente com as décadas de treinamento de combate de Bruce, seus pensamentos tornando-se cada vez mais confusos. No fim da sala, Andrea cuspia sangue e tossia, de forma incontrolável, indicando que algo estava muito errado.

– Ver você derrotado é um prêmio agradabilíssimo, Batman. Não é apenas o fato de que minhas contas estão transbordando de dinheiro. O que seria do dinheiro sem um pouco de prazer? – Deathstroke brandiu, tirando uma adaga menor de combate de um compartimento do traje.

Ele bateu de novo em Batman, balançando sua faca de combate em movimentos controlados contra o Morcego. A luva cravada de Batman colidiu com o antebraço de Deathstroke, parando a lâmina girando no ar. Ele conseguiu chutar duas vezes, Slade antes da adaga cair.

A lâmina afiada ainda cortou parte do Kevlar do Batman, quando ele se afastou, assim como um rápido golpe de Deathstroke o pegou no nariz.

– Você nunca deixa de me impressionar, Batman. Mas eu perdi o meu humor! – Deathstroke cuspiu, lançando um grito de guerra em direção a Batman.

Deslizando de joelhos, ele se abaixou e atingiu o Cavaleiro das Trevas com uma rasteira. O detetive, embora ágil, mal conseguiu se afastar do caminho. Um rápido golpe pegou Batman no lado de sua cabeça, aturdindo-o por tempo suficiente para deixá-lo sem defesas para receber um chute voador no meio do peito.

Voltando a si, Batman golpeou Slade mais uma vez na máscara com o punho, os nós endurecidos da luva atingiram direito a abertura de seu único olho bom.

– Honestamente, não chegou nem perto do seu melhor, Batman. – Slade zombou. – Você é habilidoso além da crença, não me interpretem mal, mas você é apenas pele, osso e Kevlar, Morcego. Você está brincando com deuses, homenzinho.

Um olhar de deboche iluminou seu olho bom enquanto ele se aproximava do Batman. Vendo que o deboche não funcionaria para desestabilizá-lo, como funcionava contra Asa Noturna, ele mudou a tática.

– Você acha mesmo que é homem o bastante para Mulher Maravilha? Não me faça rir, Morcego. Você não consegue nem salvar aquela ruiva inútil no canto da sala... Deixe as mulheres de verdade para os homens de verdade. Você é só um homem. Não há nada de especial em você para oferecer a ela.

Os olhos sem vida do Cavaleiro das Trevas imediatamente ferveram com o ardente enxofre da raiva. Seu rosto barbeado contorceu em um olhar de raiva pura, enquanto um grunhido profundo escapou da garganta de Batman. Seu músculo estava tenso, mas antes que Slade pudesse fazer qualquer coisa, o grunhido transformou-se em um rugido penetrante.

A cabeça de Batman bateu contra o Deathstroke, que cambaleou para trás. Quando recuperou o equilíbrio, viu a escuridão sobre o adversário quando seu manto rasgado rugiu atrás dele. Por um segundo fugaz, uma pontada de medo percorreu o corpo do assassino.

Batman, com um golpe, segurou o braço imobilizado de Slade. Seu rugido estrondoso reverberou quando ele balançou, colocando todo peso no golpe para quebrar o braço do assassino. Deathstroke ajoelhou-se e um uivo de dor escapou de seus lábios.

Slade olhou para frente, aterrorizado, enquanto Batman se aproximava, sua capa escura envolvendo-o. O ódio saltou de seus olhos e enterrou-se na alma de Deathstroke: a figura infernal do Cavaleiro das Trevas diante dele.

Ele não parecia mais um homem, como Slade disse. Era um demônio, uma sombra viva. Ele era a escuridão. A vingança!

 

 

• FLASHBACK ON•

 

• Metropolis ||

Dois meses depois •

 

Entre o rebanho de carros, um BMW “comum” parou estacionou. Pneus esmagaram o cascalho de pavimento do estacionamento quando sua ignição foi desligada... Então, Bruce Wayne desceu do veículo.

Não havia nenhuma câmera ofuscando-lhe, sem repórteres gritando, sem perguntas, e certamente nenhuma necessidade de colocar a fachada de playboy em uso.

Bruce suspirou feliz com a mudança boa, mesmo em público. Depois de muito tempo, ele sentiu aquela bagagem pesada sair de seus ombros. Pesada porque suas duas máscaras são pesos-pesados: O Batman não é um passeio no parque e Bruce Wayne é um irritante bilionário imbecil que se preocupa apenas com acompanhantes e champanhe em festas.

Ele tinha aprendido como se camuflar, um hábito de se esconder aqui e ali. A maioria das pessoas zombava disso como um ato de paranóia, mas Bruce entendia o valor do hábito. Não é um hábito, na verdade, uma ferramenta no arsenal de detetive que salvou sua vida inúmeras vezes.

Dando uma última checagem na área, ele abriu a porta do carro para sua acompanhante.

– Princesa? – Ele chamou Diana estendendo a mão. Ela aceitou e graciosamente saiu do carro.

“Estranho?!” Bruce pensou. Na maioria das situações, ela iria contrariar tal proposta. Ser criada como uma amazona tinha alguns efeitos sobre ela e ela não queria que ele a tratasse como uma donzela.

Assim que Diana saiu, os olhos de Bruce vagavam pela sua aparência e ele imediatamente tomou algumas respirações profundas na tentativa de acalmar seu batimento cardíaco acelerado.

Diana usava seu vestido preto com elegância. Encaixe confortável, o vestido era simples. Claro, Bruce insistiu que nenhum vestido chamativo poderia ser usado, para não chamarem atenção. Ele mesmo estava vestido simplesmente: Uma camisa social sobre um jeans caro.

Até agora, seu plano parecia correr bem quando o problema surgiu. Um tipo de problema que não era um real problema. O motivo: Sua princesa! Ele percebeu que não havia como ela não chamar atenção já que “o vestido que seria simples para qualquer mulher, não funcionara para ela, porque nada que ela usasse poderia permanecer simples”.

Abraçando cada curva de seu corpo, mostrando aquelas longas pernas impecáveis, o vestido de corte perfeito caía lindamente ajustado à sua figura esguia. Mesmo seus óculos de grau pareciam excepcionalmente sedutores nela. Infelizmente, a tortura continuou para Bruce quando seus olhos se moveram sobre seu quadro esculpido. Seu corpo refletia cada pedaço de poder feminino requintado. Bruce até pensou que ela se assemelhava a uma animada ninfa do mar com óculos bonitos.

– Este lugar parece familiar, Bruce – Diana disse, trazendo-o de volta da terra dos sonhos.

– Se você diz, princesa!

– Bruce, o que está tramando?

– Você vai ver em breve, Diana. Lembra que eu devo-lhe a comemoração do seu aniversário? – Ele esquivou-se de sua pergunta com outra e afastou os pensamentos lascivos.

Suspirando suavemente, ela acenou com a cabeça. Mas Bruce pegou aquelas perguntas silenciosas olhando através de seus olhos. O casal continuou sua curta viagem em direção à entrada.

Bruce podia perceber a partir daqueles ajustes dos lábios de Diana – o par de lábios de morango que imploravam para serem beijados – que ela estava tentando resolver o quebra-cabeça subjacente ao seu encontro. Um quebra-cabeça propositalmente dado. Seu ego se inflava sabendo que ela estava desfrutando do breve desafio tanto quanto ele. De repente, Bruce sentiu quando Diana congelou.

O corpo de Bruce reagiu reflexivamente e seu coração saltou quando percebeu os olhos dela trancados na entrada: Restaurante Jama Masjid – Comida Indiana.

Diana ficou quieta durante alguns segundos enquanto esperava ao seu lado. Os olhos marejados. A expressão cheia de amor... Ela descobrira que lugar é este!

– Você gosta do lugar? – perguntou Bruce, inclinando-se para sua orelha. Um aroma agradável de lavanda os cumprimentou, correndo em seus pulmões, e despertando os pensamentos prurientes novamente.

Seu calor se infiltrava dentro dele, queimando como o carvão quente em uma lareira. Seu braço se apertou em torno de sua cintura. E por alguns segundos ele duelou em perspectivas de levá-la de volta a mansão e amá-la como ele tem feito desde que estão juntos. Mas ele rejeitou a idéia, pois não pretendia arruinar o tempo precioso com ela.

– Bruce... – Ela não conseguia falar, sem conter uma lágrima que teimosamente escorreu pela bochecha esquerda.

– Você tem uma boa memória, Princesa. – Um sorriso enrugou os lábios de Bruce enquanto seus olhos se encheram de realização.

Bruce observou as emoções misturadas correndo em seu rosto. Na verdade, ele as lia facilmente como um livro. Mas o que ele não esperava era que, com todas aquelas emoções flutuantes de Diana, seu próprio coração se exaltava.

Seus olhos notaram como os brilhantes olhos dela brilhavam mais do que qualquer estrela em noites góticas. Mesmo ele podia sentir como seu corpo o encharcava em algo que ele pensava que nunca mais sentiria: amor.

É mesmo amor? Talvez Bruce não tivesse certeza, ou talvez ainda sentisse esses medos de reconhecer isso. Mas era amor sim... E ele não achou que podia reviver o sentimento.

Dores de todas as vezes que teve o coração partido o lembravam das numerosas cicatrizes. Não físicas, em vez disso, eram emocionais. Eram os lembretes para Bruce. A verdade é que depois de tantos relacionamentos quebrados, ele tinha desistido de sentimentos como o amor. O amor o iludira. O amor impedia a missão.

Mas com Diana não. Ela não causava esse dissabor. Ela não figurava em um lugar onde seu coração era governado apenas por culpa e escuridão.

– Princesa? – Ele perguntou novamente.

– Bruce... Obrigada! – respondeu Diana depois de alguns segundos.

– Feliz aniversário, princesa!

Foi ali, no restaurante indiano, que eles haviam se beijado pela primeira vez* (1).

 

• FLASHBACK OFF•

 

• Gotham City ||

Fábrica abandonada •

 

Batman começou a desamarrar Andrea Beaumont. Seu corpo caiu no chão quando a corda que a segurava na cadeira foi rasgada pelo batarang afiado. Vendo-a nesse estado, Bruce apertou os dentes por um breve segundo antes de relaxar a mandíbula.

“A raiva não é nada”. Uma voz do passado o lembrou. As palavras de seu antigo mestre, Ra’s Al Guhl. "A vontade é tudo"* (2).

 – Você perdeu de qualquer forma, Morcego. Ela está morrendo! Mas eu tenho uma proposta: se me deixar ir, eu te dou o antídoto. – Slade barganha. – Você ainda pode salvar sua amazona. Se não... – Ele mostrou um frasco que tirou de um compartimento do traje – eu deixo cair a ampola e adeus possibilidade de cura.

Batman pondera alguns segundos e Slade percebe que tem uma brecha.

– Eu recebi de Ra’s, para o caso de me contaminar quando infectasse sua amazona. A dose é única... Justamente para impedir que ela usasse, se nós dois fôssemos infectados.

– O que é o vírus? – Batman pergunta.

– Uma combinação de variações letais de varíola, a fim de acelerar o processo de contaminação do vírus e potencializar seu poder letal. Ele foi associado à tecnologia alienígena roubada da LexCorps. Os nanobots servem de vetor para o vírus e podem controlar o Sistema Nervoso do hospedeiro, além de protegê-lo. Impedindo mesmo um organismo meta de combater a infecção.

– Tecnologia que Luthor guardou de Brainiac... Merda! – Batman deduziu.

– Então, Morcego... Só temos uma dose: Quem você vai escolher? O relógio é seu inimigo... Não demore muito pensando.

 

• • •
Querido / Tem algo trágico em você

Algo tão mágico em você

Não concorda?

(From Eden – Hozier) 

 


Notas Finais


1) Episódio Liga Da Justiça: Escrito nas estrelas
Beijo no restaurante indiano
https://www.youtube.com/watch?v=rXIWywNVID8

2) Filme Batman Begins:
Durante o treinamento de Bruce (Christian Bale), Ra’s Al Guhl ( Liam Neeson) orienta seu pupilo a controlar suas emoções. “A raiva não é nada. A vontade é tudo".


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