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História Broken Love - Capítulo 1


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Capítulo 1 - OneShot - Capitulo Unico


08 de março de 2009.

Era um daqueles dias tão ensolarados, que se quebrasse um ovo no asfalto era capaz do mesmo fritar. Um dia quente, abafado, entediante e terrivelmente calmo. Taichi não era acostumado com tamanha calmaria, com a qual se via obrigado a conviver diariamente desde que o mundo digital havia sido salvo.

A agitação que vivera naquele curto período de sua vida estava marcada para sempre em suas memorias, tão vividas quanto possível. Mas Tai sentia que elas estavam lentamente se esvaindo, como plumas que voavam para longe. E isso doía.

O moreno sentia falta de seu pequeno parceiro Digimon, e de todas as aventuras vivadas com ele. Ali sentado em sua carteira sonhava acordado com seus momentos de glória da infância, se perguntando o que o futuro lhe guardava, sem nem ter ideia do tão maravilhoso ele seria.

Foi tirado de seus pensamentos por uma sensação de estar sendo observado, olhou para os cantos procurando seu observador e falhando miseravelmente, ate se dar conta que o olhar vinha de trás de si onde seu rival se sentava.

Os anos tinham feito bem para Yamato, seus cabelos loiros tinham ficado mais claros com o tempo e seus olhos azuis tinham ficado mais intensos, como um profundo lago sobre a luz do luar. Esta evolução de Matt fascinava o mais novo, se sentia ser engolido pela presença dele, como se tudo girava entorno dessa atração que sentia. Porem não sabia o que isso significava.

— Ei o que está olhando?

— Sua cabeça gorda está na frente.

— Se está incomodado deveria apenas trocar de lugar, ao invés de ficar reclamando.

— Vai começar de novo — ouviu alguém dizer

— Alguém vai chamar a Sora antes que isso piore — outro declarou. Mas nenhum dos comentários pareceu surtir efeito no mais velho e Tai apenas seguiu o fluxo das ofensas proferidas pelo loiro, para cada ofensa dita ele tinha uma resposta na ponta da língua para ela.

— Ué virou menininha agora é?!

— Vai para o caralho! — Tai proferiu no calor do momento, sentindo um soco ser desferido em seu rosto logo em seguida.

Trocar ofensas um com o outro fazia parte do cotidiano dos dois e de toda a sala. Tai não sabia explicar, sentia uma atração os ligando, como se uma estranha eletricidade percorre seu corpo e não conseguisse evitar, quando se dava conta já estavam brigando um com o outro, sem ao menos notarem.

E dessa vez não foi diferente, quando se deu conta já estavam saindo no soco, por causa de uma das ofensas ao qual Taichi nem sabia direito qual era.

— Parem já com isso — ouviu a voz zangada de Sora gritar, antes mesmo de sentir o cascudo que a ruiva havia desferido nos dois. Os dois garotos se separam nada contente por terem sido interrompidos.

— Mais tarde terminamos isso — a raiva mal contida era totalmente perceptível na voz do mais novo, que ainda se encontrava irritado com as provocações feitas.

— Como você quiser — era nítido o tom de deboche que escorria das palavras proferidas pelo mais velho.

— Francamente vocês dois não toma jeito né? — ouviram Sora reclamar, nitidamente frustrada por estar naquela situação novamente. — Agora que estão mais calmos vou regressar para a minha sala, por favor vê se não se matem por favor.

Tudo pareceu voltar para seu devido lugar com a saída da ruiva, cada um foi para um canto. Matt mudou de lugar com uma garota, para se sentar na última carteira perto da porta, enquanto Tai mudou de lugar com um garoto para se sentar na última carteira perto da janela, onde voltou a se perder no meio de usas memorias. O resto da aula passou normal, com Matt e Tai ignorando a presença um do outro.

Após o final das aulas, os dois foram para o dormitório pisando duro, realmente estavam muito chateados um com o outro pelas ofensas trocadas mais cedo. O que era estranho para ambos.

— Por que falou aquilo? — quis saber Tai

— Porque me deu vontade — rebateu não ligando muito para a presença do outro.

Abriu a porta da geladeira com calma retirando de dentro dela um jarro de suco de laranja, caminhou até o armário e pegou um copo, se servindo do suco. Se virou logo em seguida para encarar Tai, que o encarava com uma cara de poucos amigos.

— Tira uma foto dura mais — falou Matt com um sorriso debochado na cara. Isso foi a gota d’agua para Tai.

Empurrou o loiro com toda a sua força, fazendo com que Matt batesse suas costas na geladeira. Tai se aproveitou desse fato para prender os braços do mais velho em cima de sua cabeça, fazendo com que o copo de suco caísse e se estilhaçasse pelo chão da cozinha. Inconscientemente o moreno usa um dos seus joelhos para separar as pernas de Yamato, roçando levemente no pênis do loiro.

— E se eu não retirar? — perguntou presunçosamente

— Você não vai gostar das consequências — ameaçou. Matt engoliu em seco com a ameaça do mais novo, e talvez só talvez tenha ido longe demais com as brincadeiras.

— Não vou retirar nada do que eu disse — mesmo sabendo qual seria a possível consequência de seus atos.

Yamato consegui esconder seus sentimentos muito bem, quase ninguém conseguia ver através de sua máscara de roqueiro pop star, do lobo solitário que deixava transparecer. Tentava esconder a todo custo que sentia falta de seu companheiro Digimon, que estava infeliz com aquela vida que levava, chatear Taichi era sua única fórmula de escape que havia encontrado.

Gostava de provocar o moreno, pois amava ver ele vermelho, não importava se fosse de raiva ou de vergonha. A verdade é que a muito o loiro estava perdidamente apaixonado pelo moreno, e queria de todas as formas ser notado pelo mais novo. Então tirava proveito da personalidade explosiva do amigo.

— Tai quer fazer o favor de ir logo com o meu castigo?! Não tenho a noite toda. — a ironia transbordou da voz do loiro e o moreno apenas soltou um pequeno rosnado de irritação antes de juntar seus lábios.

Se alguém perguntasse para eles quando aquilo começou, nenhum dos dois saberiam responder. O primeiro beijo foi a meses atrás, quase no início das aulas do terceiro ano, e para os dois teimosos do jeito que eram, não importavam quem havia dado o primeiro passo, pois sabiam muito bem que independe mente do que sentiam não iriam dar o braço a torcer. Matt amava o moreno desde muito antes da jornada deles pelo mundo digital, e Tai aprendera a amar o temperamento revoltado do mais velho com o passar dos anos, para ele isso que sentia era novo e as vezes não sabia como agir, principalmente quando tinha pessoas por perto ou seus familiares; talvez por isso as brigas tinham se intensificado nos últimos meses, ficando cada vez mais frequente e mais intensas.

Taichi aprofundou o beijo, soltando as mãos do mais velho que não perdeu tempo em abraçar o moreno. O mais novo aproveitou-se da deixa e rodeou a cintura do loiro o trazendo para mais perto de si. A língua de ambos explorava a boca um do outro com fervor, esquecendo-se dos cacos de vidro ao seu redor.

O moreno podia sentia seu corpo quente e leves cutucadas de excitação em seu baixo ventre, aquilo era tão novo para si, tão gostoso e fazia com que Tai se perguntasse por que perdiam tanto tempo com brigas bobas que não faziam sentindo nenhum, por que não poderia ser sempre assim? Beijos e abraços.

Mas no fundo sabia o porquê de as coisas serem do jeito que eram, mesmo os beijos e o sexo sendo ótimo, se pararem com brigas e as discussões não seriam mais os mesmos.

Se separaram ofegantes do beijo, mas Matt logo começou o beijo de novo, quebrando o mesmo logo em seguida.

— Se queria tanto assim um beijo meu era só ter pedido, não precisava de tudo isso — debochou do caçula, abrindo um sorriso arrogante na cara logo em seguida.

— Se toca Matt, você não é tudo isso não — disse se afastando

— Não sou, é?

— Não — respondeu. O loiro passou seus braços pela cintura do mais novo, o apertando e logo em seguida o levantando do chão. Matt o jogou por cima de seus ombros, carregava Taichi como se ele fosse um saco de batata. — Me solta Matt

— Nem pensar princesa, nossa brincadeira acabou de começar.

— MATT ME COLOCA NO CHÃO!!! — gritou deferindo pequenos soquinhos nas costas do mais velho.

— Como desejar vossa alteza — disse soltando o mesmo na cama. Retirou o tênis e as meias que vestia e subiu em cima da cama, ficando por cima do mais novo — Tai olha o que você fez — falou olhando para baixo, o digiescolhido acompanhou o olhar do outro, percebendo o volume que aparecia no meio de suas pernas, Tai sentiu seu rosto ficar vermelho e suas orelhas esquentares — Agora você vai ter que dar um jeito nisso sabia? — Yamato olhava fixamente para os olhos cor de avelã do outro.

Taichi sentia que poderia se afogar aquela imensidão azul, que eram os olhos do mais velho. Estava sentindo tanta coisa, parecia sua primeira vez de novo, talvez isso fosse amor, beijar várias vezes a mesma boca e mesmo assim se sentir sem folego como se fosse a primeira vez sempre.

Mas antes que pudesse responder qualquer coisa, a sua visão escureceu. Sentiu seus lábios sendo tomados mais uma vez, deslizou sua língua para dentro do outro e enroscou-se para apreciar melhor o gosto de laranja que vinha de Matt. A cada beijo, cada toque, podia sentir uma corrente elétrica percorrer toda a extensão de seu corpo, desdás pontas dos pés até o último fio de cabelo.

Quando finalmente parou de devorar os lábios do Tai, pode perceber o estado em que o outro se encontrava, cabelos bagunçados, lábios inchados e vermelhos, a blusa se encontrava levantada, deixando sua barriga completamente exposta e sua respiração descompassada. Ficou mais excitado ainda com o que via.

De repente as roupas que vestiam começaram a atrapalhar, era tudo tão quente, sentia seu corpo ferver de desejo. Foi Tai que tomou a iniciativa, retirando a blusa do loiro, e tendo a sua igualmente retirada. As peças de roupa começaram a cair, uma após a outra, sendo jogadas de qualquer jeito pelo chão do quarto. A sensação da eletricidade estava viciando rapidamente.

Yamato o acariciava delicadamente, como uma devoção ao seu corpo, cada beijo, cada mordida, cada chupão que ele deixava, transbordava o amor e a excitação que estava sentindo. Taichi tentava retribuir toda a devoção do outro em cada beijo trocado.

O loiro se divertiu ao descobrir que o pescoço era o ponto fraco do mais novo, depositou outra mordida no local já vermelho, se agraciando com o doce som da voz do moreno.

Tai lhe chamava baixinho, clamava seu nome como numa oração, se perdendo cada vez mais no corpo do outro, sentia Matt puxar seus cabelos a cada novo chupão, parecia sentir prazer em marcar sua pele pálida.

O mais novo desejava ferozmente que o mundo parasse de girar naquele instante, para ficarem presos eternamente naquele momento.

— Mais. Eu quero mais — clamou entre um gemido e outro.

O loiro fez uma trilha de beijos até a barriga do mais novo, com delicadeza abaixou a cueca do outro. Um sorriso cafajeste brilhava em seu rosto, a coisa que mais gostava era ver Taichi indefeso.

Levou a mão para o seu pênis, tocando com delicadeza. O moreno ofegou ao sentir o calor da mão de Matt, estava começando a perder a cabeça em meio ao prazer que o loiro lhe proporcionava ao bombardear seu pênis para cima e para baixo.

Seu esforço de não gozar se provou ser em vão quando sentiu o outro colocar seu membro na boca e lamber lentamente toda a sua extensão antes de começar a chupar com convicção.

— Matt.... Matt.... eu vou.... vou.... — A garrou fortemente os fios loiros do topo da cabeça do parceiro, antes de se desfazer na boca dele. — gozar.

Yamato engoliu tudo sem nojo ou qualquer expressão que demonstrasse desgosto pelo ato do outro.

— Mas já?? — debochou limpando o canto da boca. O moreno se encolheu um pouco na cama constrangido pelas palavras ditas.

Tai poderia ser um brigão, um verdadeiro galo de briga, mas não quando estava na presença do loiro, quando estava com Matt, Taichi não passava de um gatinho assustado e extremamente carente. Este era o poder do loiro sobre o mais novo, ele conseguia o desamar sem nem pensar duas vezes.

— Oh não precisa ficar constrangido bebê — Yamato construiu uma trilha de beijos da virilha do moreno ate chegar ao seu rosto, onde distribuiu beijos por seu queixo e mandíbula. — Não precisa ficar assim, a melhor parte vem agora. — falou depositando um beijo molhado nos lábios rosado de Taichi. O digiescolhido esticou a mão para o criado mudo pescando de lá um potinho de lubrificante de menta. — Se importa de se abrir para mim?

Tai corou. Sentia seu rosto queimando, tamanha era a vergonha que estava sentindo. Mesmo assim se ajeitou melhor na cama, afinal aquela não era sua primeira vez e era o Matt ali, seu melhor amigo e amante não tinha do que se envergonhar. Circulou suas pernas e as puxou para mais perto de si, com as mãos separou as bandas de sua bunda se expondo para o mais velho.

Yamato por outro lado ficou descrente, não esperava isso vindo do mais novo. Mas que visão digna dos deuses que estava bem a sua frente, o moreno estava com o rosto completamente corado, num tom de vermelho que Matt desconhecia ser possível um ser humano produzir. Seu corpo tremia leve mente e tinha algumas poucas lágrimas escorrendo se seus olhos.

Com cuidado Matt colocou um pouco de gel nos dedos, suavemente melecou o anu do moreno em abundância, sentindo Taichi tremer e abafar um gemido por causa do creme gelado em contanto com sua pele. Gentilmente introduziu o dedo indicador para dentro do canal apertado do outro.

— Ahhh

Após o preparar direito, Yamato o penetrou sem mais delongas. Taichi sentiu seu corpo ser preenchido por completo por Yamato, o loiro o envolveu num abraço caloroso. A sensação era de ter ido ao céu e voltado, ela alucinógeno, excitante e extremamente prazeroso. Tai nunca pensou que tranzar com seu melhor amigo fosse tão gostoso assim.

— Incrível.... isto é incrível....

— Também me sinto ótimo...

Buscou a boca do mais velho, este que logo foi a encontro da sua, sedenta por mais. O beijo era doce, suave e saboroso, não queria parar de beijar Yamato nunca. Circulou a cintura do loiro com suas pernas o trazendo para mais perto de si, colando ainda mais seus corpos, passou seus braços pelo pescoço do mais velho. E jogou sua cabeça para trás perdido em extasse.

— Yamato, Matt... Matt!

Yamato começou a masturbar Taichi no ritmo das estocadas, ambos estavam abeira de chegar no seu limite.

— Porque será... Ahhh.... Ahhh... Que eu te amo tanto?

— Não sei. Mas eu te amo. — falou se desfazendo dentro do mais novo.

Ali naquele quarto escuro e cheirando a sexo, Taichi e Yamato mais uma vez trocaram suas juras de amor. O loiro por fim saiu de dentro de seu pequeno e estressado amante, deitando-se ao lado do mesmo e o puxando para cima de seu peito, depositando um suave selinho na testa do moreno.



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