História Broken Pieces. - Capítulo 20


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Categorias Pierce The Veil, Sleeping With Sirens
Personagens Gabe Berham, Jack Fowler, Jaime Preciado, Jesse Lawson, Justin Hills, Kellin Quinn, Mike Fuentes, Personagens Originais, Tony Perry, Vic Fuentes
Tags Bulimia, Drama, Gay, Insônia, Kellic, Kellin Quinn, Lemon, Perrentes, Romance, Vic Fuentes, Yaoi
Visualizações 52
Palavras 2.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HELLO HELLO
FINALMENTE FINALMENTE
DESCULPA PELA HORA, TINHA UMA GALERA EM CASA E EU TINHA QUE REVISAR
BOA LEITURA E HAPPY VALENTINE'S DAY ATRASADO ❤

Capítulo 20 - Constelações.


Fanfic / Fanfiction Broken Pieces. - Capítulo 20 - Constelações.

As semanas seguiram de forma incrivelmente boa e eu não poderia estar mais animado e feliz. Toda aquela apatia e chatice minha parecia ter ido embora e eu conseguia me ver no espelho alguém contente com a vida e com os amigos que tem — e não mais aquele Vic puto da vida que eu me tornei depois da confusão que tive com Daniele. Finalmente, todos haviam esquecidos daquele vídeo e ninguém me zoava mais por aquilo. Minha vida social estava de volta.

Kellin estava lindo, lindo e lindo. Comendo de forma saudável, cantando como um anjo e eu me vejo cada vez mais apaixonado por ele, e cada vez mais envolvido com o jeito delicado e sensível dele. Não o vejo triste e preocupado com a própria aparência como antes, e também não me vejo mais uma pessoa com alegria forçada.

Resumindo: minha vida parecia estar nos trilhos corretos, assim como a dos meninos. Justin estava todo babão com Nia por perto, Mike e Tony estão se comendo muito (confesso que sinto que eu e Kellin estamos chegando nessa fase) e Jesse, Gabe, Jaime e Jack são todos solteirões piadistas e galinhas que, depois que a banda começou a ganhar um pouco de destaque na internet, estão saindo com metade das garotas do colégio nos fins-de-semana.

A vida tem momentos e fases. Uma hora tudo está indo mal, tudo desmoronando e nada parece dar certo. É absurdamente normal. Mas, o sol chega para todos e nada é eterno. Esse é o nosso momento de felicidade, depois de tanta coisa ruim.

Ignorei meu momento de reflexão total e voltei a afinar minha guitarra. Depois disso eu ia me arrumar e então iríamos para a festa de Matty Mullins. Ele me ligou seis vezes só hoje pra perguntar se eu ia. Esse ruivo tem sérios problemas com animação.

Deixei minha preciosa em cima da cama e deixei separado a roupa que ia usar: uma blusa cinza com uma cara feliz, vans e um jeans preto. Fui pro quarto do Mike com a setlist pra ver o que ele acha.

— Ei. — cheguei abrindo a porta.

— Seu puto, que susto. — ele largou o notebook em cima da cama e me olhou assustado. Ri da cara dele e olhei aquele quarto bagunçado. Cheirava à meias velhas.

— Meu Deus, cara. Limpa esse quarto.

— Bah, Vic. O que você quer?

— Então, eu separei algumas músicas pra tocar hoje. As que a gente tocou mais pela semana mesmo e que eu tenho mais confiança sobre a letra.

— Okay, deixa eu ver. — me sentei na cama dele e lhe entreguei a folha.

A lista consistia em: Kissing In Cars, Props & Mayhem, Besitos, Hell Above, The Divine Zero e Caraphernelia. Reservei algumas pro caso de pedirem para tocarmos mais, porém não tenho certeza disso. Eu sou muito inseguro com minha voz, sei que os meninos são incríveis mas não penso o mesmo sobre mim.

— Essas são as melhores. Agora relaxa que vai dar tudo certo. Sei que você fica nervoso antes dessas coisas. — Mike apertou meu ombro.

— Fico mesmo. Obrigado, cara. Espero que as pessoas gostem de mim.

— Não seja tão negativo, vai ser um sucesso. Ou como diria Nia, "vai ser uma ‘arraaaso" — a imitação gay e arrastada me rir alto.

— Okay, okay. Eu vou ir tomar banho e você deve ir fazer o mesmo. O Matty me falou umas 3 vezes que precisa de gente pra ajudar ele na organização e acho que seria uma boa ser solidário e dar uma mão pro ruivo.

— Beleza então. Vai lá.

— E limpa esse chiqueiro. — impliquei.

— Tá bom, mamãe. — ele respondeu irônico.

Depois que todos os homens dá casa estavam cheirosos — principalmente o Kellin, nossa — nos amontoamos no meu quarto e ficamos esperando os caras chegarem com a van. Mike ficou impaciente e foi comer alguma coisa na cozinha.

Kellin estava pensando em algo muito importante enquanto olhava suas unhas sem nem piscar direito, sentado com pernas de índio na minha frente. Ele continuava com o tique constante de ajeitar a franja e por vezes pegou eu o olhando feito um psicopata obsessivo, sorrindo e corando quando isso acontecia.

— Nervoso, babe? — perguntei colocando minha mão sobre a sua, que estava em cima de seu jeans.

— Bastante. — ele me olhou, os olhos azuis enormes brilhantes e inquietos. Beijei seus cabelos e o abracei de lado.

— Você é incrível e vai dar tudo certo. — quando disse isso, ganhei um beijo lento cheio de carinho que foi interrompido pela peste pernuda entrando no meu quarto.

— OS CARAS CHEGARAM. — ele gritou como se nós fôssemos surdos e eu levantei, pegando minhas coisas e Kellin colocou sua jaqueta preta.

Descemos as escadas quase caindo de pressa e como eu já tinha falado com minha mãe, não deixei nenhum post-it. Entrei na van, onde tocava My Chemical Romance e já cheguei cantando.

— GIVE ME A SHOT TO REMEMBER. — e fechei a porta. — BOA NOITE.

— Boa noite seus homens cheirosos. — Jaime respondeu com o típico sorriso enorme. — Animados?!

— Tremendo. — Kellin fez uma careta.

— Relaxa que nós temos talento.  — Justin sorriu convencido.

— Vocês vão arrasar! — Nia disse e ela usava um vestido preto cheio de glitter. Mike olhou pra mim com a cara de "eu imitei certo" e eu concordei rindo.

— Suas meninas estão vindo também? — Gabe perguntou interessado demais.

— Sim. Eu tô morrendo de saudades.

—  E elas estão solteiras? — Jesse tentou fazer uma voz inocente.

— Ahh, seus tarados. — todo mundo gargalhou.

Enfim tínhamos chegado ao nosso destino. A casa do Mullins era enorme, dois andares e um lindo jardim que seria provavelmente estragado com vômitos e lixos daqui algumas horas. Descemos todos, fazendo um barulhão desnecessário por estarmos nos empurrando e vimos uma van rosa cheia de flores parada atrás de nós.

— REENA. — Nia pulou em cima de uma garota de cabelos rosas e elas quase caíram na grama. — Gente, essa é minha irmã Rena Lovelis, e esses são Casey Moreta e Iain Shipp. (foco no sobrenome).

Uma chuva de "ois" e apresentações aconteceram e nos tocamos a campainha depois disso. Ouvi o barulho de algo caindo e de passos pesados na escada antes da porta se abrir.

— FINALMENTE. ENTREM, A CASA É DE VOCÊS! — Matty falou com toda aquela agitação. — Eu já ia ligar pra você de novo, Vic. Preciso de ajuda com essas coisas aqui.

As horas seguintes se resumiram em trabalho pesado, palcos sendo montados, sofás sendo arrastados e a sala virou uma pista de dança. Penduramos luzes, arrumamos uma mesa com as mais variadas bebidas e guardamos os enfeites mais frágeis. Matty tem uma casa poderosa, cheia de coisas caras. Depois disso, o pessoal começou a chegar e nós decidimos as ordens das bandas por ordem alfabética. Metade da galera da pista de skate estava lá e toda a galera da escola que curtia rock tinha vindo. A casa tava lotado e a primeira banda a tocar foi A Day To Remember.

— A voz da Rena é sexy. — comentei quando a banda da Nia foi se apresentar. O nome da banda era Hey Violet.

— Sabe o que é sexy? Meu pé na suas bolas. — Kellin falou irritado.

— Opa calma aí. — me afastei dele e protegi meus futuros filhos com a mão.

— Ele é agressivo ele. — Jaime riu da nossa cara.

— Ciumento. — Jack falou e levou um chute. — Outch!

Dei um gole no Monster que eu segurava, tô evitando as bebidas fortes porque ia ser ruim pra cantar depois e eu não quero ficar bêbado também. Conversei com uma galera, dei uns beijos no Kellin e fiquei esperando minha vez de tocar, ansioso e falando mais que o normal.

— Pierce The Veil! — Matt avisou. Subimos no palco. Sorri trêmulo. A galera gritou.

— Sou Vic, esse é meu irmão Mike, esses são Jaime e Tony. Essa música se chama The Divine Zero e eu espero que vocês gostem disso.

Depois disso, eu consigo me lembrar de todos nós tornando em música, me lembro das luzes da sala de Matt brilhando e dos sorrisos que todos estavam me lançando. Uma menina pediu pra mim tocar de novo Hell Above e logo todos estavam cantando as partes mais 'chicletes' do refrão. Vi Kellin encostado numa parede sorrindo pra mim e Matt berrava como uma gazela.

— Valeu! — Jaime disse fazendo um sinal "paz e amor" quando descemos do palco, sorrindo como maníacos e com as pernas feito gelatinas pela vergonha. Fui beber água e Kellin veio me procurar na cozinha.

— Você foi muito bem. Você é um Hobbit muito talentoso. — ele colocou a mão no meu ombro e me deu um selinho. Sorri pra ele.

— Obrigado, eu acho.

Ficamos encostados no balcão conversando até que chegou a vez de Kellin cantar. Ele estava nervoso e mais falante que o normal, e eu sabia que a última vez que ele tinha comido era de manhã e era só uma maçã. Guardei minhas palavras de "mamãe" pra depois e tentei deixar ele relaxado.

O problema é que ele teve uma má memória sobre cantar. Espero que essa noite tire essa paranóia dele.

— Vai lá, bolinho. — dei um tapa na bunda dele e ele riu.

— Arrasa Kells. — Rena e Nia gritaram.

— Vamos lá, cara! — Jesse passou um braço pelo ombro dele e todos nós voltaram pra sala. Vi o Sleeping With Sirens subindo no palco e Kellin pegou no microfone, as bochechas coradas e os olhos brilhantes.

— Oi, eu sou Kellin, esse é Justin, Jesse, Gabe e Jack. Somos os Sleeping With Sirens e essa música se chama Better Off Dead. — ele disse rápido e eu vi várias meninas suspirando por ele. Ih, não gostei.

— Larga de ser ciumento cara. — Mike bateu no meu ombro e eu quase caí no chão quando ele começou a cantar.

Eu nunca vou conseguir falar da voz do Kellin sem parecer uma garotinha apaixonada ou um gay porpurina exagerado. Parece um... Um anjo. Eu vou começar a gritar igual o Matt daqui a pouco.

— Respira fundo amigo. — Casey riu da minha cara de pateta. Todo mundo tá rindo da minha cara hoje.

Tentei fazer cara de paisagem e prestar atenção no meu futuro esposo cantando.

***

Depois de muitos surtos, faltas de ar e dinossauros no estômago, a apresentação do Sleeping With Sirens acabou com aplausos e eu só queria pegar Kellin pelo pulso, prensar ele numa parede e o pedir em casamento. Mas tudo que eu fiz foi:

— Quer ir lá fora tomar um ar? — perguntei ao ver o rosto dele vermelho e ele estava um pouquinho suado (o que é normal, ele cantou umas 10 músicas porque todo mundo se empolgou). Ele assentiu e pegou na minha mão, me puxando pro jardim. Lá fora estava uma zona mas nem tanto (ainda), só tinha uma galera se beijando e alguns estavam jogando qualquer coisa que eu não prestei atenção. Tinha também um pessoal da pesada usando coisas desnecessárias e ilícitas, como por exemplo Ronnie Radke.

Ignoramos tudo aquilo e andamos tranquilamente pela rua e eu puxei assunto.

— Já te disse que quero me casar com sua voz?

— Esse elogio é novo. — ele gargalhou e nós achamos uma pracinha, uma espécie de playground com bancos pra se sentar.

— Momento série de sonho americano para nós. — falei. — Senta nesse balanço, eu vou te balançar.

— Minhas pernas são grandes demais pra isso, vai você tampinha.

— Okay. — bufei e me sentei. Kellin me empurrou suavemente e eu olhei pras luzes dos postes, e depois pro céu lindo e estrelado. — Uma constelação. — apontei pro céu.

— Sabia que se você apontar pra estrelas nascem verrugas na ponta dos seus dedos?

— Minha mãe fala isso desde que eu era criança. É a pior mentira do universo.

— Como os dia dos namorados.

— Como os dias dos namorados. Tudo truque comercial. — concordei. — Senta do meu lado. — falei, enjoado de não poder olhar no rosto de Kellin enquanto conversamos.

— Você também não acredita nesses rótulos de datas?

— Nunca acreditei. Mas eu acredito numa coisa.

— O que? — perguntei.

— Nosso amor.

Sorrimos um pro outro. O vento frio chacoalhava levemente nossos cabelos e arrepiava nossos braços,  principalmente os meus, que estavam nus. Mas eu não me importei. Realmente não me importei.

Porque ali eu soube que eu e Kellin não precisávamos dizer nada. Estávamos amando, e não rotulando.

Somos um do outro agora e nada vai mudar isso.

— Eu queria saber uma coisa... — comecei, colocando a mão sobre a dele.

— Uh? Diga. — ele mordeu o lábio.

— Você quer namorar comigo?

— Eu... Sério? — ele arregalou os olhos, assenti nervoso.

— Eu quero fazer desse pedido de namoro uma promessa. Se você dizer sim, significa que nós nunca vamos abandonar um ao outro, não importa o que aconteça.

— Sim. Eu nunca vou deixar você, Vic. Você me faz sentir bem como nunca me senti antes. Você me faz sentir bonito.

— Porque você é, Kellin. Você é bonito por dentro e por fora.



Notas Finais


PRÓXIMO CAPÍTULO TEM LEMON, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO

DESCULPA GENTE, eu mudei de escola, rolou umas coisas aqui, tô no ensino médio então tô numa fase de adaptação e isso fodeu minha cabeça. Prometo que vou me dedicar em não demorar e att o resto das coisas.

Comentem bastante, eu vou ficar feliz. Obrigada por tudo, amo vocês.

XOXO ❤


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