História Broken promises - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Dorama, Drama, Ecchi, Harem, Imagine, Imagine Bts, Josei, Namjoon, Romance, Taehyung, Yoongi
Visualizações 3
Palavras 1.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, LGBT, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Spoilers, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Past and pain


 

P.O.V S/n

 

    "O quão longe você seria capaz de ir para alcançar seus objetivos? 

   Suas promessas que fez diante tantas pessoas, agora não valem mais nada. Seu sucesso foi jogado água a baixo, acredite, tudo isso é real. Mas, todos nós ainda temos a chance de nos levantar, sim acredite no real, mas também, acredite no possível"

 

    Foram essas as palavras que recebi de consolo de uma psicóloga, ela nem sequer entendia minha dor, falava palavras quase que desconexas e me receitava remédios pesados. Desde os meus catorze anos em diante eu tomava essas porcarias, todo o dia de manhã, me olhava no espelho e consumia uma pílula branca inconscientemente. Saia daquele quarto de orfanato, pegava minha mochila, colocava ela nas costas, e acabava sempre sentada numa carteira suja olhando para uma lousa com números. E no final da tarde eu pulava as grades de um parque, ia para a quadra de skate abandonada e só voltava ao anoitecer, confesso que eu era bem rebelde naquela época...

 

—Veio fugir do mundo também?— Ouço uma voz um pouco rouca, e então abro os meus olhos e vejo um garoto na minha frente. Era muito branco, não usava maquiagem nem nada no rosto, vestia roupas simples, de cabelo preto e olhos puxados. Como qualquer outro coreano de uma idade do colegial —.

 

   Eu havia me mudado para a Coreia do Sul depois do falecimento dos meus pais. Não pense que foi algo repentino ou algum privilégio. Os orfanatos do Brasil estavam com super lotação, e ninguém queria adotar um bando de sem futuro, por isso ficaram jogando crianças de lá para outros países. Eu fiquei bastante tempo presa num quarto sem luz até decidirem o que fazer comigo, eu passei meu inverno inteiro chorando, até que lembraram do meu pai, ele era coreano, o sonho de consumo da minha mãe. Fizeram alguns testes em mim, para saberem se eu falava a mesma língua que ele ou não. E é graças a aulas dele que estou em um lugar melhor hoje, mas ainda assim, continua um inferno.

 

   —O que quer?— Perguntei informalmente, estava tendo um dos piores dias. Pensei que num lugar isolado tão perto do antigo esgoto me faria bem, mas vejo que até mesmo dentro de uma lata de lixo, vai ter alguém para tirar minha paz —.

 

    —Eu vim te buscar— O menino põem as mãos nos bolsos de seu grande casaco —Estão sentindo sua falta no orfanato.

 

    —Eu nunca vi você no orfanato, não vou seguir uma pessoa que não conheço— Encaro ele bem séria —Passar bem— Aconchego minha cabeça em meus braços, que por sua vez ficavam em cima dos meus joelhos. Permaneci encolhida ali naquele túnel antigo de concreto, e já havia se passado tanto tempo que pensei que o garoto tinha ido embora, porém...—.

 

    —Eu sei que está passando por momentos difíceis e... Eu sinto muito, mas você precisa voltar, de preferência, agora mesmo.

 

   —Vai embora— Disse desanimada, nem me dei o trabalho de levantar minha cabeça. Eu não queria voltar, não até eu conseguir ver a minha constelação favorita —.

 

   Ouvi sons de tecido e passos, logo em seguida sinto um calor a minha frente, e a luz alaranjada que passava entre as minhas pernas não existia mais, agora era apenas escuridão. Então eu ergui minha cabeça e vi esse garoto agachado, de frente para mim, me encarando com aqueles olhos pequenos.

 

   —Já disse para você -...

 

   —Se eu pudesse, eu te deixava aqui, sem problema algum— Ele me interrompe —Mas eu preciso que venha comigo. Não pode ficar aqui, a senhorita Lee me pediu especialmente para vir busca-lá, ela se preocupa com você, a sua colega de quarto também. Então, por que você não cria o mínimo de consideração e vem comigo?

 

    —Eu não quero... Eu tenho uma coisa para fazer antes de ir.

 

   —E o que seria essa coisa afinal?— Fala ele impaciente —.

 

   —Não é da sua conta— Retruco —.

 

   —Então se não é da minha conta, receio que tenha que vir comigo. Por bem ou por mal.

 

   —Me deixa em paz...— Abaixei minha cabeça novamente. Senti aquelas mãos tocarem meus braços, e então num surto emocional eu gritei com ele, olhando bem no fundo de seus olhos —ME DEIXA EM PAZ!

 

    Ele parou bruscamente depois do meu berro, suas mãos ainda não contornavam meus pulsos. O garoto me olhou surpreso e ao mesmo tempo abatido por ver minha expressão, eu sentia raiva, rancor e tristeza ao mesmo tempo. 

 

      Então, pela primeira vez em muito tempo eu recebi o que tanto precisava, podia até não ser um urso de pelúcia que eu tanto queria. Mas foi o melhor presente de aniversário de quinze anos que já tive. Em vez de me afugentar, de me arrastar e de me machucar ele apenas parou, largou suas mãos de mim e me deu um abraço apertado. Podia até não ser um bolo de maracujá, mas me trouxe arrepios, conforto, batimentos cardíacos acelerados, mas acima de tudo alívio. Naquela tarde, eu pude compartilhar tudo o que sentia com alguém, alguém que me ouvisse, que me desse a devida atenção e carinho. Eu tinha um amigo agora, e por mais que tivesse perdido a imagem da constelação, eu ganhei um balde de pipoca e um lenço umedecido de consolação, foi naquele dia, exatamente naquele dia, que eu aprendi a valorizar os mais pequenos atos de amor e lealdade que a vida poderia me oferecer, e aos poucos fui me contentando e me contentando com o impossível, e aprendendo a viver daquele dia em diante.

 

   Foi assim que conheci meu melhor amigo de hoje, Min Yoongi. O passado e a dor até podem ser algo que nunca irão partir de mim, mas Yoongi virou o meu remédio em meio tantas noites de desespero, e é por causa dele que estou viva até agora.

 

  []

 

   —Shhh...— Ele sussurrava para mim, enquanto passava sua mão cuidadosamente entre os meus cabelos, que naturalmente bagunçados paravam em seus dedos, mas ainda assim com o mesmo cuidado fazia questão de desembaraça-los. Minha cabeça estava apoiada em seu ombro, e eu ainda soluçava as vezes. Agora a luz iluminava nosso pequeno quarto de apartamento —Está melhor?— Pergunta ele, sua voz havia engrossado muito da primeira vez que nos vimos. Estava mais grave, mais pesada, porém num tom certo; e mesmo tanto tempo se passando, ele ainda continuava com uma voz rouca. Eu encostava em seu peito algumas vezes, e ficava ouvindo ele falar, era reconfortante e quente —Vai ficar tudo bem...

 

 

    —Yoonnie...— Tiro meu rosto de seu ombro e olho para ele —.

 

    O mesmo me encara sem qualquer reação.

 

   —Obrigada— Abro um sorriso forçado, porém, foi um dos mais verdadeiros que já dei durante um choro —Por tudo...

 

 De verdade.



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