História Broken Roots - Malisaac II - Capítulo 6


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Categorias Daniel Sharman, Shelley Hennig, Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Allison Argent, Chris Argent, Derek Hale, Gerard Argent, Hayden Romero, Isaac Lahey, Jordan Parrish, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Mason Hewitt, Melissa McCall, Natalie Martin, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski
Tags Broken Roots, Cry_xx, Layden, Malisaac, Mortes, Nogitsune, Ressurreição, Revelaçoes, Segunda Temporada, Stydia, Teen Wolf
Visualizações 68
Palavras 3.274
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de 84 anos, olha só quem voltou! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Lá embaixo, nas notas finais, eu explicarei o motivo da demora!

Espero que gostem desse capítulo!
Boa leitura! <3

Capítulo 6 - Carta;


Fanfic / Fanfiction Broken Roots - Malisaac II - Capítulo 6 - Carta;

"And I want you in the summer light
And I need you 'till the sun goes down
I'll be with you in my paradise
'Cause I need you 'till the sun goes down..."

Bruno Martini — Sun Goes Down (feat. Isadora).

— Como é? — Noah perguntou, assim que descera do carro, parando em frente à entrada da floresta, junto de Lydia e Malia, que se encontravam apreensivas.

A garota ruiva, após refletir por um instante, colocando as palavras em ordens em sua mente, decidiu falar, soltando sua voz completamente relutante.

— Marie-Jeanne está morta. — contou Malia, sendo mais rápida. Suas palavras despejaram desespero, surpreendendo por completo o xerife da cidade.

Com o cenho franzido, a cabeça levemente balançando, e a boca abrindo-se e fechando-se em um segundo apenas, instantaneamente ele quis gritar.

— Como é? — repetiu o mesmo de anteriormente, com seu tom de voz um pouco mais elevado.

Colocando o braço em frente ao corpo da coyote em seu lado, Lydia engoliu a seco, sentindo o medo em seu corpo ao ponto de explodir.

— Nós encontramos o corpo dela lá dentro. — tentou explicar da melhor forma que conseguiu, apontando com a cabeça para a floresta, com a sua garganta quase se fechando em um nó praticamente cego.

Encarando o braço intruso posto a sua frente, Malia rosnou. Desvencilhando-se do toque inesperado de Lydia, ela avançou poucos passos até enxergar duas silhuetas bastante conhecidas.

Automaticamente, quando seu olhar cruzou com o de Isaac, seus lábios curvaram-se em um sorriso tímido, sendo retribuído pelo garoto dos olhos azuis.

— Você está bem? — foi a primeira coisa que saiu pela boca de Isaac, no momento em que ficaram frente a frente.

Em um gesto calmo, ela assentiu.

Aliviado com a resposta, Isaac abriu um sorriso para Malia, sendo logo coberto por um semblante confuso exposto em seu rosto. Quando percebeu Noah um pouco à frente, conversando com Lydia, sua confusão apenas cresceu.

— O que aconteceu? — ele indagou, arqueando as sobrancelhas.

Stiles correu até seu pai, assustando-o momentaneamente pela aproximação.

— Eu e Lydia encontramos o corpo de Marie-Jeanne na floresta. — Malia falou, após lamber os lábios. — Ela está morta.

Com os lábios entreabertos, Isaac expressou sua surpresa pela revelação.

— Eu e Stiles encontramos o corpo de Marcel. — ele comentou, com a adrenalina passando a correr por suas veias. — Deve ter algo haver.

Interessada, Malia assentiu, começando a acreditar de vez que aquilo estava relacionado.

— Você acha que foi Allison? — ela indagou, pensando na possibilidade.

Isaac apenas deu de ombros.

— Vão para casa, vocês precisam descansar. Chamem os outros. — Noah falou de repente, colocando os braços na cintura. — Eu resolvo esse problema dos corpos. — ele assegurou. — Se descobrirem que esses dois tinham na verdade quase quatrocentos anos, trará problemas.

Se mexendo inquieto, Stiles abriu os lábios.

— E as aulas? — perguntou incerto, mexendo suas orbes castanhas.

Como se fosse a pergunta mais estúpida do mundo, Malia, Isaac, Lydia e Noah o encararam incrédulos, com os olhos semicerrados.

— O que foi? — ele perguntou confuso, franzindo o cenho.

Os quatro reviraram os olhos.

— As aulas estão suspensas, Stiles. — explicou Lydia, pacientemente. — Não sei se sabe, mas encontramos um corpo no vestiário.

Com a ajuda de Isaac, Malia ligou avisando Scott, Liam, Mason, Corey e Hayden contando sobre o corpo, avisando para irem para suas casas.

De carona com Noah, eles foram embora da floresta.

(...)

— Quer um copo d’água? — perguntou Isaac, assim que eles entraram pela porta da frente da casa de Malia.

— Quero sim. — respondeu ela, jogando-se contra o sofá, sentindo seu corpo aos poucos relaxar.

O garoto pegou dois copos no armário ao alto, colocando-os sob a pia. Pegou uma garrafa de água na geladeira, e despejou o líquido dentro dos copos, enquanto sentia seus músculos doerem.

Caminhou até o sofá e alcançou para a garota seu copo.

— Obrigada. — ela agradeceu, tomando tudo em um gole só.

Ele sorriu torto.

Subitamente o copo com água caiu no chão, e Isaac arfou.

Malia o olhou aterrorizada, confusa com a ação repentina.

— Você está bem? — ela perguntou preocupada, colocando a mão no braço do garoto.

Isaac concordou com a cabeça, nenhum pouco certo sobre a resposta.

Mudando de posição sua mão, colocando-a sob a mão de Isaac.

Malia fechou os olhos, concentrando-se no que estava fazendo.

Lentamente, como se nunca tivesse aparecido, a dor muscular de Isaac sumiu.

Malia abriu os olhos, encontrando os azuis de Isaac a olhando maravilhado.

— Você estava com muita dor. — ela comentou.

Ele assentiu.

— Essa dor apareceu no dia em que... Voltei. — contou, olhando para suas próprias mãos.

Com a culpa prestes a aparecer, Malia segurou a mão do loiro, olhando para seus olhos.

— Porque não me contou? — ela perguntou baixinho, para apenas ele ouvir.

Prendendo o lábio inferior entre os dentes, Isaac voltou seu olhar para ela.

— Eu não queria preocupar você. — respondeu, abrindo um sorriso culpado.

Ela sorriu, soltando um riso curto, sentindo suas bochechas corarem. Seus olhos castanhos voltaram-se para baixo, encarando sua calça jeans.

Para a surpresa de Malia, Isaac segurou seu queixo fazendo com que seus olhos o encarassem.

Subitamente, seu estômago se agitou por motivo das várias borboletas que decidiram aparecer.

— Você fica linda com vergonha. — ele comentou, passando os dedos pela bochecha esquerda da garota.

Malia não pôde controlar o sorriso bobo que apareceu em seus lábios.

Isaac retribuiu o sorriso, aproximando-se um pouco mais dela.

Seus lábios encostaram-se, em um beijo calmo e carinhoso.

A mão do garoto, permaneceu nas bochechas macias e coradas de Malia, distribuindo pequenas carícias pelo local. Malia colocou sua mão sob a dele em seu rosto, apertando-a de leve.

Os dois estavam prontos para aprofundarem o afeto, mas tudo foi interrompido pelo som estrondoso da campainha.

Em um segundo, Malia se afastou dele, sorrindo.

 — Você tem mesmo que atender? — ele perguntou balbuciando, imitando um pequeno beiço.

Ela sorriu um pouco mais.

— Espere um pouco. — respondeu ela, soltando um pequeno risinho.

Observando-a caminhar até a porta, Isaac ajeitou seu corpo no sofá, ficando em uma posição mais confortável.

Assim que abriu a porta, Malia se surpreendeu com quem encontrou. Era uma visita bastante inesperada.

— Natalie? — ela perguntou retoricamente, assistindo a mulher ruiva abrir um sorriso simpático a ela. — O que faz aqui?

A mulher, antes de responder, colocou sua mão dentro do bolso do casaco jeans que usava, tirando de lá uma folha de papel dobrada.

— Eu achei isso aqui nas coisas de Lydia agora a pouco, e resolvi trazer para você. — explicou-se Natalie, estendendo o papel dobrado para a garota.

Malia olhou para o papel confusa.

— Porque trazer para mim? — indagou sem pegar a folha em mãos.

Natalie a olhou incrédula, sem tirar o sorriso dos lábios.

— Ora por que! — ela exclamou. — É uma carta para você.

Mais confusa do que antes, Malia pegou o papel em mãos.

— Foi Lydia que escreveu? — a garota perguntou, em um turbilhão de dúvidas.

— Não, querida. A letra é bem diferente da dela. — respondeu a mulher, olhando Malia nos olhos.

— Você leu? — perguntou Malia, um pouco intrigada.

Natalie negou, soltando um riso.

— Claro que não. Vi que é para você pelo destinatário. — a mulher explicou.

Encarando o papel, instintivamente Malia ficou curiosa para ver o que ali continha. Ela sabia que havia algo estranho. Lydia a contaria se tivesse uma carta para ela, e ainda mais se não fosse ela a pessoa que escreveu.

Olhando para Natalia mais uma vez, ela abriu um sorriso nervoso.

— Obrigada por trazer, é muito gentil de sua parte. — ela falou, prestes a fechar a porta na cara da mulher.

— Não há de que, querida. Foi um prazer. — assegurou a mãe da Banshee, saindo dali em passos curtos e sem pressa, olhando para seus próprios pés.

Olhando para o papel mais uma vez, ela viu uma curta frase abaixo.

“Não mostre a ninguém, Malia.”

Sem conseguir controlar, seus batimentos aceleraram, fazendo-a encarar sem rumo o pátio de sua casa. Achou que Natalie estava louca, ao dizer que a letra não era de Lydia, mas sentiu como se sua própria língua fosse mordida no momento em que percebeu que realmente não era a letra de Lydia, e sim, a de outra pessoa.

Seu corpo passou a suar em agonia.

Decidindo por ora, não contar a ninguém, escondeu de qualquer jeito a carta em seu sutiã, fazendo uma anotação mental de tirar dali caso fosse preciso.

Ao fechar a porta, ela se dirigiu para a sala mais uma vez. Encontrou um Isaac distraído assim que colocou os pés no cômodo.

Ele só percebeu a presença dela quando a sentiu sentar a seu lado no sofá.

— Quem era? — perguntou ele descontraído, pressionando as pálpebras rapidamente, como se quisesse sair de um transe.

Só naquele momento que Malia percebeu, que de fato, Isaac não ouvira a breve conversa entre ela e Natalia, e de certa forma, ela se sentiu um pouco menos ansiosa.

Malia sentiu-se apressada momentaneamente. Quase sem sentir, ela abriu um sorriso.

— Não faço a menor ideia. — mentiu, encontrando uma desculpa rapidamente. — Quando eu abri a porta não tinha mais ninguém.

Acreditando em Malia, Isaac murmurou um baixo “ah”, passando sua mão em um de seus braços, aparentemente cansado.

— Você quer ir almoçar em algum lugar? — ela perguntou de repente, tendo a certeza de que aquela ideia parecia ótima.

Isaac olhou para ela, abrindo um sorriso feliz.

— Seria ótimo. — ele respondeu honestamente.

(...)

Enquanto Isaac comia e Malia observava-o, a garota perdeu-se entre pensamentos, mexendo devagar com a ponta do garfo em sua mão, a comida que havia pedido. Sua mente estava bagunçada.

Ainda não havia tocado na comida, sua fome parecia ter sumido misteriosamente.

Isaac já comia seu segundo prato, ao contrário de Malia, sua fome estava sem tamanho.

Ele levava o garfo em direção a sua boca, quando notou o silêncio quase aterrador que os cercavam. Seus olhos foram até Malia, que encarava a mesa pensativa.

Pela segunda vez no mesmo dia, ele sentiu-se preocupado com ela.

— Tudo bem? — questionou, transformando sua expressão em preocupação.

Levando um pequeno susto por ser tirada tão rápido de seus próprios devaneios, Malia levantou o olhar até ele, assentindo com a cabeça rapidamente.

— Estou sim, só perdi a fome. — ela assegurou, deixando o garfo de lado e o largando de volta na mesa.

O lugar estava quase cheio, os murmúrios de vozes conversando estava bastante alto.

Conhecendo Malia tão bem como a conhecia, Isaac percebeu algo errado no momento em que ela piscou seus olhos rapidamente, arregalando-os.

— Tem certeza? — ele insistiu, encarando-a.

Ela o encarou de volta, controlando seu próprio corpo.

— Absoluta. — sorriu sem mostrar os dentes.

Ele também abriu um sorriso.

Desviando seu olhar, Malia olhou para seu prato cheio.

— Vou pedir para levar para casa. — ela comentou, levantando-se.

— Eu pago a conta. — disse Isaac, levantando-se da cadeira junto a ela.

Minutos depois, eles já estavam do lado de fora do restaurante, lado a lado.

Isaac ficou na dúvida se deveria ou não pegar na mão de Malia, olhando para a mão da garota.

Ela percebeu, e sem ao menos esperar, agarrou a mão do garoto.

— Isso não é estranho para você? — ele perguntou, ainda olhando para suas mãos.

— Porque seria? — ela retrucou, com as duas sobrancelhas arqueadas.

Isaac engoliu em seco, sentindo o vento bater contra seu cabelo.

— Bem, eu... Eu morri. — gaguejou, falando com dificuldade.

Malia abriu um sorriso, deixando um leve aperto na mão do loiro.

— Isso é apenas um detalhe, e honestamente não importa para mim. — ela falou. — O que importa é que você está aqui.

Isaac sorriu, maravilhado.

— Comigo. — acrescentou Malia.

As bochechas de Isaac automaticamente esquentaram.

— Você fica lindo com vergonha. — Malia repetiu as palavras usadas por ele.

O resto do dia foi calmo. Enquanto Stiles e Lydia ajudavam Noah a descobrir o que havia acontecido com Marie-Jeanne, Scott, Isaac, Malia, Liam, Hayden, Corey e Mason se encontraram na casa do alfa para conversarem sobre tudo o que estava acontecendo.

— Nós precisamos encontrar a Allison. — disse Scott, à medida que andava em que ia e voltava em sua própria sala. — Ela deve saber de algo.

Corey concordou, achando uma ótima ideia.

— Só há um pequeno problema. Onde ela está? — o garoto mais novo indagou, recebendo a atenção de todos. — Nós já procuramos por ela em todos os lugares possíveis aqui de Beacon Hills. Até na antiga casa em que ela morava.

Scott massageou suas têmporas, percebendo que Corey estava infelizmente certo.

— Ela deve ter evaporado. — Liam ironizou, sentindo raiva da situação.

Conforme todos reclamavam da situação, tentando pensar em que lugar de Beacon Hills Allison poderia estar, Malia se lembrou de algo. Algo que não sabia ainda do que tratava.

A carta.

Controlando seus batimentos cardíacos, para não levantar suspeitas, ela levantou-se do sofá, pronta para finalmente descobrir o que de tão importante havia naquele papel.

Virando-se para Isaac, ela aproximou-se do ouvido dele.

— Vou ao banheiro, já volto. — sussurrou. O garoto assentiu.

Subiu as escadas da casa de Scott em direção ao banheiro, olhando para todos os lados possíveis, sentindo a paranoia em seu corpo aumentar em 100%.

Abriu a porta do cômodo e a fechou em seguida, trancando-a por dentro.

Mais uma vez ela olhou para os lados, optando por sentar-se no vaso.

Colocou a mão por dentro da sua blusa, tirando de dentro do sutiã o papel misterioso, pegando-o em mãos.

Enxergou a frase de anteriormente e estremeceu. Procurou pelo destinatário e percebeu que era para ela. Malia tentou procurar pelo remetente, mas nada encontrou.

Balançou a cabeça, tentando afastar qualquer tipo de pensamento, e se focou no papel em suas mãos. Forçou seus ouvidos e não escutou nada suspeito.

Respirou fundo e desdobrou a carta, começando a ler.

 

Querida Malia, sei que tudo deve estar bastante confuso e assustador para você, principalmente depois da morte de Isaac, por isso decidi escrever essa carta.

Eu sinto muito pelo o que aconteceu, eu deveria ter encontrado uma maneira de ter impedido aquilo.

Estou escrevendo esta carta faltando um dia para completar três meses que todos vocês partiram daqui de Beacon Hills, e posso assegurar que as coisas andam bem estranhas por aqui.

Consigo sentir algo dentro de mim me dizendo que as coisas ficarão piores e que algo muito ruim está para acontecer, o que só deixa a situação ainda mais desesperadora, pois eu não sei o que é exatamente.

Desculpe-me por não poder dizer essas coisas pessoalmente a você. Estou muito ocupada por aqui, tentando proteger todos os moradores, o que é irônico, vendo-se o que eu fiz há poucos meses atrás.

A propósito, eu fiz um novo amigo. É uma pomba. Acabo me sentindo menos sozinha quando essa ave fica ao meu lado.

Há algumas horas atrás eu descobri algo que Allison está planejando; ela sabe onde vocês estão. Amanhã a noite ela irá atrás de todos vocês.

Vocês precisam fugir. Precisam voltar a Beacon Hills, algo muito ruim está para acontecer.

Desculpe por tudo que causei a vocês.

Espero que logo já estejam de volta.

 

Encarecidamente,

Marie-Jeanne.

Ao terminar de ler, Malia se sentiu em um turbilhão de sensações. Ela mal conseguia respirar da forma correta.

A pomba estava com Marie-Jeanne.

Não foi Allison que enviara o envelope como todos pensaram. Fora Marie-Jeanne.

Levantando-se do vaso e guardando a carta no mesmo lugar de antes, Malia deu descarga, fingindo ter realmente ido ao banheiro.

Ela lavou as mãos e as secou, destrancando a porta do banheiro e saindo de lá.

Desceu as escadas não emitindo nenhum barulho sequer, podendo ouvir a conversa alta vinda da sala.

Malia, sem ser vista, saiu da casa de Scott correndo como nunca.

Já era quase noite.

Pegou o celular de seu bolso, e em um ato desesperado discou um número conhecido.

Olhou para os lados enquanto esperava a ligação ser atendida.

Malia? — foi a primeira coisa que ouviu.

— Lydia você ainda está na delegacia? — ela perguntou, com o fôlego ao ponto de terminar , ainda correndo.

Confusa, do outro lado Lydia soltou um resmungo.

— Estou sim. Aconteceu algo? — indagou a ruiva.

Apressada, Malia suspirou.

— Na verdade sim, me espere aí. — pediu, e desligou a chamada, correndo a passos largos até a delegacia.

(...)

Malia adentrou o lugar com tamanha pressa. Seus pés doíam, mas nada a impediu de continuar. Sua audição e seu olfato estavam aguçados à procura de Lydia.

Desviando de alguns policiais, ela foi até a sala de Noah, encontrando apenas Lydia sentada em uma das duas cadeiras postas ali.

Ela respirou fundo quando passou pela porta, em seguida fechando-a.

A ruiva colocou a mão no peito controlando seus batimentos cardíacos, quando viu Malia parada ao seu lado.

— Jesus cristo, Malia! Que susto. — ela murmurou segurando seu tom de voz.

— Desculpe. — Malia cochichou, prendendo um riso.

Lydia indicou a cadeira a seu lado para ela sentar.

— Eu tive que dizer para Noah e o Stiles que eu iria para casa. — a ruiva falou, mexendo suas pernas.

Olhando para a sala, Malia franziu seu cenho.

— Onde eles estão? — perguntou.

— Eles voltaram à floresta para ver se encontram alguma pista. — explicou a Banshee, olhando atentamente para Malia. — Me fale logo, estou curiosa.

Lambendo os lábios, Malia colocou a mão dentro de seu sutiã, tirando de lá a carta. Lydia arregalou os olhos.

— Leia. — a morena pediu, alcançando o papel para a amiga.

Desconfiada e relutante, Lydia pegou a carta em mãos, lendo tudo em menos de um minuto. A garota quase gritou quando colocou a carta na mesa de Noah.

— Meu Deus! — sussurrou. — Onde você encontrou isso?

A pergunta feita por Lydia, deixou Malia completamente confusa.

— Como assim? Sua mãe me entregou essa carta dizendo que achou em seu quarto. — ela respondeu totalmente confusa.

Lydia negou com a cabeça.

— Eu nunca vi esse papel em meu quarto! — ela retrucou em tom baixo. — E a letra nem é minha!

Malia levantou sua mão na altura dos seios.

— Tudo bem, tudo bem. Eu acredito em você. — assegurou. — Mas isso não importa agora.

O semblante de Lydia ficou confuso.

— Não? — ela indagou.

Malia negou.

— Depois que Corey falou algo na casa de Scott, eu fiquei pensando. — a morena comentou, certificando-se de que ninguém ouvia a conversa. — Ele disse que nós procuramos Allison em todos os lugares de Beacon Hills e não a encontramos.

Lydia assentiu, não entendendo onde ela queria chegar.

— Sim. — ela disse. — Mas o que isso tem haver com a carta?

Malia revirou os olhos, pegando novamente o papel em suas mãos.

— Você não viu o que Marie-Jeanne escreveu aqui? — ela perguntou incrédula, marcando com o dedo a frase correspondente.

Lydia passou seus olhos pelo papel, logo entendendo de vez.

— Ela sabe onde vocês estão. — a ruiva leu em voz alta. — Amanhã a noite ela irá atrás de todos vocês.

Os olhos verdes de Lydia brilharam.

— Ela está em Bishop! — Lydia berrou, animada.

Malia olhou feio para ela, soltando um pequeno rosnado.

— Fale baixo! — pediu em tom baixo.

Lydia assentiu, abrindo um sorriso.

— Tudo bem, tudo bem. Mas o que faremos? — ela questionou. — Precisamos avisar os outros.

Malia negou.

— Então o que vamos fazer? Ir até Bishop, procurar por Allison, e trazê-la pelos cabelos? — Lydia ironizou.

Malia abriu um sorriso maldoso, passando a considerar a ideia.

— Gostei da ideia... — ela murmurou balançando as sobrancelhas.

Mais uma vez, Lydia arregalou os olhos.

— Nada disso! — sussurrou ao ponto de gritar. — Nós precisamos avisar os outros.

Impaciente, Malia levantou-se da cadeira.

— Ótimo! Eu vou sozinha. — ela falou, confiante.

Sem esperar por uma resposta de Lydia, ela saiu pela porta da sala caminhando com passos pesados até a saída da delegacia.

Ela estava prestes a pegar seu telefone e chamar Isaac, quando foi parada por alguém que segurou seu pulso.

Era Lydia.

— Você quer uma carona? — a ruiva questionou com um sorriso sem graça, soltando um riso nervoso.


Notas Finais


rsrsrsrsrsrs o que elas encontrarão em Bishop? Sexta-feira, no globo repórter. (desculpa, eu amo essa piada)

Primeiramente; quero me desculpar pelo atraso. Demorei dois meses pra postar esse capítulo, pelo simples fato de eu ter travado em uma parte dele. Eu tentava inúmeras vezes, mas sempre acabava apagando e escrevendo de novo, e assim ia. Até que, anteontem eu terminei, e pela primeira vez gostei do resultado. Desculpem, aaaaaa <3

Segundamente; minha outra fanfic, Stone Cold, está quase no fim, faltam dois capítulo para o final, por isso, me focarei nela para terminá-la. Mas isso não significa que demorarei para postar aqui, já que, tenho mais dois capítulos de BR prontos. (Ouvi um amém?)

Então galere, é só isso.
Próximo capítulo tem nossa banshee e nossa coiote favoritas em uma procura frenética por Allison em Bishop. :)
Sobre nosso casal favorito: eles estão indo com calma. Tudo para os dois é bem delicado ainda. Devagar, tudo vai acontecendo ainda :D

Galera, eu fiz uma playlist de Broken Roots, se quiserem ouvi-la, o link está aqui; https://www.youtube.com/playlist?list=PL7wX83oJbnPHdSOJ6cob5i_fJUmXh9Vcv

Outros links importantes;
primeira temporada de Broken Roots; https://spiritfanfics.com/historia/broken-roots--malisaac-6722661
Stone Cold - Scalia; https://spiritfanfics.com/historia/stone-cold--scalia-7726006
The Cure Of Cancer; https://spiritfanfics.com/historia/the-cure-of-cancer-9202878
Inside Out; https://spiritfanfics.com/historia/inside-out-6323903

Caso queiram falar comigo ou até mesmo perguntar algo, me sigam no tt; https://twitter.com/akaBruna
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Me sigam, para não perderem nenhuma atualização!

Um beijão, e até o próximo!

Bye, (•ө•)♡


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