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História Broken- Siyoon,Heyna - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Chapter 24


HEYOON'S POV

Ela me olhava de vez em quando, para se certificar de que eu estava mesmo percebendo como ela estava astutamente descobrindo tudo.

Eu não conseguia pensar em nada, não tinha mais nada que eu pudesse fazer para impedir aquilo que estava acontecendo.

- Alguma vez você já bateu na sua filha? Sem ofensas, Heyoon, mas algumas vezes você merece - ele assentiu com a cabeça devagar, mas depois ele pensou melhor e percebeu que era menos arriscado dizer que não.

- Eu já tive vontade, mas não, nunca bati nela - ele passou o braço em torno dos meus ombros - E como eu disse, era aniversário de morte da mãe dela.

- Ah, sim. E a terapia tem ajudado?

-Tem, tem sim, ela está indo muito bem..

-Qual é o nome do médico ou médica?

MERDA

Sina estava usando todo tipo de estratégia possível.

-Hmm. é Lucca-

- Thomas Hale - o cortei rapidamente. O rosto de Sina mostrou uma mistura de surpresa agradável com vitória.

- Lucca ou Thomas?

- Antes era Lucca, agora é Thomas. Ele é muito melhor. Vejo mais melhorias com ele. - respondeu naturalmente, sem desconfiar das investidas de Sina.

- É - concordei, me encostando no sofá, a parte de trás da minha cabeça bateu contra o encosto e eu estremeci visivelmente. Imediatamente, Sina percebeu.

- Qual o problema? Sua cabeça está doendo? - ela perguntou com um ar preocupado

- Não - respondi agradavelmente - foi mais impulso do que eu esperava.

- Ah - assim que ela ia falar algo mais, Ale apare- ceu, dizendo que sua enxaqueca tinha diminuído.

Agradeci mentalmente a qualquer que fosse o ser superior responsável por ter interrompido aquela tortura.

- O que vocês estão assistindo? - a conversa mudou para futebol e ela sentou no sofá para assistir o jogo com a gente. Eu odiava futebol, mas qualquer coisa seria melhor do que a situação anterior.

Sina e eu trocamos um olhar, mas não dissemos mais nada. No momento em que o jogo acabou, o time de meu pai tinha perdido, deixando-o de mau humor. Joalin, Sabina e seus familiares tinham acabado de voltar, trazendo jantar de um restaurante chinês para nós.

Imaginei com antecipação e nervosismo qualquer tipo de cenário que pudesse acontecer nos próximos minutos, me sentindo infeliz pela necessidade de termos que nos juntar a mesa com todos mais uma vez.

Durante o jantar, senti os olhos de Sina me perfurando várias vezes, mas ignorei e ri muito das histórias de Johanna e ouvi atentamente os segredos de cozinha de Fernando.

Felizmente, eu não fiquei sozinha com meu pai ou Sina ou ambos até bem depois do jantar, quando os outros pais e as meninas foram se preparar para dormir.

Ele já havia subido para o andar de cima, avisando que ia tomar banho no banheiro do meu quarto. Decidi ficar na sala escrevendo no meu diário.

Aquilo tudo era absurdo. Eu não podia acreditar que Sina trouxe todos os pais para cá só para descobrir o que acontecia comigo.

Qual era o objetivo dela com isso?

Descobrir e me tirar do programa ao saber a verdade? Eu achei que estávamos bem, mas pelo jeito mais uma vez eu tinha sido enganada pela minha esperança.

- Yoon! - ouvi a voz dela me chamando da cozinha.

- Oi? - perguntei de onde eu estava.

- Você pode vir aqui me ajudar? - ela apontou para uma pilha de vegetais no balcão. Assenti e caminhei até o cômodo vizinho - apesar de que toda vez que eu chamo você para me ajudar, eu lembro do dia do bol-

- HEYOON! - instantaneamente, deixei a faca que eu estava segurando cair, sentindo meu rosto esquentar. Sina olhou para as escadas.

- Foi seu pai? - balancei a cabeça e dei um sorriso de desculpas.

- É melhor eu ir ver o que ele quer..- Me apressei para subir as escadas. Meu coração errava uma batida a cada passo que eu dava. Quando entrei no quarto, ele estava lá, em pé, de toalha, fumegante.

- CADÊ MINHAS ROUPAS?

-O que?

- MINHAS ROUPAS, INÚTIL!

Olhei ao redor do quarto, procurando rápido em meio a confusão e ao medo de alguém ouvi-lo gritar. Avistei as roupas na mala no canto do quarto. Apontei para elas, mas meu pai se lançou sobre mim, me prensando contra a parede.

- Por quê não estão arrumadas? - ele sussurrou, os dedos úmidos do chuveiro. Consegui me esquivar de suas mãos.

- Desculpa, nós passamos o dia quase todo ocupados e eu não sabia que você queria que.. - a batida me pegou de surpresa e minha mão voou para acalmar meu rosto em chamas.

- Só porque você está no aqui não significa que você pode esquecer das suas responsabilidades domésticas, imprestável!

- Desculpa - murmurei. Ele cruzou os braços.

- Com quem você estava lá embaixo?

- Sina - admiti, mesmo sabendo que ele não iria gostar.

- Se você disser alguma coisa a essa mulher - sua voz era gelada e completamente séria - eu mato você. Eu não vou ficar mais do que alguns anos preso, porque você é uma inútil e merece tudo de ruim e qualquer juiz vai ver isso. Depois eu mato Sina, de forma lenta e dolorosa. E você nao vai estar aqui para contar a verdade e defender o amor da sua vida e por sua culpa ela vai morrer e ninguém saberia que fui eu. Você está me entendendo? - senti um arrepio horrível correr minha espinha, imaginando a possibilidade dele encostar nela.

O pensamento inundou meus olhos de lágrima.

- Sim. Eu juro que nunca diria nada. - digo encolhida lutando pra nao deixar uma lagrima cair na frente dele

- Ótimo - foi tudo que ele disse antes de se curvar para pegar suas roupas e voltar ao banheiro. Por um momento, fiquei imóvel. Depois cruzei para o espelho, meu coração batendo violentamente, como se fosse sair do meu peito.

Minha cabeça latejava de novo, dolorosamente me incomodando depois daquele tapa. Depois de um minuto passando creme fresco na bochecha, o formigamento e a vermelhidão tinham cessado.

Eu já podia voltar lá para baixo. Agora, esconder o que acontecia tinha um razão nova e que superava avassaladoramente qualquer outra que existisse: proteger Sina. 



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