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História Broken Soul - SaiDa - Capítulo 3


Escrita por: Angel_Silence

Notas do Autor


He🤠

Capítulo 3 - Capítulo 3.




Capítulo 3 - A Good Friend.




Pov. Dahyun 


ㅡ Senhorita Kim, é um prazer lhe receber aqui na Technology, vou te mostrar toda a empresa. ㅡ Momo falava animada, apertando minha mão devagar. 

ㅡ Por favor, Hirai, menos formalidade, somos amigas a um tempo já. ㅡ Falei e ela jogou a cabeça para trás, rindo divertida. 

ㅡ Tem razão, Dahyun, mas vamos, tenho muito o que mostrar e no fim, você vai assinar o contrato e irei mostrar sua sala, ok? 

ㅡ Ok. 


Hirai me mostrou vários setores da empresa, a maior parte dos engenheiros e arquitetos eram jovens, provavelmente vindos da faculdade e que, segundo Momo, eram jovens ótimos no que trabalhavam. 


Paramos um pouco para cumprimentar uma de suas amigas e tomamos um café perto da área de descanso, no térreo do prédio gigante que era a Technology. Conversamos sobre minha carga horária e nosso assunto acabou indo para um pouco do pessoal. Hirai me falou que já tinha se separado meses atrás, mas mantém uma amizade com sua ex esposa, por isso tinha o sobrenome dela no nome e na logo da empresa. Ela chegou a perguntar se eu estava casada ou algo assim, mas apenas respondi que tinha alguns assuntos pendentes nessa área. 


Assuntos com nacionalidade japonesa e olhos frios glaciais. 


ㅡ E esse é o seu escritório, pedi para Yeeun limpar, ah, a Yeeun é sua assistente e secretária pessoal, você vai precisar, acredite... ㅡ Momo riu e eu assenti, olhando ao redor. A sala era muito bonita e moderna, com uma parede de vidro dando uma visão privilegiada de Seul. 

ㅡ Obrigada por estar me dando essa oportunidade, Momo. ㅡ Fiquei de frente para a Hirai e ela levou sua mão a nuca, rindo e corando levemente. 

ㅡ Eu sei das suas capacidades, Dahyun, eu acredito em você, agora, você precisa assinar alguns papéis. 





[...]





Estacionei o meu carro na garagem e fiquei pensando um pouco antes de sair e entrar para dentro de casa. Mesmo muito nervosa com o novo trabalho, eu estava feliz, finalmente eu vou trabalhar com algo que estudei e me formei, e ainda melhor, com uma amiga muito importante pra mim. Não podia existir uma oportunidade melhor que essa. 


Quando saí do meu carro, meu celular começou a tocar e o peguei na minha bolsa. O contato "Mama" brilhava na tela de chamada. ㅡ Mamãe? Está tudo bem? 

Sim, querida, só queria saber se você estava bem e como anda sua relação com a Sana. 


Aiai…


ㅡ Não anda, mamãe. ㅡ Segurei o celular entrei ombro e a orelha, usando as mãos para procurar minhas chaves na bolsa. ㅡ Sana parece ser… apenas um ser gelado que não quer aproximação de ninguém, nem da "esposa" e coloque bastante aspas no "esposa". 

Filha, eu sinto muito por isso, sei que é apaixonada por ela. ㅡ Infelizmente, mamãe… eu sou apaixonada por uma idiota gelada. ㅡ Mas não desista da Sana, talvez, ela esteja com medo. 

ㅡ Mamãe, eu não sei… já faz mais de um ano que estamos nessa "relação" e sinto que ela é totalmente unilateral, sabe. ㅡ Finalmente achei minhas chaves. Destranquei a porta, suspirando em cansaço. ㅡ Não posso continuar com uma pessoa que me trata como uma qualquer. 

Filha, você não pode esquecer que a Sana perdeu alguém importante, existem motivos para todas as atitudes dela, tenha paciência, se você a ama, espere por ela. 

ㅡ Esperar o que mamãe? Sana deve me odiar, isso sim. ㅡ Me sentei no grande sofá da sala de estar, tirando meus saltos. 

Querida, você já tentou pelo menos conquistar ela?

ㅡ Conquistar…? hm, não. 

Pois tente, mesmo sendo fria, no fundo, a Sana é apenas um ser humano com medo. ㅡ Suspirei meio cansada dessa conversa, sentindo meu coração doendo. Aquela leve dor da rejeição vinda da minha esposa. 

ㅡ Ok, mamãe… irei tentar. 

Forças e paciência, filha, eu acredito que você pode esquentar o coração da Sana novamente, nem que seja com fogo de verdade. ㅡ Ela riu no final. 


Eu acreditava nisso no início. 


Depois de me despedir da minha mãe, deitei as costas sobre o sofá, pensando no que fazer e sorri igual besta lembrando do meu primeiro "encontro amoroso" com Sana. 






Estávamos em um restaurante belíssimo, onde pessoas iam vestidas de terno e vestidos caros. Bem iluminado e tudo muito luxuoso, pessoas e garçons educados e para dar um toque final no ambiente agradável, um pianista tocava uma melodia calma. 

ㅡ Você gostou? ㅡ A voz meio baixa me fez virar para frente, vendo a mulher mais bela.


Sana estava vestida com um terno feminino preto, e sua gravata estava perfeitamente alinhada ao colarinho da camisa social. Seus cabelos negros estavam jogados para um só lado e seu olhar estava baixo, "cansado".


Me senti completamente atraída. 


ㅡ Sim, gostei, achei o ambiente bem agradável. ㅡ Respondi a sua pergunta e ela assentiu, ficando em silêncio. Não que eu me incomodasse com o silêncio, mas queria escutar a voz de Sana. 


Sei que parece estranho a forma como decidimos que podíamos tentar ficar juntas, mas desde o primeiro dia que a vi, meu coração acelerou, e seu jeito sério e seu olhar me atraem como nunca. 


Senhora Minatozaki e senhora Kim, vocês tem cada ideia.







Me levantei do sofá, estalando um pouco a coluna. Sei que Sana só chegaria depois das vinte e três horas da noite, então decidi ligar para Momo, talvez ela esteja livre.

Dahyun? Você está me ligando? Que ótimo! ㅡ Sua voz tinha um tom alegre que me fazia sorrir instantaneamente. 

ㅡ Oi, Momo, só queria conversar fora dos assuntos da empresa. ㅡ Falei sincera me jogando na minha cama. 

Sério? Então seria uma boa ideia a gente se encontrar, que tal? ㅡ Ela parecia com muita expectativa, e eu não quis acabar com isso. 

ㅡ Pode ser, me passa o endereço que eu irei. ㅡ Me sentei na cama e peguei meu outro celular para anotar o endereço. 

Te mando a localização por mensagem, Dahyun. ㅡ Ela riu alto e a acompanhei, Momo parecia sempre estar feliz. ㅡ Até mais! 

ㅡ Até, Momo. ㅡ Desliguei e fiquei olhando para o celular, ainda sorrindo. 






[...]







Depois de já devidamente arrumada, já sabendo para onde iria com Momo, me encarei no espelho um pouco para colocar meus brincos. Me assustei brevemente ao escutar a porta de entrada abrindo, então depois de colocar os brincos, desci para a sala de estar, confusa. E fiquei mais confusa ainda quando vi Sana deixando seu jaleco no sofá e se sentando sobre ele. Ela colocou o rosto entre as mãos e correu os dedos pelos cabelos negros.


Sana parecia mais abatida do que todos os dias anteriores. 


ㅡ Sana? ㅡ Chamei baixinho quando vi que ela não me percebeu ali na sala. Ela levantou seu olhar para mim, me deixando ver suas olheiras e olhos vermelhos. Não parecia dormir muito bem esses dias. 

ㅡ Você vai sair? ㅡ Sana perguntou me olhando de cima a baixo. Senti minhas bochechas corarem por ter seu olhar em meu corpo.

ㅡ Ahn, sim, irei sair com uma amiga, não irei voltar tarde, prometo. ㅡ Eu não deveria me justificar assim, mas sentia a necessidade de fazer isso. Sana apenas apertou um pouco os olhos e assentiu, logo se levantando e passando por mim para ir até o segundo andar. Vi que ela deixou seu jaleco no sofá e então, lembrei do que mamãe me disse mais cedo. ㅡ Sana, quer que eu coloque seu jaleco para lavar? 


Ela parou no meio das escadas e franziu a testa levemente, mas fez um ruído como "uhum" e sumiu pelo segundo andar. Sorri um pouco com isso, normalmente Sana me trataria mais fria do que hoje, e querendo ou não, um fio de esperança surgiu em mim com essa interação menos ártica que todas as outras. Levei seu jaleco para a lavanderia.


Meu celular vibrou na calça.


Momo> Mal posso esperar para te ver, Dahyun ^^


Fiquei olhando para aquela mensagem, meio confusa. Momo parecia realmente querer me ver. 


Dahyun> Sinto-me da mesma forma, Momo ^^


Momo> Muito bom saber disso. 


Dahyun> Já estou saindo de casa. 




Desliguei a tela do celular e coloquei o jaleco de Sana para lavar. 


Eu deveria ir até o quarto dela e perguntar se ela não quer comer algo? Fiquei meio indecisa sobre o que fazer, mas sentia que devia ir com calma, respeitando seu espaço, então peguei as minhas chaves de casa e chave do carro, saindo para encontrar Momo em uma sorveteria muito famosa do centro de Seul. 






[...]





ㅡ Acredite, o melhor sabor de sorvete daqui é o de baunilha. ㅡ Momo falava enquanto comia seu sorvete de baunilha. Eu tinha escolhido um de flocos, mas não era o meu preferido. 

ㅡ Eu prefiro o de chocolate, mas também gosto bastante do de flocos. ㅡ Respondi e observei Momo sorrir como uma criança enquanto levava mais uma colherzinha de sorvete para a boca. 

ㅡ Depois daqui, a gente podia passear pelo Gran Park, o que acha? Agora que estamos no outono, lá está muito bonito, Dahyun. 

ㅡ Hm… não é uma má idéia, vamos sim, unnie. ㅡ Parece que ela sorriu mais ainda quando a chamei assim. 

ㅡ Você é muito fofa, Dahyun. ㅡ Momo prendeu seus olhos nos meus e não pude deixar de ficar envergonhada e tímida por seu olhar tão carinhoso e gentil. 

ㅡ Não sou, Momo… ㅡ Falei baixinho, olhando para baixo. 

ㅡ Ah, é sim, vem, vamos passear no parque, mas antes, mais sorvete! ㅡ E ela realmente foi comprar mais sorvete e dessa vez ela trouxe dois de morango e chocolate. 


O Gran Park estava quase na frente da sorveteria, então não andamos muito para chegar até ele. E o nosso passeio foi bem longo, Momo contou muitas piadas e histórias engraçadas e também contei sobre como foi a minha faculdade. Momo me escutou com atenção o tempo todo, assim como também gostei de escutar sua voz animada. 


Ela é uma ótima amiga. E só percebi que deveria ir pra casa, quando vi o sol se pondo.



ㅡ Então, nos vemos amanhã no trabalho, certo, Dahyun? ㅡ Momo falou e deixou um beijo sobre minha bochecha, entrando no seu carro logo depois. Acenei e ela deu partida, saindo do estacionamento. Logo também entrei no meu carro e dei partida, dirigindo até minha casa. 


Sair com Momo foi uma boa distração do tédio e abandono que eu sentia estando naquela casa o tempo todo "sozinha". Mamãe disse que eu deveria tentar conquistar a Sana, mas como farei isso? Posso dar um anel de gelo pra ela, já que vai combinar com sua personalidade fria. 


Posso preparar o jantar dela. Ou o café da manhã… não sei o que fazer! 

ㅡ Droga de coisa difícil, seria mais fácil se você não fosse um iceberg, Minatozaki! ㅡ Sorri sozinha e minutos depois cheguei em casa, deixando o carro na garagem. 


Estava tudo escuro e tive um pouco de trabalho para achar o interruptor. Sana ainda não saiu do quarto? Tirei meu casaco e subi pelas escadas, parando na porta do quarto de Sana, de repente hesitando bater. 


E se ela ficar brava? 


Mas eu preciso saber se ela pelo menos já bebeu água. Ou se alimentou, nem que seja de uma maçã. Com as forças renovadas, bati levemente na porta de madeira, sem resposta. Bati uma segunda vez, mais forte ainda. Novamente, sem resposta. Será que ela está dormindo? Quando estendi a mão para bater uma terceira e última vez, a porta se abriu, revelando uma Sana de óculos de grau e expressão neutra. 

ㅡ O que você quer, Dahyun? ㅡ Sua voz era a mesma coisa de sempre, fria. 


De repente, me vi sem palavras. Sana vestia apenas uma calça de moletom preta e top, mostrando mais do que nunca mostrou. Percebi uma singela tatuagem na lateral do seu abdômen, uma frase em japonês. 

ㅡ Dahyun, eu te fiz uma pergunta. ㅡ Seus braços se cruzaram e olhei para cima, me sentindo mais atraída ainda pelos olhos castanhos claros. 

ㅡ É… ㅡ Engoli em seco, vendo que ela não desviava o olhar de mim. ㅡ Queria saber se não quer jantar comigo? Eu iria preparar agora é-

ㅡ Estou sem fome.

ㅡ Mas-

ㅡ Olha, Dahyun… ㅡ Ela tirou os óculos e suspirou. ㅡ Eu estou ocupada e cansada, então se me der licença. ㅡ Sana me olhou uma última vez e fechou a porta, se trancando novamente dentro do quarto. 


É, senhora Kim, ainda bem que você me desejou forças e paciência. 






Notas Finais


Forças e paciência, Dahyun 😔🙏


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