História Broken Souls - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Romance, Yaoi
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Palavras 4.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa madrugada, amores!
Obrigada a todos que leem.
Boa leitura!

Capítulo 22 - Going


Ele ficou bastante preocupado com o fato de Anka ter ido embora repentinamente após a visita de sua irmã e da família dela. Eles passariam um tempo na cidade, e ele não queria que Anka se sentisse excluído de alguma forma.

No entanto, foi exatamente isto que acabou acontecendo quando o próprio Anka resolveu pôr se afundar no trabalho, deixando de cumprir sua promessa, escolhendo por se afastar mais uma vez. Não que isto fosse diferente, mas ele se preocupava que acabasse o magoando de alguma forma, como sabia que era bem mais fácil acontecer do que este realmente admitia. 

E por se preocupar tanto, que resolveu uma tarde ir para a casa dele, saber se estava tudo certo com ele. Até Anna ficou preocupada com a reação de Anka e fez questão de perguntar isto nos dias seguintes em que se falaram. Ela era sempre preocupada com a sua felicidade e com o que ele queria.

Durante o percurso, ela até ligou de novo, e pela viva voz foram conversando. 

-Você não precisa ficar com isto na cabeça. Anka tem o jeito dele. Não tem nada a ver com você.

-Pois é. Mas bem que você me falou que ele era diferente.

-Mas eu garanto que é uma boa pessoa. Ele pode ser grosso às vezes, mas nunca foi agressivo. Do jeito dele, foi bom para mim. Cuidou de mim.

-Você já me disse isto antes.

-Estou falando de novo porque sei que se preocupa.

-Não estou dizendo que ele seja uma pessoa ruim, só me preocupo com seus sentimentos. E também com os dele, não quero magoar ninguém. 

-Ele não me fala muita coisa, mas teve muitos problemas com os familiares dele. Acho que por isto ele ficou assim, mas como eu disse antes, de ruim, ele não tem nada.

-Eu só espero que ele não tenha nos achado ruins. Ele consegue ser um pouco crítico quando quer. Mas lógico que não é por mal.

-Eu sei que não.

-E as crianças até que gostaram dele, especialmente o mais velho. Parece que ficou mais atiçado com filmes de terror que antes. 

-Ele nem faz filmes de terror quase. Já fez alguns, mas nem tantos. 

-Acredita que ele foi procurar na internet os filmes que ele fez? 

-Menino esperto.

-E teimoso, me deixa como louca como o pai de vez em quando. Mas tem certeza de que está tudo bem com ele?

-Eu mal falei com ele ultimamente, mas eu garanto que não tem nada a ver com vocês. É só que ele se sente incomodado. Eu vou falar com ele sobre, pode deixar.

-Não quero me intrometer entre vocês. Da próxima vez que for na sua casa, te aviso antes.

-Sabe que é bem vinda para vir como e quando quiser.

-Eu sei, mas prefiro evitar problemas com visitas surpresas.

-Não tem nenhum problema, eu já te disse. — Falou. — Ah, cheguei. Tenho que ir. — Estacionou o carro em frente à casa dele. 

-Boa sorte. — Desejou ela. — Espero que se resolva bem com ele.

-Claro.

-Te amo, irmão.

-Também te amo, mana. — Desligou o celular acoplado num suporte, o tirou deste e enfiou no bolso. Abriu a porta do carro, o desligou e foi em direção a casa. 

A porta já estava destrancada e ele pôde entrar livremente, andou direto para o local que esperava que ele fosse estar, afinal, quando estava em casa sempre estava no quarto. Quase como uma regra, quando ele escrevia os roteiros. Anka era bem limitado nesta questão, era o jeito dele. E também era mais fácil de o encontrar quando precisava. 

Como já tinha vindo sem dar nenhum aviso para Anka, e como sabia que ele trabalhava em casa neste horário, resolveu bater na porta do quarto, para ter certeza de que ele poderia entrar e também de que Anka estava lá dentro. Não estava com vontade alguma de procurar pelo restante da casa. A voz automática dele respondeu e ele adentrou.

O mais velho o fitou, sem piscar quando percebeu que era ele. 

-Oi, Anka. 

O diretor estava sentado diante do seu notebook, com uma impressora funcionando ao lado. Pela posição das mãos dele, soube que estava digitando, ao mesmo que folhas empilhavam na mini impressora ao lado dele. 

-Por que apareceu aqui sem avisar? — Ele retirou os óculos de descanso, virando a cadeira junto com o corpo. Parecia um verdadeiro CEO quando o olhava assim.

Se aproximou, fechando a porta atrás de si. 

-Eu fiquei preocupado com você. 

-Tem alguma razão para isto?

-Eu acho que nós dois sabemos que sim. — Colocou as mãos atrás das costas, pronto para confrontar ele. 

-E seria?

-Você ficou estranho depois que minha irmã veio me visitar.

-Não existe razão para se preocupar comigo. — Argumentou, como seu jeito de sempre. Provavelmente não havia no entanto, ele sabia disto, e também não importava. Pois o que era certo, aos seus olhos, era o certo e ponto final. E para si, verificar se o homem que ama está bem era o certo. 

-Você fala assim, mas ficou muito estranho quando nos vimos e não mais falou comigo. 

-Eu estou ocupado, terminando os últimos detalhes do novo projeto. — Explicou simples, apontando para o notebook aberto em um editor de texto, com um longo texto escrito nele. 

Ver isto, acabou lhe dando uma ideia. 

-Aliás, eu estava pensando sobre isto também e... Eu quero fazer o teste para as filmagens. — Apesar da ideia para puxar assunto, ele estava falando sério. Sempre quis trabalhar de novo com ele, e nunca teve oportunidade, seria bom o fazer de novo, mesmo que não fosse um projeto especial como fora o primeiro. 

-Tudo ficou para o ano que vem apenas. 

-Os testes de agora são só preliminares. 

-Ainda assim, o projeto me interessou e como eu fui convidado, não vi nenhum mal em participar.

-Se for o que quiser. — Se levantou, ignorando a impressora que parara de imprimir. 

-Eu gostaria que desse uma opinião mais sincera sobre.

-Vai acabar atrapalhando a sua carreira com isto.

-Sendo bem sincero, não é como se eu pegasse tantos papéis assim. Sendo sincero, qualquer um acaba sendo um grande lucro para mim. Qualquer papel a mais para mim vai ser bom. — Disse. Esta parte da sua vida era verdade, só evitava falar porque tinha alguma vergonha. Afinal, Anka era bem sucedido do que ele, e provavelmente, nunca chegaria aos pés dele em questão de reconhecimento. Nem queria, poder fazer o que amava já era o bastante. 

-Se é a sua vontade, tem que falar com eles. Eu te dei o contato deles.

-Pode me dar de novo? Eu acho que perdi.

-Ok. — Ele concordou, foi até a mesa com alguns livros em cima, tirou uma agenda e desta, tirou um cartão que Narel foi até ele e pegou, e não só o cartão como a mão dele. Olhou profundamente nos olhos dele, buscando uma resposta sincera. 

-Vai me dizer o que está errado?

-Eu só não me sinto confortável. — Respondeu, soltando a sua mão quando a puxou de volta. 

-Com minha família? — Apesar de já imaginar, ficou um tanto surpreso. 

Anka assentiu, tendo que ignorar o sentimento de infantilismo que dizer isto o fazia sentir.

-Família não faz o tipo de contato que eu prefiro ter.

-Minha irmã me entende. Ela sempre me respeitou e tudo o que eu faço. Na verdade, foi graças a ela que consegui escapar dos meus pais e vir para Rússia. Ela também me ajudou a ter tudo o que tenho hoje, e você me ajudou a ser quem sou. Tenho orgulho dela e de você. Agora sobre o filme... está agindo assim, por que acha que de alguma forma, isto vai me levar a ficar perto de você, e você não quer isto. Estou certo?

-Evite este tipo de conversa.

-Uma pergunta simples não ofende, certo?

-Não falarmos disto, é o melhor. 

-Eu acho que você tem razão. Melhor não falarmos disto. Mas eu estou preocupado com você, de verdade. Que tal irmos comer alguma coisa e colocarmos o papo em dia. De alguma forma, sinto que ambos de nós estamos precisando, não acha?

-Eu estou ocupado. — Falou Anka, se movendo para se esquivar de si.

Narel no entanto, que decidira ser mais confiante para manter a relação, não deixou ele fugir de si. O empurrou contra a mesa, o encurralando com o seu corpo um pouco menor do que o outro, pondo as duas mãos em cada lado do corpo dele, apoiando em cima da mesa para que ele fitasse-lhe bem nos olhos.

-Não arranje desculpas para fugir de mim.  Você sempre faz isto.

Por um momento, ficou surpreso com a reação dele, bem mais confiante do que o normal. Mas logo sua expressão voltou ao normal, externamente, pois internamente... Havia gostado da atitude dele.

-Eu não faço nada.

-E embora eu entenda suas razões, eu não gosto. Seria bom se parasse. — Inclinou a cabeça para o lado por um momento, tornando o momento mais leve. 

-O que quer que eu diga?

-Nada. — Replicou confiante. — Eu não preciso que diga nada. Eu já sei o que preciso saber.

Anka franziu a testa. 

-Quer dizer o que com isto?

-Nada demais. — Sacudiu de leve os ombros. — Aceita meu convite?

-Eu deveria?

-Sim. — Foi decisivo. — E se vou aceitar não, se me convencer de que realmente não pode. E mesmo assim, eu sento e espero. 

-Eu tenho que terminar.

-Espero então. — Decidiu. Estava determinado a ter um momento com ele e deixar tudo na maior normalidade que fosse possível se ter com Anka. E o clima quando normal, não era em nada como se encontra neste momento. 

-Vou demorar. — Avisou ele. — Volte mais tarde.

Ele estava sendo sério, e falando sério, acreditou nele. 

-Se está dizendo, mas eu vou voltar mesmo. 

-Vou esperar.

-Acho que sou que devo dizer isto, certo?

-Como quiser. — Murmurou com algum desdém, como sempre fazia.

Narel franziu o cenho, nos seus lábios se formaram um leve bico.

-Detesto quando fala assim, mas eu vou esperar com paciência. — Prometeu abrindo um aberto e bonito sorriso. 

Anka o fitou sem dizer nada por vários segundos até se inclinar para frente e o beijar, um simples e leve selinho que não fora o bastante para Narel que se debruçou de volta e o beijou de verdade, juntando as suas línguas. Esticou a mão que foi posta sobre o ombro do mais velho que continuou com o beijo, iniciando um momento intenso entre eles que só não ficou mais quente porque Narel encerrou o beijo. 

Queria ir e voltar depois, quem sabe aproveitar mais a noite que estaria para frente. Era o seu jeito de querer consertar o que estava errado entre eles, o clima. O restante não importava, pois o momento de amor estava sendo incrível e mias do que isto, ele não poderia querer. 

Mordeu os lábios quando encerrou o beijo, o fitando com algum desejo.

-Eu vou voltar mesmo. — Disse convicto, para que ele entendesse o quão sério ele estava falando. — Espero que não me decepcione.

-Por que faz isto consigo mesmo?

-Porque você me ama, porque eu te amo e porque eu quero. — Ele respondeu firme. Autoconfiança era importante para convencer a si mesmo, e também para convencer Anka do que estava certo, do que ele queria e que não iria abrir mão, não agora ao menos. — E eu não quero mais falar sobre isto. Já te pedi antes, Anka. Eu sempre repeti o que você quer e o que você faz, faça o mesmo por mim, certo?!

Anka não teve resposta para dar. Não era preciso, ele não queria ouvir e se fosse dada uma resposta, acabaria estragando tudo. Afinal, este é o único caminho que encontraram para poderem viver o romance deles, o namoro focado somente no presente, o que se desse do futuro, Narel não queria nem saber de pensar. E para a própria surpresa, nem Anka queria. Era bem mais fácil e por mais que não demonstrasse, ambos gostavam desta maneira. Era a maneira deles darem certo, o resto não era importante.

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Narel abriu os olhos, acordando com os movimentos de Anka que tentava deixar a cama discretamente, mas acabou voltando para esta, quando notou que havia acordado o loiro. Estavam nus, haviam passado a noite juntos na casa de Narel. Algo que passou a fazer parte da vida de ambos, de forma interessante, quase como uma rotina. 

-Não vai dar bom dia?

-Bom dia... — Respondeu, embora contragosto. 

-Bom dia para você também.

-Está de mau humor hoje?

-Não estou. — Respondeu Anka sério. — Você dormiu bem esta noite?

-Mais ou menos. 

-Está com insônia de novo?

-Não. — Alegou sério. — Quer café da manhã.

-Você vai fazer?

-Eu vou.

-Obrigado. — Sorriu. Era feliz ao lado dele, e cada coisa que faziam juntos, mesmo que não fossem nada excecionais ainda eram especiais e únicas para Narel. 

-De nada. 

Anka empurrou a colcha, vestiu as calças e colocou a cueca. Narel esticou o braço, tocou o dele. Se inclinou para frente, dando um beijo no seu ombro de leve. O diretor olhou para ele, por cima do ombro. A boca dele se abriu como se ele fosse dizer alguma coisa, mas nada foi dito e o mesmo se afastou, saindo da cama rapidamente.

O loiro se remexeu na cama, puxando a colcha para cima do corpo. Soltou um longo suspiro ao olhar para o teto. O tempo parecia estar ao seu favor, o romance que vivia era bom, e ele amava cada segundo dela, mas ele sabia que precisava fazer uma escolha. Afinal, o tempo já estava passando. 

Os meses foram passando e a relação deles continuou apesar de todas as dificuldades que eram impostas por eles mesmos, especialmente da parte de Anka, que continuava com suas hesitações. Ele sempre agia desse jeito, e Narel estava praticamente acostumado a este comportamento dele, sem se importar tanto já que não era tão importante assim. 

Tudo o que ele precisava de qualquer forma, era continuar com ele, com a relação e isto ele já tinha. Eles saiam mais vezes agora, se encontravam e faziam sexo, viviam como verdadeiros namorados. E isto deixava Narel feliz, ele estava feliz e Anka também estava embora nunca dissesse isto em palavras. Ele era assim, e nunca iria mudar. Narel tinha uma boa ideia disto, e não esperava nada disto no momento e nem um momento algum. 

Ele fechou os olhos, se remexendo nos lençóis quentes. O seu corpo nu debaixo deles era confortável. E ele amava o fato de se lembrar como acabou ali. E mais ainda pelo fato de Anka estar com ele, na casa dele e não ter ido embora. Era o que esperava quando eles dormiram juntos depois do sexo no meio da madrugada, mas quando acordou, lá estava ele ao seu lado na cama, e havia ficado consigo a noite toda. E isto era incrível.

Ele amava Anka e amava estar namorando com ele a meses. No entanto, ele não era bobo e sabia que não poderia durar para sempre. Não quando ele tinha que tomar uma decisão de voltar ou não para casa em menos de suas semanas. A sua folga havia acabado e isto o deixava indeciso, e inseguro, pois ele não sabia qual seria a reação de Anka, e o que ele iria querer que acontecesse. Não havia conversado com ele sobre isto, porém, claro que ele pretendia o fazer.

Permaneceu na cama, e esperou com paciência. 

Anka demorou, até pensou que havia dado uma desculpa para ir embora, mas vinte minutos depois, o mais velho voltou com uma bandeja grande e velha, que quase nunca usava com um repleto e ótimo café da manhã, como ele sempre conseguia fazer. Veio para cama, se sentou, colocando a bandeja de madeira sobre as pernas. Este se consistia em torradas, waffles, dois copos de suco e algumas frutas sobre a bandeja.

-Você cozinha bem demais. — Elogiou, feliz por poder apreciar aquela delícia que ele mesmo nunca conseguia fazer do jeito que queria, que ficasse fofo e doce ao mesmo tempo. 

-Coma.

Fez menção de sair. Narel que queria mais de sua presença, resolveu perguntar:

-Você vai ficar?

-Tenho que tomar um banho.

-Come um pouco comigo. — Ele pediu um tanto manhoso, sentia que precisava de mais presença dele, de mais carinho que pudesse obter. 

-Não estou com fome. — Diz com seu mal humor de sempre. 

-Por favor. Eu insisto.

Anka suspirou longamente, se sentou na cama de novo, pegou uma maça e começou a comer. Narel pegou o garfo, cortou um pedaço do waffles, com mel, comeu um pedaço, seguido de outro. Estava delicioso. Extremamente doce. E ele amava o doce.

-Você fez um ótimo café da manhã. — Ele disse, logo após terminar de comer todo o café da manhã. Anka comeu apenas as frustras e o suco de laranja que havia feito para ambos. 

-Eu não gosto de tomar café da manhã.

-Eu sei, mas devia. — Diz. — É a parte da manhã que mais importa, sabia?!

-Sim.

Eles foram comendo em silêncio por alguns, até Narel puxar assunto. 

-Anka... E o filme?

-No mês que vem começam os testes. 

-Eu quero participar.

-Se esforce e vai ganhar o papel se quiser.

-Eu já liguei para meu agente. — Conta. — Ele disse que vai entrar em contato sobre o pagamento. Se interessaram para o trabalho. 

-Se der certo, vai dar.

-Você não quer que eu faça este papel?

-Você tem que fazer o que quer fazer. — Ele diz baixo. 

-Eu quero muitas coisas, e você é uma delas, Anka. — Declara doce e sensual. 

Anka evitou respostas verbais, e o beijou de novo. Este beijou durou mais, o corpo de Narel foi debruçado para trás e as línguas dele dançaram dentro de suas bocas. Ele tocou o seu ombro e encerrou o beijo após alguns minutos. 

-Eu amo você, Anka.

O diretor sempre lhe fitou, piscou algumas vezes, e o beijou de novo, mas não respondeu de volta. Ele nunca respondia de volta, e ele nunca esperava que fosse o caso. Já que o olhar dele mudava quando dizia estas palavras, e não era uma mudança ruim, e nem olhar ruim, mas belo e coberto de sentimentos belos, que ele sabia que estavam dentro dele, e esperava que pudesse se aflorar um dia, se fosse o caso. 

O beijo começou a se esquentar, a mão dele se ergueu para tocar o seu corpo. O momento no entanto, foi cortado no momento em que o celular de Anka tocou. O beijo teve que ser encerrado, e o celular foi pego em cima do criado mudo, e foi atendido por ele. Uma breve conversa foi iniciada e logo a ligação foi encerrada. 

-Eu tenho que ir. — Avisou. — O diretor do estúdio quer me ver.

-Algum problema? — Questionou quando ele se afastou e rapidamente vestiu o restante das roupas, também pegando tudo que era dele, em cima do criado-mudo. 

-Vou ter que descobrir. 

-Não volto tão cedo. — Diz. — Vou para minha casa depois. 

-Me liga depois, para me dizer o que aconteceu.

-Eu ligo. — Prometeu ele. 

-Tchau. 

-Até.

Ele ficou na cama, se revirou nela até estar de lado na cama, fechou os olhos, tentou dormir de novo, mas já estava sem sono e um pouco entediado. Pegou o celular sobre o criado mudo, e olhou em todas as suas redes sociais para passar o tempo. Até resolver se levantar, e pegar a bandeja e levar tudo para a cozinha. 

Estava descalço, o piso era frio, voltou para o quarto, para colocar um par de chilenos. Seu celular estava tocando quando chegou ao quarto. Correu para atendê-lo. 

-Como estão indo as coisas? — A voz de Rigor estava estranha, mas ele não parecia estar bêbado como quando ficava às vezes e ligava para si. Ainda assim, ele respondeu com euforia ao se sentar na cama e se lembrar de cada momento da noite passada, e de todas as outras. Em sempre mágicos e alegres para ele. 

-Ótimas. Muito boas mesmo.

-Pela sua voz, acho que deve estar mesmo. — Comentou Rigor, sem o jeito malicioso que ele era acostumado a ouvir dele. 

-E eu estou de fato. 

-Eu imagino o quanto. — Ouvi um suspiro dele. — Estou te ligando para saber se não podíamos nos encontrar mais tarde.

Percebeu que a voz dele ficou mais estranha ainda. Havia algo errado com ele. 

-O que aconteceu?

-Eu fiz algumas besteiras e acho que me livrei do meu emprego. Quero beber para comemorar ou lamentar, ou os dois.

-O que houve?

-Eu te conto depois. — Respondeu ele. — Mas sabe, seria muito se pudesse me encontrar. Eu pensei em ligar para o Igor, mas acabei de saber que ele está noivo e... Não quero estragar nada para ele.

-Como sabe disto?

-Um amigo dele me ligou para me contar a novidade. Acabou com o segredo primeiro, então também estou acabando. Quando ele contar para você, finge que está surpresa.

-Você está bem? — Ele perguntou. Não foi difícil notar como a voz do amigo se encontrava estranha, um pouco abafada, como se ele estivesse chorando em algum momento. 

-Claro. — Rigor respondeu firme, embora não parecesse em nada ser uma verdade. — Por que não estaria? Tirando a questão do meu emprego, tudo isto é uma grande merda.

-Eu sinto muito que você tenha se magoado.

-Eu não estou ligando, só estou precisando de companhia esta noite.

-Claro. Eu vou. Na sua casa, ou na minha.

-Pode ser na minha?

-Pode.

-Passa aqui lá pelas oito, tá bom?

-Eu passo sim.

Um silêncio se prolongou, até ele voltar a falar. Não era o estilo dele, definitivamente não era. 

-Estou incomodando não estou?

-Nunca.

-Ao menos, você aproveita e me conta os detalhes sobre o diretor rabugento.

-Não tem muitos detalhes. Sempre tem que alguma coisa para se dizer. 

-Claro... Mas olha, você não tem que se sentir mal. 

-Não sei o que estou sentindo, sabe?! Só preciso de bebidas e conversas. Pensar em merda só vai estragar tudo. 

-Mas você está bem de verdade, certo?

-Pode dizer o que dizer que ache significar bem. Eu não sei mais. Estou meio perdido neste conceito. 

Ficou preocupado com Rigor que apesar da sua insistência, se negava a dizer o que havia acontecido no trabalho dele. Narel não era nenhum expert, mas sabia que não havia sido nada bonito, pois conhecia bem o trabalho de Rigor e também Rigor, para ter certeza de que ele dificilmente se abalaria por um motivo que não fosse realmente importante.

-Eu vou passar aí e levar alguns petiscos, aí poderemos conversar.

-Eu vou aguardar ansioso.

-Posso ir agora se quiser.

-Não, deixa para as oito. Eu estou ocupado agora.

-Tá bom. Se precisar de algo neste meio tempo me ligue.

-Eu ligo. — Prometeu ele, a voz se arrastava um pouco, e pôde ouvir leves fungares.

De todo o seu coração, Narel desejava que tudo isto fosse chateação por Igor estar para se casar com outra pessoa, só que ele havia mencionado antes problemas no trabalho e isto o preocupava, pois já havia ouvido coisas ruins sobre um lado mais obscuro dos filmes adultos. Esperava que não fosse o caso com o amigo, só saberia mais tarde no entanto. 

-Até mais tarde!

-Até! — A ligação foi desligada. Narel fitou o celular, se preocupando com o comportamento de Rigor. 

Nunca tinha o visto agir assim e já tinha certeza que algo havia acontecido, algo que ele não estava querendo contar no momento. Só esperava que não fosse nada de tão ruim assim. Mandou uma mensagem para Anka, pedindo para ele avisar sobre o problema que houve no estúdio. Deixou o celular em cima do criado mudo depois. 

Ajeitou a cama, trocou os lençóis, pós tudo na máquina de lavar, e depois foi um tomar um banho. Estava preocupado tanto com o amigo como com Anka que saíra tão de repente com uma expressão estranha após a ligação. Mas o que mais o incomodava era a voz de Rigor e como o jeito dele estava estranho. Só esperava e torcia para que nada de ruim tivesse acontecido com ele. 


Notas Finais


Até o Próximo!


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