História Brother - Capítulo 1


Escrita por: e FadedCrazy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Suga
Tags Bts, Jin, Suga, Yoongiproject, Yoonjin
Visualizações 302
Palavras 5.523
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaaaa para você que está lendo

Vim com essa Oneshot maravilhosa(foi quase um parto pra sair, mas tamo aqui amém)

Obrigada à Minimoni_, que betou isso com muito carinho, e a Yimy-He que fez essa capinha maravilhosaa

Espero de coração que gostem, já que eu nunca tive tantas palavras em um só capítulo(nem nas minhas longs hehehe)

Bora ler?

Capítulo 1 - Capítulo único



 

Não, eu com certeza não estou nem um pouco feliz com essa ideia.

 

Ela acabou de se separar e tem um filho pra cuidar, que tipo de mãe é essa? Tudo bem que eu já tenho meus 14 anos e que ela está tecnicamente solteira há seis meses, mas mesmo assim, eu sou uma criança (pelo menos pareço uma), e preciso ser cuidado com carinho e atenção!

 

E o pior é que o infeliz intrometido ainda tem outro filho. Não conheço, mas já o odeio. Como ela vai me dar atenção com outras duas pessoas dentro de casa? Isso é impossível! É definitivo, eu serei esquecido.

 

— Yoongi, querido? Está tudo bem? Você está falando aí há meia hora e eu não estou entendendo nada — Nesse momento, estávamos sentados esperando no banco de um parque temático que chegou na cidade semana passada, e eu estava completamente animado para vir, até minha mãe aparecer dizendo que tinha um amigo querendo me conhecer, e por mais burro que eu seja, eu entendi o que ela quis dizer (lê-se Hoseok teve que deixar bem claro para mim, já que eu sou uma pessoa muito inocente e não soube logo de cara).

 

— Está tudo maravilhoso, mamãe — Dei meu sorriso falso mais lindo do mundo, com uma pitada de “alguém me tira daqui” de leve. Até o palhaço segurando balões um pouco a minha frente deve estar assustado com minha expressão. Acabou que ficamos olhando um para o outro e ele foi embora. Acho que foi por medo.

 

Eu poderia ter escolhido passar esse final de semana em Michigan com o papai? Claro que podia, mas aí minha querida mãezinha diz que tem uma emergência e  eu vim voando para cá, literalmente. Lembro como se fosse ontem quando eu acordava numa manhã de sábado e eles insistiam para eu sair de casa, e acabava que eu dizia que ia pra qualquer canto e ficava só enfiado na casa dos Jung, eles só faltavam soltar fogos e pegar as bombinhas.

 

Outro acontecimento marcante com meus pais, foi o dia que escutei o papai conversando com a vovó Min, dizendo que estava pensando em se separar. Acho que estava com problema de audição nesse dia, porque ouvi ele dizer que estavam brigando para ver quem não ficaria com minha guarda. Ou ele se enganou, é claro, eu sei que meu pai me ama. Enfim, acabou que a guarda foi compartilhada, então sempre que papai viaja para outro país à trabalho, eu vou nem que seja na mala, e costumo ficar com minha mãe nos finais de semana. Era para ser o contrário? Não sei, só sei que eu preferia estar enchendo o saco do meu lindo melhor amigo, tomando um bom refresco de limão que só a senhora Jung sabe fazer (digo isso porque Hoseok foi tentar fazer, e ficou, por falta de palavras piores, uma bosta), mas cá estou eu, tentando esconder minha cara de nojo o máximo possível.

 

— George! Você chegou! — Ah, não. Eu não queria virar e ver essa cena… — Yoongi, cumprimente o George! — …mas fui obrigado. Virei a cabeça lentamente, e eu juro que tentei minha gente, mas não deu ‘pra controlar a carinha de nojo. O cara parecia aqueles corretores de imóveis que andavam para todo lado de terno e com uma pasta na mão. Pelo menos ele não ficaria muito tempo em casa, isso era bom pra mim, né?

 

Ele olhou para mim e sorriu, e eu sorri, com o cu na mão, mas a gente tenta né.

 

— Olá, Yoongi — Estendeu a mão.

 

Eu apenas apertei sua mão de volta

 

Eles começaram a conversar e eu fui fazer alguma coisa no celular, mas lembrei que ele estava descarregado e então joguei-o no bolso novamente.

 

— Onde está meu filho? Ele já devia ter chegado! — O homem calvo ao lado da minha mãe disse. Confesso que achei engraçado aquele corte de cabelo bastante peculiar, mas como estava com medo de levar uma surra da minha mãe se me comportasse mal, me contive e não ri da cara do coitado do moço.

 

— Olha ele ali! — Mamãe apontou, eu virei naquela direção e quase me ceguei com tanto brilho. Ele era até que bonito, mas tinha cara daqueles riquinhos mimados, e eu estou cruzando os dedos para que minha mãe reconsidere a ideia de ficar solteira para sempre. Ela terá minha companhia ‘ué, é suficiente.


— Senhora Min! — Ele se aproximava com toda aquela aura angelical… Será que se eu chegar perto dele eu queimo? — Está belíssima hoje, como vai seu filho? — Ele abraçou minha mãe. Aquele bastardo abraçou a minha mãe! E ainda usou aquelas palavras difíceis e que eu nunca tinha ouvido na vida! Eu vou perder minha mãe por um riquinho mimado e com as palavras difíceis dele? Não mesmo.


Me levantei e toquei os ombros da minha mãe, quase que a puxando para longe daquele ser que ainda a tocava, o que a fez olhar para mim com uma cara de espanto.


— Jin, esse é o Yoongi — Sorri para ele com todo o meu sarcasmo, e ele parecia sorrir levemente. Consegue disfarçar melhor que eu. Filho da mãe. — Agora que já estão apresentados, vão se divertir enquanto nós ficamos aqui, estamos velhos demais para isso — Ela se sentou ao lado de George com um olhar sugestivo para mim, e eu olhei para ela como se pedisse socorro. Sabe aquela comunicação por olhares? Minha mãe e eu sempre fizemos isso, mas quando ela faz aquele olhar de psicopata que só mãe sabe fazer, não tem quem não fique com medo, então puxei o pulso daquele que se despedia dos dois com um tchauzinho e saí dali.


Nós já estávamos em uma distância considerável deles, indo em direção a algum brinquedo aleatório e Jin finalmente falou.


— Não se preocupe, não estou gostando dessa ideia tanto quanto você.


— Que bom que concordamos, então.


Retiro o que disse, aquele menino é o capeta em pessoa. Ele me fez ir na Montanha Russa, porque a fila estava enorme e ele disse ‘pro garoto lá que era meu aniversário, e assim ele entrou comigo. Mas tem um detalhe: eu tenho medo de altura, e por mais repugnante que esse garoto seja, ele sentou do meu lado, e eu não vou sofrer isso sozinho.


O tanto que eu gritei no ouvido daquele menino naquele dia, tenho certeza que ele nunca mais se esquecerá


— E aí, filho? Gostou do Jin? — perguntou mamãe quando já estávamos indo embora.


— Então, mãe… o que você acha de reconsiderar essa ideia toda?


 

                          (…)


 

Se passaram dois anos desde aquele dia, mamãe está casada com George, Jin está há meia hora no banheiro e eu estou quase arrombando essa porta de tanto bater.


— Caralho, Seokjin! Eu preciso tomar banho! — O idiota nem me respondia, até porque, como ele iria ouvir alguma coisa com toda aquela música alta? Crazy in Love tem uma batida maravilhosa, quando não está sendo tocada pelo meu irmão que ocupou o banheiro enquanto eu estou atrasado para o primeiro dia de aula do ano. Que coisa linda.


— Min Yoongi! Não xingue! — Mamãe passou de roupão na sala. Hoje ela estava de folga, mas eu? Ah, eu era obrigado a ir para aquele sanatório que todos acham que dá aula, mas só se for aula de como grudar inúmeras bolinhas de papel no teto. Eu já aprendi bem, por mais que prefira ficar na minha; quando se está sem nada para se fazer, esse é o passatempo do segundo ano quando todos estão entediados com todo mimimi da professora de história.


Acabei por usar o banheiro todo frufru da minha mãe, e finalmente entendi porque Jin ocupa o meu banheiro e nunca vem aqui. Se esse menino ver alguma coisa rosa por aqui, ele queima e joga fora. Não me pergunte  o porquê, mas ele abomina rosa.


Depois de sair cheirando a um sabonete maravilhoso de frutas cítricas que era o único que tinha ali, encontrei o filho da puta sentado bem de frente para a porta, e eu saí justamente de toalha.

 

— Bom dia, Yoongi! — Sorriu do tamanho do mundo. Sabe, desde que eu conheci Seokjin, sempre mantive uma dúvida interna: se uma cobra picar ele, qual dos dois morre primeiro? Nunca iremos descobrir, infelizmente. — Precisa dar uma malhada, hein.

 

— E você precisa calar a boca — Passei reto para o meu quarto.

 

— Vish! Agressivo desse jeito logo de manhã?! Grosso!

 

— É grande também, quer ver? — Nessa hora eu já estava no meu quarto, trancado, claro, porque parecia que dentro dessa casa, a chamada privacidade era inexistente. Ouvi ele gritar um “Não, obrigado”, desisti dessa briguinha besta e resolvi aceitar que eu teria que ir pra escola hoje, mesmo que odiasse atrasos, e sempre que isso acontecia, eu preferia ficar em casa a chegar fora do horário para não ter que esperar junto com os mongolóides do resto da escola o segundo sinal tocar. Mas hoje era um caso especial: mamãe que iria levar a gente, não iríamos de ônibus e eu não poderia enrolar na pracinha ao lado do Campus e voltar pra casa pouco tempo depois, dizendo que a aula tinha sido cancelada.

 

Para minha má sorte, papai estava em mais uma de suas viagens e eu não estava incluso justamente pela volta às aulas. Ele me pegava para levar à escola às vezes e acabava apenas me levando para sua cafeteria favorita (e a minha também) apenas para tomar um bom café e para conversar, já que agora não nos víamos mais como antes.

 

No carro, eu e o Jin ficamos numa guerra de quem batia mais forte na perna do outro sem a mamãe perceber. Ninguém nunca ganhava nessas coisas, mas continuávamos fazendo.

 

Chegando na escola, caí no meio da sala de aula, já que estava atrasado e por um milagre entrei, com Hoseok pulando em cima de mim. Não se preocupem, é cotidiano.

 

O dia se passou normal; dormi nas duas primeiras aulas e aguentei meu amigo jogando bolinhas de papel na minha cabeça, dando inúmeros berros nele na hora que o professor saía de sala.

 

Mas, bem, hoje era sexta. É, minha escola é maravilhosa por colocar o primeiro dia de aula numa sexta-feira, e minha mãe mais ainda por me obrigar a vir.

 

Hoje tinha uma festa (como sempre tinha todo santo dia, já que aquele povo nem vida parecia ter, era festa e só festa), e meu plano era claramente não ir, mas o impossível aconteceu, ele tem cabelo loiro e consegue ser mais falso que nota de três reais.

 

— Yoonie — Seokjin cantarolou de uma forma bizarra e intimidadora, saltitando até a mesa que eu estava lindamente sentado degustando do meu sanduíche de peito de peru delicadamente preparado por minha progenitora.

 

O olhei de cima a baixo e disse: — Nem vem, não tenho dinheiro.

 

— Não quero grana — Se sentou no banco à minha frente. — Quero outra coisa.

 

— Virgindade anal também não.

 

— Eca! Você é nojento — Revirou os olhos e voltou a me encarar. — Não quero nada que envolva sua linda bundinha redonda.

 

—Você repara na minha bunda?

 

— Pare de fugir do assunto! Enfim — Arrumou os cabelos loiros — Eu só quero que vá na festa do Jake comigo.

 

— Nem pensar! Fora de questão! Nem enterrado! Nunca! — berrei, mal deixando ele terminar de falar — Ir naquela festa é como um atentado a Min Yoongi! — Bati na mesa, sentindo a palma da minha mão doer, mas não deixando isso transparecer (tinha que fazer igual àqueles filmes. Vai que minha carreira de ator dá certo?)

 

— E não ir é um atentado a sua vida social que mal existe, Yoongi! Vaaaaamos! — Me chacoalhou. — Eles disseram que da próxima vez que eu sair, eu preciso levar você junto — Fez carinha de nojo e revirou os olhos.

 

Olhei para ele com uma cara nada boa. — Sabe que minha resposta não mudará, certo?

 

Ele olhou pra mim com uma expressão pior. — Se você não for, digo à mamãe que… que você quebrou o secador dela!

 

— O quê? Mas foi você quem fez isso!

 

— Exatamente — Sorriu diabólico. Esse menino me dá medo às vezes.

 

Eu não preciso dizer que minha última opção para não levar uma chinelada na minha bela face foi concordar, certo?

 

— Saímos às 18:00! — disse e saiu saltitando de volta para qualquer que seja o buraco de onde ele tenha saído, e eu realmente espero que ele fique lá.


 

                          (…)


 

Infelizmente, às 16:45, eu estava pronto, como ele havia dito, só que um pouco antes do esperado, já que eu dormi e acordei achando que estava atrasado e prevendo que quando saísse pela porta, uma chinela do tamanho de uma prancha de Surf me atingiria na cabeça. Mas, olha só! Eu 'tô vivo! Mas como ainda eram quatro horas, eu me tranquilizei e fui brisar em paz no meu quarto até às cinco.

 

Eu estava com uma calça de couro que odiava usar porque era colada pra caralho, uma blusa de alguma banda de Rock que ganhei no aniversário passado e um casaquinho Jeans porque mamãe disse que ia fazer frio.

 

E eu estava quase dormindo no sofá da sala, quando:

 

— Que porra de roupa é essa, Yoongi?! — A voz dele parecia estar mais fina que o normal, como sempre acontecia quando Jin ficava animado ou com raiva, e o que sempre causava minhas dores de cabeça.

 

— A que eu vesti, 'tá cego?

 

— Ai meu Cristo, vem cá — Me chamou com a mão e eu fui, desconfiado. Ele bagunçou meu cabelo ao som da melodia dos meus berros. Sério, eu passei meia hora arrumando essa merda e ele vem e faz uma merda pior. Depois ele dobrou as mangas do meu casaco. — Pronto! Melhorou alguma coisa —Colocou as mãos na cintura e pareceu admirar sua obra. — Nada mal, agora vamos!

 

Ele saiu me arrastando até a cozinha pelo pulso, e eu, com nossa diferença de altura e de corpo, parecia um boneco que ele fazia o que bem entendia (opa, isso pegou mal).

 

— Mãeeee! — Sim, ele chamava ela assim, e sim, eu tinha vontade de esfregar a cara dele no chão por isso. Rouba o Hoseok, cara. Eu já tô cansado de pagar tanto sorvete ‘pra ele depois da aula porque sempre perco a aposta de quem chega mais rápido na cantina pela minha grande indisposição física. — Eu e o Yoonie vamos sair, certo?

 

Ela olhou para a gente sem expressão alguma e eu rezei para ela dizer que se a gente não subisse agora, teria que lavar a louça, e então sairíamos correndo como as crianças felizes e odiadoras de trabalhos domésticos que somos.

 

— Você conseguiu tirar o Yoongi da Tumba — Nome carinhoso que minha família dá para o meu quarto, porque eles dizem que eu passo tanto tempo ali que parece que morri lá mesmo — em plena sexta-feira?! — Olhou para Jin por debaixo dos cílios. — Menino, você é mágico! —Riu e bateu “fraco” nas costas dele, porque depois de uma dessas, se fosse eu, saía com uma costela quebrada.

 

Nós nos despedimos e ele me arrastou até o lado de fora, onde tinha um pequeno carro preto parado.

 

— Prontos? — A janela abaixou, mostrando o rosto com o sorriso sempre indescritível de Kim Namjoon, um garoto da panelinha de Seokjin.

 

Nos enfiamos no carro, e eu realmente não sei como coubemos ali, porque deveria ter mais umas quatro pessoas só naquele banco de trás. Na frente estava Hoseok na cadeira do carona e Namjoon dirigindo. Por pouco não implorei para sentar no colo dele ou até ir no teto, porque não tava dando, minha sorte é que descemos rápido.

 

A “festa” não havia começado ainda, pelo visto, pois só tinha algumas pessoas jogadas pelos cantos e menos ainda no meio da pista. Era um bar alugado, eu acho, pelo modelo e tudo mais, ou era simplesmente a casa de alguém sem algumas paredes e um balcão com várias bebidas. A primeira opção me pareceu mais certa.

 

Meu plano era só ficar sentado em algum canto até Seokjin cansar e nós irmos embora, mas ele me puxou para ficar na rodinha com os meninos que viemos e mais algumas pessoas do colégio que eu só conhecia de vista.

 

Eu ficava calado, apenas rindo das merdas que todos falavam, mas algumas vezes até entrava na conversa. Eu estava gostando, não estava me sentindo deslocado, ao menos.

 

— E aí, galera! — Chegaram dois meninos que eu bem conhecia: Jeon Jungkook e Park Jimin, do time de Futebol do colégio. Nem preciso dizer que eles eram extremamente populares e conhecidos por darem as festas mais loucas e divertidas da escola.

 

Porém, se você perguntasse a qualquer um o que acontecia, ninguém dizia nada. Nas festas, ao menos nas que eles davam, era assim: o que acontecia lá, ficava lá, e acho que no fundo, estava torcendo para que essa festa fosse deles.

 

— Estão curtindo? — Abraçou Namjoon e Hoseok pelos ombros. — Não se preocupem, que mais tarde começa a diversão — Sorriu sacana.

 

— Suas festas são sempre as melhores, cara!

 

Bingo!

 

— E aí — Park Jimin veio até mim, até me assustei aqui. - Min Yoongi, certo? — Assenti. — Sempre te vejo pelos corredores, Hoseok também fala muito de você — Sorriu. Cara, pensei que aquele sorriso ia engolir os olhos dele. — Você parece ser legal — Deu um tapinha em minhas costas. — A gente se vê.

 

Ele saiu, e eu não vi mais Jeongguk. Todos estavam falando que o melhor momento acontecia quando dava meia-noite.

 

— Por quê? — Questionei a Jin.

 

— Esse é considerado pelo pessoal do grêmio a Hora do Beijo, então eles apagam as luzes e quem estava de olho em você a noite inteira vai te beijar.

 

— Qual é a graça disso?

 

— Que você não sabe quem vai te beijar, essa é a graça — Sorriu ladino.

 

— A graça só pode ser você pegar Herpes — murmurei e revirei os olhos.

 

A música aumentou e parecia que cada vez mais gente chegava. Ficamos no meio da pista, “dançando”, e Jeon chegou novamente, com um monte de bebidas que eu me surpreendia com o modo que ele estava segurando, e foi oferecendo de um por um.

 

— Não, obrigado — Recusei e ele me olhou com uma expressão de cachorro abandonado.

 

— Vai, cara, se veio é pra se divertir! — Insistiu.

 

— Não, essa eu passo.

 

— Vai, Yoongi! — Jin surgiu do nada.

 

— É, vai Yoongi! —Agora eu tinha os dois me olhando com aquela cara.

 

Humpf, tudo bem — Sorri fraco. A bebida era azul e parecia ser cremosa. Cheirei aquilo, e só isso me deixou morrendo de vontade de provar, mesmo sabendo que era o menos recomendável no momento.

 

Tomei apenas um gole, e decidi que aquilo era bom pra caralho, mas mesmo assim achei melhor não tomar o resto.

 

Vira! Vira! — Jin começou cantando, e todos os outros da rodinha o acompanharam. Sorri amarelo, olhei para aquilo, e virei tudo em um gole só, me sentindo meio tonto após isso.

 

Depois de um tempo, todos nós estávamos animados demais, eu já havia perdido a conta de quantos copos daquilo havia tomado, mas o número já estava mais alto que o Namjoon subindo nas costas do Jin nesse exato momento para uma briga de galo no seco.  Dois idiotas, e pior, bêbados. E eu, como sou mais um idiota bêbado, fui o próximo. Subi nas costas de Seokjin e rezei para que sua coordenação motora ainda estivesse apta.

 

— Se você me derrubar, você vem junto — falei, me inclinando  um pouco para a frente, o que fez com que nós dois quase caíssemos. Qual era a probabilidade daquilo dar certo? A mesma da Miley Cyrus ser hétero.

 

Quem estava do outro lado era o Jeongguk com o Hoseok nas suas costas. Pelo menos desse eu não teria pena.

 

Depois de muito tempo, acabamos os quatro caindo no chão por minha mão ter escorregado e também, combinemos, eu não sou a pessoa mais leve do mundo. Rimos pra caralho, reclamamos com nossos parceiros e depois nos levantamos e voltamos a brincar.

 

Quando cansamos, Jeon voltou com uma garrafa de Vodka na mão e alguma outra coisa de beber na outra.

 

— Cara, você tem que provar isso, é muito bom! — Ele estava gritando, extremamente animado, como eu e todos ali.

 

Sorri e ele me deu um copo, mas Seokjin botou a mão antes dele derramar um pouco da bebida ali.

 

— Yoongi, você tem certeza que vai beber isso? Você nem toma Vodka.

 

— Eu tomo é tudo, até no cu. Manda ver, cara. — Ele revirou os olhos e saiu. Posso arriscar dizer que até achei que ele estava preocupado comigo, mas acho que é só pra não ter que me carregar no caminho para casa mesmo.

 

Tomei aquilo num gole só, tanto que mal senti o gosto. Olhei o relógio e forcei os olhos, vendo que faltavam apenas quinze minutos para a meia-noite. Hoje é o dia de perder o BV (mentira, não sou tão puro assim).

 

Decidi que era melhor cortar as bebidas por um tempo, principalmente porque depois da última que Jungkook me deu, parece que está tudo girando e eu só fiquei mais louco, por assim dizer.

 

— Galera, foca aqui! — O moreno dono da festa subiu ao projeto de palco que tinha ali — Vai começar a Hora do Beijo! Vocês estão prontos?

 

A maioria gritou sim, eu gritei não.

 

— Maravilhoso — Sorriu demoníaco — Em três, dois, um… AGORA, NAMJOON!

 

As luzes se apagaram, todo mundo gritou, e eu só conseguia ficar parado no mesmo lugar. De repente, senti alguém me segurar pelos ombros e colar os lábios nos meus. Óbvio, que meu primeiro pensamento fora afastar aquele ser, mas meu corpo não conseguia fazê-lo.

 

Eu continuei o beijo, mesmo considerando que minhas experiências passadas foram horripilantes, aquela, pelo menos até o momento que acenderam a luz e eu ouvi gritos e um flash na minha cara, em seguida me separando para rodar a baiana e dando de cara com Park Jimin com um sorriso amarelo à minha frente.

 

— Caralho, essa vai pro face! — Hoseok anunciou, e eu tirei meu sapato e joguei nele.

 

Peguei meu sapato e voltei para onde estava, de frente para o Park e com uma enorme interrogação em cima da cabeça.

 

— O que foi? Vocês não têm mais nada pra fazer não?! — gritou para todos que ainda nos observavam, e eles logo voltaram ao que antes faziam.

 

Nós ficamos em silêncio, nos encarando por algum tempo. Tudo bem, eu imaginava que o máximo que iria receber naquele escuro todo era um pisão no pé, mas logo Park Jimin, cara? Disso eu vou querer me lembrar amanhã.

 

— Você… não gostou, né? Ah, você é hétero?! Puta que pariu, eu sou muito idiota! — Enfiou as mãos no rosto, e eu quis rir com sua última afirmação.

 

— Jimin, olha ‘pra minha cara, e vê se tem um pingo de heterossexualidade aqui —Levantei seu rosto rente ao meu e ele riu. — E, pra falar a verdade, eu gostei sim.


 

                           (…)


 

Hora pra voltar pra casa? Eu nem sabia mais o que era isso. Só sei que, Seokjin ficou sumido pelo resto da festa desde a meia-noite, eu estava com um ficante oficial e com um enorme sorriso no rosto. Não me julguem, vocês já viram e conheceram Park Jimin?! Pois é, eu vou sorrir que nem besta a noite toda mesmo.

 

Só sei que esse menino me convenceu a pintar o cabelo. Sim, ele disse do nada “poxa, Yoongi, meu cabelo tá desbotando e o Namjoon vai pintar, que tal pintarmos o seu também?” e eu aceitei, ué. Eu estou bêbado (que tipo de bêbado admite que está bêbado??), amanhã já estou fodido mesmo, então quem se importa?

 

Estávamos no andar de cima, em uma das suítes daquele lugar, Jimin estava com uma tinta ruiva e só de ver Namjoon se aproximar com aquele sorriso paspalho e um pote de descolorante junto, meu cu  fechou que não passava nem sinal de Bluetooth.

 

— Epa, epa, epa! É assim? Não vai ter nem um tipo de preparação? - Me esquivei de suas mãos e segurei onde não estava sujo.

 

— Ele vai pintar seu cabelo, não transar com você — Jin surgiu das trevas ao lado do Kim e eu dei um pulo da cadeira e acabei caindo pela segunda vez na noite, o que gerou muita risada de nós quatro.

 

— Vocês estão fazendo o quê? — Taehyung apareceu na porta. Eu não falava muito com ele, no máximo um cumprimento nos corredores da escola porque ele fazia aula de Literatura comigo e sempre me pedia as respostas.

 

— Uma suruba — Hoje, ao que parecia, Namjoon não quis liberar, porque Seokjin estava com um mal-humor filho da puta.

 

— Oba, também quero! — Ele literalmente se jogou nos braços do Namjoon, que, além de sujar o garoto de tinta, recebeu um olhar mortífero de Jin e o soltou no chão, o que levou, novamente, a dessa vez cinco idiotas rindo igual bêbados ('pera, nós estávamos bêbados) e dois deles no chão.

 

— Vamos logo com isso, porra! — Jimin finalmente falou. — Yoongi, meu amor — Pegou minha mão, aí eu percebi que ela também estava suja de tinta e a afastei. — Coopere com o Joonie, sim?

 

— Opa, querido, que intimidade é essa?! — Seokjin entrou na minha frente.

 

— DEU, MINHA GENTE! — O loiro gritou e tirou Seokjin do meio, conversando com ele por olhares e o fazendo ficar emburrado por não quebrar a cara de ninguém hoje. — Vamos, Yoongi.

 

— Tá, mas seja delicado — Sou exigente sim. Ele aproximou e eu fechei meus olhos, recitando todos os versículos bíblicos que eu conhecia, mas o único que eu me lembro era afastai de mim coisas ruins e os demônios da minha vida. Acho que serve.

 

No momento, os outros três idiotas, tirando eu e aquele que pintava meu lindo cabelo, estavam rindo de novo porque eu parecia uma criança de tanto que chorava com aquela química.

 

Depois de muito sofrimento, ele acabou de aplicar no cabelo todo.

 

— Tá vendo, você só pintou o cabelo, não deu pela primeira vez.

 

— Doeu do mesmo jeito — Enxuguei as lágrimas de uma forma dramática.

 

Ficamos conversando ali por um tempo, no caso eles, porque eu estava voando enquanto cantarolava a música calma que tocava no andar de baixo.

 

— Eu pensei que você e o Jungkook se pegavam — Voltei minha atenção para o grupinho quando Taehyung disse isso. Eu já havia ouvido esse boato pela escola, para falar a verdade, mas nunca gostei de acreditar em boatos.

 

— Não é verdade, mas também não deixa de ser mentira… — Mordeu o lábio inferior. Vish, aí tem coisa.

 

— Como assim? — O mais novo voltou a perguntar.

 

— Ah, cara, são só uns beijinhos de vez em nunca.

 

— Mas vocês transaram no carro dele no último final de semana, certo? — Dessa vez, quem falara foi Namjoon. — Todo mundo 'tá comentando.

 

 Jimin não respondeu mais nada, apenas ficou olhando para o chão, vermelho. Que coisa linda, peguei baba do Jeongguk. Deu vontade de escovar os dentes agora, já que ali já deve ter rodado milhares e milhares de outras bocas. É hoje que eu pego Herpes.

 

Depois de um tempo, Namjoon tirou a tinta do meu cabelo, e confesso que até ficou bom. Ele jogou os fios descoloridos para um lado e para o outro e isso me deixou mais tonto, então decidi ficar no quarto e tirar um cochilo, não fui feito pra aguentar tanta coisa num dia só.

 

Os meninos saíram, Jimin ainda não tinha dito uma palavra até o momento, e quando saiu, me lançou um olhar daqueles de cachorro sem dono, mas pra falar a verdade eu não tinha me importado com aquilo que ele havia confessado. Era política das festas, uma noite e nada mais, certo?

 

Me joguei na cama, e só me lembro de fitar o teto uma última vez, me perguntando o que eu estava fazendo da vida.


 

                         (…)


 

Acordei, cocei os olhos e me espreguicei na grande cama de casal. Olhei pela janela e não estava claro ainda, o que era bom. Eram três da manhã, observei no meu celular, e eu tinha que achar Seokjin para irmos embora.

 

Para minha sorte, Namjoon estava jogado na escada, e parecia bem pior que antes.

 

— Namjoon, você viu o Seokjin?

 

— Mas, cara, você é o Seokjin! — Deu pra me xingar agora? — Olha só, você é "loiru", você é "brancu" e você é "bonitu" — Cantarolou e fez uma dancinha estranha — Você pode pegar o meu carro?

 

Ele me entregou suas chaves e por mais que eu perguntasse, ele sempre dizia que não sabia onde tinha o deixado.

 

Decidi perguntar a outro, e a primeira pessoa que eu vi e a que me parecia mais sã, foi Jimin

 

— Ei, você viu meu irmão? — Infelizmente, na escola éramos conhecidos assim, e agora, com esse cabelo loiro, eu devo estar uma cópia menor e magricela dele.

 

— Ah, sim, ele estava vomitando e foi para o carro do Namjoon — Menos mal, matamos duas baratas com uma só chinelada. Eu já ia me virar para embarcar na missão de procurar um bêbado e um carro desaparecidos, quando ele puxou meu braço. — Você… me desculpa por mais cedo? Aquilo tudo nem é verd-

 

— Jimin — Olhei fundo nos seus olhos — Eu realmente não me importo. Foi só uma noite, o que tivemos, certo? Tudo bem, ‘tá tudo bem para mim. E eu sei que você gosta dele — Sussurrei a última parte mais perto de seu ouvido. — Boa sorte — Sorri amigável e corri para fora.

 

Olhei para um lado, olhei para o outro. A rua estava completamente vazia. A única coisa que eu sabia, era que o carro de Namjoon era extremamente pequeno, preto e tinha em mente só metade da placa.

 

Andei, andei, andei de novo, andei novamente, já dava para virar esportista, e vi um carro semelhante ao dele duas ruas depois; onde eu já havia passado três lindas vezes.

 

Me aproximei, e era o dele mesmo. As janelas estavam abaixadas, e tinha alguma coisa grande demais para ser pequena (não me diga, Yoongi!) e mole demais para estar viva.

 

— Achei que não ia vir me buscar — Era Jin mesmo. Que merda, hoje não é meu dia de sorte.

 

— Eu só vim por causa do carro.

 

Ele se levantou rápido, batendo a cabeça no teto e me fazendo rir. — Achei que era o Namjoon.

 

— E eu achei que não ia te encontrar respirando, muito menos falando merda. Sinto dizer, mas não é hoje que você transa, querido — Destravei o veículo e entrei no banco do motorista, porque apesar de eu não ter carteira, meu pai me ensinou essas coisas. Pelo menos, ele não havia vomitado o carro todo, e com isso eu já estava feliz.


 

                          (…)


 

Estava tudo girando.

 

Literalmente.

 

Quem inventa de ir para um Playground às quatro da manhã? Seokjin, porque ele foi o único inteligente que lembrou que (1) não temos a chave de casa e (2) se chegarmos à essa hora, já é para começar o testamento de óbito. Namjoon estava dormindo no carro, já que ele mal conseguia se manter em pé.

 

Era um daqueles brinquedos que é meio que um medidor de velocidade — você empurra com o pé e ele sai girando, quase lançando você longe.

 

Quando o brinquedo parou e nós dois no jogamos na areia, olhando para o céu que já mesclava um azul escuro meio roxo.

 

— Eu… — Começou a falar — não conto nada, se você não contar.

 

— E eu não vou contar, pode crer.

 

Eu poderia estar fodido em partes, por estar bêbado e com esse cabelo extremamente discreto, e ele também, mas isso não importava agora, afinal, o que acontece na festa, fica na festa, certo? E eu espero que todos sigam essa regra, porque eu não quero foto do meu beijo com o Jimin e o muito menos o vídeo de eu pintando o cabelo e chorando.

 

— Talvez — Dessa vez, eu falei —, só talvez, eu tenha gostado de sair com você.

 

Ele riu anasalado, e ficamos por isso mesmo.

 

De uma coisa eu tinha certeza: a implicância nunca nos abandonaria, mas, quem sabe, ali surgisse uma amizade, e, até, uma irmandade bonita?

 


Notas Finais


Um Yoonjin sem ser bromance está por vir, e se você gosta, é só ficar ligado no meu perfil <3

Foi isso meus Xuxu's, espero de coração que tenham gostado, e até uma próxima💙


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