História Brother possessive - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Visualizações 110
Palavras 7.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaa! Só tenho uma coisa a dizer... Preparem os corações que vem surpresa

Capítulo 14 - Charlotte


Fanfic / Fanfiction Brother possessive - Capítulo 14 - Charlotte

Julieta Bieber

O relógio já estava indo para às 23h00m da noite, e nada de Justin chegar em casa. Jhenny tinha acabado de ir embora também, passamos o dia todo conversando, e fazendo coisas que não fazíamos a tempos, estava me sentindo tão bem e leve, esse foi o único dia, depois de muitos, que eu não fumei um cigarro se quer. 

Meus pais tinham chegado no final da tarde, já deixando anunciado que queriam ter uma conversa comigo e Justin no jantar, fiquei procupada com o que poderia ser, e bastante curiosa. Eu e jhenny tínhamos contado a eles sobre o meu interesse pela faculdade, que deixou meu pai mais animado do que eu achei que ficaria, tanto que ele foi correndo para o computador em busca de oportunidades. Os dois estavam bem animados, bem mais que eu, pelo o que parecia, então eu decidir deixar os dois lá em busca de faculdades, discutindo sobre o meu futuro, e não ousei falar um piu.

Um barulho de carro sendo estacionado na frente de casa chegou aos meus ouvidos, e fui correndo para a sacada para ver se era o Justin. E assim que vi ele saindo de um carro, que não era o dele, fiquei curiosa para saber quem era, até que o vidro do carro se abaixou e eu consegui ver o rosto de Caitlin se despedindo de Justin com um sorriso amigável e logo saiu acelerada com seu carro de frente de casa.

Dei os ombros e saí de meu quarto, desci as escadas lentamente, e assim que ouvi a voz de Justin falando com minha mãe fui desacelerando ainda mais os meus passos, até perceber que estava completamente parada olhando para ele. O mesmo estava com os cabelos molhados, como recém saído de um banho, e com um rosto meio caído, denunciando que passou o dia todo bebendo, e que ainda não estava 100%, é claro que meus pais nem notaram, mas eu o conheço melhor que ninguém. Ele me mandou um olhar de desdém, e logo a seguir me ignorou ali parada, como se eu fosse um nada, e foi direto para a cozinha.

Balance levemente minha cabeça, tentando sair do transe em que eu estava, movi minhas pernas e caminhei até a cozinha, onde estava meu pai e ele conversando.

- Então quer dizer que você que fez a janta hoje?- disse Justin pro meu pai com um olhar divertido.

- Sim, eu sei que vocês adoram minha comida- papai disse se gabando- Aproveitem que é só hoje- ele disse, e até eu dei uma risada fraca.

A mesa já estava toda arrumada, fazia tempo que não jantava todo mundo junto, estava até bonito. Mas o clima pesado ainda estava rolando entre mim e Justin, tanto que nem nos olhávamos direito. Sentamos todos na mesa, e cada um tirou sua comida calada, as vezes eu desviava o meu olhar para Justin e em todos os momentos ele estava com cara de bunda. E meus pais permaneciam calados, sem parecer notar a estranheza que estava entre os seus filhos. Queria logo saber o que eles queria falar, mas ainda não se pronunciaram, o que estava me deixando nervosa, mas Justin do jeito que é cara de pau, quebrou o silêncio e perguntou o que eles queria falar, tão curioso quanto eu.

Mamãe e papai se olharam como se estivessem conversando por olhares, só entre eles, pra saber quem falaria, mas como sempre, mamãe que se pronunciou.

- Então... vocês sabem como está o estado da avó de você, não sabem?- mamãe perguntou e nós dois assentimos com a cabeça que sim.

- Mas falei com ela por telefone tem poucos dias, e ela disse que estava bem- Justin disse dando os ombros.

- Pois é, ela diz isso sempre, por telefone ela diz que está bem, mas esse final de semana, que fomos visita-la, conseguimos perceber que ela não está 100%. Sua avó tá com osteoporose, e com as plaquetas baixíssimas, entendem? Ela sente falta de vocês, últimas lembranças que ela tem de vocês faz muito tempo...- mamãe dizia com lágrimas nos olhos demostrando emoções, e papai segurou sua mão a confortando.

- Compreendo mãe, e o que a senhora quer que a gente faça?- perguntei carinhosamente, tentando acalma-la.

- Queria que vocês fossem lá visitar ela, só por uns 2 dias, ela sente muita saudades.

Vovó mora muito longe, ela mora em um sítio em que eu adorava ir quando era criança, porque é muito bom pra brincar, e eu Justin nos divertiamos, porém, quando fomos crescendo paramos de ir para la, porque ja não tinha mais graça. Lá é um interior, onde não tem internet, nem nada.

- Por que ela não vem pra cá com o vovô?- perguntou Justin, obviamente não querendo ir para lá.

- Sabe que ela não gosta de sair lá do sítio dela, ela gosta daquilo, de tranquilidade...

- Mas eu não- disse Justin sendo insensível, como sempre.

- Meu filho, por favor- mamãe pediu olhando para ele com uma cara de cachorrinho que caiu da mudança, e eu senti pena, e eu também sinto muita saudade dos meus avós.

- Eu vou, mãe- disse fazendo ela me olhar sorridente, e Justin revirou os olhos.

- Tá bom, vamos. Mas não vamos demorar muito lá- Justin disse alegrando ainda mais meus pais, que abriram um sorriso contente.

- Então deixem as malas arrumadas que amanhã cedo saímos.

- E outra coisa...- papai se pronunciou- Justin, espero que você saiba que sua irmã decidiu o futuro dela- ele disse sorrindo contente, e Justin frangiu a testa.

- Ah é?- ele perguntou sarcástico no tom de voz, e me olhou do mesmo jeito, deixando transparecer ironia.

- Sim, ela decidiu entrar para faculdade, já mandamos inscrições pra vários lugares- papai disse e Justin quase cuspiu a comida da boca no meio da frase.

Eu só queria sumir dali, só pela reação dele. Eu queria contar isso pra ele só depois, mas pelo jeito papai se empolgou.

- Como é que é?- seu tom de voz já tinha mudado de sarcástico para raivoso, me fazendo estremecer, papai arqueou as sobrancelhas, e mamãe continuava calada sem entender aquela atitude dele.

- Qual o problema meu filho?- papai perguntou sem entender nada.

- Para onde vocês mandaram inscrição?- perguntou Justin

- Ai, tentamos para muitos lugares, a Jhenifer estava aqui e me ajudou a escolher melhores lugares em que ela vai poder se adaptar. O que eu achei melhor foi a Califórnia, que é um lugar que eu tenho certeza que ela ela vai adorar morar, que bem a cara dela. Mas para prevenir, caso ela não seja aceita lá, mandamos também pro Reino Unido, e pra Holanda- Papai disse e Justin arregalou os olhos.

- HOLANDA? REINO UNIDO? VOCÊS ESTÃO FICANDO DOIDOS? PORQUE VÃO MANDAR ELA PRA TÃO LONGE? COM TANTA FACULDADE BOA AQUI NO CANADÁ- ele gritou aborrecido fazendo mamãe se assustar, pois ela nunca tinha o visto assim. Mal sabe ela que ele é assim.

- Porque foi a vontade dela meu filho- papai disse confuso com a atitude de seu filho, e Justin me olhou incrédulo- Entendo sua preocupação...

Papai foi interrompido por Justin saindo da mesa com todo o seu jeito arrogante, deixando no prato um pouco menos da metade de sua comida, e saiu da cozinha raivoso. Deu para ouvir o barulho de seus pés subindo as escada, obviamente indo para seu quarto.

- Mas o que aconteceu com esse menino?- mamãe perguntou brava.

- Não sei, vou lá falar com ele- disse e na mesma hora levantei da minha cadeira.

- Acaba de comer primeiro.

- Com essa gritaria toda de Justin perdi a fome- disse sorrindo falso e larguei a mesa.

Cheguei no quarto de Justin que estava com a porta fechada, claramente para ninguém entrar, hesitei por alguns segundos abrir aquela porta, mas assim eu fiz, entrei naquele quarto sem bater e nem pedir sua permissão.

- Você ficou maluco em falar com eles daquele jeito?- entrei no quarto disparando as palavras e vendo que ele estava deitado em sua cama de barriga para baixo, e com a cara no travesseiro.

Rapidamente ele virou, assim que ouviu eu entrando no quarto igual um furacão, me olhou  nos olhos como se fosse me matar, e nesse momento eu pensei em dar uns passos para trás, mas continuei parada na mesma pose.

- EU MANDEI VOCÊ ENTRAR AQUI? VAI EMBORA- ele gritou me expulsando, mas eu continuei parada e cruzei os braços, como estivesse falando que ele não manda em mim.

Ele levantou da cama com raiva e me empurrou até fazer eu me encostar na parede, e arregalei os olhos assustada.

- Por que você faz isso comigo, Julieta?- ele disse baixinho, quase em um sussurro, e socou a parede do meu lado, fazendo eu pular de susto.

- Isso o que?

- Primeiro ontem... você me deixou louco de raiva, e agora isso... se você quer me enlouquecer fala- ele falava como se tudo isso doesse muito nele

- Eu já me desculpei por ontem, e sobre a faculdade... Eu decidir isso hoje, Justin. Eu só decidir que eu quero mudar de vida. Que queria falar com voce sobre isso, queria eu mesma ter dado essa notícia, mas papai se empolgou...- disse com toda a sinceridade e Justin me largou com um semblante triste.

- Mas porque pra tão longe? Você nunca me disse que queria isso... na verdade, você não quer né? Por quê está fazendo isso se você não quer? Eu sei que você não quer, Julieta, eu sei que não quer... Não tenta seguir uma vida que você sabe que não é pra você- ele dizia desesperado e eu ri ironicamente de suas palavrasm

- E o que é pra mim, Justin? Ficar com o meu irmão pelo resto da minha vida? ficar cometendo incesto? Ficar pelo resto da minha vida com uma pessoa que eu sei que não é pra mim? Que eu sei que eu nunca vou poder apresentar socialmente sem ser olhada torta pelas pessoas? Sem ser considerada nojenta, A SAFADA QUE PEGOU O PRÓPRIO IRMÃO. É  ISSO QUE É PRA MIM, JUSTIN?- perguntei com sangue nos olhos, sentia meu corpo tremer de tanto nervoso.

- Julieta...

- NÃO, CALA A PORRA DA BOCA QUE AGORA EU QUE TO FALANDO- interrompi o que fosse que ele ia dizer e ele arregalou os olhos assustado - Eu te amo, Justin. Eu te amo de um jeito que eu não deveria amar, eu tenho um ciúmes que eu não deveria ter, tenho um sentimento que eu não deveria sentir. Porra, eu te amo pra caralho, e isso não é de hoje, eu te amo tanto que passa da porra da minha compreensão.

Lagrimas começaram a escorrem dos meus olhos involuntariamente, Justin tentou se aproximar carinhosamente mas eu lhe empurrei com raiva e enxuguei minhas lágrimas com as costas das minhas mãos, respirei fundo para continuar a falar tudo que estava entalado.

- Ontem eu fiquei com bastante caras sim, tirei minha roupa sim, fui "julgada" mal? Talvez...- fiz aspas com as mãos na palavra julgada- Mas ouça bem... tudo que eu fiz ontem, não se compara ao o que eu faço com você... E sabe o que eu quero Justin? Quero alguém em que eu possa beijar em lugares públicos, quero alguém que meus pais vão apoiar e falar "esse homem foi feito pra você",  quero ter filhos. E infelizmente meu irmão, não posso fazer nada disso com você. Ah, e só para não esquecer, já que estou sendo sincera aqui com você, não custa nada falar... ONTEM FOI GOSTOSO PRA CARALHO, SABE POR QUE? PORQUE É UMA DELÍCIA FICAR COM ALGUÉM QUE VOCÊ REALMENTE POSSA, NA FRENTE DE TODO MUNDO, SABE AQUELE SEU AMIGO DA ACADEMIA? PEGUEI TAMBÉM, E ELE TEM UMA PEGADA MARAVILHOSA, E O MELHOR DE TUDO, PODE MOSTRAR PRA TODO MUNDO QUE TÁ ME PEGANDO COMO HOMEM. PELO SIMPLES FATO DELE NÃO SER O MEU IRMÃO!

Eu não sei da onde eu tirei coragem para dizer tudo isso, só disse, vi o rosto de Justin vermelho de tanta raiva e foi aí que eu percebi a merda que eu fiz, movimentei minhas pernas para sair correndo daquele quarto, mas quando estava chegando para abrir a porta, Justin foi mais rápido que eu e colocou a mão na mesma, impedindo minha passagem para fora do quarto. Ele virou meu corpo, ainda na porta, e eu fechei os olhos, sabendo que agora sim eu estava ferrada de verdade.

- OLHA PRA MIM- ele gritou e me obrigou a abrir os olhos

Quando abri percebi que ele tinha tirado a camisa, pois estava sem, pegou minha mão e colocou em sua barriga, que era lindamente marcada com seus perfeitos quadradinhos que a mesma possuía, ele segurou na raiz do meu cabelo de perto da nuca, fazendo minha cabeça ir forçadamente para trás. Meu pescoço estava na direção de sua boca, e totalmente livre para ele fazer o que quiser, já que estou imobilizada. 

Ele aproximou seu nariz do meu pescoço sentindo o perfume que tinha ali, senti sua respiração quente cheirando tudo pela aquela região, o que me fez arrepiar por completo, dos pés à cabeça. Ele logo foi dando leve beijinhos por ali e eu fechei os olhos para usufruir mais daquela deliciosa sensação, involuntariamente eu deixei minha boca meio aberta e dela estava saindo pequenos gemidos sem a minha permissão. 

Não sei o que tinha dado nele, pensei que ele ia querer me matar, mas agora tá me dando beijinhos, não estava entendendo nada, na verdade, estava com medo do que ele iria fazer, já que Justin tem suas bipolaridades.

Senti a sua mão, que estava desocupada, entrar por debaixo da minha blusa e apertar meus seios, que estavam livres do sutiã. Seus lábios foram subindo pelo meu queijo lentamente, até que chegou no cantinho da minha boca, ele soltou sua mão do meu cabelo, deixando minha cabeça normal novamente, e segurou com as suas duas mãos a minha cintura, me puxando com força para colar nossos corpos.

Olhei para ele confusa, mas ele não me deu tempo de falar nada, pois atacou meus lábios com um beijo, aqueles lábios macios dele me levava pros céus. Eu odeio isso, odeio muito sentir isso, mas esse homem é uma tentação, ele consegue me deixar molhada sem nem fazer esforço algum. E isso me deixa com raiva, por que tem que ser ele?

- Julieta- ele disse com nossos narizes próximos e sua boca quase na minha, depois que interrompeu o beijo- Deixa eu te ensinar uma coisa, o proibido é sempre o melhor, e você não pode negar que você ama esse proibido- ele sorriu safado.

Se afastou de mim, me deixando sem entender nada, enfiou sua mão por dentro do meu shortinho de pijama e afastou minha calcinha pro lado, tocando minha parte íntima com os dedos e eu arfei, esperando que ele começasse a me masturbar, mas ele apenas riu de um jeito safado, que me dá um tesão da porra, e tirou seus dedos de lá.

- Mas... Que porra você está fazendo?- perguntei irritada, e ele me mostrou os dois dedos dele que estavam melecados com o meu líquido, frangi a testa sem entender nada e ele passou seus dedos em minha bochecha até no canto da minha boca, me molhando.

- Desculpa, é que eu lembrei que não era isso que você queria pra você, por isso eu parei- sua voz exalava ironia e safadeza, e eu fervi de raiva com isso. Ele só pode estar de brincadeira com a minha cara!

- Justin, você tá zoando né?- questionei incrédula.

- O que? Foi você que disse. Pode ir embora, me desculpa- ele disse se fazendo de sonso.

- Larga de ser ridículo, daqui eu estou vendo que seu pau tá duro- disse sorrindo e me aproximando dele- Você estava morrendo de tesão tanto quanto eu, que eu sei, vai me negar assim mesmo?- coloquei minha mão em seu pau, por cima de sua calça, e a outra em sua nuca.

- Eu nunca neguei que sinto tesão por você porra, que você me deixa louco sem nem fazer nada. To sim de pau duro, porque não nego que só em passar a mão no seu corpo já me deixa com vontade de te foder de todos do jeitos possíveis. Agora você também não pode dizer ser diferente de mim, porque olha seu estado, toda molhada, e mesmo depois de eu ter mandando você ir embora você veio querendo mais, que nem uma cadela no cio...

- Seu estúpido- espurrei ele com raiva de suas palavras- Por que você tá fazendo isso? Pelo seu ego? Olha, parabéns, conseguiu! Ego renovado- disse batendo palmas para ele e ele riu.

- Errada, estou fazendo isso para você vê que você está errada em tudo que você disse. Você disse tudo que você queria, mas na verdade sou eu quem você quer, o que você não quer é assumir para você mesmo que é isso. Foi gostoso ontem que você disse, né? Que é uma delícia ficar com alguém em público e que amou a jeito que ele te pegou. ÓTIMO, TÁ FAZENDO O QUE AQUI ENTÃO? ME IMPLORANDO PRA EU TE COMER, VOCÊ NÃO PRECISA DE MIM, É MUITO MAIS GOSTOSO FICAR COM OUTRO QUE POSSA DE ASSUMIR, NE? MUITO MAIS GOSTOSO FICAR COM ALGUÉM QUE NÃO SEJA SEU IRMÃO, NE? FOI O QUE VOCÊ DISSE, ENTÃO VAI EMBORA E PROCURA OUTRO JÁ QUE É ISSO MESMO QUE VOCÊ QUER. QUER FICAR LIVRE? SEJA LIVRE. COMO VOCÊ MESMO DIZ, VOCÊ NÃO ME DEVE NADA.

Eu não acreditava em tudo isso que ele tinha me dito, não estava acreditando que ele jogou tudo isso na minha cara, minha vontade era de socar ele até não aguentar mais, eu tremia de tanta raiva que estava sentindo dele, por ele ter sido tão estúpido em fazer isso comigo, jogar tudo na minha cara. Me recompus e saí do quarto dele sem dizer mais nada, não queria mais olhar em sua cara. Saí de seu quarto batendo a porta com força, que eu tenho certeza que deve ter acordado meus pais. Fui para o meu quarto e me joguei na cama socando o travesseiro mil vezes até me cansar, deitar a cabeça e dormir.

Levei um susto com um barulho infernal de alguém batendo na porta que não cessava nunca, não estava entendendo nada, até ouvir a voz do meu irmão gritando, bem arrogante, para eu acordar, revirei os olhos e olhei em volta do meu quarto a procura do meu celular, achei ele jogado na cama e desbloqueei a tela para ver a hora, a mesma marcava 6h33m da manhã. Ouvi mais gritos de Justin e gritei de volta avisando que já estava acordada. Lembrei da viagem que vamos fazer para a casa dos meus avós, mas não sabia que eles queriam ir tão cedo assim.

Muito morgada de sono, me levantei com a mínima vontade possível e fui até o banheiro, escovei meus dentes e logo me despir pra tomar um banho morno, para despertar.

Saindo do banho fui a procura de uma roupa para vestir, optei por uma calça jeans um pouco rasgada nas pernas e uma blusinha qualquer, nos pés coloquei um tênis, e já estava ótimo para uma viagem pro interior. Peguei uma mala pequena que eu tinha, guardei algumas peças de roupas, alguns produtos para higiene pessoal e meu carregador. Meu cabelo estava molhado, mas não me importei em deixa-lo solto para secar naturalmente. E não demorou muito para eu já está pronta e arrumada.

Quando eu cheguei na cozinha todo mundo ja estava lá, provavelmente me esperando, dei bom dia para todos e com bastante educação meus pais me responderam, e Justin apenas me ignorou, com a cara fechada mexendo em seu celular. Bufei silenciosamente para ele e fui até a mesa onde tinha diversos pães.

- Filha, não demora muito aí não, por quê queremos chegar cedo na casa da vovó-mamãe disse e eu concordei com a cabeça, pegando um pão integral e as coisas para preparar um sanduíche natural.

- Pois é, só estávamos esperando a princesa acordar- Justin ironizou e eu dei uma bela revirada nos olhos.

- Já podem ir para o carro, eu vou fazer o café da manhã para ir comendo na viajem para não atrasar mais, pode ser?- disse fazendo todos concordarem com a idéia

Cada um pegou sua mala e foi arrastando até a garagem da casa. Eu logo me apressei para aprontar meu sanduíche, abri a geladeira pegando um suco de laranja que tinha na mesma, coloquei tudo em uma sacolinha de viajem, peguei minha malinha e saí de casa em encontro com a minha família.

A viagem tinha sido bem tranquila, eu dormi a metade e a outra metade passei lendo um livro, enquanto meu pai dirigia, mamãe conversava com ele sobre assuntos aleatórios e Justin dormiu literalmente a viagem toda. Após uma longa estrada de chão, chegamos ao sítio dos meus avós.

Olhei em volta e estava tudo como exatamente eu lembrava, apenas umas plantas que antigamente eram bem pequenas e agora cresceram, que diferenciava o lugar. A enorme casa de vovó estava intacta, como se tivesse acabado de ser construída e tinha uns belos girassóis enfeitando a frente da casa. Me inclinei para observar o resto, e lembrei que atrás da casa tinha um celeiro e um parquinho, que agora deve está abandonando. Lembrei dos animais que vovó cria, e me animei para vê-los.

Percebi que eu estava em uns devaneios profundos quando finalmente ouvi mamãe gritando meu nome, olhei para o lado assustada e percebi que meus pais já tinham saído do carro e estavam na varanda conversando bem alto com meus avôs, e eles provavelmente estavam me chamando a bastante tempo, e eu desligada não escutei. Saí do carro rapidamente e acenei para eles.

- Filha, acorda o Justin e vem pra cá- mamãe disse empolgada

Olhei pela janela do carro e Justin estava lá, dormindo que nem um anjo, como se não houvesse o amanhã. Abri a porta do carro e acordei Justin de uma maneira bruta, eu normalmente não o acordaria assim, mas estou com tanta raiva dele que não consegui acordar de outro jeito. Ele abriu os olhos assustado o que me deu uma grande vontade de rir.

- O que foi?- ele perguntou sonolento e olhando em volta, claramente não entendendo nada.

- Chegamos, Bela adormecida- ironizei e ele e mandou um olhar raivoso, dei os ombros e fui correndo abraçar vovó.

- Meu Deus menina, como você cresceu!- vovó falava quando eu chegava lá para abraça-la

- Como que a senhora está vovó?- perguntei sorrindo simpática para ela e ela sorriu de volta 

- Estou melhor agora, com essa visita de vocês- ela dizia sorrindo largo, demostrando que realmente estava feliz com a nossa visita- E você meu filho? Venha aqui- ela falava para Justin quando viu que ele estava vindo em nossa direção. Olhei para o lado e vovô estava ali observando tudo que estava sendo falado, sorri para ele e fui abraça-lo. Vovô sorria atoa.

- Vocês dois estão muito bonitos- vovô dizia pra eu e Justin e sorrimos agradecendo o elogio- O que aconteceu com o seu cabelo Julieta?

- Ah... Eu apenas deixei eles um pouco mais escuros- disse explicando o porquê da tonalidade estar mais escuro que o normal dele.

- Ficou bonito, você é bonita de qualquer jeito minha neta- vovó disse e eu sorri.

- Obrigada, vó!

- O almoço está pronto? Estou morta de fome- mamãe disse fazendo todo mundo olhar pra ela e mudar de assunto completamente.

- Sim, deixei tudo prontinho para quando vocês chegassem- vovó disse abrindo a porta de casa para que nós entrassemos, e assim fizemos.

Depois do almoço, papai e mamãe foram ver os bichos com vovô. Lá também tinha uma hortinha que mamãe era apaixonada. Eles chamaram eu e Justin para ir junto, mas ambos não queríamos, eu tinha acabado de almoçar, única coisa que eu queria agora era descansar, e era isso que eu estava fazendo.

Me joguei no sofá da sala para um lado, e Justin se jogou para o outro, ele estava com sua famosa cara de bunda, como sempre. Até agora ele não tinha falado comigo, então eu também não vou falar com ele.

- Julieta, fiquei sabendo que você vai para a faculdade- vovó chegou lá na sala sorridente, e se sentou no sofá do meu lado. 

Meu Deus, papai e sua boca grande, tem nem um dia direito que decidir ir para a faculdade, e já esta todo mundo sabendo. Olhei para Justin e ele estava visivelmente bravo.

- Sim vovó, ficou sabendo certo- sorri, tentando não render mais assunto. Justin já me olhava querendo me matar.

- Estou muito feliz por você minha filha- vovó sorria orgulhosa e me deu um abraço

- Obrigada vovó

- Jeremy me disse que ia precisar de algum documento para a matrícula, e ele disse que não estava achando esse documento. Quer que eu procure? Talvez esteja aqui em casa- vovó disse e eu neguei com a cabeça.

- Que isso vó. É apenas o meu certificado de conclusão do ensino médio, que não estamos achando lá em casa, mas é só para a matrícula, e nem fui chamada ainda- disse rindo fraco.

- Mas é bom procurar agora minha filha. Sabe-se lá quando que vocês vão voltar aqui- vovó disse e fez força para levantar, colocando suas mãos em sua coluna. Que provavelmente doía.

- Então deixa que eu vou procurar vó, pode ficar sentada. Tá bom? Só me dizer onde que está- disse sentindo pena dela, e ela sorriu.

- Lá no meu quarto, encima da escrivaninha, tem uma latinha, pega a chave que está lá dentro e abre a primeira gaveta, la está cheio de papéis, é só procurar. Se não achar é só me chamar, só eu entendo as minhas bagunças- vovó disse e eu ri concordando com ela.

Entrei no quarto de vovó, e não demorou muito para eu achar a tal latinha que ela falou, abri a mesma e como ela tinha dito realmente tinha uma chave dentro, olhei para as pequenas gavetas que tinham na escrivaninha e apenas uma tinha chave. 

Abri a tal gaveta e percebi que vovó estava certa, aquilo está uma bagunça. Cheio de papéis e poeiras, tinha um cheiro de coisa velha guardada horrível, que estava atacando a minha alergia. Mexi nos papéis que estavam ali e encontrei de tudo, certidão de casamento de uma porrada de gente, um bando de contrato, contas pagas, tinha tanta coisa que por um momento pensei o porque de vovó guardar tudo aquilo.

No meio disso tudo achei várias pastas com nome de muita gente, achei pasta de Justin, que provavelmente tem documentos dele ali. E rolando o papéis mais pra baixo achei os meus, respirei aliviada por finalmente achar minhas coisas, tirei aquela pasta da gaveta para conseguir ver os documentos melhor. E pensei, como que cabe tanta coisa naquela gaveta tão pequena?

Joguei as coisas que estavam dentro da pasta encima da cama, para que eu conseguisse visualizar melhor. E lá dentro achei de tudo, mas uma coisa que realmente chamou minha atenção foi, um papel que estava visivelmente bem velho, que nele estava escrito "certificado de óbito", frangi minha testa confusa com aquilo, e rapidamente peguei o papel para ler.

Meu coração acerelou quando li no papel, "Julieta Rose Bieber", meu nome... Com os olhos arregalados continuei a ler aquele papel que tanto me assustava. Em "filiação" estava certinho o nome dos meus pais, "idade" 9 meses e 7 dias. "Causa da morte de origem desconhecida". 

Minhas mãos tremiam enquanto eu segurava aquele papel velho, meu coração disparado e minha cabeça não entendia o que estava acontecendo, no mesmo momento eu parei de ler aquilo e fui correndo questionar a minha avó sobre isso.

- Que merda é essa aqui?- cheguei na sala nervosa e joguei o papel em vovó fazendo ela e Justin olhar para mim assustados, pois eu nunca tinha gritado com ela.

- O que é isso Julieta?- ela pegou o papel que eu tinha jogado encima dela e forçou a vista para tentar ler.

- Pois é, eu também estou querendo saber o que é isso!- Justin me olhava curioso e assustado com a minha atitude- Se foi coisa sua Justin, saiba que não teve graça.

- O que sua maluca?- ele gritou de volta

- Meu certificado de óbito, eu estou morta por acaso?- Justin franziu a testa, olhei para vovó ela estava pálida e com os olhos arregalados

- O que é isso vó?- perguntei suplicando por uma explicação

- Minha querida, espera sua mãe chegar que ela te explica tudo, está bem?- vovó gaguejava mais do que falava. Se eu não estivesse tão nervosa, sentiria pena dela, mas estou nervosa demais para isso.

- Deixa eu ver isso- Justin se levantou e pegou o papel da mão da minha avó, que hesitou pouco mas deixou ele pegar para ler.

Eu estava confusa, nesse momento só queria uma explicação para aquilo, não sei se é uma brincadeira, mas se for, é muito de mal gosto. Mas pela cara de vovó tudo indica ser uma coisa muito séria, ela estava calada e em choque, como se a casa dela tivesse caído, e aquilo estava me deixando mais preocupada ainda

- MAS QUE PORRA É ESSA VÓ? POR QUÊ DIABOS A JULIETA É DADA COMO MORTA?- Justin gritou assustando tanto a minha avó quanto a mim.

- Eu não posso falar nada, por favor esperem os pais de vocês chegarem- ela disse e eu concordei, não queria fazer vovó passar mal, mas Justin estava tão nervoso quanto eu, e como ele é estúpido, não deixou por isso mesmo.

- Não mesmo, desembucha logo o que tá acontecendo- Justin gritava nervoso com vovó e eu só estava sentada de braços cruzados no sofá.

Ouvimos um barulho de porta abrindo e suspirei aliviada ao saber que era meus pais que tinham chegado, e vão poder explicar logo isso.

- O que está acontecendo aqui?- mamãe chegou em casa assustada com a cena, ao ver que vovó estava pálida no sofá.

- Porque eu tenho um certificado de óbito, mãe?- perguntei, ignorando a preocupação dela com vovó e ela me olhou assustada. Justin levou o papel até ela e cruzou os braços esperando respostas, assim como eu.

- Pai, pode levar a mamãe para medir a pressão, por favor- minha mãe pediu para vovô que estava que nem uma estátua na porta, assim como meu pai. 

Assim que meu avô tirou minha avó da sala para medir a pressão, mamãe começou a falar.

- Sentem, tenho uma história para contar para vocês.

Respirei fundo, e sentei no sofá rapidamente, e Justin fez o mesmo, sentando do meu lado. Minha perna não parava de sacudir, de tanto nervosismo, e Justin do meu lado deixava transparecer sua curiosidade no ar.

- Já podem falar- Justin falou impaciente.

Parecia até que era ele com seu nome em um certificado de óbito.

- A verdadeira Julieta Bieber morreu em 02 de julho de 1998- mamãe disse após uma longa respirada, como se estivesse tentando criar coragem de falar.

- Como é que é?- perguntei chocada, mamãe e papai estavam de cabeça baixa, como se estivessem sem coragem alguma de pronunciar alguma palavra.

- Que porra é essa?- Justin perguntou

- Justin... você se lembra da tia Charlotte?- mamãe perguntou com um sorriso de canto, olhei para Justin e ele olhava pensativo, como se estivesse buscando lembranças.

Eu não lembro de ter nenhuma tia chamada Charlotte.

- Sim, tenho vagas lembranças dela. O que isso tem haver? Nem lembrava mais dela, faz tempo que não penso nisso....- Justin falava confuso e eu observava o assunto.

- Então... ela não era sua tia de sangue meu filho- mamãe começou a chorar desesperadamente e eu olhei para Justin tentando entender e Justin me olhava da mesma forma.

- Mas que caralho, da para falar logo. O que aquela garota tem haver? E porque você esta chorando?- Justin como sempre, impaciente e insensível.

- Fala direito com sua mãe Justin- papai disse enquanto abraçava minha mãe que não parava de chorar- A Charlotte era uma menina de 8 anos que sua avó pegou para criar, e com apenas 8 anos a garota já era toda problemática... ela era 7 anos mais nova que sua mãe, mas as duas se amavam como se fossem irmãs de sangue...- Papai parou de falar quando minha mãe começou a chorar muito, e eu comecei a ficar muito preocupada. Olhei para o lado e vovô e vovó estavam ali parados ouvindo tudo, com um olhar triste.

- Por que eu nunca ouvi falar dela? E o que ela tem haver com isso?- levantei o papel do "meu" certificado de óbito.

Vi vovó se aproximando, e ela sentou na minha frente cuidadosamente, e começou a falar.

- Charlotte foi uma adolescente problemática, ela se envolveu com coisas pesadas, como drogas e roubos... Até que ela foi diagnosticada com depressão e bipolaridade... Com 15 anos Charlotte engravidou de um rapaz, que eu até hoje não sei quem é. Mas ela ficou com tanto medo que fez a pior coisa da vida dela, ela escondeu a gravidez de todos... Por meses ela ficou usando blusas largas, e apenas com 7 para 8 meses fomos perceber a barriga...- vovó começou a chorar junto com mamãe e eu já estava perdendo a paciência, olhei para o lado e percebi que Justin estava se segurando para não gritar com elas.

- Vai continuar a falar ou não?- perguntei, afinal, melhor eu falar do que Justin, já estava vendo que ele estava quase partindo para a ignorância. Mamãe respirou fundo e começou a falar.

- Eu engravidei na mesma época que Charlotte- mamãe sorriu- Tínhamos os mesmos meses de gestação, mas diferente dela, a minha gravidez estava sendo apoiada... Eu tinha apenas 22 anos, mas já tinha o Jeremy na minha vida, e o Justin já tinha 4 anos... A atenção da casa era somente para mim, Justin estava todo empolgado que teria uma irmãzinha- ela sorriu, provavelmente lembrando da época.

- Charlotte era dada como a garota problema da família- papai falou- Por mais que ela não fosse realmente da família, a sua avó tratava ela como uma filha de verdade, e eu como uma cunhada. Seus pais biológicos eram uns inconsequentes que, apenas explorava da garota.

- Ela era muito nova...- vovó começou a falar- Se eu pudesse voltar no tempo teria feito tudo diferente para ela...

- No dia do meu parto teve inúmeras complicações- mamãe começou a falar- Mas eu consegui, e o meu bebê nasceu... Mas com muitos problemas, e infelizmente não pode ir para casa comigo e teve que ficar na encubadora...

- Não lembro de você falado que eu fiquei na encubadora...- falei desconfiada

- Então... o meu bebê não era você- ela falava em lágrimas e meu coração acerelou

Senti Justin segurando minha mão forte, como se estivesse com medo do que estava acontecendo, e eu segurei sua mão apertando também. Ambas mãos estavam geladas

- O meu bebê morreu... sete dias depois de seu nascimento- mamãe não parava de soluçar, de tanto choro- Julieta, esse certificado de óbito que você viu, não é o seu... é o da minha verdadeira filha

Apertei mais ainda a mão de Justin quando ela disse essa frase, meu peito deu algumas pontadas e minha cabeça se recusava a acreditar naquilo que estava acontecendo. Parece que estava todo mundo zoando com a minha cara, parece que eu estou vivendo em uma novela mexicana. Que porra é essa? Olhei para Justin e ele estava boquiaberto e com os olhos cheio de lágrimas, assim como eu. Ele estava tão chocado quanto eu!

- E EU SOU FILHA DE QUEM ENTÃO? DA CHARLOTTE? POR QUÊ EU TENHO SEU SOBRENOME?- Gritei desesperada, minha voz trêmula denunciava o nervosismo que eu estava sentindo, Justin colocou seus braços em meus ombros e me abraçou forte.

- Sim... você é filha da Charlotte!- mamãe afirmou e eu me pus a chorar nos ombros de Justin, e ele me abraçava forte, parecia estar chorando também 

- Assim que o bebê da Pattie morreu, Charlotte teve sua filha. O grande erro de Charlotte foi ter escondido essa gravidez por tanto tempo... E o meu grande erro, foi não ter apoiado- vovó falava como se tivesse sido o maior arrependimento de sua vida- Eu fiquei doida quando descobri, assim como fiquei quando descobri que Pattie estava grávida de Justin, ela ficou grávida de Justin com 18 anos apenas, mas já tinha um marido bom, que assumiria o filho. Charlotte era diferente, ela não disse quem era o pai por nada... Eu não sei se ela estava com vergonha por o rapaz ser alguém que não presta, se ele não queria assumir, ou se ela simplesmente não sabia quem era. Mas ela não disse por nada, eu infelizmente a expulsei de casa, ela tinha apenas 15 anos e eu a expulsei de casa... Sabe como eu me arrependo disso?

- Não acredito que a senhora fez isso- Justin disse com raiva, eu estava com raiva também, mas estava chorando tanto que não conseguia falar nada.

- Antigamente as coisas eram diferentes, Justin... Não eram como são hoje em dia- vovô tentou justificar a atitude de vovó

- E como que Julieta tem o nosso nome? E porque vocês nunca contaram a verdade? E cadê a Charlotte?- Justin perguntava tudo que eu queria saber enquanto me abraçava de uma maneira protetora.

- Assim que o bebê de Pattie morreu, Charlotte teve o bebê dela, mas quem morreu foi ela... Como eu disse, Charlotte era cheio de problemas, e infelizmente ela faleceu no parto- papai disse e eu tirei minha cabeça do ombro de Justin para olhar para todo mundo chocada.

- Eu não aguentei ter perdido meu bebê, eu queria muito uma filha, Justin estava ansioso para uma irmãzinha, Jeremy já tinha comprado tudo... Roupinhas, brinquedos... Já tínhamos escolhido até o nome, Justin que escolheu Julieta.... Eu não sei da onde ele tirou esse nome, mas ele queria, e nós achamos bonito- mamãe disse e Justin sorriu concordando, como se ele se lembrasse disso.

- Ai você pegou o bebê de Charlotte e colocou o nome que ia ser do seu?- perguntei e mamãe disse que sim com a cabeça.

- Eu ia entrar em depressão sem a minha filha Julieta... então quando eu vi você lá no bercinho eu não me contive. Você era tão linda, e o mais impressionante era que você tinha as características de um Bieber, você era loirinha com os olhos claros, parecia com Justin. Na época eu pensei que era um sinal de Deus, que era pra eu pegar aquela criança pra mim... E assim eu fiz, te batizei com nosso nome, e te criei como uma filha de verdade. A filha que eu tinha perdido.

Minha cabeça rodava em torno de tanta confusão, meu coração estava mais do que acelerado, e meus ouvidos nesse exato momento parece que se taparam, pois eu parei de ouvir tudo que eles estavam dizendo, como se minha mente se recusava em acreditar em tudo isso. Me sentia tonta e desequilibrada, estava prestes a desmaiar ali mesmo. Eu não parava de pensar e pensar..

Como que eles conseguiram esconder isso de mim por tanto tempo? Era a pergunta que eu não parava de fazer para mim mesma. Não é possível em nenhum momento se quer eles terem pensado nessa tal de Charlotte e como ela iria se sentir com eles "roubando" sua filha. Sem contar em como que ela deve ter se sentido um lixo depois que todo mundo ter lhe virado as costas no momento em que ela mais precisava, sua própria "mãe" ter a expulsado de casa. Me pus no lugar dela só por um momento e pensei que nem eu suportaria isso,  que também iria preferir a morte do que viver em um vida sendo menosprezada por um erro de adolescente.

Despertei de meus devaneios sentindo uma mão me balançando, como se estivesse tentando fazer eu acordar, olhei em volta e estava todo mundo me olhando preocupados e chamando meu nome.

- Filha, você está bem? Me desculpa por tudo- mamãe se ajoelhou no meu lado pondo suas mãos em mim em um gesto de pedido de desculpas, olhei para todos indiferentes e levantei de onde eu estava sentada, minha cabeça rodou um pouco me fazendo sentir uma forte dor.

- July, você está bem? Você estava pálida...- Justin se levantou preocupado comigo, colocou sua mão em minha testa para "sentir" a minha temperatura e eu tirei sua mão de mim me afastando de todo mundo, ignorando até "minha mae". Dei um riso debochado, sequei  lágrimas e falei.

- Claro que estou bem, estou otima! É claro que estou... até por quê é assim que você de sente depois que você descobre que sua família mentiu pra você por 19 anos. Depois que você descobre que você é um bastardo. Porra, acho nunca me senti melhor em toda minha vida. Apenas descobri que minha mãe não é minha mãe, meu pai não é meu pai, meu irmão não é meu irmão e que minha mãe biológica morreu sem nem ao menos eu conhecer. Olha... Estou muito bem- disse isso tudo com um enorme tom de ironia, todos estavam de cabeça baixa, menos Justin, que estava me olhando piedoso como se entendesse minha situação.

- Julieta, eu sei que está chateada, eu nem sei como reagiria na sua situação, mas entenda que sua mãe não estava com o emocional forte o suficiente para fazer ela mesma acreditar que você não era filha dela. Ela se recusa a aceitar isso, até hoje é difícil entrar nesse assunto com ela...- Jeremy disse e olhou para Pattie que estava sentada no chão como se para ela aquilo tudo tivesse sido um baque e eu ri mais ainda, eu estava rindo de nervoso, mas estava soando tão debochada que parecia até Justin.

- Foda-se, isso não justifica porra nenhuma.

Todos me olhavam assustados, pois eu nunca tinha reagido assim, vovó e vovô pareciam estar passando mal, talvez fosse a pressão, com toda essa situação eu me admirei os velhos não ter tido um infarto. Dei as costas para todos que estava lá, não queria mais olhar pra cara de ninguém, e sai correndo para fora de casa. Eu só queria sair daquele local, não queria mais ouvir nada, cada coisa que eles falam me da mais raiva ainda, e eu preciso aliviar essa raiva para poder ter uma conversa descente com eles, pois agora com o sangue quente ninguém vai chegar em lugar nenhum.

Eu corria como se não fosse parar nunca, nem eu sabia para onde eu estava indo, nem eu sabia o que eu estava fazendo. A fazenda era gigante, parecia nunca ter fim, enquanto eu corria eu sentia cheiro das rosas que estavam plantadas nas terras, as gramas eram lindamente verdes e o pasto cheio de animais e pássaros.

Senti minhas pernas enfraquecendo, foi quanto eu finalmente parei de correr e me joguei na grama macia que tinha ali, quando eu sentei e meu corpo foi tomando calmaria eu percebi o quanto suada eu estava, olhei em volta e percebi que ali tinha três cavalos atrás de mim, sorri e me levantei para fazer carinho em cada um deles.

Justin Bieber

- Vocês mentiram todo esse tempo para ela, queriam o que? Que ela desculpasse vocês na mesma hora, abraçasse e dissesse o quanto  quanto os ama? Pelo amor de Deus né, a mãe biológica dela morreu por culpa de vocês, por terem sido tão estúpidos ao ponto de expulsar uma ADOLESCENTE com problemas de casa. Em vez de ajuda-la com aquela situação. Vocês acham que uma menina de 15 anos sabe onde está se metendo? Se eu que tenho 24 já não sei. Se eu fosse crucificado por cada merda que eu faço, coitado de mim- disse e todo abaixaram a cabeça como se estivessem envergonhados, e deveriam estar mesmo.

- Justin, tudo bem, todo mundo aqui exagerou no jeito que tratou a menina, não tem como justificar isso... Mas você meu filho, é uma situação diferente de Charlotte, ela era envolvida com drogas e com gente pesada filho, a década de 90 era diferente de agora, você tem que entender. E a Julieta não é assim, eu não aceito ela ter sido tão ignorante- mamãe dizia calmamente tentando me tranquilizar.

- Primeiro, quem disse que eu não uso drogas?- disse fazendo todos arregalar os olhos- E segundo, ela agiu de uma maneira doce ainda, sorte de vocês que não foi eu, aí sim vocês iam ver a ignorância- eu percebi que todos estavam chocados e surpresos com as minhas palavras e reação, mas apenas ignorei e saí de casa batendo a porta. Eu queria achar a Julieta, não ia deixar ela sozinha no momento desses.

Eu andava e gritava o nome dela para ver se ela me respondia, mas não havia nada ali além do canto dos pássaros, da minha voz e do silêncio. Eu ja tinha ido na casa do celeiro, achando que ela estava la, mas apenas encontrei o mesmo vazio. Após uma longa caminhada, eu já estava exausto e me perguntando para onde essa menina tinha ido, se aqui não fosse no meio do nada acharia que ela tivesse ido embora, mas não é possível ela ter saído daqui. Enfim, encontrei a menina baixinha do lado de um lindo cavalo branco, ela parecia estar conversando com ele, como se ele entendesse ela, percebi que ela nem tinha notado a minha presença, então eu chamei seu nome.

- Julieta- chamei e só assim ela me olhou, eu parei ali na frente apoiando minhas mãos no joelho e respirando ofegante, cansado da caminhada.

- Vai embora- ela disse rapidamente e me ignorou voltando a olhar para o cavalo e fez carinho nele.

- Julieta, eu sei que você esta com raiva, eu também estaria no seu lugar, mas não é comigo que você tem que ficar chateada, afinal, estou tão surpreso quanto você.

- Jura Justin? E vai dizer que você nem desconfiava? Como que você não viu que a filha da sua mãe tinha morrido?- ela perguntou indignada

- Sério que você está me acusando? Porra, eu tinha 4 anos, como que eu ia saber que o bebê que minha mãe levou para casa não era minha irmã de verdade?

- Justin, eu não quero assunto- ela disse voltando a me ignorar e eu bufei, minha paciência tem limite, e muito pouco, por sinal.

- Porra Julieta, vai tomar no cu. Presta atenção que eu não sou Jeremy e nem Pattie não caralho. Eu vim aqui na boa vontade, andei tudo isso porque estava preocupado com você, vim para conversar, pensando o que você poderia estar passando sozinha e você vai lá e me trata assim? Vai pra puta que pariu que eu não tenho essa paciência não, se eu to falando que eu não sabia é porque eu não sabia caralho, eu era uma criança. E se por acaso eu soubesse eu nunca que iria esconder isso de você, ainda mais por tudo que a gente passa, a gente se pega a um tempão, e se eu soubesse que você não era a minha irmã eu com certeza iria te contar, só para não ficar nessa porra dessa frescura que você fica de "ai, não posso ficar com você porque você é meu irmão". Passei esse tempo todo me sentindo culpado por sentir tesão pela minha irmã, que na verdade não é, acha mesmo que se eu soubesse eu passaria por isso?- cuspi as palavras encima dela- Quer que eu vá embora? Eu vou, mas vai tomar no cu- disse virando as costas para ir embora sabendo que não iria adiantar nada continuar ali, mas logo sinto um abraço ser depositado pelas minhas costas e eu sorri percebendo ser ela.

- Me desculpa, eu estava brava e acabei depositando em você, eu vi o quanto você ficou chocado lá... Eu sei que você não tem culpa- ela disse e eu me virei para olha-la.

- Tudo bem. Vem, vamos sair daqui que já está escurecendo...- disse e ela me segurou forte impedindo meus passos.

- Não Justin, não quero voltar pra lá- ela disse e eu concordei.

- Não vamos voltar para lá, vamos para  a casa do celeiro conversar, tá bom?- disse e ela enfim sorriu.


Notas Finais


Ai, o que acharam desse enorme capítulo que preparei para vocês? Espero muito que não tenham achado cansativo demais, mas como eu demoro muito para atualizar, acho justo postar um capítulo de respeito. E o que acharam da revelação? Estou ansiosa para postar o resto.
Beijos no coração de vocês.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...