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História Brotheragem - Capítulo 2


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Notas do Autor


galera usem álcool em gel okay, lavem as mãos também, fiquem em casa, nada de rolê com os amiguinhos...e se acharem álcool em gel me dêem um pouco pfvrkkkkkkkkkk acabou aqui em casa e eu tô ó: desesperada.

boa leitura bros :D

Capítulo 2 - Dois.


Dia desses Bakugou zoou meus sentimentos no meio da resenha na casa da Mina. Na hora não doeu tanto, porque eu costumo zoar ele de volta sempre que esse explosivo ambulante faz esse tipo de coisa comigo. Mas já se passou uma semana desde que ele fez isso, e agora parece que eu vou explodir se não falar para o Bakugou que sim, essa zoação doeu pra porra.

Só a Mina percebeu como eu fiquei mal depois que o Bakugou falou o que falou, e honestamente eu nem me lembro ao certo o que ele disse. Estava bêbado demais pra lembrar tintim por tintim tudo o que esse puto disse naquela noite. A resenha começou bem, terminou horrível. Ele arruinou minha noite com essa sua boca, que às vezes parece não servir pra nada além de falar merda.

Que droga, por que caralhos ele não podia só beber e me beijar? Tinha mesmo que estragar tudo?

“Parabéns, seu filho da puta. Espero que se engasgue com essa cerveja e morra”, foi isso que eu disse depois de nós brigarmos na frente de todos que estavam na casa da Mina, uma semana atrás.

E ele gritou pra eu morrer, bem típico dele.

Eu sei que uma hora nós iremos nos encontrar, só espero sobreviver (mais uma vez) a ira de Bakugou Katsuki. Agora eu queria mesmo estar morto, pra não ter que encarar aquela cara feia dele.

Ao invés disso, eu morri no lolzinho, de novo. Midoriya que me perdoe por essa minha lerdeza hoje. Geralmente jogar com ele é divertido, mas eu me encontro deprimido e puto demais pra ligar pro choramingo que o verdinho dá cada vez que eu morro.


@mina
KIRISHIMAAAAA
trabalho em grupo hoje na casa do kaminari seu animal
esqueceu né? tá jogando lol com o midoriya de novo e esqueceu que tem responsabilidades?
foi mals, tô indo praí agr
@mina
vem logo que o bakugou tá pra explodir a casa do kaminari de tanta raiva desse teu atraso
e cadê a novidade? ele sempre tá puto comigo, vê defeito em tudo que eu faço


Suspirei alto quando mandei essa mensagem, acho que no final das contas, eu sou bem mais melancólico e rancoroso do que achei que era. Sabe o que é isso? É a porra da convivência com esse babaca loiro explosivo do caralho! Até palavrão eu falo mais agora, eu joguei anos e anos de escola bíblica dominical no lixo depois de conhecer o Bakugou.

Ah, deus, eu era um menino tão bom...

Esse corno conseguiu me corromper.

— Midoriya, eu vou precisar largar a partida, boa sorte aí, deus te abençoe! — Falei e, mesmo que ele não pudesse me ver (estávamos em uma call no discord), acenei para me despedir.

EI, VOLTA AQUI! KIRISHIMA EIJIRO!

Nem fodendo que eu arrisco a deixar o Bakugou mais puto que ele já está. Com o midoriya eu me resolvo depois, agora eu preciso ir lá enfrentar a fera. Fera não combina muito com Bakugou, pra mim ele sempre vai ser um gatinho. Mesmo quando eu quero enfiar um tênis no meio da cara dele, eu ainda consigo achá-lo incrivelmente adorável.

Então isso é ser boiolinha por alguém?

Credo, como que para isso?

— Porra, olha as coisas que eu acabo pensando por culpa desse branquelo irritadinho. — Murmurei, me levantei da cadeira e troquei de roupa. Saí do meu quarto, descendo as escadas, logo cheguei na sala. — Ei, Tamaki, 'tô indo pra casa do Kaminari.

Tamaki, como sempre, estava maratonando alguns filmes do Studio Ghibli. Ele é um grande fã e mais da metade das coisas dele são relacionadas aos filmes da Ghibli. Ele não deixa nem mesmo o nosso pai limpar o quarto dele, tamanho é a proteção que ele tem com seus pertences.

— Vai voltar para casa ou vai dormir por lá mesmo? — Perguntou, sem me olhar. — Se for voltar pra casa, traz umas pizzas, por favor. Papai disse que não vai poder voltar cedo hoje.

— Você não pode cozinhar não?

Ele reagiu como se ou esse escutado o maior dos absurdos que uma pessoa poderia dizer. Me encarou e apontou para a Netflix ligada, passando Totoro pela milionésima vez.

— Eijiro, eu estou fazendo maratona de Ghibli.

Meu filho e o que eu tenho a ver com isso?

— Além do mais, hoje é o seu dia de fazer o jantar. O papai vai chegar em casa com fome, você sabe disso.

— Sei. Para de usar o papai pra justificar a sua preguiça, eu tenho cozinhado até nos dias que você deveria cozinhar. — Revirei os olhos, pegando minhas chaves em cima da mesa e indo em direção a porta.

Antes que eu fosse embora, novamente ouvi a voz de Tamaki falando comigo. Às vezes eu não sei que critério o papai usou na hora que escolheu adotar o Tamaki e eu. Apesar de amar meu irmão mais velho incondicionalmente, às vezes ele é apenas um crianção. Manhoso e preguiçoso.

— Uma calabresa e outra mista!

Sinceramente, só o Mirio mesmo pra mimar o Tamaki e não cansar disso. Deve ser porque são namorados, sei lá. Geralmente as pessoas gostam de mimar quem amam. Ah...será que o Bakugou gosta de ser mimado? Vou comprar uma pizza pra ele também. E isso não é estranho, primeiro porque ele come mais que um panda faminto e uma pizza é fichinha pra ele comer sozinho.

E segundo, isso é apenas em prol da ciência. Uma pesquisa para saber se as pessoas gostam ou não de serem mimadas.

Em prol da ciência, sim, apenas isso.

— Eu vou comprar essas pizzas, mas só porque também quero comer pizza hoje! — Gritei de volta.

— 'Tá, até mais tarde!


[ ... ]


— Já não era sem tempo, Kirishima! — Mina resmungou assim que eu cheguei na sala da casa.

Cheguei na casa do Kaminari, com uma pizza de calabresa para o gatinho explosivo. Mina, Sero, Kaminari, e obviamente, Bakugou, estão todos aqui. Eu pensei que eles estariam fazendo o trabalho, mas não, eles estão esparramados no chão da sala do Denki. Fazendo o quê? Jogando baralho. Por que diabos a Mina manda uma mensagem pedindo para que eu me apresse, sendo que eles só estão jogando?

Às vezes eu não consigo entender como a cabeça dos meus amigos funciona. Nem ferrando que eles querem que eu jogue também, eu sou horrível nesse tipo de coisa e sempre acabo enchendo o saco, perguntando de segundo em segundo se alguma jogada é válida. Mas é que eu não sei jogar, caralho!

E perguntar não ofende, ora essa.

— Olha, pelo menos ele trouxe pizza! Valeu, cara. — Denki sorriu e se aproximou para pegar a caixa, mas eu dei um tapa em sua mão e ele se afastou novamente. — Ei, isso doeu!

— Essa pizza não é pra vocês, galera. — Respondi, afastando o Kaminari com minha mão livre. — Denki, dá pra você se manter longe?

— Ei, Kirishima, nós também estamos com fome... — Sero choramingou, mas segurou o Kaminari e o manteve longe da caixa, contra a vontade do loiro de mecha preta. — E a escola bíblica dominical, ein?

— Me ensinaram a repartir o pão e não a pizza. — Dei de ombros, eu já estava corrompido mesmo. — Essa pizza é para o Bakugou.

O gatinho, que até então nem havia olhado a minha cara, virou o rosto para me ver. Com as sobrancelhas franzidas, os olhos semicerrados, os braços cruzados à altura do peito, Bakugou me encarava de forma desconfiada. E, caralho, ele também fica lindo quando assume essa postura de desconfiança. Eu sou mesmo muito gado desse gatinho marrento ou ele é bonito assim mesmo?

— Pra que?

Ele é burro ou se faz de burro de propósito?

— Pra você comer, não é óbvio, gatinho?

Bakugou relaxou um pouco depois de ouvir o apelido carinhoso. Ele pode fingir, não tem problema, eu sei que na verdade ele gosta quando eu o chamo assim, tão afetuosamente. Ele é um maldito tsundere lindo demais para que o meu coração boiola consiga lidar sem enlouquecer.

— Hm. — Murmurou, encarou para o espaço vazio ao seu lado e depois voltou a olhar para mim. — Você comprou. Vai comer também.

Sorri com isso.

Ele é chato ao ponto de não querer pedir diretamente para que eu coma com ele. Mas não é como eu já não estivesse acostumado com esse seu jeitinho complicado. Então, apenas fui até ele e me sentei ao seu lado. Deixando a caixa entre nós dois, mantive uma distância segura estabelecida entre Bakugou e eu. Ele é Bakugou Katsuki, e eu nunca sei quando ele vai ou não me quebrar na porrada.

— Não é justo! Eu também quero comer! — Mina emburrou, jogando um travesseiro no meu rosto. — Se atrasa e ainda traz uma pizza só para o Bakugou? Você é horrível, Kirishima!

— Você devia compensar a gente por esse atraso, e não só o Bakugou! Que merda é essa? Amizade seletiva? — Kaminari se juntou à rosada para reclamar, e eu já me arrependo de não ter tido a ideia de trazer duas pizzas. — Sero, fala algo pra deixar ele mal também!

— Tenham dó, peguem leve com o coitado. — Sero parecia ser o único que não estava chateado comigo. — Nós podemos pagar uma pizza entre nós, não?

Eu deixei de prestar atenção nos três quando Bakugou tirou a caixa da pizza do chão e ocupou o lugar em que ela estava. Próximo de mim, ele me olhou sem expressar nenhuma emoção, e eu já não sei mais se ele ainda está bravo ou se fingindo que está puto pela nossa briga da semana passada. A parte trouxa que existe dentro de mim gosta de acreditar que ele está apenas fingindo que está irritado comigo.

Eu quero que voltemos a ser como éramos. Ele puto, eu irritando ele, como sempre foi.

— Você está bravo comigo? — Para a minha completa surpresa, a pergunta partiu dele e não de mim. O encarei, piscando algumas vezes, eu estou tão incrédulo que Bakugou perguntou mesmo isso. — Responde a merda da pergunta, idiota.

Agora sim parece ele falando.

— Uh...acho que não. — Respondi incerto, não quebrando o contato visual. — Não acho que você mentiu sobre as coisas que disse. Só...doeu.

— Doeu?

Assenti lentamente, lembrando de cenas daquela resenha na casa da Ashido.

— Pra caralho.


— Ei, ei, Bakugou! Você acha que o Kirishima seria um bom namorado?! — Mina perguntou, já estava tão bêbada que não tinha filtros para o que falava. E eu também estava, mas queria ouvir a resposta do gatinho.
Eu devia saber que ele ia me zoar. Ele sempre faz isso.
— Nem fodendo! Quem iria querer namorar esse porra? Enche o saco pra jogar Lol, não sabe ficar sossegado com uma roupa, vocês já viram como ele é exibido? Fica se exibindo, caralho, a gente já sabe que ele é malhado, não precisa esfregar na nossa cara! — Todo mundo riu do que ele falou. Mas eu estava mesmo era querendo quebrar ele no soco. — Mas, pra namorar o Kirishima, precisa da minha permissão antes!
— O que você é? Mãe dele? — Kaminari perguntou, falava com dificuldade, por estar bêbado.
Bakugou sorriu para mim.
Eu quis beijá-lo ali mesmo.
— Não, mas eu jamais deixaria algum filho da puta quebrar o coração do Kirishima.


 O mais engraçado é que ele é o filho da puta que vive quebrando a droga do meu coração. Ele devia se clonar e obrigar que seu clone lhe desse uma surra bem dada. Tudo o que ele disse, nada é mentira.  Eu sou mesmo um pé no saco quando quero jogar Lol com alguém, não gosto de andar vestido dentro de casa, e sou meio narcisista 

Convenhamos, eu sou gostoso pra caralho.

Eu sei que são coisas bestas.

E é esse é o problema de estar apaixonado: qualquer porcaria é o suficiente pra fazer teu coração doer como se um parente seu tivesse morrido.

— Você também tem alguns pontos bons.

Se eu tenho, por que caralhos você não disse nenhum naquela noite? Ia cair a boca por acaso?

— Tipo? — Questionei, começamos a comer a pizza.

— Tipo se importar comigo e me trazer uma pizza, mesmo depois de eu ter magoado você. — Do jeito que ele respondeu, parecia que ele preferia morrer a me fazer um elogio.

— Isso era pra uma pesquisa, não vale.

— Sendo pesquisa ou não, você trouxe. — Respondeu, dando de ombros. — Isso é, hm...um dos pontos bons.

— Trouxisse?

— Que porra, quer parar de distorcer tudo o que eu falo, filho da puta? — Bufou irritado, enfiando uma pizza na minha boca em um momento de raiva. — O que você quer de mim, inferno? Que eu te elogie?!

— Quero! — Respondi óbvio, engolindo a pizza com certa dificuldade. — Não custa nada! Eu vivo te elogiando, tipo, chamando você de gatinho, docinho, belezinha, e mais uma caralhada de apelido fofo!

Bakugou espalmou a mão contra o rosto, soltando um som que mais pareceu um rosnado de fúria. Eu devo mesmo estar pedindo mais do que ele é capaz de me dar. Nem sei se um dia ele já foi elogiou alguém. O gatinho não é tão bom nisso.

— Uh, certo, eu vou fazer isso só uma vez.

Assenti, ansiando por isso.

— Gosto de como você é generoso. — Falou, em um misto de carranca e timidez que só ele sabia fazer. — Eu não consigo ser bom do jeito que você é com todo mundo...admiro esse seu bom coração.

Eu estou, honestamente, surpreso pra porra. Não sei nem o que falar depois desse elogio, que foi mais longo do que eu imaginava que seria. Assenti novamente, permanecendo em silêncio. E estava tudo bem, permanecermos assim. Eu já não estava mais irritado, e agora sei que ele também não. De repente, Mina e Denki nos chamaram e Bakugou e eu viramos para olhar os três.

— Ei, ei, se beijem logo. — Mina falou, com um tom malicioso. — Nós já sabemos que o filho da puta que quebrou o coração do Kirishima é você, Bakugou. Nada mais justo que beijar ele pra recompensar!

— Filho da puta o caralho, me respeita!

— Falou da mãe, eu não deixava! — Denki exclamou, mais uma vez se juntando a Mina para perturbar o juízo dos outros.

— Ei, gatinho, eu quero ser beijado... — Fiz manha, segurando a ponta dos dedos do loiro.

Pude jurar ver uma veia saltar de sua testa.

— Pessoal, as pizzas chegaram! — Sero apareceu na porta da sala, meneando a cabeça em um pedido mudo para que Mina e Denki fossem lhe ajudar a pegar as caixas.

— Não se beijem sem nós estarmos aqui! — Mina e Kaminari pediram, logo nos deixando sozinhos.

Deitei minha cabeça no ombro do gatinho, e para mais uma surpresa do dia, ele não rejeitou meu gesto de carinho. Eu estava tendo várias experiências inesperadas hoje, vai ver era meu dia de sorte. Amanhã, ou mais tarde, ele voltaria a ser o mesmo gatinho irritado de sempre. Por hora eu poderia aproveitar essa maré de simpatia dele.

— Sobre o que a Mina disse...

— Esquece. Eu não vou te beijar.

Nunca mais eu pago uma pizza pra ele.


Notas Finais


bakugo squad maior e melhor


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