História Brotheragem (Romance gay, Yaoi) - Capítulo 52


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Boys Love, Bromance, Brotheragem, Comedia, Erótico, Homossexualismo, Lemon, Romance, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 8.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 52 - A Noite é uma Criança, nem Tão Serena Assim!


O final do dia vai se aproximando e após o jantar Clara vai embora, pois amanhã tem que acordar cedo para escolher sua roupa junto com o resto dos jovens e principalmente Olliver, ambos tem que combinar vestimenta e a garota está animada com ideia dada por Mariana. Amanhã é a última prova do vestido de noiva e Mariana convidou todos os jovens para irem com ela, assim eles aproveitam e escolhem seus trajes a rigor.


Apesar de Thalles estar animado com o passeio, não gosta da ideia de Clara ser o par do seu namorado e ver que a mesma foi convidada a participar do passeio de amanhã. Confia em Olliver e está calmo, porém enquanto essa garota permanecer ao lado de seu namorado não vai tirar os olhos deles.


Após a menina sair pela porta da sala, Ollavo e Erico são os próximos a irem embora, pegam suas malas e entram no taxi. O major já escolhera o hotel que iram se hospedar pela internet, juntamente com Daniel, pois o mesmo queria ter certeza aonde os dois vão ficar. A ideia dada por Ollavo ainda martela na cabeça de todos os jovens e principalmente na de Erico que se sente apreensivo, pela primeira vez na vida ele irá ficar a sós com o militar, não sabe se isso é um sonho ou brincadeira do destino.


Todos os jovens vão para seus respectivos quartos e começam a se aprontar para dormir. Alice e Tati no primeiro quarto do corredor ao lado esquerdo. O cômodo é pequeno, mas bem organizado com uma cama de solteiro media e tem uma suíte para ambas tomarem banho. Na primeira porta ao lado direto do corredor é o quarto de Davi, que antes pertencia a Olliver quando morava ali. O cômodo é grande e bem arejado, não a suíte, porém o banheiro fica no cômodo ao lado. A cama de solteiro encosta na parede vai ser ocupada por Davi e seu noivo, o colchão de casal inflável no chão será para Olliver e Thalles. No último quarto do corredor ao lado esquerdo é o quarto do casal de noivos donos da casa.


____________

Olliver toma banho com a ajuda de seu namorado que durante o processo não aceitou nenhuma de suas provocações, pois o mesmo não quer manter contato desse tipo enquanto estiverem hospedados na casa de Daniel. O maior fica frustrado, mas o coração de Thalles não amolece, os dois têm um acordo, enquanto essa viagem durar os dois não vão fazer nada suspeito, um trato que Olliver sabe que não vai conseguir cumprir, não por muito tempo.


No cômodo ao lado, Davi está deitado na sua cama ao lado de seu noivo, a cama é de solteiro, mas acomoda os dois perfeitamente. Rodrigo está virado para a parede tentando relaxar e dormir, enquanto Davi olha para o teto tentando achar uma maneira de diminuir seu desejo carnal e necessidade física. Desde manhã o mais novo está provocando seu noivo, porém o mais velho não o corresponde, o evita e o adverte toda vez que tenta algo mais ousado.


Davi está irritado, pois ele passou meses esperando seu noivo voltar para agora não poder sequer toca-lo apropriadamente. O menor bufa alto uma, duas, três, quatro vezes até Rodrigo se dar por vencido e o responder.


— Será que dá pra parar. – Rodrigo pede sendo firme em seu tom de voz, ele também está tentando ficar calmo com essa situação, pois ele sabe que se apenas virar para olhar seu noivo não vai se segurar.


— Você é insensível, como pode me fazer esperar três meses e ainda ficar de c* doce! – Davi fala bravo, está ciente que Olliver e Thalles podem entrar a qualquer momento pela porta do quarto, os dois não podem tentar algo, mas ele pelo menos queria algum contado mais afetivo.


Na verdade, Davi realmente não contava com essa quantidade de visitas, ele achou que ficaria sozinho com seu noivo e que poderia aproveitar a noite com ele. Porém seu futuro meio irmão e namorado vão dormir junto com eles, o que estraga qualquer chance de ter as mãos de seu amado pelo seu corpo. Ele se arrepia só de pensar, eles estão muito perto um do outro, parece até injusto não poderem fazer nada.


— Não estou fazendo c* doce, estou sendo o mais prudente e sábio aqui. Você sabe muito bem que sua mãe proibiu a gente de fazer isso aqui. – Rodrigo fala ainda com o rosto virado para a parede, se lembrando de quando Daniel pegou eles dois juntos no flagra transando nessa mesma cama, depois do incidente infeliz a regra de não “dormirem” juntos fora criada. – E o Olliver e o Thalles vão dormir aqui, então segura esse fogo até o casamento passar e gente poder ir para um lugar mais reservado.


— Você quer que eu espere mais quatro dias!? – ele fala auto dando um susto em Rodrigo, mas mesmo assim seu noivo não se vira e muito menos o responde.


Davi se sente atingido por esse silêncio, ele quer pelo menos dormir de conchinha com seu amado. Rodrigo sabe que seu namorado não vai ficar quieto e que se Olliver e Thalles não entrarem logo por aquela porta Davi vai o atacar. Ele fecha os olhos e pede a Deus para que a pessoa ao seu lado não tente nada, porém...


— Rô. – ele chama baixo seu noivo pelo apelido usando um tom melancólico fingido, enquanto pressiona seu corpo contra o do Rodrigo que acorda em um sobressalto ao sentir a colcha de Davi roçando nas suas. – Vamos lá, só um beijinho de boa noite.


Rodrigo sabe que se virar não vai ser só um beijinho, Davi é louco e sabe disso, é isso que mais ama nele, mas às vezes isso se torna incômodo em situações parecidas com essas. Ele junta forças e resolve o ignorar novamente, o que acaba atiçando mais o menor.


— Rô, eu paro de ti incomodar se você me der um beijinho de boa noite. – Davi coloca sua boca ao lado do ouvido de seu noivo e no final da fala lhe dá um beijo abaixo da orelha.


Rodrigo se arrepia e se encolhe tentando não cair nessa conversa furada. Davi está com o tom de voz sedutor e meloso, justamente o que ele usa para momentos sexuais, o maior não pode evitar de lembrar das noites quentes. Ele sabe que o menor não vai parar.


— Rô, eu prometo que vou esperar o tempo que for se você me der pelo menos um beijinho. – ele fala isso colocando sua mão devagar na colcha de seu noivo que logo segura sua mão com força e se vira na cama.


Davi olha para esses olhos desconfiados e rosto bravo, sente vontade de rir por seu noivo sempre cair em suas armadilhas, mas ele não vai ataca-lo, fica parado esperando seu noivo fazer o que lhe fora proposto e enfim sente os lábios dele sobre os seus. Não foi um selinho, pois Rodrigo não conseguiria se contentar com apenas isso se o fizesse desde o princípio, foi para evitar isso que ficou de cara virada para a parede.


Agora os dois estão provando o ato mais intenso que o comum, ambos sabem que isso está errado. Rodrigo não poderia se segurar por muito tempo sem tocar esses lábios, esse jeito do seu noivo de “querer é poder” fazendo as coisas acontecerem da sua maneira, o deixa maluco e para o beijo subitamente lembrando que isso não pode ir longe demais.


Davi o olha frustrado, não se satisfez apenas com esse beijo. Então antes do seu amado se virar novamente para a parede, colocasse rapidamente em cima dele e começa a roçar suas virilhas.


— Davi! – Rodrigo chama o nome de seu amado aborrecido tentando com seus braços empurrar o mesmo de cima dele, porém o menor foi mais rápido e segurou seus pulsos, um em cada mão, os prendendo na cama e o beijando logo em seguida.


Rodrigo se rende, enquanto é beijado apaixonadamente, os dois são insanos de tentar levar isso adiante. O maior pode muito bem lutar contra, tem força e habilidade para vencer o menor, porém ele gosta quando o mesmo age como dominante. Se sente incapaz de usar força contra ele, pois esse momento esta muito bom, porém logo escutam a porta abrir e são obrigados a se separarem rapidamente.


Olliver e Thalles entram achando estranho os dois estarem dormindo com a luz acesa, porém acham que o sono dos dois é puro fingimento, está óbvio que estavam fazendo algo antes deles entrarem. Os dois os ignoram, apagam a luz do quarto e logo se deitam no colchão, o ambiente está em plena escuridão e silêncio.


Davi abre os olhos no escuro e percebe que vai ser impossível dormir. Mas o que ele pode fazer? Foi ele mesmo que se próprio atiçou provocando seu noivo. Mas quem permanece irritado é Rodrigo que antes estava calmo e quase caindo no sono, porém graças ao seu noivo vai ser difícil fechar os olhos, pois a primeira coisa que lhe vem a mente é a vontade louca de bater e ao mesmo tempo fud** a pessoa ao lado.


______________

Alice está deitada debaixo das cobertas esperando Tati terminar seu banho que está sendo realmente demorado. Ela respira fundo e fecha os olhos, sabe que não deveria estar ansiosa, é só sua amiga e vão dormir juntas como sempre, porém hoje sente que as coisas estão diferentes. De alguma forma, não sabe como, Tati está deixando haver um contato mais afetivo entre as duas e não consegue evitar de sentir as borboletas no estômago.


“Será que dá para ficarem quietinhas?!” – ela implora para as borboletas pararem de a torturar, na sua infantilidade imagina que só vão parar quando ela finalmente confessar para seu primeiro amor o que vem pensando a semanas. – “Se aquela viada não toma iniciativa eu vou tomar, vou pedir ela namoro!”


Alice pode pensar nisso sendo otimista e firme, mas não está totalmente segura em fazer isso, por motivos que ela já até enumerou e recontou várias vezes.


1 Não sabe como pedir

2 Não tem certeza se vai ser aceito

3 Se não aceito, provavelmente vai chorar feito uma criança escandalosa.

4 Se aceito, não sabe o que fazer após o “sim”

E...

5 O QUE VEM DEPOIS DO “SIM”?!?!?!


Conta até três e respira fundo, pensa nas possibilidades das coisas que podem acontecer, ela não é uma criança, está ciente do que pode ser decorrente e têm coragem o suficiente para colocar sua amiga na parede. Mas também tem o fato de que ambas são novas demais, pode acabar não dando certo o relacionamento e ambas pararem de ser amigas, o que seria muito triste para Alice, pois ela ama esse amizade. E mas, seu pai não aceitaria isso facilmente e ela também se sente estranha em ter que esconder isso dele, como a maioria das coisas que pensa que são controversas aos pensamentos e convicções do seu pai. E ela não é responsável e nem madura o suficiente para o enfrentar.


Por causa de todos esses fatores a tão corajosa e louca Alice está sentindo pela primeira vez medo do que pode vir a acontecer e isso a deixa maluca. Chega a pensar que esse relacionamento seria apenas um capricho dela que pode muito bem esperar mais, mas o problema é que ela não quer. Não tem dúvidas que quer Tati, mesmo não conhecendo sua própria sexualidade, na verdade ela nem liga para isso, ela só quer poder beijar seu primeiro amor quando bem entender e não deixar ninguém rouba-la dela, se é que isso seria possível, pois ela nunca deixaria de qualquer forma. Ela fica cada vez mais apreensiva, quando se trata da pessoa “chata” e a “do contra”, mas conhecida como Tati, sempre a faz ter uma confusão mental e sentimental.


Fecha os olhos e se acalma, mas seu coração dispara quando ouve a porta da suíte abrir e escuta os passos de sua amiga.


— Ué, já tá dormindo?! – Tati pergunta achando estranho ver a mais nova de olhos fechados, pois sempre que as duas vão dormir juntas a Alice sempre faz um flashback de todas as coisas que achou mais interessante no seu dia e justamente hoje acha que vai ter que enfrentar até às três da madrugada todos os relatos de sua companheira.


— Não. – Alice fala abrindo os olhos e vendo Tati vestida com o moletom de unicórnio que ela a deu de presente de aniversário. – Ué, achei que você não tinha gostado do moletom?!


Alice faz a observação se sentando na cama em um sobressalto e olhando sua amiga com uma expressão confusa se lembrando que pagou caro no presente para depois ter escutado que ela não gostava de unicórnios.


— Comecei a gostar. – fala sendo sincera e se sentando na cama ao lado de Alice.


A cama é pequena, mas as duas já estão acostumadas com pouco espaço, mas essa aproximação está matando Alice que precisa urgentemente de um motivo para esquecer toda essa apreensão.


— Você nem gosta de unicórnio. – ela fala irritada e desconfiada com a resposta de Tati.


— Você vai achar engraçado, mas eu não gosto de coisas que são muitos surreais, gosto de acreditar em coisas que existem e são comprovadas. Unicórnio era uma delas como suas ideias malucas também eram uma na lista. Mas depois que vi que uma das suas ideias malucas finalmente deu certo mesmo sendo surreal, seria hipocrisia minha dizer que unicórnios não existem e não gostar deles. – Tati fala isso sorridente pensando alto, lembrando de quando começou a “acreditar” que unicórnios existem, ela olha para sua amiga e a vê a olhando estranho. – Mas o presente foi seu de qualquer forma e qualquer coisa que venha de você é impossível eu não aceitar.


— Sério?! – Alice pergunta surpresa olhando fixo para sua amiga, quer ter certeza se ouviu direito. – Qualquer coisa?!


Tati fica em dúvida de responder, só falta ela confirmar e Alice falar mais uma de suas ideias malucas depois, talvez isso explique o porquê dela estar meio inquieta. Mas de qualquer forma ela sempre acaba compactuando nos planos malucos de sua amiga mesmo, então...


— Serio. – ela confirma meio vacilante com medo do que possa ser dito depois.


Alice pensa bem, talvez fazer isso dessa forma pareça ser precipitado demais, ela deveria escolher outra hora, talvez de outro jeito. Mas aí não seria Alice e também foi lhe dado a brecha, então com coragem pega gentilmente nas duas mãos de Tati e olha nos olhos, seu coração esta batendo tão rápido e forte que sente que vai estourar.


Tati olha desconfiada para sua amiga que fez esse ato íntimo repentinamente...


Não pode estar prestes a acontecer o que ela está pensando...


— Tati, eu realmente gosto de você... – Alice começa confiante, mas logo perde o foco ao entrar em pânico e ser consumida pelo medo vendo os olhos de sua amiga tão fixos nela. – Isso não vai dar certo, não era para ser assim...


A mais nova murmura a frase largando as mãos de sua companheira e abaixando a cabeça em um suspiro profundo, tentando arrumar alguma forma de se esconder. Talvez ela não deveria ir em frente com isso, mas se já começou porque parar?! Alice realmente não sabe o que fazer com seu coração acelerado.


Tati sente como se um balde de água fria estivesse sendo jogado no seu coração, não pode ser possível que Alice esteja desistindo...


— Não, pode continuar! – Tati pede em um sobressalto, colocando rapidamente suas mãos nas bochechas de Alice a fazendo olhar de volta para ela.


O contato foi íntimo demais e súbito, assustando a mais nova que fica paralisada olhando fixo para Tati que acaba envergonhada. A mais velha tira suas mãos na mesma rapidez que as colocou no rosto de sua amada, mas não está envergonhada ao ponto de desistir do que vai dizer.


— Eu também gosto muito de você. – ela abaixa seus olhos, mas logo os levanta novamente para passar mais firmeza e seriedade no que vai dizer. – Falar que não estou com medo seria uma mentira, mas eu andei pensando e percebi que a gente começar a namorar é melhor do que continuarmos nos provocando desse jeito sem levar a nada...


Alice escuta isso, ela tem que dizer algo, mas ela realmente esqueceu depois de sentir as mãos quentes de Tati tocarem seu rosto de maneira tão afetuosa. Ela olha para seu primeiro amor, mas não a escuta direito, pois depois de ouvir a palavra “namorar” ela não precisa de mais nada.


— Sabe, mesmo que seja escondido está bom pra mim, pois eu entendo que seu pai não vai aceitar. Mas pensa comigo, com o tempo a gente pode tomar coragem juntas e falar para ele. E se por acaso_


Tati podia estar concentrada, focada e confiante, mas quem dá a última palavra é sempre Alice ou um último ato... Mais íntimo que o primeiro gesto dado por ela...


Foi repentino, mas Alice tinha que calar essa boca que estava dizendo asneiras sem parar em um momento em que deveriam fazer nada mais e nada menos que se beijarem... Então Alice a beijou primeiro!


Um selinho prolongado e cheio de carinho, quando Alice se separa do beijo e olha para o rosto paralisado de sua amada sente confiança o suficiente para dizer ou até gritar para o mundo inteiro ouvir que...


— A partir de hoje Tati, você é minha namorada. – ela fala sorridente vendo finalmente a pessoa a sua frente acordar do transe. – Você me quer como sua namorada?


— Com certeza. – ela fala trêmula por vergonha por ser pega de surpresa novamente.


As duas se olham sorridentes, porém sentem que falta algo nesse momento e assim Tati toma a iniciativa. Simples e sútil, se aproxima de Alice e a beija de novo, só que agora com mais pretensão tentando um contato mais íntimo que o anterior.


Alice sente os lábios de Tati mordiscar os seus tentando pouco a pouco a envolver, mas quando sente a língua de sua namorada roçar seus lábios como se quisesse espaço para dentro de sua boca, Alice sente cócegas e para o beijo.


— Pera. – Alice fala se afastando um pouco, meio receosa por Tati a estar olhando estranho, como se estivesse algo errado.


A mais nova se envergonha, ela não sabe como dizer isso. Seu coração não para de bater forte e intensamente, as borboletas começaram a fazer festa em seu estômago e sente seu rosto esquentar como tivesse comido pimenta. Ela realmente não sabe como confessar isso, mas está meio óbvio.


— Eu não sei beijar de língua. – fala abaixando a cabeça e se entristecendo, pois não queria estragar esse momento.


Tati sentiu uma vontade enorme de rir, mas se conteve, pois já viu esses olhinhos antes, esses olhos envergonhados querendo se esconder, esses olhos que ela está completamente apaixonada. Então ela puxa a mais nova para um abraço apertado subitamente, nem liga se seu próprio coração está batendo tão alto que dá para se ouvir de longe, sabe que o peito de Alice também está assim. E é isso que deixa esse momento mais lindo, as duas estarem sentindo as mesmas coisas pela primeira vez.


A mais nova corresponde esse abraço apertado e sente a respiração de Tati em seu pescoço, se sente estranha ao se arrepiar com isso.


— Eu também não sei, bobinha! – Tati confessa ao sentir os bracinhos de Alice a apertarem e também foi o que deu coragem a ela de dizer baixinho enquanto afundava seu rosto no ombro de sua amada. – Mas queria tentar com você.


Alice arregala os olhos e sente que seu coração vai explodir, quase se sufocando com a emoção do momento, pois para ela isso foi romântico demais.


— Você quer beijar de língua, agora?! – Alice pergunta sentindo seu rosto queimar e sabe que está vermelha de vergonha, pois ela realmente está com medo. Ela pode ter visto isto um milhão de vezes e até coisas mais intimas em séries e filmes, mas nunca pensou em fazer, nem se passa pela sua cabeça como fazer. Então como pode simplesmente fazer agora!


Tati se separa do abraço apenas para olhar os olhos a frente esbugalhados e piscando sem parar, essa é a primeira vez que vê Alice tão indefesa e isso a faz se apaixonar mais. Afinal, Alice só parece ser uma “sabe tudo”, no fundo não sabe nada. Ela aproxima seus lábios com o dá mais nova que realmente estava esperando um beijo de língua e lhe dá um simples selinho.


Alice fica paralisada lhe olha estranho após o selinho curto terminar, Tati solta a menor e se acomoda na cama, mas é claro que ela vai brincar com a situação.


— Vamos tentar usar nossas línguas quando você fizer 13 anos. – Tati diz deitando na cama e fechando os olhos.


— Como?! – Alice exclama sem entender direito o que Tati quis dizer com isso, afinal ainda faltam três meses pro seu aniversário.


Tati escuta essa frase, já que Alice está com medo a deixará ansiosa pelo momento, deixando claro uma data. Afinal, ela não está com pressa, agora que Alice é sua namorada pode esperar todo tempo do mundo. Mas ver a menor tão insegura e indefesa a faz sonhar com as futuras coisas, não pode evitar.


— Ou você quer tentar agora?! – Tati pergunta abrindo os olhos e fixa eles em sua namorada.


Alice podia tentar responder, mas pela primeira vez na vida sua garganta não a deixa pronunciar nada, a dona das respostas imediatas finalmente foi calada e Tati ri disso.


— Tá rindo do que?! – Alice briga após se recuperar do susto pela reação de sua namorada.


Tati vê que sua namorada está brava e não quer ter uma briga, então puxa Alice e a faz se deitar ao lado de seu peito, a envolve com seu braço direito e se aconchega. A menor fica cada vez mais surpresa e sente as borboletas dando cambalhotas em seu estômago, pensa que logo elas vão querer sair voando por aí se abrir a boca demais e acaba sorrindo. Um sorriso que aumentou ao sentir o cheiro doce de sua amada.


— Vamos dormir assim hoje? – Alice pergunta meiga tentando fugir timidamente do assunto do beijo, se acostumando com essa aproximação.


— Vamos, mas antes vou ouvir tudo o que aconteceu de divertido no seu dia. – Tati fala sorrindo.


Mas Alice realmente não quer falar, pois o seu dia se resume a esse momento, a finalmente estar namorando seu primeiro amor. Ela pega a mão esquerda de Tati pairada na cama e a entrelaça com sua, aconchega seu corpo com o de sua namorada e fecha os olhos para enfim confessar.


— Meu dia pode ser resumido em apenas uma frase: Tati é minha namorada. – ela diz sendo manhosa e quase pegando no sono sentindo o aconchego do calor corporal da mais velha.


Tati abre um sorriso enorme ao fechar os olhos para pegar no sono também, mas vai ser difícil dormir, pois sua felicidade não cabe no peito e a euforia desse sentimento não vai deixa-la dormir tão cedo.


______________


O táxi para na frente do hotel e Erico começa a soluçar sem parar, uma mania involuntária adquirida pelos anos, toda vez que se sente sobre pressão ou nervoso demais começa a soluçar de maneira estranha e isso irrita a si próprio. Desde de o começo da viagem Ollavo não falara nada com ele, ficou o tempo todo com o rosto virado para vidro do banco traseiro do lado direito olhando a paisagem passar pelos seus olhos, esse clima frio incomoda Erico que não entende aonde essa decisão de dormirem longe dos outros vai o levar.


“Se me levar direto para os braços desse homem, quem sou eu para reclamar?!” – Erico pensa e sorri saindo do carro, vendo a fachada do hotel. Ele realmente não quer sonhar muito alto, sabe que se tentar algo com o militar pode sofrer sérios riscos de vida, mas no máximo que Ollavo poderia o dar é uma surra. – “Se fosse de quatro numa cama nunca reclamaria de levar umas palmadas dele, essas mãos grandes devem ser boa para isso.” –Cai no delírio de imaginar isso enquanto pega sua mala no porta mala do automóvel olhando discretamente a mão do militar pegar sua própria mala. Se recompõe ao lembrar que prometeu para sua mãe que não irá mexer com o militar, mas realmente está afogando em desejo e Ollavo parece tão tranquilo perto dele.


Quando tira seus olhos das mãos e olha o rosto inexpressivo do militar se sente mal, pois Ollavo não se dirige a ele de maneira alguma, nem quando entram no hotel carregando suas malas. O hotel não é luxuoso, mas também não parece ser barato a hospedagem, pelos olhos críticos de Erico ele sabe exatamente o quanto deve ser para se passar a noite ali, as vantagens de ser formado em jornalismo. Ele se senta no sofá em frente a recepção do hotel vendo Ollavo se afastar dele para fazer check-in, ainda está soluçando sem parar, pensa em beber água, mas está com medo de Ollavo não o esperar para subir ao quarto, já que o mesmo não fala nada não vai ser o primeiro a começar um diálogo.


Depois de alguns minutos finalmente os dois podem subir para o quarto, pegam o elevador junto com ascensorista que lhe perguntam em que andar estão hospedados e logo Ollavo responde que irão ficar no décimo. Enquanto o elevador sobe sem pausas para outras pessoas entrarem, o ascensorista faz menção de todas as comodidades que o hotel disponibiliza para eles aproveitarem, até que...


— Vocês são um casal? – o profissional foi educado e cauteloso em sua pergunta, para ele já é comum ver casais assim, nesse sobe e desce já vira milhares tipos de casais, até mesmo com grande diferença de idade.


Erico ia negar sendo gentil antes que Ollavo desse uma resposta mal educada ou preconceituosa. O jovem não precisa nem olhar para o militar para saber que o mesmo agiria assim. Porém ele demora muito em sua fala, pois seu soluço o atrapalha e recebe uma grande surpresa no que escuta sair da boca do mais velho.


— Não somos um casal, somos apenas amigos tentando passar um bom tempo juntos. – Ollavo foi coerente e carismático com sua resposta dando até um sorriso para o profissional.


Érico fica estático, tanto que acaba deixando sua mala escapar de sua mão e cair em cima de seu pé esquerdo o fazendo murmurar alto. Quando Ollavo percebe o motivo do jovem deixar a mala cair automaticamente começa a rir, pois ele queria ver a reação do jovem desde o princípio, mas não espera uma reação desse gênero. O ascensorista olha a cena e começa a rir também, porém baixo, pois tem que manter a postura, na sua cabeça esse gesto acabou de mostrar que a algo errado na resposta que o mais velho dera. E foi assim, nessa pequena surpresa que o soluço de Erico parou.


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Param de frente a porta do quarto e Erico se assusta ao ver Ollavo abrir a porta revelando um quarto de casal bem organizado e cheiroso. Ele se recusa a acreditar no que está acontecendo, paralisado na porta vê o militar entrar no quarto e conferir as coisas.


— Não vai entrar?! – Ollavo acorda o garoto do transe vendo o mesmo dar alguns passos para dentro ainda com a porta aberta.


Érico está em negação, só tem uma cama de casal no quarto, ele olha para todos os lados esperando ver outra cama no local, mas não acha.


— Uma cama?! – ele larga sua mala no chão ao seu lado e aponta o dedo para a mobília em seu questionamento que saiu mais exclamado e alto que o comum.


— Sim, uma cama, precisa de mais. – Ollavo disse sendo duro em suas palavras mais que o comum.


Isso fez com que Erico ficasse ofegante, pois seu coração começou a bater freneticamente e sua mente não o deixa em paz o dando cenas de todos os sonhos eróticos que já teve com o major ao ver que à apenas uma cama no quarto.


— Ou você não gostou do quarto? – Ollavo pergunta mudando seu tom de voz para ser calmo e leve, como se a resposta fosse realmente importante para ele.


Érico sente suas mãos suarem pelo calor e susto de ouvir algo como isso sair da boca do militar.


“Isso é um sonho e eu vou acordar!” – repete isso um milhão de vezes para si mesmo, é impossível Ollavo estar perguntando a ele se o mesmo gostou do quarto de casal de um hotel escolhido por ele!


— O que foi Érico, não vai responder? – Ollavo pergunta com uma expressão indecifrável no rosto andando em direção a Erico para ficar mais próximo.


O jovem olha para o homem vindo em sua direção e cai no delírio de achar que isso é verdade, quando Ollavo para na sua frente ele dá a resposta.


— Gostei. – fala sendo sincero e transparente, o tom meigo em sua voz deixa óbvio que está imensamente feliz com isso.


E então...


— Que bom, pois você vai dormir nele. – Ollavo diz voltando ao seu tom normal de voz, pega a mão de Erico e coloca a chave do quarto na mão do jovem rapidamente enquanto o mesmo ainda está processando a troca súbita de clima no ambiente.


Quando Erico finalmente entende o que esta acontecendo vê que Ollavo já está saindo pela porta e se vira para ele com uma expressão confusa. E assim escuta as últimas palavras do militar ser dirigidas a ele nesse dia.


— Vou estar no quarto ao lado, qualquer acidente que venha a acontecer não me chame, ligue para a recepção e eles resolvem. – Ollavo realmente quer rir alto dessa expressão pasma no rosto do mais novo, mas se contem apenas para dar sua última frase com prazer e tranquilidade por conseguir se livrar finalmente do seu ultimo problema que o impediria de dormir bem. – Boa noite, Érico.


E assim a porta se fecha e Érico entende, por fim, o que Ollavo acabou de fazer com ele. Dá um sorriso cínico para si mesmo ao se virar e olhar o grande espelho na parede ao lado direito, ele poderia estar triste e envergonhado, mas algo mais forte nasce.


— Esse filho da p*** acabou de tirar uma com a minha cara!? – Erico pergunta para seu reflexo entrando em negação ao lembrar de como respondeu docemente a pergunta do militar anteriormente. – FILHO DE UMA QUENGA MANCA!


Ele fica vermelho de raiva e se recompõem, ele morde com força o interior de sua bochecha para se acalmar e se olha novamente pelo reflexo do espelho.


— Ollavo, agora eu quero ver você segurar a bicha louca aqui, porque ela acordou e tá doidinha pra te atacar! – ele diz com raiva, agora não tem mais respeito, nem por sua mãe, vai pegar esse homem nem que tenha que jogar o nome dele na roda de macumba.


Mas quando ele percebe que vai ter que tomar banho de água fria, pois se animou com apenas a ideia de dormirem juntos na mesma cama grita novamente e bate a porta da banho ao entrar. Está convicto que até o final dessa viagem, nesse mesmo quarto e em cima daquela cama vai dormir com Ollavo.


— Nem que seja a última coisa que eu faça!


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Thalles se mexe na cama e abre os olhos, ainda está de madrugada, mas não sabe que horas são. A janela do quarto está aberta e a iluminação da rua reluz para dentro do cômodo o deixando ver a silhueta dos moveis e as sombras de alguns objetos alcançados pela luz. Ele se vira na cama e vê que Olliver está acordado com uma expressão séria em seu rosto olhando fixamente para o teto, quando ia o chamar para lhe pergunta o “porquê” de estar ainda acordado vê seu namorado gesticular para ele ficar em silencio, colocando seu dedo indicador na frente de seus lábios.


Thalles não entende e pensa em perguntar, mas acaba parando ao ouvir algo estranho vindo da cama de solteiro ao lado.


Um suspiro grosso baixo, mas cheio de tesão, depois um murmúrio de dor, para em seguida ouvir a cama ranger apenas uma vez e enfim a frase que condena o que está acontecendo na cama.


Rô, tá gostoso?... Você sentiu falta da minha rol*?! – Davi sussurra tão baixo que parece mais um assobio.


Thalles escuta esse frase nitidamente por ser o único som no quarto em pleno silêncio, arregala os olhos quase deixa algo sair de sua boca pelo susto, porém antes disso Olliver enrola seu braço esquerdo no pescoço do menor e coloca sua mão tampando sua boca o prendendo com ele. Thalles acaba não conseguindo tirar a mão de seu amado de sua boca, mesmo tentando com as duas mãos, pois seu namorado está fazendo uma força surreal esmagando seus lábios contra os seus dentes, quando ele decide parar de tentar o maior tira um pouco da força, mas mesmo assim deixa sua mão ali, pois Olliver sabe que seu namorado está louco para falar algo.


Para Olliver já estava previsto que isso ia acontecer a partir do momento que entraram no quarto a horas atrás, porém achou que conseguiria dormir antes dos dois noivos começarem o “show”. Ele tenta pensar em outras coisas nesse momento, porém com esse clima e esses sons de fundo, ele realmente não consegue parar de pensar em coisas eróticas e se sente nojento por isso, pois é seu futuro “meio irmão” fud**** seu namorado na cama ao lado.


“Que ótimo jeito de começar uma relação de família, Davi!” – Olliver pensa voltando a olhar o teto, enquanto sente a respiração de Thalles ficar calma entre seus dedos.


Ai, como eu senti falta desse c**inho gostoso. – Davi sussurra novamente sendo meloso beijando a nuca do seu noivo em seguida, segurando a vontade de dar um chupão e uma mordida forte só para torturar sua presa.


Rodrigo escuta a frase erótica ao pé do ouvido e se arrepia ao receber o beijo na sua área sensível sentindo seu pênis latejar de hesitação, sua ereção está sendo sufocada entre seu abdômen e a cama. Ele esta deitado de barriga para baixo com Davi em cima dele. Rodrigo é obrigado a morder o fronha do travesseiro enquanto sente as penetrações lentas do seu noivo. Isso é torturante demais. Ele quer gritar, gemer e xingar seu noivo pelo mesmo ter o provocado até os dois chegarem a isso.


Eles começaram com apenas uma simples masturbação a dois, porém Davi se escondeu debaixo dos lençóis e começou a chupa-lo. Então acabaram formando um 69 para os dois se satisfazerem e ele prometeu a si mesmo que pararia ali. Porém o menor começou a penetra-lo com seus dedos e depois disso não se lembra como e em que momento seu noivo conseguiu o dominar dessa forma. Mas agora ele nem liga mais, sentir novamente esse êxtase e hesitação está o deixando louco, quer seu orgasmo, porém se Davi continuar o torturando indo devagar e o pressionando contra cama não poderá ejacular tão facilmente. Algo o diz que seu noivo está fazendo isso de propósito só para o punir e ele nem pode brigar ou se negar por causa dessa circunstância única aonde os dois se atreveram a fazer sexo. No final, Davi conseguiu de novo, ele sempre consegue, não importa aonde ou quando, se ele quer acontece.


Olliver e Thalles ficam cada vez mais envergonhados por estarem vivenciando um momento como esse. Os dois podem ouvir os gemidos reprimidos de Rodrigo e estão tentando evitar olhar um para o outro, pois sabem que se apenas se olharem vão rir, porém quando pensam nisso eles acabam se olhando involuntariamente. E assim, os dois acabaram caindo na risada silenciosamente, não conseguem acreditar que isso está acontecendo, o que eles fizeram para merecer ouvir um casal transando?! Não podem evitar de rirem do cara um do outro por estarem nessa situação.


Enquanto se olham entre risos Olliver sente que pode levar isso até o fim, ele tem coragem o suficiente para falar para o seu pai e para todo mundo que esse garoto que adivinha quase todos os seus pensamentos em apenas um olhar é o amor da sua vida.


“Se Davi e Rodrigo agem assim, por que nós não podemos também?”


Thalles olha terno para Olliver quando percebe que ele está o admirando, os dois ignoram que há duas pessoas fazendo amor na cama ao lado. Eles querem apenas um contato mais íntimo e nada os impede, os dois se beijam devagar, mas logo param ao escutar claramente que Davi ejaculou e os dois saem do clima afundando seus rostos nos seus travesseiros tentando não se sentirem mais constrangidos ainda. O que não adiantou, pois logo escutam o ápice de Rodrigo que é contido pela mão de seu amado que tampou sua boca antes dele gemer alto de alívio.


Olliver levanta o rosto do travesseiro e vê um sorriso enorme no rosto de seu namorado, os dois riem silenciosamente de novo. O maior puxa seu amado para um abraço forte fazendo Thalles afundar seu rosto no peito dele e fecha os olhos para pegar no sono.


Thalles ia reclamar e falar que eles não podem dormir assim, pois seria um problema se alguém os visse abraçados dessa maneira, mas pensando bem e não pensando direito, desiste. Que se fod* tudo, pelo menos dessa vez quer agir como se não existisse ninguém no mundo contra isso, e é isso que deixa esse momento encantador, pela coragem de não se importar com nada apenas consigo mesmo e seu amado que nesse exato momento cheira a colônia masculina. Ele cai no sono ao pensar que esse cheiro é maravilhoso.


__________________


Mariana acorda cedo mesmo não tendo dormido direito na noite passada, são apenas sete da manhã e sua ansiedade para a última prova do vestido a está deixando inquieta. Ela sai do quarto com cautela para não acordar seu noivo.


Depois de realizar suas higienes matinais ela decide ver como as visitas estão acomodadas em seus quartos e resolve por fazer isso silenciosamente por causa do horário, sabe que todos devem estar dormindo.


O primeiro quarto foi o das meninas, ela abre a porta e estranha o que vê, as duas meninas estão abraçadas como se fossem um típico casal dormindo. Mariana tenta não dar importância, pensa que as duas devem ser muito intimas para estarem dessa maneira, ela mesma em sua adolescência tinha amizades dessa maneira, então logo sai do cômodo em silencio.

 

O próximo quarto foi o dos meninos e a primeira coisa que nota ao abrir a porta é que Thalles e Olliver estão abraçados igualmente as meninas no outro quarto. Ela balança a cabeça em negação ao pensar algo errado nisso, pensa que pode ser a intimidade de serem praticamente irmãos e novamente não da importância. Porém nota os dois indivíduos na cama e neles nota algo de errado, não pode deixar de dar importância para a cena que vê.


Mariana olha para a silhueta marcada dos dois corpos sub a coberta e lençóis, os dois estão totalmente tampados. Ela já imagina o “porque” disso e se irrita, entra no quarto sorrateiramente para não acordar ninguém e fica em frente a cama de solteiro. Ela pensa duas vezes antes de fazer o que está prestes a fazer, mas ela realmente quer que essa ideia de que os dois fizeram algo saia da sua cabeça e então de uma só vez puxa com as mãos todos os panos em cima dos dois meninos revelando o que ela duvidava.


Eu vou matar vocês! – Mariana fala exaltada ao ver ambos os corpos nus dos meninos que acordam assustados. – Eu não proibi vocês de fazerem isso aqui!?


Thalles e Olliver acordam com a fala da mais velha percebendo que ainda estão abraçados e se separam rapidamente. Demoram um pouco para perceberem o “porque” da cena, mas quando lembram da situação passada a horas atrás no quarto os dois entendem e sentem vontade de sair dali rapidamente.


Rodrigo puxa de volta a coberta para tampar seu corpo nu por vergonha, enquanto vê os olhos enfurecidos de sua sogra sobre ele e seu noivo, como se estivesse esperando uma explicação. Ele ia falar algo, mas Davi realmente não esta confortável com isso.


— Vai fazer um escândalo de novo para todos os vizinhos saberem que eu transei com o meu noivo! – Davi fala sem vergonha alguma, da última vez que foram pegos no flagra teve que escutar tanta coisa desnecessária que agora vai soltar o verbo. – Eu te ajudo então. É ISSO AI PESSOAL, FUD* MEU NOIVO E FUD* GOSTOSO!


Thalles e Olliver olham a confusão armada, sentindo que algo ruim vai acontecer ao ver o rosto de irá de Mariana, então ambos se levantam rapidamente para saírem do quarto, porém...

 

OS MENINOS ESTAVAM DORMINDO AQUI E FIZERAM ESSA SAFADEZA SEM PENSAR NO DESCONFORTO DELES, SEU SEM VERGONHA! CADÊ OS MODOS QUE EU TI DEI?! – Mariana grita avançando nos dois meninos, dando tapas fortes de raiva quase surrando seu filho e genro com as mãos.


E assim, todos na casa acordam com essa pequena briga, melhor, confusão matinal. Alice e Tati saem do quarto e ficam a par de tudo que acontecera pelos gritos escandalosos de Mariana e Davi.


Quando Olliver e Thalles conseguem finalmente deixar o quarto com os dois jovens escutando os broncas de Mariana e apanhando por causa de sua luxúria desenfreada, Daniel entra para acalmar a situação.


Daniel já está acostumado com isso, Davi e Mariana se entendem muito bem, mantém uma relação ótima, mais como amigos do que como mãe e filho. E por causa disso às vezes essa amizade sai do controle e situações desse gênero acontecem, quase que com frequência. Depois dele entrar não demora nem dez segundos para a confusão cessar e Mariana sair do quarto mais calma com o seu noivo logo atrás dela.


Logo após a confusão, na hora do café da manhã ninguém tinha coragem de olhar fixamente para os três “réis” na mesa. Daniel brigou com os três, Rodrigo, Davi e Mariana. Os dois jovens foram disciplinados por terem se deixado levar acabando transado sem vergonha alguma no quarto ocupado com outras duas pessoas, isso foi um desrespeito e o causador de um conflito logo pela manhã. Mariana foi acusada por fazer o que não deveria, invadir a privacidade dos visitantes e filho, tirar o sono e paz de todo mundo na casa começando uma confusão e por fim, por sair gritando logo de manhã.


Olliver e Thalles podiam ter ficado constrangidos e ao mesmo tempo ter achado engraçado todo essa euforia logo cedo, mas há algo estranho no ar, Daniel não está bravo de verdade, está tranquilo como se fosse algo “comum”, como se já estivesse acostumado com toda a situação, desmentindo completamente aquele ser preconceituoso de anos atrás.


Olhando para o rosto despreocupado de seu pai, Olliver se decide, ele não vai esperar mais. Sua mãe já sabe e não vai demorar para outras pessoas ficarem sabendo sobre seu relacionamento com Thalles, seu pai tem que saber e quem tem o direito de contar primeiro é ele. Olliver pensa que pode estar sendo egoísta de tomar essa decisão em um momento como esse, mas ele precisa confessar seu amor para ser livre para expressa-lo apropriadamente, como Davi e Rodrigo fazem de maneira tão natural e sem pensarem em mais ninguém ou no que irão. Não vai contar a Thalles sua decisão, pois sabe que o menor vai ficar contra ele por causa do que aconteceu ao contar para suas mães. Então irá falar com seu pai sozinho para ter certeza que seu amor não vai sofrer mais.


Quando termina o café da manhã Olliver vai atrás do seu pai que anda até a entrada da casa e se senta na varanda para admirar o dia. Algo dizia a Daniel que seu filho ia querer falar com ele após o café, pois ele viu os olhos do mais novo sobre ele durante todo o desjejum. Então seguiu para um lugar calmo e silêncio, onde ninguém pode os interromper.


Faltam apenas alguns minutos para Clara chegar e todos irem para o passeio, realmente não seria um bom momento, mas não a um jeito ou uma forma correta de se confessar algo assim, então Olliver vai simplesmente falar, para finalmente acalmar seu coração.


Olhando para as costas do seu pai sentado no banco de madeira baixo Olliver receoso de se aproximar e fica parado atrás dele esperando tomar coragem.


— Não vai se sentar ao meu lado? – Daniel pergunta se virando e olhando seu filho que retribui com um olhar tímido. – Prometo que não mordo.


Olliver dá um sorriso e devagar se aproxima, se senta ao lado de seu pai começando a observar o dia com ele ainda tentando ganhar coragem para confessar seus sentimentos.


— Sabe, eu queria ter participado mais da sua vida. – Daniel confessa depois de alguns segundos em silêncio, ainda olhando para o dia. – Mas eu acho que você fez a escolha certa ficando com a sua mãe, não me arrependo de nada e não sinto ressentimento nem raiva de ninguém. Pode parecer que sou um bobo, mas é assim que protejo meu coração de maus sentimentos.


Olliver escuta isso, sabe do que seu pai está se referindo e já advinha o que ele vai dizer em seguida quando o mesmo o olha com uma expressão sofrida em seu rosto.


— Desculpa ter abandonado você e sua mãe, fui egoísta e acabei deixando a pessoa que eu mais amo, você! – Daniel confessa tentando se livrar do sentimento de culpa dentro de seu próprio coração, mas em vez de receber perdão, vê um sorriso nascer no rosto de seu filho.


— Não precisa disso, eu sou um homem agora e sei que cometer erros faz parte. Se não, não teria vindo aqui com o Ollavo. Seu perdão fez eu perdoar ele, eu pensei que se meu pai foi capaz eu sou também e foi ate mais fácil do que alimentar ódio por anos. – ele termina de dizer e olha terno para seu pai com orgulho dele. – Sinto em ti dizer que não vou te dar meu perdão, porque primeiramente não vejo em você algo que eu tenha que perdoar.


E assim os dois sorriem um para o outro, conversam amigavelmente de como a saúde de Olliver anda e o mais novo confessa tudo. Conta tudo que escondera todos esses anos para o seu pai, se emociona algumas vezes ao relatar certas situações e Daniel também por escuta-las de forma sincera. Mas depois que o assunto acaba um silêncio frio se instala, Daniel não nota a grande pausa do seu filho para falar, afinal haviam falado bastante, então ficam ali esperando a hora de Clara chegar para irem alugar as roupas. Porém o silêncio iniciado está matando Olliver por dentro, ele quer falar, mas algo está o impedindo, ele não pode mentir está morrendo de medo.


Agora com esse sentimento ele consegue entender Thalles, talvez desde o princípio ele não foi sóbrio o suficiente para ver que seu amado queria o deixar, pois sua família inteira o deixaria se continuassem. Ele já tinha previsto esses acontecimentos, mas não achou que doeria tanto, e se seu pai o rejeitar não vai saber o que fazer, porque depois dele alguém ele pode recorrer como família.


No meio do silêncio e afogado em seu pensamento s ele pôde ouvir a risada de Thalles vinda de dentro da casa, o mais novo está brincando com Alice e Tati de dominó, essa risada foi o gatilho para tirar suas palavras de dentro de coração de uma maneira simples.


— Pai... – Olliver chama Daniel carinhosamente tentando não se amedrontar com o olhar do mais velho em resposta. – Tenho algo pra ti contar.


— Ué, pode falar!


Olhando para os olhos de seu pai deixa sair com coragem.


— Eu não quero ser o par da Clara, porque eu já tenho uma pessoa que eu amo e essa pessoa está com ciúmes. – Olliver confessa sentindo uma ansiedade torturante, seu estômago está preso e seu coração palpita rapidamente.


— Quem está com ciúmes?! A Amanda? – Daniel logo lembra da namorada de seu filho, mas achou que eles haviam terminado por isso colocou Clara como par de seu filho.


— Não. Eu não estou mais com ela, é outra pessoa. – Olliver queria ser mais claro, mas talvez ir devagar possa o ajudar a entender. – É alguém mais importante pra mim, não é um namorinho qualquer, é uma pessoa que eu amo de verdade.


Daniel escuta essas palavras sinceras olhando os olhos do seu filho brilharem, ele quer parabenizar seu filho por estar sendo tão firme em seus sentimentos com alguém, porém algo o diz que tem mais a ser confessado, pois há um grande silêncio nessa pequena pausa de Olliver, como se o menino estivesse com medo de contar quem é a pessoa.


— Sério?! Isso é ótimo! Quem é a sortuda que tem o coração do meu filho?


Olliver respira fundo e lembra de toda a coragem que Thalles usou para defende-lo de sua mãe, e então deixou sair.


— Não é sortuda, e sim, um sortudo. Seu filho ama um cara.


Notas Finais


Olá, pessoas...
Deixamos a história por mais um mês sem atualizar e isso foi porque a Equipe passou por reajustes, não somos mais três integrantes... Então agora fica realmente difícil escrever e revisar, mas peço que tenham paciência, vamos terminar a história em breve e juro que tentaremos postar com mais frequência...
Bem, espero que estejam bem, e muito obrigado por estarem conosco até aqui!!!
Amamos vocês 😍😘💖💗💟💝


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