História Brothers, Friends and Lovers 2 - Capítulo 27


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Categorias Candice Accola, Chris Wood, Claire Holt, Ian Somerhalder, Katerina Graham, Nikki Reed, Nina Dobrev, Steven R. McQueen, The Vampire Diaries, Victoria Justice
Personagens Abigail "Abby" Bennett Wilson, Bill Forbes, Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Jamie Wilson, Jeremy Gilbert, Lexi Branson, Lilian "Lily" Salvatore, Malachai "Kai" Parker, Stefan Salvatore
Tags Damon Salvatore, Delena, Drama, Elena Gilbertt, Iam Somerhalder, Nian, Nina Dobrev, Romance
Visualizações 143
Palavras 3.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiie meeeeus amooooreeees❤😍

Se vale de alguma coisa eu tenho um argumento bem plausível pra vocês não me matarem pela demora... TENHO QUE TERMINAR ESSA HISTÓRIA! Rs' 😆😉😊

Espero que gostem do capítulo lindaas. Boa leituraaa! 😘❤

Capítulo 27 - A crazy family


Fanfic / Fanfiction Brothers, Friends and Lovers 2 - Capítulo 27 - A crazy family


Nina Pov's

Abri os olhos me sentindo um pouco perdida mas foi só olhar pro bercinho ao meu lado que eu me dei conta de tudo.

Me sentei na maca e senti meu coração disparar no momento em que vi o bercinho vazio assim como a cadeira ao meu lado.

-Ah não.

Comecei a me desesperar e ao mesmo tempo me sentir perdida.

Decidi levantar e ir atrás da minha filha mas quando puxei as cobertas pra isso a porta se abriu e Ian apareceu segurando ela no colo.

-Oi- ele sussurrou.

-Oi- respondi voltando a me encostar na cama aliviada.

-Acordou faz tempo?

-Não, acabei de acordar.

Ele colocou a Laura no bercinho e veio me dar um beijo na testa.

-Desculpa ter que sair, ela tava agitada hoje. Levei ela pra dar uma volta pra você conseguir dormir.

-Ela chorou?

-Três vezes.

-E eu não ouvi? Ai meu Deus, sou uma mãe horrível!

Ian riu baixo se sentando na cadeira.

-Não, é uma mãe que além de estar cansada tomou sedativo ontem e resistiu ao efeito.

-Mesmo assim- falei frustrada- Eu devia ter ouvido.

-Ainda vai ouvir muito.

Ele sorriu pra mim e retribui o sorriso.

-Que horas são?

-Quase oito-ele respondeu- Daqui a pouco os médicos vem.

-Espero que sim, to com dor nas costas de ficar aqui.

-Niniz a gente tem que falar sobre algumas coisas- Ian disse meio serio.

-O que?

-É que... a gente não sabia o que fazer e você não acordava então eu e o Paul resolvemos que seria melhor levar a Laurinha pra casa dele e eu passaria um tempo lá com ela. Mas agora que você acordou se você não quiser...

-Ian- o interrompi- Para com isso ta? Você é pai dela- falei- E você quer ela, quer cuidar dela e estar com ela. O que mais eu ia querer?

Ele sorriu sem jeito.

-É que sei lá, achei que você poderia achar esquisito.

-Bom, esquisito é- eu ri e ele fez o mesmo- Você é o melhor amigo do meu irmão, ou pelo menos era, que vai morar comigo e com a nossa filha na casa que atualmente é do meu irmão e da minha cunhada, que por acaso é minha melhor amiga- franzi a testa- Acho que agora que eu falei ficou ainda mais estranho.

-Então tudo bem pra você?

-Tudo bem o que? A gente ser a família mais louca e confusa do mundo?-sorri- Ta perfeito!

-Que bom- ele respirou aliviado- Achei que você não ia gostar que eu ficasse lá por um tempo.

-Para de ser bobo.

Apertei a mão dele que estava em cima da maca e de repente eu me dei conta de alguma coisa e olhei pro Ian curiosa.

-O que é? O que foi?

-Você e o Paul decidiram juntos o que fazer pra cuidar da Laura.

-É.

-Então isso quer dizer que vocês não se odeiam mais?

-Acho que é- ele riu fraco.

-Voltaram a ser amigos?- perguntei esperançosa.

-Não teve como não voltar- ele disse e apertou minha mão -Nós dois estávamos com medo e nenhum de nós queria deixar vocês duas então... meio que a gente se entendeu na marra.

-Ah Graças a Deus- respirei aliviada e feliz- Fiquei com medo de ter estragado a amizade de vocês pra sempre.

-Não foi culpa sua- ele disse.

-Você entendeu- falei- Mas não vamos falar disso agora.

-É melhor.

Ficamos um pouco sem graça por um tempinho e eu puxei o bercinho da Laurinha pra perto de mim.

-Eu achei que estivesse sonhando- confessei- Não consigo acreditar que agora eu sou mãe e que ela é tão linda, tão perfeita.

Passei o dedo levemente pelos seus traços.

-Eu acho que minha ficha ainda não caiu também- Ian disse me fazendo olha-lo e ver que o mesmo sorria-  Deve ser porque até agora sempre teve alguém me ajudando a cuidar dela. Acho que a ficha só vai cair de verdade quando ela estiver em casa.

-É, também acho.

Houve duas batidas na porta e em seguida a mesma foi aberta. Melissa apareceu sorridente.

-Bom dia!- disse a mesma.

-Bom dia!- Ian e eu respondemos juntos.

Ela entrou no quarto e fechou a porta.

-Como passou a noite Nina?

-Bem- respondi- Mas agora eu to um pouco impaciente pra ir pra casa.

-Imagino- ela pegou meu prontuário- Vamos começar os exames? Assim vocês podem ir pra casa logo. Se tudo estiver bem, é claro.

-Vamos. O que eu vou fazer?

-Primeiro um exame de sangue completo, depois uma ressonância do cérebro  e um ECG.


-Isso tudo é mesmo nescessario? - fiz careta.

-Infelizmente- ela abriu um sorriso de desculpas- Vamos?

-Ta, vamos- olhei pra Laurinha e depois pro Ian- Vai cuidar dela né?

-Claro- ele respondeu.

-Obrigado!

***

Exames, exames e mais exames.

Quando acabei de fazer todos já eram quase dez da manhã. Tinham três médicos no meu quarto agora- a Melissa, a Doutora Walsh e o Dr.Patrick, pai do Liam- e ao meu lado estava a Can, que ficou encarregada de ser minha babá pro caso de eu não mentir sobre o que os médicos disseram.

-Bom, pelo que vi na ressonância não há nenhum problema com o seu cérebro, parece que fora a sua perca de memoria tudo está perfeitamente normal- disse o Dr.Patrick, pai do Liam- Liberada pela Neuro.

Sorri em agradecimento e olhei pra Dr.Walsh esperando seu diagnostico.

-Depois de examina-la posso concluir que está totalmente recuperada da cirurgia. Contudo, a Cesária demora um tempinho pra cicatrizar completamente por dentro então você vai ter que seguir a dieta corretamente por mais cinco semanas- ela me entregou um papel- Deve evitar os alimentos listados, não deve fazer nenhum esforço físico e por mais chato que seja também não pode ter relações sexuais durante esse período- eu mal tinha lido aquele papel e ela ja estava me entregando outro- E você vai ter que tomar esses remédios também. Os dois primeiros tem uso continuo e são hormônios que vão servir pra estimular a produção de leite, que você não tem, e para regular seus níveis hormonais devido   a retirada do seu ovário.

-Só isso? - perguntei meio irônica.

-Por hora. Esta liberada pela ginecologia e pela obstetrícia e eu quero te ver de novo assim que parar com a dieta, mas se sentir qualquer coisa estranha venha direto pra cá ok?

-Tudo bem.

-Os seus exames de sangue estão perfeitos exceto pela baixa  quantidade de plaquetas e por uma leve anemia, ambas podem te causar um pouco de fraqueza, sonolencia e tontura - começou a Melissa- Mas isso é por causa de todo o sangue que você perdeu e se seguir a dieta que a Dr.Walsh lhe entregou logo você vai estar recuperada.

-Então eu to liberada?- perguntei ansiosa.

-Sim, está oficialmente livre da gente- Melissa brincou- Pelo menos por enquanto.

-Obrigado!- olhei pra Can- Podemos ir?

-Sim- ela disse- Vou te ajudar a se trocar e depois chamo os meninos.

Os médicos se despediram e saíram do quarto fechando a porta atrás de si. Can me ajudou a colocar um vestido verde soltinho que era dela e depois saiu pra chamar o Paul e o Ian.

Eu senti um pouco de tontura então me sentei na cadeira de acompanhante enquanto esperava eles chegarem, o que não demorou muito.

Ian estava com a Laurinha no colo e a Can com um bolsa de bebê rosa claro e desenhos de ursinhos. Paul veio até mim e me estendeu a mão.

-Vem, eu te ajudo.

Aceitei a ajuda dele porque não estava afim de acabar desmaiando e tendo que passar mais uns dias aqui.

Sorri pra eles tentando demonstrar que estava bem e nós seguimos pra fora do hospital.

Conforme eu andava comecei a sentir o meu corpo todo estranho. Parecia que o mundo, ou melhor dizendo...os meus órgãos internos, iam desmoronar. Mas eu continuei andando e aos poucos me senti melhor.

Quando saímos pra fora do hospital e o ar puro me invadiu eu simplesmente congelei e senti um arrepio me subir a espinha. Eu queria chorar.

-Espera- falei fazendo todos eles pararem.

-O que foi? Você não ta bem? - Paul disparou assustado.

Eu soltei da mão dele, que tentou relutar, e me virei pra olhar pro hospital engolindo em seco.

Não aguentei e deixei uma lágrima cair.

-Niniz- Ian apareceu na minha frente com a Laura no colo- O que foi? Você ta chorando?

-É- falei chorando e rindo agora. Ele me olhou sem entender e eu passei a mão na cabecinha da Laura, que dormia despreocupada- É que eu consegui.

Olhei pra ele e o mesmo sorriu antes de me abraçar de lado com o seu braço livre.

-É Niniz, você conseguiu.

Segurei a mãozinha da Laura ainda chorando e ele beijou minha cabeça e me apertou mais sobre ele, fazendo eu me sentir segura. 

***


Quando o Ian parou o carro em frente a casa do Paul eu respirei fundo e saí do mesmo, sem ajuda.

Esperei todos eles saírem e a Can tirar a Laurinha do bebê conforto.

-Posso leva-la? - perguntei.

Ela sorriu e me entregou a bebê.

Caminhei sem pressa até a porta e quando o Paul abriu vi o nome da minha princesinha em uma faixa pendurada na escada e um monte de balões cor de rosa.

-Ah Meu Deus- falei- Que lindo!

-Você não viu nada- Can disse toda sorridente.

- Só você mesmo Can -disse- Olha o que fizeram pra você meu amor- falei com uma voz ridícula balançando a Laurinha, que ainda dormia- Acho que vou colocar ela pra dormir na minha cama.

-Boa ideia.

-Deixa que eu subo com ela- Ian disse.

Entreguei a Laura pra ele e subi a escada.

Cheguei na porta do meu antigo quarto, doida pra me jogar na minha cama, e a abri sem hesitar.

Eu fiquei perplexa e levei a mão a boca quando vi tudo aquilo. Minha cama e meu guarda-roupa continuavam os mesmo, mas do lado direto do quarto havia um berço, um trocador e prateleiras com coisas de bebê, ursinhos de pelúcia e as letras formando o nome " Laura".

-Gostou?- Can apareceu ao meu lado- Como você não tinha nada a gente se reuniu e todo mundo ajudou um pouco.

-Eu amei!- abracei ela chorando- Ai eu amo vocês, obrigado!

Entrei no quarto e fui olhar tudo mais de perto. Ian colocou a Laura no berço e os três foram me falando quem havia comprado o que enquanto eu só chorava e  pensava "Tenho os melhor amigos e família do mundo".

-Ai eu não consigo parar de chorar- falei- Acho que vou ficar desitrada. Que droga!

Eles riram da minha cara.

-Parece que a maternidade fez de você uma manteiga derretida maninha.

Paul bagunçou meu cabelo, como ele fazia sempre desde que me entendo por gente e eu tentei bagunçar o dele em um tentativa falha.

-É melhor você descansar um pouco porque jaja começa a chegar um monte de gente aqui- Paul disse.

-Agradeço a preocupação mas no momento eu só preciso de duas coisas... um banho e um prato de macarrão- sorri pro Ian ao falar macarrão.

-Folgada como sempre- ele disse cruzando os braços e eu fiz biquinho- Ta bom Niniz, eu faço macarrão.

-Ebba!- bati palminhas.

-Tem certeza que essa é a Nina gente?- Can franziu o cenho- O humor dela ta bom demais pra ser verdade.

-Cala a boca sua puta!

-Uffa, é ela!- ela disse fazendo todos rirem.

-Palhaça- revirei os olhos- Vou tomar um banho.

-Precisa de ajuda?- Can perguntou.

-Não- respondi- Só se você puder da una olhada nela? Eu ainda to um pouco medrosa acho.

-Tudo bem, eu fico com ela- Can sorriu

-E eu vou fazer macarrão- Ian foi saindo do quarto.

-E eu vou ver se ainda tenho emprego- Paul me deu um beijo na testa e depois deu um selinho rápido na Can- Vou tentar chegar cedo. Amo vocês!

-Também te amo!- Can e eu respondemos juntas.

Ele saiu e eu olhei pra Can, que riu.

-Desculpa- ela disse envergonhada- É estranho né?

-Eu ia dizer que sim, mas na verdade é fofo.

Dei de ombros e rimos.


***


 Tomei um merecido banho bem demorado e ao sair coloquei uma camiseta e um shorts que me deixavam bem confortável.

Can estava deitada na minha cama mexendo no celular.

-Ai que raiva- falei- Eu ia pular em cima de você mas não posso, se não eu vou ferrar tudo- apontei pra minha barriga- Alias, você viu a cicatriz?

-Vi sim- ela guardou o celular-Não ta feia, acho que some logo.

-É- falei- Espero eu que suma.

Com cuidado eu me deitei na cama ao lado da Can e encostei a cabeça no seu ombro, ela fez carinho no meu cabelo molhado.

-Ian ainda não fez o macarrão?- perguntei com fome.

-Não, ele saiu pra comprar molho- ela disse- Ah e só pra te avisar... Acho que sua sogrinha vai vir te ver.

Franzi o cenho.

-Ela foi me ver no hospital.

-Não to falando de mãe do Liam.

-Ué- falei.

-To falando da mãe do Ian.

-O que? A mãe do Ian ta aqui? - me sentei na cama surpresa.

-É- ela disse- Não sei bem quando ela chegou, mas ela ta aqui.

-Ah Meu Deus.

-Nossa, não precisa ficar assim- Can riu.

-Mas o que eu vou falar pra ela? Como eu me apresento? Ah Meu Deus!

-Uau- Can disse- Só por curiosidade... Ficou nervosa assim quando conheceu a mãe do Liam também? Ou você só ta assim porque é a mãe do Ian?

-Nossa você é uma filha da puta- falei.

-Ué, só falei a verdade- ela ergueu as mãos se fazendo de inocente e depois me bateu- E olha essa boca, se não daqui a pouco minha sobrinha ta igual a gente.

- E isso é ruim? - ela apenas me olhou e eu soube que tinha falado besteira- Ok, não responda.

-Eu vou dar uma arrumada na casa- ela se levantou.

-Eu te aju...

-Não, nem pensa nisso- ela me interrompeu- Você não pode.

-Não é justo com você.

-Relaxa, eu to acostumada a fazer isso todo dia. Eu dou conta- ela piscou pra mim- Descansa.

-Ai eu nunca vou entender você- falei brincando- Eu to dormindo vocês me imploram pra acordar, ai eu acordo e vocês me mandam dormir.

-É que eu tinha esquecido o quanto você é chata- ela respondeu.

-Também amo você Can.

Ela sorriu.

-Te amo Ninoka!

Ela saiu e eu encostei a cabeça no travesseiro sentindo o sono chegar.

-Ai como senti sua falta caminha!

***

Foi o cochilo mais rápido da minha vida!

Foi só eu fechar os olhos que a Laurinha começou a berrar no berço e apesar de ter ficado feliz por ter conseguido ouvi-la chorando eu fiquei um pouco desesperada.

-Calma filha- pedi a segurando no colo e balançando de leve, mas ela não parava- O que foi meu amor?


Ela não parava de chorar, estava praticamente gritando.


-Ai meu deus!- falei- O que eu faço? Para por favor!


Estava prestes a começar a chorar junto com ela quando a Can apareceu no quarto com uma mamadeira.


-Ai minha princesa ta com fome- ela disse com aquela voz boba e me entrega a mamadeira.


-Não sei fazer isso - falei ainda apavorada.


-Só coloca a mamadeira na boca dela- falou- E tenta toma cuidado porque ela é um pouco gulosa, as vezes ela bebe tanto que quase se afoga.


Fiz o que ela falou e a Laura parou de chorar imediatamente.


-Como sabia que ela tava com fome?


-É que ela toma 90ml a cada duas ou três horas e o Ian deu mamadeira pra ela antes de vocês virem pra casa então quando ouvi ela chorando já imaginei que era isso.


-Nossa- falei- Você é boa nisso.


-De tanto cuidar dessa boneca- Can passou a mão na cabecinha dela sorrindo.


-Posso sentar?


-Aham.


Me sentei na cama e a Can sentou de frente pra mim. Ela ficou falando um monte de coisas mas eu não estava prestando muita atenção, estava olhando pra minha pequena que rapidinho acabou de mamar. 


-Agora tem que fazer ela arrotar- Can disse pegando a mamadeira e se levantando pra pegar uma toalhinha e me entregar- Deixa ela de pézinha e da uma batidinhas bem de leve.


De novo fiz o que ela mandou e deu certo.


Depois de arrotar eu deitei ela de novo no meu colo mas ela começou a chorar.


-Por que ela ta chorando agora?


-Agora eu não sei- ela disse- Vê a fralda dela.


Verifiquei a fralda e conclui que estava limpa.


- Ta limpa- falei.


-Tenda levantar com ela.


Fiquei em pé e chacoalei ela mas ela não parou.


-Ah minha nossa- falei já querendo chorar junto com ela. 


-Calma- Can disse vendo que eu estava desesperada- Quer me dar ela?


Assenti quando senti que estava com lágrimas nos olhos e entreguei ela pra Can. 


-Calma minha princesa- Can começou a falar com ela- Vai deixar sua mamãe preocupada- ela parou de chorar- É meu amorzinho, a mamãe vai ficar preocupada desse jeito- ela riu pra Can- Que banguelinha mais linda gente!


Senti uma coisa esquisita dentro de mim, parecia ciumes mas também era raiva, só não sei dizer o porquê.


-Acho que ela gosta mais de você do que de mim- falei me sentando na cama.


-Não seja dramática Nina, é que eu cuidei dela enquanto você não acordava então...


-Ela deve achar que você é a mãe dela- disse sentindo uma lágrima.


-Não- ela arregalou os olhos- Me desculpa Nina, eu só queria ajudar. Ela sabe que você é a mãe dela, ela só ta... Se acostumando com tudo, eu acho. 


-Tudo bem- falei limpando a lágrima. Ela olhou pra Laurinha e percebi que deixei ela um pouco chateada- Desculpa, é que eu não tenho muita noção de como cuidar de um bebê e você parece ter bastante jeito pra isso.


-Só faço o básico- ela disse e veio me dar a Laura- Pega ela, eu tenho que fazer umas coisas lá em baixo. Se precisar me grita.


-Ok, obrigado!


Ela deu um beijo na Laurinha, pegou a mamadeira e foi sair do quarto.


-Can?- chamei ela que se virou pra mim- Acho que você vai ser uma boa mãe um dia.


Ela sorriu sem jeito.


-Tomara.


Ela saiu do quarto ainda sorrindo. 


Não demorou muito pra Laurinha dormir e acabei colocando ela na cama ao meu lado.


Uns dez minutos depois o Ian abriu a porta do quarto trazendo um prato de macarrão pra mim.


-Até que enfim- falei.


-Desculpa, não tinha molho aqui então eu saí pra comprar.


-Tudo bem, só tava brincando.


Ele me deu o prato e deitou nos pés da cama. Comecei a comer.


-Ela acordou pra mamar?


-Acordou- disse- Ela ficou chorando até a Can aparecer com a mamadeira. Ah e depois ela chorou de novo porque ao que parece eu sou uma estranha pra ela.


-Niniz!- Ian me repreendeu.


-Ué, faz sentido- falei- Ela me conheceu ontem né, então acho que deve ser normal.


-Ela sabe que a mãe dela é você Niniz, ela só ta se adaptando a um novo ambiente, é tudo novo pra ela.


-Então somos duas porque apesar de eu saber onde estou não tenho nem ideia do que estou fazendo- disse- Parece bem fácil pra todos vocês.


-Fácil?- ele riu sarcástico- Você não sabe o quanto foi difícil fazer tudo sem você. Não foi nada fácil! Todo mundo se esforçou pra aprender tudo que podia pra cuidar dela, e você também vai aprender com o tempo.


-Mas eu...


-Sem "mas" Nina. Eu prometi ficar ao seu lado e te ajudar a com ela e é isso que eu estou fazendo, então eu me recuso a ouvir você desistindo sem nem tentar só porque não é fácil.


Assenti ao ouvi-lo dizer aquilo.


-Você ta certo. Não sei o que ta acontecendo comigo, acho que eu fiquei com ciumes ou só estou com medo de que algo dê errado e eu não consiga cuidar dela. 


-Vai conseguir- ele sorriu- Nós vamos! 


Retribui o sorriso e voltei a comer, eu estava faminta.


***

Terminei de comer e o Ian levou meu prato pra lavar depois de brigar comigo me mandando ficar quieta na cama. 

A Laurinha começou a se mexer e ficar agitada então eu peguei ela e a coloquei deitada em cima de mim com a cabecinha no meu peito e comecei a passar a mão mas costas dela.

-Filha, me desculpa não ter ficado do seu lado quando você nasceu e me perdoa por tudo que fiz e falei antes, você não é uma coisa. Você é o amor da minha vida, sabia? Eu te amo muito!

Ela agarrou a gola da minha blusa e sorri sentindo o coraçãozinho dela batendo tão perto de meu. 

-Eu vou ser uma boa mãe meu anjo. Eu prometo!

Beijei a cabecinha dela.


Notas Finais


Espero que estejam gostando amorees! #sovemnoscomentarios

Bom, falta pouco pra eu finalizar o próximo capítulo então eu realmente espero não demorar desta vez apesar de tudo.

Amoo vocês meus amores❤

Beijinhoos😘❤


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