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História Brüderliche Zwillinge - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Ninguém pode vê-lo como eu


Fanfic / Fanfiction Brüderliche Zwillinge - Capítulo 2 - Ninguém pode vê-lo como eu

  _ Já colocou sua meia vermelha na mala, Toni? _ Perguntou Marco Reus Neuer, o mais novo dos gêmeos.

  _ É mesmo! Tinha me esquecido! _ Respondeu Toni Kroos Neuer, o mais  velho dos gêmeos. Agora ambos com quase 17 anos, estavam de mudança para Berlim.

  O pai deles, Manuel Neuer, havia sofrido um acidente de moto e estava em coma. Por causa disso, os garotos iriam morar com o irmão mais velho, Mats Hummels Neuer. Os outros 3 irmãos estavam na seguinte situação: o segundo mais velho, Thomas Müller Neuer, estava jogando proficionalmente pela equipe do Bayern München, mas está alguns dias de folga pra assimilar a tragédia. O teceiro na linha de sucessão, Leon Goretzka Neuer, estava fazendo faculdade de Agronomia no Brasil, em Viçosa-MG, e ainda ficaria lá até suas férias. O quarto, Marc-André ter Stegen Neuer (nome grande né!) tinha acabado de fazer 20 anos e estava no 2 ano de Faculdade de Medicina em Berlim, onde morava com Mats.

  _ Eu não iria te emprestar minhas meias se você esquecesse! _ Falou Marco rindo do desespero do irmão gêmeo.

  _ Ah! Vai te catar, Marcinho! _ Respondeu Toni procurando a bendita meia pra todos os lados. _ Achei!

  _ PIVETES! JÁ ESTÃO PRONTOS?! _ Gritou Mats do andar de baixo, já estressado com a demora dos garotos. Ele, André e Thomas havia terminado de empacotar as coisas da casa haviam 20 minutos e estavam apenas esperando os gêmeos.

  _ QUASE! _ Gritaram os gêmeos juntos.

  _ O MARCO ARRUMA IGUAL A UMA GAROTA! _ Gritou Toni rindo. Marco olhou feio para o gêmeo e deu-lhe um tapa nas costas que deu até pros homens do andar de baixo escutarem.

  Os gêmeos terminaram de arrumar suas coisas e desceram. Toni teve a brilhante ideia de descer pelo corrimão, mas suas ideias foram frustradas por um Marco que puxou sua orelha até o final das escadas,  causando risadas nos irmãos mais velhos.

  Mats ia dirigindo, afinal o carro era dele. Thomas ia no banco do passageiro fazendo brincadeiras e zuando qualquer coisa que via pela frente. André ia no banco atrás do de Mats, com fones e totalmente absorto ao que acontecia ao redor deles. Marco ai no banco atrás do de Thomas, jogando jogos de memória. Toni, convencido pelo irmão mais novo, ia no banco do meio, rindo e cantando junto de Thomas.

  Marco estava pensativo. Como seria sua vida dali pra frente? Já havia terminado a faculdade de Letras e estava começando a fazer psicologia, mas decidiu trancar a faculdade para não sobrecarregar a mente. Sua vida estava mudando drasticamente, e ele temia por sua sanidade mental caso continuasse a se sobrecarregar tanto.

  Toni estava triste. Seu pai estava em coma, então ele não poderia mais contar com ele por um tempo. Teria que abandonar o time e seus amigos e recomeçar sua carreira em outro time. Ainda bem que ele era jovem! Ele sabia que seu gêmeo estava triste, eles conversaram sobre isso. Marco havia chorado por alguns dias mas agora estava mais controlado.

  Era noite quando eles partiram e Marco não sentia sono, mas deitou sua cabeça no colo do gêmeo, que fez carinho no cabelo do irmão.

  Já faziam alguns dias que Marco não dormia bem, não conseguia comer direito e ficava desconcentrado com muita facilidade. Toni acompanhava de perto o irmão, mas não sabia o que fazer, o garoto não queria contar isso pra ninguém!

  Chegaram a casa e se arrumaram pra dormir, só que Marco não conseguia. Então ele foi pro lado de fora da casa do irmão e ficou olhando as estrelas.

  _ Bom te ver de novo, Marco... _ Marco ouviu a voz de alguém e se virou. Viu aquele homem de cabelos negros desprezível de frente a si e se encolheu.

  _ O que você está fazendo aqui? _ Perguntou o loirinho.

  _ Eu vim me vingar... _ Falou sombriamente o homem.

  _ Você não pode! _ Sussurrou Marco, com medo de mais pra gritar.

  _ Então por que será que estou atormentando a você? _ Perguntou o homem sorrindo sadicamente.

  _ Marco? O que está fazendo aqui fora? _ Perguntou Thomas da porta. Ele havia acordado com vontade de ir no banheiro e tinha visto a porta de entrada aberta, então decidiu ver o que era.

  _ Nada, só tomando um ar. _ Respondeu o mais novo. Sabia que nenhum dos irmãos conseguia ver o homem ao seu lado e isso deixava as coisas ainda mais assutadoras.

  _ Entra, está frio! _ Falou Thomas coçando os olhos pelo sono. Marco obedeceu a ordem do irmão e entrou, mas o homem ainda de mantia na sua cola, sussurrando uma mesma frase.

  _ Krov' za krov. Krov' za krov. Krov' za krov. _ Falava o homem. Era russo e Marco sabia o significado, mas ignorava sempre que ouvia.

  Thomas subiu e voltou pro quatro onde estava, enquanto Marco fechava a porta.

  O gêmeo mais novo estava irritado pela volta do homem e também desesperado por isso. Odiava as coisas que ele mandava-o fazer e se sentia péssimo quando acabava, iludido pelas promessas de que o deixaria em paz.

  Marco bateu a porta na cara do homem, que ainda sussurrava aquela frase. Mas quando se virou, o homem já estava lá dentro, esperando por ele.

  _ Por que não me deixa em paz?! _ Sussurrou Marco.

  _ Quero que me pague pelo que me tirou. Krov' za krov, lembra? _ Perguntou o homem.

  _ Marco? Tá falando com quem? _ Perguntou Thomas do topo das escadas. Ele estava achando estranho ver Marco falando sozinho, afinal isso com certeza não era normal.

  _ Estou... Pensando alto. _ Falou Marco, a mente ultra rápida lhe servindo pra pensar rápido em uma desculpa.

  _ Então pare com isso, é estranho. _ Falou Thomas, agora voltando definitivamente pra cama, uma vez que já havia usado o banheiro.

  Aquela frase não ajudou em nada Marco, ele odiava aquela palavra.

  Estranho...

  Foi até seu quarto e viu Toni dormindo na cama de solteiro ao lado da sua.

  Foi até sua mala e tirou de lá os remédios. Não gostava de toma-los, mas também não gostava do homem o acompanhado por todos os lados, sussurrando "Krov' za krov". Foi até o banheiro do quarto, se trancou lá e ficou se olhando em frente ou espelho. A imagem de si mesmo com olheiras e cabelos desarrumados era horrível para os olhos de Marco, mas o que poderia fazer?! A ensonia não era uma escolha...

  _ Você sabe que os remédios não ajudam, por que ainda os toma? _ Perguntou seu reflexo. Isso mesmo, sei reflexo.

  _ Talvez eles me tragam paz. _ Respondeu o loiro. _ Eu quero paz, você não entende?

  _ A sua paz nunca vai chegar. _ Falou o homem aparecendo ao seu lado no espelho. Marco pegou uma pílula e tomou, usando a água da torneira para ajudá-lo a descer pela garganta.

  _ Talvez. _ Respondeu somente o loiro.

  Toni acordou ouvindo uma voz conversando. Se levantou e olhou em volta, percebendo que a cama de Marco estava vazia. Ouviu novamente a voz, agora sabendo que ela vinha do banheiro. Se levantou e seguiu até lá, mas quando virou a maçaneta, percebeu que a porta estava trancada.

  _ Talvez. _ Ouviu do lado de dentro da porta, era a voz de Marco abafado pela porta.

  _ Marco? É você? _ Perguntou o loiro.

  _ Sou eu sim. O que foi? _ Respondeu Marco com a voz abafada pela porta.

  _ Está conversando sozinho de novo? _ Perguntou Toni.

  Fez uma expressão cansada, mesmo sabendo que Marco não veria. Estava cansado de ver o irmão conversando sozinho pelos cantos e agindo estranho, mas não conseguia obter respostas do motivo disso.

  Marco ouvindo a voz do irmão, escondeu os remédios no bolso traseiro e abriu a porta.

  _ Precisa de ajuda? Estava conversando sozinho de novo... _ Falou Toni olhando tristemente para o irmão.

  _ Estou bem. _ Falou simplesmente Marco. Saiu do banheiro e foi se deitar na cama. Ele não queria falar do assunto, então fez o que sempre fazia, fugiu. _ Por que está acordado?

  _ Me diz você primeiro. _ Falou Toni se aproximando e colocando as mãos na cintura, assim como fazia quando o lado interrogativo tomava conta.

  _ Precisava usar o banheiro. _ Respondeu Marco. Vendo a pose do irmão, sabia o que estava enfrentado, afinal o lado super-protetor de Toni estava atuando.

  _ Só isso? E por que eu estava ouvindo sua voz? Pelo que eu sabia, não se usa a boca pra mijar. _ Falou Toni. Se sentou na cama de Marco e passou a mão no rosto do mais novo. _ A gente sempre falou tudo um por outro Marco, por que não me conta o que está acontecendo?

  Marco olhava para um ponto acima do corpo de Toni, onde via a imagem do homem desaparece do aos poucos.

  _ Eu voltarei. _ Sussurrou antes de desaparecer completamente. Marco não queria mentir para Toni, mas sentia que nada de bom iria acontecer se contasse sobre o homem que sempre aparecia quando ele não tomava os remédios, então preferiu ficar de boca calada quanto a isso.

  _ Eu só não estou conseguindo dormir. _ Respondeu apenas Marco fechando os olhos. Se amaldiçoou internamente por mentir para o irmão, mas não havia outra saída...

  Toni não engoliu a reposta, seu instinto e seu lado de irmão gêmeo (mesmo que ele considerasse isso clichê) diziam que havia algo errado, mas ele apenas entendeu que o irmão não queria dizer e respeitaria isso, mesmo se sentindo triste pelo irmão não confia-lhe seus pensamentos como sempre fazia desde pequeno.

  _ Tudo bem. _ Respondeu apenas. Voltou a sua cama e se deitou. Ele se posicionou de frente para o irmão e aproveitando a claridade, eles ficaram se olhando, até Toni pegar no sono.



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