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História Brüderliche Zwillinge - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 3 - Manhã em família


Fanfic / Fanfiction Brüderliche Zwillinge - Capítulo 3 - Manhã em família

Mats acordou cedo pra fazer o café da manhã. Tinha que fazer um café bem reforçado, pois agora tinha mais três pessoas na casa além dele e André.

  Toni iria pra escola, Marco iria dar uma volta pela cidade, Thomas iria pra academia e André iria pra faculdade.

  Logo após Mats, o segundo a acordar foi André. Ele permaneceu na cama do seu quarto apenas olhando pra cima e pensando. Uma vez que agora não passaria mais as tardes sozinho, não poderia trazer o namorado sempre que quisesse, então teria que pensar em algo.

  Thomas não havia conseguido dormir muito depois do que havia visto durante a noite. Estava preocupado com o caçula da família falando sozinho e andado pelo escuro, então decidiu conversar com Mats.

  Desceu as escadas e encontrou Mats preparando o café da manhã. Se sentou em uma das cadeiras em frente a bancada e se pôs a observar Mats.

  _ Quer café? _ Perguntou o mais velho, sem se virar para encarar o irmão. Na verdade nem sabia que irmão era, só sabia que havia alguém ali.

  _ Sim. _ Respondeu Thomas.

  Mats se virou para entregar o café pronto e se espantou com a expressão séria de Thomas.

  _ O que aconteceu? Você não costuma ficar sério assim. _ Falou Mats se sentando na cadeira em frente ao irmão enquanto tinha sua própria caneca de café na mão.

  _ Estou preocupado com o Marco. Ontem à noite eu peguei ele sozinho lá fora, depois eu vi ele conversando sozinho. Não acha estranho? _ Perguntou Thomas tomando um gole do café e constatando o quão bom estava.

  _ Realmente. Não é normal. _ Respondeu Mats pensativo. Estava ficando preocupado.

  _ Você acha que... é por causa daquilo que aconteceu ano passado? _ Sussurrou Thomas. Aquele assunto era "proibido", mas mesmo assim aida se falava dele, logicamente não perto de Marco.

  _ Talvez. O papai me disse que ele tem que tomar remédios pra se controlar, você lembra o jeito que ele ficou depois que tudo aconteceu... _ Falou Mats perdido em memórias. Se lembrava do irmão caçula falando sozinho e tendo crises achando que estava sendo atacado.

_ E se ele tiver parando de tomar os remédios? _ Perguntou Thomas. Agora ele estava verdadeiramente preocupado. Se Marco realmente não estiver tomando os remédios, isso poderia se afetar sua vida social.

  _ Vou pedir pro Toni ficar de olho nele. _ Falou Mats.

  _ Uhum. _ Resmungou Thomas.

  Se instalou um silêncio no cômodo quando ouviram passos na escada. De lá apareceu um Toni sonolento e de olhos carregados de olheiras.

  _ Bom dia, Toni! Dormiu bem, maninho? _ Perguntou Thomas passando a mão pela cabeça do mais novo quando este se sentou ao seu lado.

  _ Mais ou menos. _ Falou Toni. Depois de ter acordado e conversado com Marco, ele dormiu o resto da noite, ficando com a sensação de não ter dormido bem.

  _ Aconteceu algo? Está tudo bem? _ Perguntou Mats. Seu instinto protetor de irmão anos velho atuando em preocupação com o mais novo.

  _ Está. _ Falou Toni. Não queria contar sobre aquilo que havia visto na noite passada, aquilo agora era assunto entre ele e Marco. O problema é que não sabia mentir muito bem, muito menos esconder. _ Me dá um copo de café?

  _ Tá. _ Falou Mats, tanto pra pergunta que havia feito quanto pro pedido de Toni. Conhecia o loiro o suficiente pra saber que ele tinha algo a esconder. Eram uma família e família se conhecia.

  Depois desceu o calado André, que apenas de sentou ao lado de Mats e ficou pensativo em seu canto, ainda pensando em uma maneira de se encontrar com o namorado. Talvez seja hora de enfrentar a família e contar de uma vez que é gay. Toni e Marco haviam feito isso e haviam enfentado a maior barra com o pai. Agora que o progenitor não comandava mais a família e sim Mats, quem sabe ele possa se assumir pelo menos pra família.

  _ Quem sabe. _ Sussurrou André depois de beber um gole do copo de leite dele. Cafeína não fazia bem de manhã pra ele.

  _ Quem sabe o que, André? _ Perguntou Toni.

  _ O que? _ Perguntou André espantado. Não havia percebido que tinha falado aquilo em voz alta.

  _ Você disse "quem sabe". Quem sabe o que? _ Perguntou Thomas. Agora ele também estava interessado e bem, BEM curioso.

  _ Eu... ah! Esquece! _ Falou André deixando o balcão e 3 pares de olhos curiosos.

  _ O que foi isso? _ O primeiro a falar foi Mats, que estranhou o comportamento do irmão. Geralmente o garoto costumava falar pouco, mas isso foi realmente estranho.

  André subiu as escadas e no topo encontrou com Marco.

  Marco reparou que o irmão mais velho parecia assustado e confuso. Não tinha muita intimidade com ele, mas amava o irmão e se preocupava com ele.

  _ Aconteceu alguma coisa? _ Perguntou o loiro mais novo.

  _ Eu preciso te perguntar uma coisa. _ Falou André. Não era a melhor coisa perguntar ao irmão mais novo sobre aquilo, mas ele era o mais experiente no assunto no momento. _ Só que não pode ser aqui. Vem comigo.

  André começou a puxar o irmão e se trancou com ele no quarto. Marco estava assustado, mas via que o irmão estava mais ainda.

  _ Você precisa prometer que não vai dizer nada a ninguém, por enquanto. _ Falou André. Marco assentiu. _ Eu preciso saber... como contou pras pessoas que era gay?

  _ Bom. Toni contou pro papai primeiro que eu, então eu segui os conselhos dele. _ Falou Marco. Não precisava perguntar para o irmão o motivo dele estar perguntando isso e André agradecia pelo mais novo ter entendido rápido. _ Procura um momento em que a pessoa está feliz ou alegre e conta como se fosse algo corriqueiro. Pro papai sempre se tem que falar com seriedade, então isso não funciona com ele. Mas como ele não pode interferir no que diz respeito a sua vida agora, acho que você deveria tentar dessa maneira.

  _ Tudo bem. Obrigado. _ Falou André. Ele estava um pouco aliviado pelos conselhos do irmão e sorriu.

  _ De nada. _ Respondeu Marco. Ele estava feliz por ter ajudado o irmão em algo e feliz por saber que ele estava querendo sair do armário, mesmo que antes ele não soubesse que o mais velho era gay.

  André disse que voltaria pro quarto então Marco desceu as escadas, encarando os irmãos que comiam. Nunca acordava de bom humor, só que no caso de hoje, ele não acordou, ele se levantava da cama. Não havia conseguido dormir, mas pelo menos tinha conseguido que o homem desaparecesse. Ele havia tomado um banho e se arrumado, vestindo uma camisa branca estampada, uma calça skinny e um tênis da Nike cano médio. Agora não tinha mais a aparência mórbida da noite anterior.

  Se sentou ao lado de Toni e cumprimentou os outos.

  _ Dormiu bem? _ Perguntou Thomas, já com aquele tom desconfiado.

  _ Dormi. _ Mentiu Marco. Ele não gostava de mentir, era muito melhor nisso do que o irmão gêmeo, mas sabia que Thomas não era bobo.

  _ Hum. _ Foi o que Thomas respondeu voltando a tomar seu café. Tinha faro pra mentira e sabia ver nos olhos das pessoas que elas mentira, e isso não seria diferente com o ótimo mentiroso do irmão mais novo.

  _ Você viu o André? Ele parecia estranho. _ Falou Mats tentando tirar o clima de desconfiança que ficou no ambiente.

  _ Vi, ele estava indo pro quarto dele. _ Falou Marco, dessa vez era verdade, ele só tinha omitido a parte de que o irmão havia o chamado pra conversar.

  _ Mas não notou nada estranho? _ Perguntou Thomas.

  _ Virou interrogatório agora? _ Perguntou Marco franzino o cenho. Estava começando a ficar encurralado e estressado. E por motivos óbvios, não queria ficar estressado.

_ Não, eu só queria saber. _ Falou Thomas dando de ombros. Agora sim tinha certeza de que havia algo de errado.

  _ Toni. Preciso conversar contigo. _ Falou Marco se levantando e chamando Toni se permanecia calado em seu canto até o momento.

  _ Uhum. _ Ele respondeu sério. Sabia que quando o irmão o chamava pra conversar era algo sério.

  Mas antes que Toni subisse, Thomas segurou seu braço.

  _ Toni, fica de olho nele. _ Falou Thomas.

  Toni ficou confuso, então apenas assintiu. Depois que conversou com seu irmão, ficando decepcionado por ser algo tão banal quanto o irmão mais velho querendo sair do armário, ele se arrumou e foi pra escola.



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