História Bruxas queimadas renascem de noite - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Homossexuais, Magia, Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Histórias de terror


Ana rabiscava seu caderno, enquanto seu professor de Física falava sem parar sobre alguma lei de Newton idiota; a garota era horrível nessa matéria, tinha acabado de tirar 2 na prova, e bem, estava quase bombando nela, e para piorar, seu professor André a odiava.

Talvez ele tivesse cansado de dar notas baixas e corrigir as provas sem sentido dela, mas Ana nunca foi boa em exatas, na verdade, existiam poucas coisas que a garota conseguia fazer bem, as duas únicas eram cozinhar e desenhar.

- Alguém pode vir fazer esse exercício aqui na frente? - Os olhos do professor percorreram a sala toda, e a garota fez questão de se abaixar ainda mais na carteira, evitando fazer contato visual, mas o homem parou nela - Ana, venha.

- Eu não sei fazer esse...

- Sorte sua que estamos na escola, é errando que se aprende.

- Por favor professor, eu realmente não quero fazer na frente de todo mundo.

- Isso não é um pedido.

A morena se arrastou em direção a lousa, abaixando ainda mais sua blusa, em um gesto nervoso.

Ana olhou para todos aqueles números, esperando que uma milagre acontecesse, e eles fizessem sentido; mas nada disso aconteceu, ela só ficou lá parada, até ouvir seu professor mandando-a se apressar.

Rabiscando qualquer resposta, a garota rapidamente voltou para sua lugar perto da parede, no fundo da sala, evitando o olhar dos colegas.

- Isso aqui está tudo errado e não faz o menor sentido, esperava mais de uma aluna do segundo ano.

Alguns risinhos maldosos foram ouvidos, outras pessoas a olhavam com pena; a garota não sabia qual deles era pior.

O sinal tocou, e Ana afundou na carteira, enquanto sua amiga chegou perto dela.

- Eu odeio aquele desgraçado - Murmurou Bárbara.

- Eu odeio a minha vida.

Ana era mais alta que sua amiga, com os cabelos pretos e lisos, com uma única mecha branca, elas tinham se conhecido no primeiro ano do Ensino Médio, e eram muito parecidas nas atitudes e gostos, mas diferentemente da morena, Bárbara tinha os cabelos loiros, que ela insistia em pintar de ruivo e verde, em um corte chanel, que deixava sua nuca aparecendo.

As duas fizeram o primeiro ano duas vezes, porque repetiram, e agora estavam na luta de terminar o segundo.

- Ignore isso, não vamos usar Física para nada no dia a dia, a escola foi criada a 150 anos, e até hoje segue o mesmo modelo, alunos em fileiras, um atrás do outro, ouvindo um professor lá na frente. É tão arcaico e revoltante, eles querem nos padronizar.

Ana gargalhou do discurso da amiga - Seus pais vão ficar orgulhosos se ouvirem você falando isso, tanto que nunca mais vão te deixar sair de casa; eu sei que o método de ensino que temos hoje em dia no Brasil não é o correto, mas fale isso para alguém e será apedrejada; vão falar que somos burras que não gostam de estudar e por isso reclamam.

Assim que chegaram no banheiro feminino, as duas garotas se sentaram no chão para comer seus lanches, elas ficavam lá por odiarem multidões, e por ser o único lugar que elas podiam se beijar em paz.

Bárbara subiu no colo de Ana e abraçou a morena - Eu não quero repetir de novo...

- Nem eu.

- Mas estou devendo até minha alma para o professor...

- Sabe uma lenda urbana que eu ouvi esses dias? A umas 3 quadras daqui, tem o jardim municipal da cidade, lá foram mortas centenas de bruxas, mas só uma tem importância, Agnes Watherhouse, a mulher fez um pacto com o Diabo, e alimentava seu gato com o sangue menstrual - Ana contava enquanto a ruiva ria - Dizem que se você for lá, e fazer o círculo das bruxas, pode invocá-la. 

- E por que eu faria isso?

- Para ganhar 3 desejos. Qualquer coisa.

Bárbara sorriu - E o que precisamos para fazer isso acontecer?

- Quer mesmo invocar uma bruxa?

- Qual é! Isso é apenas uma lenda urbana, nada vai acontecer, e se der certo, ganhamos desejos, sem falar, que nosso professor já é um bruxo, e nunca morremos por isso.

A morena assentiu.

Depois da aula elas iriam invocar uma bruxa.



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