História Bruxas queimadas renascem de noite - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Homossexuais, Magia, Originais
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Palavras 913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Obrigada a todos q estão comentando e favoritando, Eu 💕 vocês.

Capítulo 3 - Invocação.


Fanfic / Fanfiction Bruxas queimadas renascem de noite - Capítulo 3 - Invocação.

Ana caminhava pela estrada de terra enquanto fumava um cigarro, já estava anoitecendo, pois as garotas estudavam período integral, então haviam saído da escola tarde.

- Eu não acredito que você começou a fumar - Resmungou Bárbara.

- É só para matar o tempo - A morena jogou fumaça na cara da amiga.

- Vai é matar seu pulmão. 

- Como Bukowski dizia, "a vida é sua, estrague-a como quiser".

- Não vou te beijar se você estiver fedendo. - Bárbara passou a mão por seus cabelos ruivos enquanto sorria para a outra.

- Justo - Ana deu uma última tragada, e jogou o cigarro no chão, em seguida pisou nele.

Bárbara sorriu e pegou na mão da morena, andando sempre em frente, a ida do Sol e nascimento da Lua era fascinante, ainda tinha um pouco de claridade no céu, mas todas as árvores ficaram diferentes, viam-se apenas as silhueta escuras das mesmas.

- Isso é tão a cara da Kara Walker.*

Sempre juntas, as garotas continuaram andando por cerca de mais meia hora, até que finalmente a luz desapareceu, dando lugar para as sombras.

A noite estava fria, a beleza do parque, sumiu deixando apenas impressões sinistras.

Tudo parecia se mover, o vento que cortava as folhas, parecia sussurra uma língua antiga e profana.

- Retiro o que eu disse, acenda logo à porcaria de um cigarro - Bárbara deu um leve tapa na morena.

Ana pegou um e acendeu-o.

A pouca luz do cigarro iluminava os passos das garotas para seu destino iminente.

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Agora sua humilde narradora irá dizer algumas coisas importantes.

Já tiveram a sensação de não estar no lugar certo? Como se a todo momento, alguma coisa deveria acontecer, mas nunca acontece? Você já se sentou um peixe fora da água? 

Isso mesmo, você aí do outro lado da tela, eu posso te ver...

Não adianta olhar para trás ou para os lados.

Você já sentiu que deveria fazer alguma coisa especial e grande?

Ana e Bárbara sentiam tudo isso, poucos adolescentes são felizes, e elas eram péssimas na escola, não por serem burras, na verdade eram bem inteligentes, mas não gostavam de estudar, o que levava a uma série de notas baixas recorrentes.

Deixe-me te contar um segredo, quando alguém se sente como as duas, perdidas e desesperadas, vão se agarrar em qualquer coisa que faça sentido, e isso incluí procurar bruxas em florestas de noite.

Se isso te parece estranho, então você nunca se sentiu perdida.

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- Achei porra! - Gritou Ana, apontando o cigarro iluminado para uma lápide desbotada e coberta de musgo com a inscrição "Agnes Watherhouse, primeira bruxa executada, queimará eternamente no Inferno"

- Reconfortante... E agora? - Perguntou a ruiva.

A morena, se ajoelhou no chão, pegando a faca que tinha roubado do refeitório, e fez um pequeno corte no pulso.

- Ana!

- Relaxa Barb, só precisamos de um pouco de sangue. Que tal compartilhar o seu?

A ruiva mordeu o lábio inferior, mas foda-se, seria uma experiência legal sangrar até a morte na floresta, ainda era melhor do que ir para a escola amanhã.

Bárbara tirou a faca das mãos da amiga, e fez um corte lateral; com o sangue que caia no chão Ana escreveu o nome da bruxa, dentro de um pentagrama.

Nada aconteceu.

- Que perda de tempo - Resmungaram, mas o que as garotas não notaram, foi o vento acabou, a noite esfriou ainda mais, e as folhas das árvores pararam de se mexer, como se estivessem com medo.

Enquanto as duas andavam, com o cigarro acesso, procurando a saída, ouviram um muxoxo, o sangue caido na terra se juntou, formando uma massa pegajosa, que arrastou-se para o túmulo da bruxa, as garotas soltaram um grito e quando foram correr, deram de cara com uma mulher que fedia a carne podre e queimado, seus cabelos eram lisos e pegajosos, o que as impediam de vê-la direito; a aparição colocou seus dedos esqueléticos sobre o cigarro, apagando a chama.

Deixando as duas garotas no completo escuro.

Bárbara pegou a mão de Ana e correu a para direção contrária.

Não sei por quanto tempo elas correram, até suas pernas doerem, e seus cabelos ficarem molhados na nuca, na minha opinião, as garotas só pararam quando voltaram a ouvir o vento.

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Ana chegou em casa meia noite, seus pais já estavam dormindo, e provavelmente muito putos, a garota escalou sua janela, e entrou no quarto, trancando tudo e fechando as cortinas, deixando a luz acessa.

Ela nunca mais iria querer ficar no escuro.

A morena se olhou no espelho, sua calça estava suja de terra e sangue, o pulso cortado, a camiseta branca tinha ficado amarela, e seu sutiã tinha saído do lugar no meio da corrida.

Ela parecia uma mendiga, nada diferente do normal.

Mas o que lhe assustava, era tentar fechar os olhos, aquela aparição ainda estava na sua mente, e o pior, tinha encostado em uma mecha de seu cabelo, que agora estava gosmenta.

Pegando uma tesoura a garota cortou aleatoriamente o cabelo, deixando algumas partes maiores que outras, mantendo apenas a mecha branca inteira.

Depois de terminar, ela se sentou no chão, perto da janela, e ficou olhando seu cabelo morto.

Ela deveria estar morta.

A bruxa também.

Mas a vida não era do jeito que a gente queria.

Ana se deitou em posição fetal, e ficou olhando fixamente para a lâmpada, até que a luz substituísse a escuridão na sua mente.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui 💕

Kara Walker, artista que fazia obras contra o racismo e machismo, uma série de siluetas mostrando todas as atrocidades que os negros sofreram na escravidão, desde violência, abusos sexuais, torturas.
Kara decidiu usar siluetas porque ela diz que são iguais ao preconceito, uma leve impressão que define tudo


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