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História Bruxos e Príncipes - Capítulo 20


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Notas do Autor


Oi pessoal!
Esse capítulo está curtinho porque ando bastante ocupada, e demoraria muito para eu aumenta-lo mais, então preferi atualizar logo. Mas mesmo assim espero que gostem.
Boa leitura! 💜

Capítulo 20 - Nine Moochilds


Fanfic / Fanfiction Bruxos e Príncipes - Capítulo 20 - Nine Moochilds

Odnum, 3025

28 de abril


Eu observava Taehyung tagarelar enquanto o seguia dois passos atrás. Na verdade, eu nem me atentava à suas palavras, acho que ele falava alguma coisa sobre flores. Estava ocupado em não deixar nem um detalhe seu escapar dos meus olhos. O jeito que ele caminhava com três pitadas de elegância e confiança, sem abaixar a cabeça. O cabelo castanho que se remexia ao vento que esfriava cada vez mais. As mãos que não paravam quietas, gesticulando para lá e para cá. E a boca que se formava em um sorriso quadrado impossivelmente adorável. 

Já tinha me tornado um observador nato com um diploma na arte chamada Kim Taehyung. 

Suspiro, sorrindo quando o bruxo quase foi ao chão por causa do pé que esbarrou em uma pedra pequena. O seguro pela a cintura, ouvindo o arquejar surpreso do moreno. 

- Preste mais atenção, hyung.

- Ok, ok. Obrigado - beija a minha têmpora.

- Não há de quê. 

Taehyung continua à falar de modo animado, agora olhando para baixo enquanto andava, o que ocasionava na sua cabeça se esbarrando com os galhos das macieiras. Rio, levando um tapa do outro, ofendido. 

Ele explicava os significados de algumas plantas quando sinto o meu corpo travar no lugar, instantaneamente as minhas orbes se cravam em um caminho estreito escondido no meio das árvores. Olho para frente, vendo o bruxo continuar à andar, sem notar a minha parada repentina. 

Tento abrir a boca para chama-lo, mas nada saia. Tento novamente, e sem sucesso. Parecia que a minha voz tinha sumido. Me desespero, e preparo-me para correr, porém meu corpo não se move um centímetro sequer. 

Eu me encontrava sem o comando do meu próprio corpo. 

Então uma força invisível e arrepiante começa a me empurrar para aquele segundo caminho, contra a minha vontade. Eu sentia uma angústia gigante revirar no meu estômago, mas por outro lado, eu estava... eufórico? Aquela luta de contrastes dentro de mim era confusa e desgastante. De repente começei à ouvir vozes cortantes, vozes que tinham o poder de fazer picadinho de uma pessoa. Ou um humano para ser mais exato. 

- Iritsi zen, guk eraman behar dugu! 

As palavras eram confusas e pareciam ser alguma língua desconhecida para mim. 

- Ezin dugu! Kimekin dago

Era Odnum. Só poderia ser eles

As macieiras foram deixada para trás enquanto os meus pés se movimentavam sem a minha permissão, me levando diretamente para um vasto campo, as montanhas brancas ao fundo. Era crepúsculo, e daqui a pouco a noite chegaria. 

Os meus olhos se deparam com uma figura em vez de duas. Um homem magro e alto, branco como papel. O corpo esguio era coberto por um manto preto, assim como eu. Exceto que o seu era totalmente escuro. Nos lábios pálidos e secos havia um sorriso imparcial, sem demonstrar o que realmente se passava na mente do estranho. Paro à alguns passos de distância dele, a minha respiração entrecortada e rala. 

As íris azuis me esquadrinha, o silêncio ensurdecedor aumentando a adrenalina nas minhas veias. Eu só queria ser libertado daquele congelamento que o Vkhuner lançou sobre os meus músculos, e depois me jogar contra o mesmo. Mas aquele homem era muito mais forte que eu.

- Maisu! - sou surpreendido quando um dos joelhos se dobram, a cabeça alheia se curvando. Levanta após alguns segundos, um brilho estranho nas orbes. 

O que estava acontecendo ali? 

- Não precisa ter medo de mim, senhor - arrisca em se aproximar, porém para quando percebe a repulsa no meu olhar. Isso incrivelmente parece desnortea-lo - Maisu

Engulo em seco, louco para gritar com o outro, contudo não conseguia. Me frusto, achando muito estranho ao ver a feição contente do bruxo se murchar. 

- Ez da esnatu oraindik - parece resmungar para si mesmo - Baina nola? Hori ez da inoiz gertatu... 

Eu sou o primeiro a ouvir os passos rápidos, e não demora muito para que Taehyung aparecesse, me encarando deveras preocupado. É nesse momento que eu me desespero e meus olhos umedecem, o corpo tremelicando. Eu tinha medo do que aconteceria daqui para a frente. O ódio mortal estava refletido nas íris amêndoadas do mais velho, e eu não queria ver aquela alma boa e bela se corromper com aquela sede absurda de sangue. 

Não queria que a mesma voz que me atormentava, também fizesse isso com ele.

Desejava protegê-lo do mundo mesmo sendo o mais novo e o menos capacitado. 

- Solte-o - a sua voz sai grave. Impiedosa. 

- Olha se não é Kim Taehyung - toda aquela aura de inocência falsa tinha se esvaído do Vkhuner. Agora ele mostrava a sua verdadeira natureza. Cínico e soberbo - O bruxo que carrega a marca dos deuses. Que honra. 

- Eu falei para você solta-lo - Taehyung se aproxima mais, mesmo que notasse a repreensão na minha careta - Agora! 

Infelizmente, nós dois éramos parecidos naquele quesito. Não levavámos desaforo para casa e o perigo nos atraia como um imã. 

- Vejo que esse humano é importante para você, não? Que coisa interessante. 

Antes dele apontar o dedo na minha direção, consigo ver perfeitamente a sua boca se mexer em um pedido de desculpas, me deixando ainda mais confuso. Mas que porra? Só que todo o questionamento é calado quando sinto meu interior se queimar e uma dor dos infernos rasgar a minha carne. Grito com toda a força vocal que eu achei. Minha voz pareceu voltar, mas eu não era capaz de formar uma sílaba. 

Com a visão embaçada pela as lágrimas, consigo enxergar o Kim dá um passo para frente, os punhos fechados ao lado do quadril e as bochechas cheinhas banhada pelo o choro. Meu coração se quebra em mil pedacinhos. Eu odiava vê-lo chorando. 

- Se fizer isso irá se arrepender. Esse aqui irá morrer se você ousar em fazer mais um movimento. 

Arregalo os olhos quando linhas douradas começam a aparecer pela a pele do moreno. Elas vão das pontas dos dedos até chegar perto das pálpebras. Era como se o vermelho do sangue tivesse se transformando no mais puro ouro. Um dourado que brilhava como os raios solares, fazendo que Taehyung parecesse um anjo. 

Um anjo sanguinário e vingador. 

Um anjo que as trevas deveriam temer. 

- Você se arrependerá por isso, filho da puta - rosna enfurecido, um raio avermelhado escapando da sua palma, acertando em cheio o peito do Vkhuner, que inevitavelmente é jogado ao chão. Porém ele logo se ergue. 

O desconhecido aponta o dedo para o Kim, mas em vez de atacar o bruxo, estala-os, e sem esperar pela a queda, minha cabeça bate sem escrúpulos no gramado. O chamado do moreno é a última coisa que ouço. 

- Amor! 









Quando eu desperto desnorteado, o céu já estava escuro, estrelado e sem nuvens. Tão diferente do estado de espírito em que me encontrava. Minha cabeça gira ao que sento, o tronco pendendo para frente pela a onda de enjôo. Pouco a pouco às memórias se ajeitam, um arrepio descendo por toda a minha coluna. 

Viro rapidamente para o lado, vendo Taehyung ainda desacordado e deitado no chão, o corpo encolhido. O seu ombro direito estava ferido, assim como a coxa esquerda. Havia arranhões nos braços e no rosto.  

Me aproximo com um pouco de dificuldade, eu estava tonto em consequência da batida na cabeça. Eu rasgo um pedaço da capa preta, amarrando no ombro do Kim, para impedir que a ferida se infeccionasse. O abraço desajeitado para esquenta-lo do frio, completamente perdido. Eu não sabia o que fazer e nem como levar o bruxo para casa. 

- Hyung, por favor, acorda - sussurro, fazendo carinho no couro cabeludo, rindo baixinho quando o mais velho abraça a minha cintura e se aconchega ainda mais - Vamos, tae. Acorde, hu? 

O que eu ganho em resposta é só um murmuro dolorido saindo da boca do moreno, seguido de vários. Os dentes dele estavam cerrados e o cenho franzido. E droga, eu sabia o que era aquilo. Já tinha passado por uma situação parecida. 

- Merda, amor - xingo, agora definitivamente ferrado - E agora? 

Um piar chama a minha atenção, e eu olho para cima, me deparando com algo sobrevoando sobre nós. A ave se abaixa e repousa ao nosso lado, trazendo uma sensação de familiaridade junto. Como...? 

- Corujinha? - pergunto surpreso, piscando os olhos para ter a certeza de que era a mesma daquela noite. E caralho, era sim - O que...? 

Pulo assustado quando ela pia alto, parecendo querer cessar todas as indagações que eu desejava fazer. A coruja gira o pescoço para trás umas três vezes, e com lerdeza eu entendo o gesto. 

- Você quer que eu a siga? 

Sobressalto novamente quando ela guincha, pulando animada. Ouch. Eu deveria estar delirando, só pode. 

- Ok, eu acho. 

Eu sabia que era loucura confiar em uma coruja, e ainda por cima entender a mesma. Entretanto, me agacho, dando o jeito de entrelaçar as pernas longas do bruxo na minha cintura, os nossos peitos se colando e o rosto se escondendo no meu pescoço. Levanto o capuz, orando para qualquer divindade que ninguém desconfiasse de um rapaz encapuzado carregando outro rapaz. 

- Me mostre o caminho, corujinha - ergo a sombrancelha ao ouvir o seu rosnado - Está bem, coruja. 

Bufo baixinho, seguindo o animal que voava à minha frente, passando pela a trilha estreita e as macieiras, chegando no jardim silvestre, o deixando para trás enquanto atravessava o arco de pedra. O parque estava vazio enquanto caminhava por entre os caminhos de terra e seixos. As ruas de Odnum era trafegada por alguma carruagens sem cavalos, ninguém lançando olhares para nós dois ou a coruja.

Não ousei falar nada diante dos minutos que seguia cegamente a ave, o vento gelado atravessando a manta quentinha. As lamparinas dos postes iluminavam o ambiente, as casas de madeira com as janelas fechadas. Odnum era um lugar agradável, com características retrógradas, mas também continha detalhes modernos. Era uma mistura nivelada. 

De repente a coruja adentra por portões de ferro que estavam abertos, um caminho de pedras levando até uma porta dupla. O pátio era cheio de árvores, e havia até uma casa da árvore. Um lago com uma estátua no meio e a grama aparada. A casa era grande, de três andares. Havia um brasão desenhado em cima do umbral. Uma coruja preta com detalhes dourados, doze estrelas ao redor da mesma. 

Era o casarão dos Kim. 

Eu conseguia ouvir vozes em tom alto, parecendo ser discussões. Deveria ser os pais do moreno, preocupados. 

Não perco tempo em deita-lo no tapete em frente da entrada, tocando a campainha antes de ir para a lateral da casa. Ouço o grito da ruiva, pedindo para que o marido carregasse o filho e o levasse para o quarto. Hirai ajudaria Taehyung a passar pelo o processo da quinta trave. 

Mas nem por isso o receio tinha se extinguido. 

Estava distraído em pensamentos quando sinto uma mão enluvada tocar no meu ombro, e no instinto dou um mata-leão na pessoa. Porém o solto em razão do choque que se alastrou por todo o meu baço. Estava pronto para gritar sem nem pensar nas consequências quando a mesma mão tampa a minha boca. Com o coração acelerado, encaro o homem centímetros mais baixo. Ele também vestia uma capa, os olhos castanhos perfurando a minha face. Engulo em seco, e essa ação parece divertir o outrem, que coloca um dedo nos lábios, pedindo silêncio. 

- Não precisa temer - balbucia - Eu sou o amigo do tae que lhe daria moradia durante esses dois dias - explica, retirando a mão de cima dos meus lábios - Você não vai berrar, certo? 

- N-não - gaguejo. 

- Ótimo - sorri - Agora venha. 

- Para onde? 

- A minha casa, ué. Ou prefere ser avistado pelo os senhores Kim's? Tenho certeza que eles não o recepcionaria tão bem. 

- Eu já entendi - resmungo mal humorado. Sorrio debochado quando o bruxo sem nome vira junto com um movimento exagerado da capa. Reviro os olhos, andando para fora do terreno do casarão - Metido. 

- Eu ouvi isso! 

Era a intenção, penso. 

Dessa vez não demorou para que chegássemos em um tipo de chalé pequeno e bonitinho, fumaça saindo da chaminé. Tiro os sapatos antes de entrar e pisar no piso de madeira encerada, o chão coberto por carpetes peludos e macios. O interior era mais belo do que o lado de fora. As paredes eram decoradas por mozaicos, a cozinha americana separada da sala por um balcão de mármore. Tinha um corredor com três portas, que deveria ser os quartos e o banheiro. E o aquecedor funcionava perfeitamente. 

- Vai ficar parado aí? - o acastanhado retira a manta, ficando somente com o suéter e a calça de algodão - Feche a porta. 

Assinto, acatando o pedido alheio. Troco o peso dos pés, encabulado. Eu estava em uma casa estranha com um estranho. Não sabia como me portar. 

- Porque você não se senta? - o outro parece perceber o meu sem jeito 

- 'Tá - me acomodo no sofá estampado e de dois lugares, observando o bruxo pegar um caldeirão e pôr em cima da mesa. Coloca folhas em um moedor, amassando-as. 

- Estou preparando uma pasta que vai cicatrizar a ferida na sua cabeça. 

- Ferida? - indago retórico, tocando aonde estava dolorido. Algo meleca as pontas dos meus dedos, e quando trago-os de volta, vejo sangue. 

- Tome - estende um lenço. Agradeço, me livrando do líquido vermelho. 

- Qual é o seu nome? - pergunto, não deixando de encarar o homem que se movimentava pela a cozinha, misturando coisas no caldeirão. Não me surpreendo quando chamas aparecem debaixo do objeto.

- Do JiHan. 

- Eu sou...

- Sei quem você é - me interrompe - Jeon Jungkook, príncipe da Coréia do Sul. Nunca pensei que alguém da realeza mundana viria um dia no meu humilde lar. 

Rio fraquinho, só de cortesia mesmo. Ainda não confiava no Do. 

- Diga-me, Alteza - ele mechia uma colher de pau, misturando os ingredientes. 

- O que? - cruzo as pernas, apoiando o antebraço nas costas do estofado. 

- O que um humano faz em Odnum

- Como? 

- Não me leve à mal, Alteza. Mas a barreira está aí para impedir que humanos como você adentre o nosso território. 

- Onde você quer chegar? - sou direto. Não estava gostando nada daquilo. 

- Conheço Taehyung, ele tem um coração muito bom, nunca enxerga o lado ruim das pessoas. Ou finge que não vê - continua, apagando o fogo, pondo a pasta esverdeada em uma tigela - Mas eu não sou ingênuo, Jungkook. Quais são as suas intenções aqui em Odnum

- Não tenho intenção nenhuma. 

- Sério? 

- Sim - digo entredentes - Não tem nada que eu queria aqui. 

- Então porque veio? 

- Não acha justo? Bruxos vão ao meu mundo, porque não posso ir no deles? 

- Isso é um ponto bom - JiHan dá o braço a torcer, se aproximando - Incline a cabeça. 

- Aí! - reclamo. O algodão molhado com álcool limpava o galo. Depois o bruxo passa a pasta, colocando uma gase com um esparadrapo. 

- O que aconteceu de verdade? Taehyung estava desmaiado e ferido. 

- Foi um Vkhuner que nos atacou. 

- Um Vkhuner? - o outro ofega - Onde ele está? 

- Acho que Tae o matou - respondo simples.

- O Taehyung que eu conheço? 

- Parece que não o conhece tão bem - falo provocativo - Ele não é uma criança inofensiva, JiHan. 

- O que você fez? 

- Eu nunca faria nada para ele! - levanto o tom sem perceber. 

- Acho que já entendi. 

- Entendeu o que? - me afasto quando o bruxo termina. 

- Você o ama - era uma afirmação, não uma pergunta. 

- Eu... - hesito, mas não tinha nada mais para hesitar - Sim, eu amo. Algum problema? 

- Oh, não - ergue as mãos - Não há nem um problema. Só estou surpreso, quer dizer, nem tanto. Taehyung sempre falava de você. 

- Falava? - sorrio bobo, mas me forço a não deixar a felicidade tão transparente. 

- Sim - o Do suspira dramático - "Jungkook é tão legal", "Hyung, ele é o homem mais bonito que já vi", "Acho que estou apaixonado, Jih"... e muito mais. Eu vou parar de falar antes que eu esteja dizendo demais. Por que você está sorrindo assim? 

- Nada - balanço a cabeça, mordendo os lábios. 

- Está com fome? 

- Huhum. 

- Gosta de Kimchi? 

- Sim. 

- Vou lhe dar comida senão é capaz do Kim me matar por não ter alimentando o garotinho dele. 

- Aigoo... 

- Essas crianças de hoje - o acastanhado resmunga. 

- Como se fosse um idoso - murmuro desgostoso. 

À noite foi regada de conversas curtas e um silêncio constrangedor. JiHan não era ameaçador, mas também não era um poço de afeição. 

O quarto de hóspede se resumia em uma cama de solteiro, um guarda-roupa e uma escrivaninha. Simples, porém o bastante para uma boa soneca. Porém, não foi tão fácil dormir. Podia soar impossível, mas mesmo de longe, eu podia ouvir os gritos de dor do meu hyung. 

Até parecia que estávamos ligados de alguma forma. 

Muito improvável, eu sabia. 



Notas Finais


Então? Foi bom?
O ápice da estória está cada vez mais perto Esse capítulo não teve muito taekook, mas prometo que o próximo vai estar recheado de interações. Só tenha paciência com essa autora aqui ♡

E sobre a fanfic abo, o prólogo já está pronto, mas estou tentando deixar alguns capítulos prontos para pode postar. E também falta a capa :)

Até a próxima att!
👀


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