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História BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial - Capítulo 3


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Capítulo 3 - A feira milenar


Fanfic / Fanfiction BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial - Capítulo 3 - A feira milenar

Ele, Crono, poderia ter ido a diversos lugares, visitado várias pessoas ou até passeado de barco. Mas não, como sua mãe (cujo nome ainda é um mistério) disse, ele mal havia dormido direito, estivera pensando na Feira a noite toda. Era justificável, visto que próxima só seria daqui a mil anos mesmo. A variedade de locações e atividades da Feira compensava tudo o que poderia perder por fora. Havia uma corrida, competição de bebedeira — a qual por mais que tentasse, não conseguia vencer. Um teste com o robô lutador de Lucca, Gato. Vários vendedores, além, é claro, de uma misteriosa tenda com jogos de adivinhação. Crono, sem dar muita atenção as atrações, subiu as escadas pulando dois degraus por vez. Correndo distraído, Crono não se deu conta de que a sua frente, uma garota loura, com um olhar de Di-Lua bloqueia distraída seu caminho. O choque foi doloroso mas, ao menos foi rápido. Após os três segundos em que Crono levou para recuperar seus sentidos, se deu conta de que havia se chocado com uma linda jovem de cabelos dourados.

— Ai, essa doeu! — disse ela. Em seguida caminha até ele. Nesse tempo, o Sino de Leena, um maravilhoso sino instalado no meio da praça em homenagem a antiga rainha de mesmo nome, balança com o vento e, suas vibrações sonoras penetram a todos em seu redor.

— Er... desculpa. Você está bem? — Crono assente com a cabeça, e em seguida ela começa a vasculhar ao seu redor

— Oh, meu pingente, onde ele foi parar?

Um segundo antes de se dar conta de que ainda estava no chão e se levantar, Crono observou um brilho levemente azulado mais a frente. Ele se levanta, anda até o pingente, o pega e vai ao encontra da garota ainda desconhecida.

— Oh, meu pingente, muito obrigada. Ele tem um grande valor sentimental para mim, poderia me devolver? — Crono torna a assentir. Após a reação exagerada de felicidade da garota, ela o questiona:

— Você mora nesta cidade? E que eu não sou daqui sabe? Vim para ver o festival mas estou meio perdida... ahn... posso ficar com você? - Crono apenas ameaça responder.

— Ah, você é muito gentil. A propósito, meu nome é Marle, seu é Crono né? Muito prazer em conhecê-lo. Agora vamos passear.

Ela o fitou com um olhar claro de quem aguardava por algo. Ele entendeu que deveriam partir. Durante seu passeio eles testaram Gato, que recebia seus adversários com uma simples mas bela canção (" O meu nome é Gato, sou feito de lata, me vença agora e ganhe quinze pratas"), comeram o almoço de um senhor, devolveram o gato de uma garotinha, Crono tentou exaustivamente vencer (em vão) a competição de bebedeira e dançou muito em um show literalmente rudimentar. Conversaram com diversas pessoas, inclusive um vendedor com chamado Melchior, que se mostrou bastante interessado no pingente. Após pelo menos uma hora Crono se lembrou, na verdade foi lembrado, de Lucca e de seu novo invento. Eles imediatamente partiram para o local com apenas uma parada de Marle ocasionada por doces de aparência fenomenal. Quando chegaram, contemplaram uma estranha máquina: duas cápsulas, cada uma sobre uma plataforma que brilhavam azul. Um console de controle ao lado de cada cápsula. Alguns indicadores e uma luz também azul que mais parecia ser de emergência. Taban, pai de Lucca, anunciava para o público:

— Cheguem mais perto e contemplem a invenção do século! Apresentando-lhes a "Super Máquina de Dobra Dimensional"! Subindo nesta cápsula, a pessoa é teleportada para esta outra - diz ele enquanto caminha entre as cápsulas que, Crono observou, não eram ligadas por cabos — este é mais um grande trabalho da minha filha Lucca.

Crono repara nas pessoas murmurando ao seu redor coisas do tipo:

— As invenções da Lucca nunca dão certo.

— Putz, olha o óculos dela!

— Olha aquela geringonça. No meu tempo não tinha uma dessas.

Ele não se alonga e vai ao encontro de Lucca.

— Crono, por onde você andou, ninguém mais quis testar meu Teleporte. Você vai me ajudar né?

— Parece divertido. Vou ficar aqui assistindo você testar — Lucca o alerta uma última vez.

— É só subir na plataforma de esquerda.

Crono entra na primeira cápsula, da esquerda. Seu coração levemente acelerado. Taban caminha até o console da cápsula esquerda.

— Todos os sistemas ligados — Lucca no console da cápsula direita diz com um leve tom de euforia:

— Iniciar transferência de energia — Crono de repente emana uma luz, como uma aura ciano, ele levita. A luz azul o consome como mágica. Seu corpo desaparece. Todos, alguns assustados, outros horrorizados e Taban nervoso, voltam seus olhares para a cápsula direita, onde partículas azuis se uniam, se multiplicaram, e formavam um novo Crono A mesma luz azul que o rodeia desaparecendo gradativamente. Todos acompanharam, perplexos, com os olhos e ouvidos.

Ele desceu a plataforma. Lucca, sem demonstrar surpresa perguntou.

— E aí, como foi? Você quer ir de novo?

Taban comemora ao lado dela.

— Yes! FUNCIONOU! Hã, er... digo, vocês acabaram de ver o melhor em tecnologia, senhoras e senhores.

Os comentários ao seu redor mudaram:

— Bom, alguma coisa um dia teria de funcionar né.

— Putz, olha o óculos dela!

— Oh!

— Que demais! Eu também quero ir — Lucca olha para Marle em dúvida.

— Ei Crono, quem é essa sua amiguinha em? — Marle se posiciona entre Lucca e Taban ficando de frente para Crono.

— Que tal, Acha que consigo? — Taban caminha até a cápsula da direita olhando para o público e fazendo o anúncio.

— Senhoras e senhores, vejam como esta linda jovem caminha sem medo para a máquina — diz ele enquanto ela desfila (mesmo ela sendo mais durona que muita gente!) a caminho da cápsula esquerda

— Não saia daí Crono.

— Olha, ainda dá tempo de desistir...

— Nem vem tio, pode apertar o botão!

— Se é assim, pessoal, vamos saudá-la com muitas palmas quando ela reaparecer.

Marle sobe na plataforma da cápsula esquerda. Taban e Lucca se posicionam nos consoles de controle de cada máquina.

— Todos os sistemas ligados.

— Iniciar transferência de energia.

Marle levita e é envolvida pela fabulosa luz azul. Porém, ela parte diretamente do seu bolso, onde está o pingente.

— Hã, meu pingente... ele está...? — seu corpo se fracionou antes do término frase. Faísca *irrompiam da máquina. Uma esfera de tons roxo e azul se forma entre as duas cápsulas. Todos observam as partículas de seu corpo se dirigindo a esfera que, logo em seguida, desapareceu junto com elas. Ela se tinha ido. A única evidência de sua existência foi seu pingente que, por descuido, caiu antes da esfera se fechar. Taban foi primeiro a reagir

— Lucca, onde ela está? O show acabou pessoal, circulando... o que aconteceu Lucca, onde ela foi parar?

Lucca se vira num gesto calmo de reflexão.

— O jeito que ela desapareceu... não pode ter sido o Teleporte. Talvez o pingente dela tenha afetado o campo dimensional.

— E o que faremos agora?

— Essa garota me é familiar, sei que já a vi em algum lugar

Crono já sabia o que tinha de fazer. Aquele pingente o chamou. Ele caminhou até a cápsula com o pingente e o colocou no pescoço.

— Crono! — exclama Lucca surpresa.

— Ei garoto, você quer mesmo bancar o herói?

— Ouça, não sei para onde a máquina vai te mandar, mas não temos outra escolha.

— E se os dois ficarem perdidos?

— Essa é nossa única chance!

— Crono, o pingente deve ser a chave, então segure-o bem.

Taban caminha apressado até o console de controle esquerdo — Todos os sistemas ligados — Lucca segue seu exemplo.

— Iniciar transferência de energia.

— Força total.

— Certo.

— Preciso de mais força.

— Certo.

— Pronto!

A luz áurea envolve novamente Crono, desta vez vinda de seu peito, como no bolso de Marle

— Crono, irei atrás de você assim que descobrir o que deu errado. Boa sorte!

Seu corpo se desfaz nas mesmíssima aglomeração de partículas azulados e é engolido pela esfera recém criada que desaparece em velocidade igual a que surge.



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