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História BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Um estranho acontecimento


Fanfic / Fanfiction BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial - Capítulo 4 - Um estranho acontecimento


Após o psicodélico show de luzes azuis que foi sua estada na esfera misteriosa, Crono se viu num bosque onde algumas árvores com tons intensos de outono lhe faziam companhia. Alí mesmo teve de enfrentar estranhas criaturinhas que (por pura coincidência) também eram azuis,os Duendes Azuis apesar de parecerem inofensivos, são cruéis quando se abre defesa. Após o pequeno confronto, cruzou a ponte que passava por cima de um rio calmo. Quando desceu a colina teve certeza de que a bola com que dois duendes verdes jogavam piscou para ele. Crono saiu do bosque no cânion com o nome da cidade: Truce. Chegou ao vilarejo e reparou que as casas pareciam um tanto diferentes e menos maltratadas do que ele se lembrava. Também conseguia ver ao longe que havia uma catedral ao lado do castelo. Crono, sem opções, entrou num bar, A Taverna Truce, a procura de informações. Do lado do balcão ele viu uma um homem vestido com roupas de soldado, porém não as modernas, mas as usadas por homens na idade média.
― Como assim que lugar é esse? Você é algum idiota? Este é o Reino de Guardia, e estamos lutando contra as tropas de Magus. Você sabia disso né? ― Crono nega, não viu sentido em mentir ou debater.
― Ótimo, outro estrangeiro ignorante!
Crono observou um homem usando roupas de viagem entrar no bar ofegante. Ele senta, fita Crono por um segundo e pergunta.
― Você também é estrangeiro? Eu sou Toma, o Explorador. Ei, sabe da última? Posso te contar se me pagar uma bebida ― apesar de rápido, Crono pensou em dois argumentos para não pagar: se valeria a pena gastar a mesada que sua mãe lhe dera com tanto carinho, ou se não poderia ser passado para trás com a fuga do dito tal explorador. Sua curiosidade venceu a batalha interna de sua mente, então resolveu pagar.
― Garçom, traz uma cerveja amanteigada aí ― o garçom trouxe o copo com o líquido dourado em velocidade recorde ― bem, eu ouvi por aí que a Rainha desapareceu enquanto visitava a catedral e... como assim? Ela já foi encontrada? Nossa, eu não estava sabendo disso...
Frustrado, ele se retirou do bar não muito surpreso com a resposta obtida, e saiu e se dirigiu ao castelo, já tinha uma hipótese de por que seu vilarejo, onde foi criado desde criança, estava tão diferente, além do mais, não tinha para onde ir, pois não conhecia ninguém e a ponte Zenan estava destruída. Então, achou que deveria procurar alguma autoridade.
― Alto lá, quem és tu? ― ouviu Crono precipitando-se as portas do castelo. Os dois soldados o observavam com muita desconfiança. Suas armaduras em lilás e prata brilhavam a luz dos candeeiros do castelo.
― que cabelo estranho é esse? Serás um espião das tropas de Magus?
― Talvez... garoto, mostre-me o brasão de tua família!
― Não possui brasão, Rápido, alertai o Rei sobre isso... ― contudo, uma voz de origem desconhecida porém estranhamente familiar brada de cima das escadas do castelo.
― Parem com isso!!!
― Rainha Leena! ― uma mulher de vestido verde esmeralda desce lentamente as escadas, Crono não falou mas, conhecia aquele rosto, aquelas linhas que, apesar de recentes, já eram uma gota de esperança, seus cabelos preservavam o rabo de cavalo.
― Mostrem mais respeito, ele é meu convidado.
― Mas milady, é imprudente confiar em alguém... - ela olha fundo os dois soldados e expressa sua irritação.
Vocês pretendem desobedecer minhas ordens?
― Pedoai-nos milady! Sir, tu podes entrar!
A Rainha subiu as escadas com um ar de satisfação.
― Perdoai-nos, por favor, nós honramos os amigos da Rainha.
― Invejo-te por seres amigo da rainha!
Crono subiu as escadas, abriu as portas do salão com mais força do que pretendia. Ele não lembrava como era o castelo da sua cidade pois apenas visitou uma vez quando criança, mas este não perdia em nada, era tão luxuoso quanto, porém com um ar mais rústico, medieval. O Rei se levantou, foi até ele. Crono viu, pelo canto dos olhos, o chanceler caminhar até uma porta larga que dava em uma das torres. O Rei começou a falar e Crono lembrou de sua presença.
― Sir, agradeço-te por teres salvo minha adorada esposa Leena, mas dizei-me o que realmente acontecestes... Leena não age normalmente e parece ter perdido vosso grampo de coral que tanto estimavas... oh! Perdoai minha indelicadeza! Tu deves estar cansado, falaremos disso outra hora ― um cavaleiro que aguardava ao lado do rei veio ao seu encontro.
― A Rainha o chama para vossos aposentos.
Crono assentiu com a e entrou pela porta da torre indicada pelo cavaleiro. Subiu quatro lances de escada, uma das salas pelas quais passou possuía um baú negro misterioso, chegou a sala mais alta da torre. Outro cavaleiro entrou a sua frente.
― A Rainha aguarda por ti.
Ele atravessou o corredor, entrou pela porta já aberta, viu a Rainha de costas e duas de suas serviçais particulares de prontidão. A Rainha se virou para elas.
― Por favor, saiam. Preciso conversar a sós com ele - e as duas obedeceram.
― Chegue mais perto, Sir ― nervoso, andou até a Rainha. Ela se virou com vagar.
― Hehe, te enganei, não foi?! Crono, sou eu, Marle. Todos aqui me chamam de Leena, mas sou eu! ― ela caminhou até a parede, de cabeça baixa ― estou tão feliz em ver você. Sei que mal nos conhecemos, mas sabia que você viria me buscar ― ela volta até ele, seus olhos brilhantes transmitindo todo seu carinho ― obrigada Crono!
De repente a temperatura baixou como se dementadores invadissem o local, o tom sépia que consumia o castelo deu lugar a um azul cinzento e frio.
― Eu... Me sinto estranha... meu corpo, parece que está sendo dividido ― ela pôs as mãos na cabeça com desespero.
― Me ajude Crono, eu estou com medo, SOCORRO! ― Crono avançou para acudi-la, mas, novamente ela havia sumido. O castelo tomou de volta seu tom quente natural. Crono piscou os olhos como se fosse acordar de um sonho. Saiu do quarto sem querer falar com ninguém. As serviçais ameaçaram falar com ele, mas Crono passou direto, sem saber o que dizer ou fazer.
Quando Crono desceu o último lance de escadas ele ouviu a voz de Lucca o chamando e ela correndo ao seu encontro. De início ele pensou como era reconfortante, mas também pensou como era possível ela estar aqui, presa com ele nesse lugar estranhamente familiar e ainda desconhecido.
― Crono! ― chegou ela, bufando ― puff, puff... você está bem? Conseguiu encontrar a garota?― Crono iria responder mas, ao abrir de sua boca Lucca trovejou suas ideias.
― Já sei, ela sumiu! Foi de repente, não foi? Hummm... acho que sei o que aconteceu ― Lucca se vira para admirar o castelo ― Crono, este castelo não lhe parece familiar? ― ele olhou ao seu redor, já tinha sua teoria em mãos mas Lucca foi mais rápida
― Não, você não está louco. Este é o castelo de Guardia, só que no ano 600 d.C. Crono, nós voltamos no tempo! ― Crono estava surpreso, porém mais por que sua teoria se confirmava ― e aquela garota que você veio buscar... bem, eu descobri que ela não é uma simples garota... ela pertence à Família Real do nosso tempo e, er... ela é a Princesa Nádia.
Crono imaginara a explicação de Lucca como em um show de slide...
O slide mostrava a exuberante Rainha Leena (chamada de Leene no jogo), Marle era a garota de macacão. Leena é capturada! Uma a uma, as descendentes de Leena vão desaparecendo, até Marle deixar de existir!
...Marle deixará de existir!
Crono voltou a si com esta última frase.
― E a única forma de evitar isso é trazendo Leena de volta. A Princesa sumiu por que algo de ruim deve ter acontecido a Rainha desta época, vamos lá Crono, nós precisamos salvar a Rainha o quanto antes!
Crono recebeu de Lucca o mesmo olhar que recebera de Marle quando a conheceu, indicando que tinham de partir rumo a aventura. Enquanto desciam ouviram o chanceler reclamar.
― Droga, achei que ela estivesse num quarto seguro... ― e depois disso, sair. Eles exploraram um pouco o castelo: passaram pelo dormitório onde Lucca revelou seus cabelos roxos naturais ao tirar seu capacete para dormir, provando que havia algo errado com a genética do povo, e pelo refeitório onde ouviram falar do lendário cavaleiro Syrus, comeram um guisado quente e ouviram o chefe reclamar ― Tu sabes o que é um "sorverde"? A Rainha Leena queres muito isso.
Na saída do refeitório, Crono e Lucca presenciaram uma discussão. O capitão dos Cavaleiros da Távola Quadrada, estressado pela guerra, sem intenção se exaltou.
― Onde está a ceia? ― uma serviçal tremeu.
― Oh capitão, me desculpe ― o capitão e seus cavaleiros se sentam à mesa
― Já esqueceste que estamos em guerra? Meus cavaleiros precisam estar bem alimentados.
O chefe vem correndo da cozinha.
― Não reclamai capitão, todos estamos envolvidos na guerra ― o capitão se levanta, com cara de que algo mal cheiroso desabrochou sob seu nariz.
― Tu cozinheiro, deveria atentar-se apenas ao teu trabalho! ― o capitão sai do refeitório, deixando seus cavaleiros lá, a espera de suas refeições. O chefe resmungou.
― Humpf... Meu trabalho é o que o mantém vivo capitão.
Crono subiu as escadas, Lucca seguindo seus passos. Eles saíram do castelo sem hesitar em seu objetivo: Salvar a Rainha!
 



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