1. Spirit Fanfics >
  2. BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial >
  3. O julgamento

História BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial - Capítulo 6


Escrita por:


Capítulo 6 - O julgamento


Fanfic / Fanfiction BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial - Capítulo 6 - O julgamento

— Legal, nós voltamos! Crono, Lucca, não querem ir comigo até o castelo, podíamos jantar, seria legal.

— Sinto tê-la feito passar por isso Marle.

— Tá brincando né? Eu não me divirto assim a muuiiito tempo! E ainda ganhei novos amigos.

— Crono, seja cavaleiro e acompanhe ela até em casa... eu tenho muito o que fazer.

— Até mais Lucca... vamos então Crono.

Lucca desapareceu no horizonte da Feira. O garoto observava com amor os detalhes da melhor época de todas: a sua. Ele acordou com o aviso de Lucca acompanhou Marle até o castelo da região. A Princesa não precisou entrar para ouvir o chanceler de sua era gritar por ela.

— Princesa Nádia... (puff puf) Princesa, a senhorita está bem? Por onde andou? Ouvi dizer que tinha sido raptada, todos os soldados estavam te procurando! — o chanceler olha Crono de seus cabelos enferrujados até seus sapatos marrons, seus olhos cômicos saltam de fúria.

— Patife, foi ELE, ele quem sequestrou a Princesa!!! — Marle tentou intervir mas, o chanceler a tratou com a indiferença de um cacto.

— Admita, você a confundiu para usurpar o trono! Terrorista!

— Não, Parem!

A Princesa clamava, porém os soldados não paravam de chegar, os cercando como se não ouvissem sua tentativa de protesto.

— PAREM COM ISSO!!! — por um momento todos os soldados se curvam, mas...

— O que vocês estão fazendo?!

— Mas a Princesa Nádia disse...

— Idiotas! Detenha-no — um dos soldados acerta Crono na cabeça.

O garoto acorda um pouco antes do início de seu julgamento. Pierre, seu advogado passa por Crono e pisca para ele. De dentro da sala não identificada que estava ele ouvia vozes anunciar:

— "Eu, o chanceler, sou o promotor!"

— "Eu sou Pierre, o advogado"

— "Corte, agora trago Crono, acusado do Rapto Premeditado da Princesa" — um segundo de silêncio e o chanceler surge à porta da sala onde Crono fora trancafiado. Ele o arrasta até a bancada do acusado e passeia pelo tribunal entre os raios de luz de sol coloridos pelas vidraças artísticas do tribunal.

— O que devemos fazer? Mandá-lo para a fogueira? Pendurá-lo de cabeça para baixo por alguns anos? Ou talvez usar a guilhotina? — ele se volta para Crono com imensa satisfação — caberá ao júri decidir o seu destino. Agora vamos dar início a esta sessão — o chanceler caminha a seu posto lado a lado ao juiz.

— Crono, diga apenas a verdade — diz o juiz que, em seguida, olha para o advogado Pierre, que começa a argumentar.

— Crono é acusado de "Sequestro Premeditado da Realeza", mas será que ele cometeu tal delito? A resposta é... não. Na verdade não houve nenhum sequestro — o advogado caminha até o centro do tribunal.

— De fato, a Princesa pediu a Crono se ela poderia FICAR com ele!

Pierre volta ao seu lugar, o chanceler corre para questionar Crono.

— Isto é verdade? Quem iniciou a confusão? Foi ela? Tem certeza? Pois temos testemunhas dizendo que viram você se aproximando da Princesa!..

...A cena corta. Logo Crono está correndo com uma expressão no rosto de super vilão, em direção a Marle para derrubá-la no chão e observar seu feito maígno emquanto esfregava as duas mãos...

— ...a Princesa o seguiu inocentemente até o show de Lucca e lá eles sumiram! Se isso não foi um sequestro, então não sei o que foi — o chanceler retorna ao seu posto, um sorriso esboçado relampejou pelo seu rosto.

— Eu ainda tenho provas que questionam o caráter do réu.

— Protesto! Isso é irrelevante para o caso!

— Protesto negado, prossiga chanceler.

— O caráter do réu é de extrema importância para o caso.

— Nós não temos nada a esconder! Eu chamo minha testemunha, ela vai falar sobre o caráter do réu — Pierre, o advogado, sai pela porta que Crono entrou e, após alguns segundos, retorna com uma menininha em seus calcanhares. Ele simula uma tosse e ela começa a falar.

— O moço é legal, ele devolveu meu gatinho — ela chega perto do réu e o agradece com seus olhos brilhantes e coloridos pela luz — muito obrigada — a menina sai de cena e Pierre corre ao centro do tribunal.

— Vejam só, esse jovem não merece uma medalha��!.. essa foi boa em Crono! — sussurra o advogado.

O chanceler caminha até Crono, passos frios e calmos, como se jogasse uma partida de xadrez ou fizesse a Super Licensa em um jogo de corrida.

— Crono você já roubou alguma vez na vida? Talvez você diga "Não! Não sou ladrão!", mas você está mentindo, e eu posso provar — o promotor sai pela mesma porta que o advogado, e volta segundos depois com um senhorzinho de idade que, ao visualizar Crono, ergue seu dedo trêmulo.

— Foi ELE! Ele comeu meu almoço na Feira...

..A cena corta novamente, Crono está escondido esperando a oportunidade perfeita para roubar o almoço de um pobre velhinho. O senhor se vira, e Crono devora o almoço como um lobo devora as pobres ovelhas...

— Registrem isso! Ele roubou a comida de um pobre senhor de idade! — Pierre, o advogado, corre novamente para o centro do tribunal com seu rosto coalhado de gotas de suor frio.

— A questão aqui é MOTIVO. Que motivo este jovem teria para raptar a Princesa Nádia? Nenhum! — o chanceler se ergue olhando diretamente para Crono.

— É simples: Dinheiro! Crono, a fortuna da Princesa te tentou não foi? Sei que dirá que não, mas tem certeza? — Crono acenou com a cabeça deixando claro sua resposta.

— Vocês viram, ele disse não ter interesse na fortuna da Princesa. Testemunha, por favor — o promotor sai e retorna com uma mulher de cabelos curtos, ruivos e cacheados chamada Marieta Edgecombe, tão trêmula quanto a mão do idoso.

— Hã..., Foi! Foi ele mesmo que vi... Nossa, estou tão nervosa, — ela passeia de um lado para o outro.

— Ele pegou o pingente da Princesa...

...A cena corta, Crono, no chão olha de Marle para o pingente, arquiteta um plano maligno e, de forma dissimulada, pega o pingente, vai até Marle e o entrega...

— Hã... Eu já posso ir? — e ela se retira sem esperar o sim.

— A promotoria acabou. Sem mais perguntas meritíssimo - o juiz bate o martelo, sua voz forte impõe autoridade.

— Membros do júri. Se ele for culpado, fiquem à esquerda. Se ele for inocente, fiquem à direita.

O primeiro membro se levanta, anda até o juiz e diz:

— Inocente — o público vibra; o segundo se levanta.

— Inocente — O terceiro segue seu exemplo.

— Inocente.

O quarto Crono reconheceu ser o Velhinho do Almoço Roubado.

— Culpado!

Dos quatro restantes, apenas um votou como inocente...

BAM! BAM! BAM! — o juiz bate o martelo.

— Ordem na Corte! Já temos um veredicto. O veredicto é... INOCENTE!... — O público novamente agita como se a corte fosse a baixo — ...contudo, se não houve sequestro, houve ao menos uma brincadeira de mau gosto. Por isso, o réu será punido com três dias de reclusão na solitária!

O chanceler grita sem atraso.

— Levem-no!

— Os soldados entram em cena, a Princesa, escondida durante todo o julgamento corre com revolta — Não! — o chanceler, abismado hesita.

— Princesa!

O Rei de Guardia aparece logo atrás da Princesa, aparentemente, veio dar um fim nessa história.

— Agora já chega, querida!

— Mas pai...

— Por favor, comporte-se como uma princesa, até a Realeza deve obedecer às Leis! Deixe o resto com o chanceler e esqueça o que aconteceu na Feira — o Rei olha Crono e seus dois guardas.

— Levem-no! — e sai do tribunal com novos atributos de pai malvado. Até as representações das magníficas vidraças coloridas pareciam se espantar com os acontecimentos passados.

Crono é levado a uma das torres, senão a mais alta torre do castelo acompanhado do chanceler à frente e um guarda que encerrava o cortejo. Chegaram a uma sala toda em pedra, o supervisor distraído rapidamente se levantou com a presença do trio.

— Este é o criminoso que tentou subverter nosso reino. ele foi considerado culpado e deverá cumprir sua sentença.

O soldado que os acompanhava empurra Crono para mais perto do supervisor de forma extremamente gentil.

— Então esse é o monstro que sequestrou a Princesa?

— A execução ocorrerá em três dias. Não tire os olhos de cima dele.

— Execução? Estranho, não me lembro de mencionarem uma execução.

O chanceler se exalta ao passo que desconversa o assunto.

— O quê? como ousa ME questionar? É que a papelada deve estar na burocracia seu idiota!

O supervisor engasga, e toma posição.

— Entendido senhor! guardas! Levem o prisioneiro.

Dois guardas de armaduras prateadas saem da porta ao lado da mesa do supervisor. Um deles se aproxima de Crono, bate com o punho da espada em um ponto específico da cabeça enferrujada do protagonista e ele apaga.

Crono acordou confuso, em uma sala retangular de pedra com grades na única saída, onde dois guardas faziam a sentinela. Ele sentou na cama dura da sua cela. Um pacote embrulhado em um pano rosa estava esperando por ele.

— Algum simpatizante deixou isso para você, seu imundo! — era uma pequena garrafinha de Éter. Crono, sem escolhas, bebeu um copo d'água e aguardou...

...Três dias para a execução...

...Através de uma janela estreitíssima na sua cela Crono conseguia vislumbrar uma pequena fração do pôr do Sol...

...Dois dias para a execução...

... De vez em vez Crono se expressa, liberando sua raiva apesar do protesto dos guardas de sua cela.

— Cala essa boca!! — gritavam em revolta.

...Um dia para a execução...

...Nosso herói se perguntava se estava sozinho ali. Obviamente não estava, mas sensação era de profunda solidão, sendo acompanhado apenas pela respiração barulhenta de um dos guardas...

...E, finalmente, o dia chegou.

Um soldado chegou, parou à frente dos dois guardas.

— Vamos levá-lo para a execução.

Um dos guardas abre a cela, Crono é direcionado para fora, é acorrentado e, de cabeça baixa, caminha até seu destino final.

Caminhou por um longo corredor. Constatou que de fato não estava sozinho. Alguns presidiários se assustaram, outros gritavam suas revoltas, alguns expressavam toda sua compaixão ao jovem garoto que encontrara o fim cruel de sua, relativamente curta, vida... Eles caminharam mais alguns metros. Entraram em uma sala, além de alguns instrumentos de tortura, havia um garoto preso com o pescoço sob uma lâmina de uma guilhotina, eles passaram direto pos, a próxima sala sim, seria a última de Crono. Ele foi preso a semelhante guilhotina.

— Nós já afiamos a guilhotina — dizia o soldado que, aparentemente seria o carrasco.

— Quais são suas últimas palavras? Crono respirou, pensou e repensou. O que diria mudaria a vida de muitas pessoas, suas primeiras palavras (no jogo, é claro). Ele olhou para o soldado, seus lábios tremeram e... BUM!! BAM!! Explosões e estampidos vindos de fora. Os guardas se viraram. Lucca surge muito rapidamente.

— Crono, eu vim salvar você!

— E quem é essa aí?

— Seu pior pesadelo... tomem isso idiotas! — Lucca saca uma pistola amarelada e efetua três disparos explosivos, os dois guardas e o soldado caem estuporados no chão.

— Então, o que acharam da minha Zonkor-38 panacas?... — ninguém responde, afinal estavam desacordados — rápido, vamos sair daqui!

Lucca e Crono atravessaram o portal da sala de execução, o brilho das tochas por um segundo o cegou, quase se acostumara com a escuridão da sua cela. Aquele mesmo garoto preso na guilhotina clamava por socorro. Não tiveram dúvidas, Lucca vigiou enquanto Crono o desamarrou.

— Muito obrigado! Meu nome é Fritz, meu pai tem uma loja em Truce, apareça por lá algum dia.

Eles continuaram sua fuga. Foram desbravando silenciosamente o lugar. Havia um guarda caído à porta da saída da sala de execuções, obra de Lucca, é claro. Cruzaram alguns corredores, passaram por uma ponte extremamente alta. Na outra torre, homens com enormes escudos abriram a guarda para Lucca, os homens não eram tão fortes quanto os escudos que os protegiam. Subiram a esquerda. Uma escada contrária os levara acima. A sala de pedra mais bem cuidada indicava que tinham saído da prisão. Na próxima sala, o supervisor jazia ao chão, em sua roupa cinco garrafas de tônico, e ao seu lado, um documento ultra-secreto com o brasão do reino em preto na capa branca, Lucca o pegou e leu em voz alta.

— Ao supervisor da prisão, Manual do Tanque Dragão: "A Cabeça do Tanque restaura os danos do corpo; além de conter um escudo que protege contra ataques de Luz e Fogo. Se a Cabeça permanecer intacta, o Tanque será indestrutível. Guardia R&D".

Lucca largou o documento, olhou abismada para Crono, ambos pensaram a mesma coisa, teriam de enfrentar um Tanque?! Como fariam isso? Eles seguiram caminho, a porta da sala do supervisor dava em outra enorme e estreita ponte. Eles correram o quanto puderam, e a ponte balançou, instável. Eles continuaram correndo, porém, novamente a ponte balançou e, dessa vez mais forte. Crono e Lucca insistiram mas, a ponte balança uma última vez.

— O que foi isso? — Crono não responde, apenas se vira e um dragão grande aparece atrás deles. O granada e o roxo azulado das cores se confundiam com as enormes cordilheiras vistas da ponte.

— Avante Tanque Dragão, esmague nossos rebeldes! — diz o chanceler, pulando de alegria. Ele se retira e fecha a porta da torre à frente deixando apenas Crono, Lucca e Dragão.

A Batalha se inicia. O Tanque solta um rugido como de um dragão real. De início os dois decidem atacar a Cabeça. O raciocínio é interrompido por uma Torrente de Fogo que os separa, forçando-os a se equilibrar nas bordas da ponte. Lucca se afastou do Tanque, carregou seus dardos e os descarregou na cabeça do Dragão, que revidou com mísseis — A ficha de dela caiu: o dragão viera com o intuito de matar, e não de prendê-los. Ela descarregou outro cartucho na feira de aço. Crono chegou perto e começou a atacar o casco, movimentando seu sabre com velocidade semelhante à da luz. As rodas traseiras começaram a girar, Crono pula em cima do Tanque. Lucca novamente se equilibra mas dessa vez cai... ou quase, se segura na borda da ponte. Crono gritou, correu, deitou, a olhou, e esticou os braços. O Tanque começou a avançar contra eles para esmagar Crono, mas ele decidiu que salvaria Lucca, nem que isso custasse sua vida. Como, apesar de tudo, não queria morrer, ele tratou de puxá-la com toda sua força, ela pulou em cima da ponte já atirando na Cabeça, que finalmente cedeu e caiu para a escuridão do vale abaixo deles. Lucca pegou uma de suas invenções na pochete lateral de couro, e de repente chamas suas de suas mãos, o Dragão fica vermelho incandescente. De sua carapaça emerge um pequeno cilindro com um led amarelo aceso, um laser é disparado enfraquecendo os dois. Crono, fraco, caminha, fita o eixo exposto das rodas do Tanque e, com suas últimas forças parte uma a uma com sua katana, mais rápido que Beatrix com sua redenção. Lucca tirou um tônico de sua bolsa, chegou perto do Tanque e bateu na lataria com seu martelo outrora esquecido, deu a bebida a Crono, que levantou quase revigorado. Lucca estudava as possibilidades de vitória mas, em um determinado momento ele intervém em toda sua ciência, saltou por cima do casco danificado, e cravou seu sabre nele. Faíscas como as da máquina de Lucca circuncidavam a fera de dentro para fora. Pequenas explosões por toda máquina fizeram Crono abandoná-la. A ponte estremeceu uma última vez. Um furioso chanceler, que esperava um gemido de morte, apareceu horrorizado.

— M... meu Tanque Dragão! Rápido, consertem-no!!! — o som do aço retorcido junto às pequenas explosões deram a impressão de que o Dragão sucumbiria ali mesmo. Mas, não foi o Tanque o primeiro a ceder. O chanceler e os dois soldados tentaram, em um fôlego de esperança, consertar o Tanque, mas o piso abaixo deles se partiu. Foi de se admirar a velocidade com que pensaram pois conseguiram segurar um no outro e nas bordas da ponte. Crono se impressionou, e Lucca, com a ousadia e a curiosidade de uma cientista da Leonov, deu a luz a uma ideia ousada...dependendo do ponto de vista é claro. Ela segurou a mão de Crono e, juntos, atravessaram por cima dos soldados e do chanceler que completavam a ponte.

— Malditos! Não pensem que ficará assim! — gritava o homem de cabeça para baixo cuja sua longa barba apontava para seu possível iminente fim. Cruzaram a última porta da prisão construída em um local não existente na antiguidade, desceram cinco lances de escadas. Já à porta dois soldados os surpreendem. A dupla dispara, os leais servos do Rei em seus calcanhares.

— Eles estão fugindo!

— Acho que vamos ter que tirá-los do nosso caminho Crono!

Eles prosseguiram sua fuga, mais dois, mais quatro soldados vieram e os cercaram contra uma parede, mas aquela princesa rebelde mais uma vez intercedeu por eles.

— Não!!!

— Princesa Nádia! — espantou-se o soldado mais a frente, e logo todos se curvam.

— Crono é meu amigo, eu ordeno que vocês o respeitem.

— Ma... mas — a Princesa traz a tona aquele olhar que usou quando se passara por Rainha, porém agora sem o tom de humor e ousadia.

— Obedeçam minhas ordens!!!

— Idiotas, o que estão fazendo! — o chanceler retorna, com marcas de pegadas no seu chapéu — Vocês devem obedecer apenas às ordens do Rei!

— Pai... — o Rei se aproxima, caminhando com vagar.

— Silêncio Princesa Nádia! O trono está acima de seus desejos mesquinhos!

— Mesquinhos? Mas ele não fez nada! Por que insistir com isso?

— Você pretende desafiar a lei, Princesa?

— Não estou desafiando nada, isto se chama "bom senso" sabia?

— Já chega Princesa!

— Eu... eu odeio você e... suas leis estúpidas. Vou embora daqui! — a Princesa arranca seu vestido esmeralda fora, revelando quem ela realmente é — e que esse tempo todo ela estava preparada para uma possível fuga.

— Princesa Nádia! — diz o chanceler surpreso com tal reação, ele não esperava uma fuga dela, a menina a quem tomará gosto, e no fundo (bem no fundo mesmo) estava tentando proteger, assim como seu pai.

— Vamos Crono! — ela também o pegou pela mão e os dois saíram do castelo. Lucca, que acompanhava tudo com os olhos deu um sorriso forçado, apontou meio desconcertada para a porta do castelo e correu embora atrás dos parceiros de fuga.

— Não fiquem aí parados, vão atrás deles! — ordena o chanceler. O Rei, logo atrás, já longe de toda a algazarra, solta um lamento pela filha.

— Lá estão eles!

— Não os perca de vista!

Os soldados reais encurralaram o trio na Floresta de Guardia, a única saída era uma clareira recém aberta, os soldados não os abandonaram.

— Não tem saída! — diz Marle, mas Lucca pensa o oposto.

— É um portal — os três se aproximam, Marle para perto de um baú negro e trancado, parecia selado por magia.

— Vamos então!

— Mas não sabemos para onde ele vai nos levar.

— Bem, ou nós entramos ou nos ferramos!

— Princesa!

O chanceler retorna com cinco soldados, e Lucca intervém — Isto é completamente irracional!

— Vamos Crono! — pela primeira vez desde a prisão Crono tomaria uma decisão. Ele acenou para Lucca e ela não o questionou mais. Apenas apontou a Chave de Portal para o Portal fechado e ele se abriu. Os três entraram, o destino novamente era incerto, mas o oposto era fatal tanto para Crono quanto para Lucca, afinal ela ajudara um terrorista perigoso a fugir de sua grande sentença de...três dias de reclusão, claro que, sem a interferência do chanceler. Entraram. O portal se fechou e eles sumiram. O chanceler caminhou para onde eles estavam, extremamente confuso e de queixo caído.

— Eles... sumiram! — agora só restavam o autor da frase, os cinco soldados e um baú velho e misterioso naquela clareira agitada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...