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História B'Shert - Capítulo 1


Escrita por: e kazuno


Notas do Autor


Eu sinceramente não sei nem o que dizer depois de tanto tempo enrolando com essa fanfic. Mas bem, oi. Faz tempo que não apareço aqui com fanfics do exo. Mas bem, senti vontade de postar essa aqui que parte escrevi com um anjo chamado Larissa que me ajudou demais!!!

Assim com a @DamaDayla que ajudou/criou a sinopse (sempre me salvando) e óbvio, a capa linda é da @baobao que SEMPRE arrasa.

Obrigada a todas que me ajudaram e a quem vai ler essa história, a qual espero do fundo do meu coração que gostem!

AVISO IMPORTANTE: alto teor de clichê, tipo... extremamente

Capítulo 1 - One


B'Shert: Destino. Alma gêmea predestinada. Refere-se a busca de uma pessoa que irá te completar.

*

Se alguém perguntasse a Baekhyun o que mais queria para o resto de sua vida, ele diria com convicção que desejava ser amado da mesma forma por Park Chanyeol, seu melhor amigo de anos, o alfa a quem amava. A amizade deles poderia ser facilmente confundida com algo a mais, mas infelizmente era só um equívoco.

Gostaria de estar nos braços do alfa por todos os dias de sua vida — mesmo que praticamente já estivesse, uma vez que já estavam juntos sempre que podiam. E se dissesse essas palavras a alguém, sabia que soaria meloso e sonhador demais, porém era o que seu íntimo desejava. Seu lobo interior secretamente havia escolhido Chanyeol, mas sabia que isso não era o ultimato pra jogar tudo pro ar e dizer sobre seus sentimentos. Além de amar, deveria ser amado também, e sabia que era, mas como um amor fraternal e isso o machucava, ao mesmo tempo em que o transbordava. Ele tinha Chanyeol, mas ao mesmo tempo parecia inalcançável como as estrelas.

O filme que escolheram para assistir na Netflix do Byun era de ação, gênero que ambos gostavam. A calmaria que preenchia o coração do ômega era satisfatória ao extremo e alcançada somente quando tinha o alfa por perto, típico de alguém apaixonado. Por isso não fazia questão de agir diferente de seus instintos, apenas se enroscou nos braços fortes do alfa recebendo um sorriso bonito em troca.

— Parece um gatinho. — o Park comentou, passando a mão pelos cabelos brancos do ômega sobre si, que fechou os olhos e suspirou baixinho, o cheiro masculino e gostoso invadindo suas narinas e lhe fazendo sorrir. Baekhyun adorava ser mimado e ter tudo do seu jeito.

— Um lobo. — corrigiu, só por ter a impressão de que gatos parecem menos temidos. Ora, Chanyeol sabia que ele era um lobo branco.

— Como quiser, gatinho.

Preferiu não dizer nada com a implicância boba do outro e como uma brisa inesperada que chega no final da tarde, Baekhyun teve a lembrança de um dos momentos mais simples e marcantes de sua infância ao deitar no peitoral do alfa.

Recordou-se do dia em que foi para a cachoeira junto da família Park, quando tinha apenas doze primaveras. Havia achado uma pedra bonita perto de algumas flores e sua ingenuidade lhe fez pensar que era valiosa. Respirou fundo, suavemente, a cena do passado lhe invadindo a mente. Sentiu falta do momento.

"— Yeol, olha o que encontrei! — o menor apareceu em sua visão, saindo do meio dos troncos das árvores altas, cheio de animação. Estava nu, devido a transformação de minutos antes. O tempo estava gostoso e ambos já tinham nadado nas águas frescas do lago que o deságue da cachoeira formava.  — Olha que linda, podemos ficar ricos com ela!

Baekhyun tinha uma pedra brilhante em suas mãos pequenas e a cor variava entre verde água claro e azul, numa mistura que se tornava linda aos seus olhos. O moreno sorriu em direção ao outro, que exalava um perfume incrível devido a sua animação e isso o deixou da mesma forma, já que o jeitinho de Baekhyun sempre fora contagiante.

Com cautela, Chanyeol pegou a pedra que era quase transparente de tão límpida, analisando-a de perto e cheio de medo de deixá-la cair — sempre fora um pouco desastrado com coisas bonitas demais —, para então olhar seu hyung de forma curiosa. Nunca havia visto uma pedra como aquela.

— Onde achou?

— Perto daquelas flores… como é o nome daquela branquinha…? — o pequeno questionou duvidoso, apenas se lembrando de que havia uma lenda sobre a flor ser mágica.

Dizia-se que ela podia curar os corações machucados quando se comia uma das pétalas coloridas, assim como aconteceu com a princesa Haneul quando seu príncipe a traiu com sua irmã ômega. Contudo, por consequência, a princesa esqueceu-se também que já havia vivido um amor, assim como esqueceu da existência daqueles que a traíram. Era uma tragédia em troca de outra.

— Jasmim? Aquela flor da lenda?  

— Isso! — o Byun concordou eufórico, pegando a pedra das mãos de Chanyeol, exasperado. — Essa mesma. Eu estava como lobo, mas aí a achei. Eu gostei muito dela, Chan, então vou te dar de presente porque gosto muito de você.

Não soube o porquê, mas o pequeno sentiu-se envergonhado ao dizer tais palavras, mesmo sendo amiguinhos. Era como se proferi-las fosse algo intenso demais a se fazer, sem contar que algo se agitava em seu interior. E, de fato, era, pois o presenteava com toda a pureza de seu coração, querendo que seu amigo guardasse a pedra com todo amor do mundo, assim como o que sentiam um pelo outro. Era um presente simples e único, cheio de significados que os pequenos ainda não entendiam por causa da pouca experiência de vida.

— Ah, obrigado hyung... — o pequeno alfa também ficou envergonhado devido ao jeito do seu hyung, que ainda se atrapalhava na hora de se expressar.

Baekhyun voltou a colocar a pedra nas mãos de Chanyeol após dar uma última olhada nela, sorrindo com as bochechas levemente coradas em direção ao alfa, este que sentiu uma sensação gostosa aflorar dentro de si. Algo o fazia acreditar que Baekhyun seria seu melhor amigo para sempre.

Quando chegou em casa, Chanyeol pesquisou sobre a pedra e descobriu que chamava-se "Água-marinha", e alguns dos seus significados e representações eram o amor verdadeiro e a pureza."

— Chan, onde você guarda a pedra que eu encontrei na cachoeira? — perguntou curioso após algum tempo divagando. Chanyeol o olhou curioso pela pergunta repentina, entretanto acostumado com a aleatoridade do amigo.

— É segredo. — disse, sorrindo grande quando o ômega fez uma careta emburrada pela resposta rápida.

— Ha-ha, que segredo. Aposto que é naquela caixa cheia de velharias que você deixa em cima do guarda roupa. — apontou para a caixa em sua visão e sorriu vitorioso quando o alfa fechou a cara, deixando óbvio que ele estava certo ao opinar sobre o local. A diversão do ômega era cortar o barato de Chanyeol porque ele ficava uma gracinha quando conseguia.

— Não fala assim das minhas lembranças… — murmurou quase ofendido. — E tem muita coisa sua lá, seu ingrato. — Baekhyun deu de ombros num gesto infantil, logo esquecendo aquele assunto para se aconchegar ainda mais nos braços quentinhos daquele que tanto amava.

Queria tanto, mais tanto, que Chanyeol o amasse daquela forma também, que se pudesse, pediria aos deuses pela reciprocidade. Mas, na mesma proporção que o queria, não conseguia se imaginar sem a amizade do maior. Independente de seus sentimentos unilaterais, prezava por aquilo que eles compartilhavam e não trocaria os carinhos e risadas por nada nesse mundo, a não ser que fosse pelo amor do Park.

— Mudando de assunto… Tenho vários trabalhos para semana que vem, droga — o alfa resmungou, iniciando um cafuné nos fios macios do Byun, que sentiu o corpo todo relaxar ainda mais. A atenção já não estava mais no filme que se passava na TV do quarto. — Às vezes eu tenho a impressão que nunca vou me acostumar com isso…

Chanyeol tinha acabado de iniciar o segundo ano da faculdade de Gestão Financeira, estava com vinte anos. Precisava assumir os negócios da família e sinceramente, não via problemas nisso, a não ser o fato dos pais quererem interferir em exatamente tudo o que fazia. A faculdade foi só uma dessas intromissões, a qual aceitou por saber que gostaria e por saber que assumir a empresa era uma boa opção para um futuro promissor. Preferia não pensar muito nisso, talvez ele passasse a se incomodar.

— A faculdade, você diz? — o menor perguntou, de olhinhos fechados curtindo o carinho recebido. O Park assentiu com um murmurar, sorrindo sem que o ômega visse quando este o abraçou um pouco mais forte. — Até hoje eu odeio levantar cedo, então eu entendo isso perfeitamente.

— As férias mal terminaram e eu mal posso esperar por ter de novo. — Baekhyun riu da reclamação, abrindo os olhos devagarinho. O alfa só conseguiu pensar no quanto o outro estava adorável daquela forma, tão entregue ao seu carinho.

Sabiam que não estavam mais no ensino médio e que precisavam ser ainda mais responsáveis com trabalhos e estudos, mas o cansaço parecia nunca sumir, juntamente das inúmeras preocupações de ambos. Seja relacionado a vida social ou pessoal.

— Você soa como um preguiçoso, sabia? Tsc, que tipo de alfa é esse? — o ômega acusou numa brincadeira e Chanyeol arqueou uma sobrancelha antes de sorrir ladino. E Baekhyun sabia bem o que aquela expressão significava. Eram amigos tempo suficiente para decifrarem um ao outro. — Não… Não se atreva de novo… — se afastou do contato, indo um pouco para trás na cama espaçosa onde estavam.

Mas Chanyeol se atreveu, e atacou o ômega que ainda estava com o corpo sobre o seu, fazendo-lhe cócegas justo em seus pontos mais sensíveis. Um verdadeiro pilantra, diga-se de passagem. O menor amoleceu em seus braços, rindo alto enquanto tentava se livrar do toque em sua cintura.

— Peça por misericórdia! — o Park pediu e não parou, mesmo que Baekhyun gritasse em meio a risadas escandalosas. Eram quase onze horas da noite, mas se esqueceram completamente, envoltos na atmosfera divertida.

— Eu prefiro a morte! — bradou quando recuperou parte do fôlego, rosto vermelho enquanto lágrimas se formavam no canto de seus olhos pela reação do corpo. Se lembrou de quando brincavam em forma de lobo.

— Como desejar.

Ficaram naquela brincadeira por mais um tempinho, até o ômega ameaçar fazer xixi na king size. O alfa parou imediatamente, temendo pela cama confortável. Nem pareciam dois jovens adultos daquela maneira, podendo ser facilmente confundidos com um par de crianças sem responsabilidades.

Passados alguns minutos, e Baekhyun retornando do banheiro, voltaram para o filme, aconchegando-se um no outro como, ainda com sorrisos arteiros enfeitando os lábios. Sabia que uma hora ou outra voltariam a lembrar das palavras de Baekhyun e acabariam brincando novamente. O ômega adorava o desafiar.

Novamente o Byun perdia algum tempo olhando para o melhor amigo, segurando os suspiros apaixonados e optando por esconder o rosto no peitoral largo e forte. Chanyeol riu, voltando sua mão para os cabelos que exalavam um perfume gostoso, sem entender muito o porquê de ser encarado daquela forma, mas no fundo, os olhares do outro em si lhe enchia de esperanças. Poderia muito bem passar horas naquela posição com o menor sem nunca se cansar. O alfa se odiava por sentir aquelas coisas pelo melhor amigo, sentindo-se completamente errado por amar aquele que o considerava um irmão. Soava quase como um incesto se levasse em consideração todo o tempo juntos.

Talvez se não tivessem crescido juntos com as famílias tão amigas, pudesse cortejar e se confessar ao ômega e mostrar seus verdadeiros sentimentos. Porém não era sua realidade, e só o que lhe restava era engolir a vontade que tinha de beijá-lo e dizer o quanto o amava, pois, apesar de tudo, a amizade do menor era mais importante que qualquer desejo seu. Se ambos soubessem a verdade…

Baekhyun se separou do maior depois de sentir seu celular vibrar no bolso, percebendo se tratar de uma nova mensagem. Não perdeu tempo em olhar, não ficando surpreso ao ver que era Sehun. O cara do primeiro ano de Artes. Baekhyun o conheceu de um forma clichê; o alfa trombou nele e derrubou suco em sua roupa e quase que o Park arranjou briga com ele, só não porque o ômega era gentil demais e disse que não havia problemas no acidente. Depois disso Sehun foi atrás dele pra se desculpar novamente e naturalmente, uma certa amizade surgiu entre eles, nada muito intenso. Mas Baekhyun percebia a aproximação com outras intenções do outro e não podia negar, o alfa do primeiro ano era lindo e atraente, mas não o suficiente para lhe fazer esquecer Chanyeol.

— Eu fiquei com a Eunbin.

Chanyeol contou, de repente enquanto ainda estava com os olhos na mensagem que Oh mandou, lhe perguntando se o convite para saírem pra comer ainda estava de pé. E ele ia recusar, mas como um aviso dos deuses, o amigo lhe contou aquilo, num sinal claro de que sim, o amor deles era somente amistoso e nada mais. Não que não fosse o suficiente, entretanto a vontade de se entregar de todas as formas era grande e quase lhe corroía.

Direcionou o olhar para o alfa e forçou um sorriso, surpreso.

— E ela beija bem?

Ele estava mesmo curioso sobre isso, como se gostasse de sofrer, mas não podia simplesmente demonstrar seu ciúmes e dor. Amigos, era somente isso que eram. Chanyeol também dificilmente se atrairia por si, porque mesmo já tendo beijado garotos, claramente preferia mulheres.

— Sim, mas não é algo que mexeu comigo. - o Park deu de ombros, chegando perto do ômega e passando o braço por cima dos ombros dele mais uma vez no dia. O cheiro gostoso quase o fez perder a linha de raciocínio. — Nunca mexe de um jeito diferente, sempre falta algo. É só passageiro, entende?

— É claro que entendo. - e como entendia, mesmo não querendo. — Por isso parei de beijar por aí, não me sinto satisfeito.

Riu baixo, do próprio fracasso. O que Chanyeol diria se soubesse que é ele quem o ômega deseja? Não queria pensar nisso, seu interior se revirava numa ansiedade torturante.

Voltou a olhar o celular, decidido de repente que iria aceitar o convite que o calouro de Artes lhe fez. Precisava se distrair, por isso respondeu confirmando e perguntando quando seria. Talvez conhecendo alguém legal, o afeto errado que sentia pelo amigo sumisse.

Era nisso que queria acreditar.

— Vai sair com o Sehun? Não vou com a cara dele, você sabe.

O mais alto disse o óbvio assim que espiou o celular do outro, como se não encarasse o alfa com sangue nos olhos sempre que ele se aproximava de Baekhyun. Era algo além de "não ir com a cara dele".

— Sim, e ele é legal, não deveria o odiar por algo bobo.

— Não odeio, apenas não gosto. - se afastou do ômega, que na hora sentiu falta do calor alheio.

— Ele beija bem, melhor do que eu esperava.

Baekhyun provocou e ouviu um suspiro irritadiço vindo do amigo, que lhe encarou sério, só o olhar mostrando como não suportava a situação em si. O Byun sorriu arteiro, adorando a sensação e ilusão de ser pertencente ao alfa. Ele sempre fora ciumento.

— Isso porque você não me beijou ainda.

A voz de Chanyeol saiu rouca e séria, os olhos parecendo que pudessem ver através de sua alma, também deixando claro que ele sabia que estava sendo provocado. Sua respiração falhou por um instante, mesmo que a resposta não lhe deixara tão surpreso. O alfa tinha um ego tão grande quanto o próprio corpo, por isso não podia se iludir - mesmo sendo custoso.

— E eu deveria? - desafiou, arqueando uma das sobrancelhas. Quase gaguejou, o interior revirando numa sensação estranha. — Seria incesto.

Foi só um disfarce, porque a vontade era de dizer tudo o que estava guardado em seu interior durante anos de amizade.

— Você deveria. Só pra ver que Sehun não tem nada muito diferente.

— Isso tudo é vontade de me beijar? Que estranho, Chan. Nem você que é meu amigo de anos conseguiu resistir a mim, não é?

O ômega estava nervoso, sem jeito, por isso tentou brincar. As palavras de Chanyeol dançava em sua mente e ele não sabia o quanto deveria levar a sério, já que o alfa sempre fora ciumento consigo.

— Cuidado na hora de passar na porta com esse seu ego, Byun.

Dessa vez que sorriu maldoso foi o Park. Baekhyun podia sentir o corpo todo tencionar quando seu sobrenome era proferido pelos lábios de Chanyeol. Era como se "Byun Baekhyun" soasse mais bonito quando era dito pelo outro.

— Você quem o deixou desse tamanho, Chanyeol.

Se aproximou do maior e beijou o queixo dele, num costume carinhoso que tinha. Viu o sorriso genuíno substituir o arteiro e acreditou se apaixonar ainda mais. Odiava amar Chanyeol, mas também amava ser tão entregue a ele. Se sentia nas nuvens sempre que estava nos braços alheios, ele lhe protegia e lhe acalmava como ninguém era capaz de fazer.

— Que culpa eu tenho de você ser tão lindo?

Baekhyun pensou que se ChanYeol soubesse o estrago que fazia em seu interior com essas palavras, jamais as diria. Suas bochechas ficaram vermelhas e seu coração parecia não caber na caixa torácica. Céus, podia enxergar escrito em sua lápide: "Morreu de amores por Park Chanyeol".

Engraçado, trágico e real.

— Para. - abraçou o corpo grande pela enésima vez no dia, como se isso fosse diminuir sua vergonha e sanar a vontade de o beijar.

— Não. - a voz grossa saiu num murmuro. — Você está apaixonado pelo Sehun?

E novamente Chanyeol voltou ao tópico anterior. Baekhyun se irritou um pouco, porque droga, que diferença iria fazer se ele fosse ou não a fim do outro alfa? Eram só amigos, infelizmente. Não iria esquecer do melhor amigo, jamais.

— Não, mas que diferença faz? - o ômega soou quase rude, deixando seus pensamentos ruins afetarem momentaneamente seu humor.

— Nenhuma, só curiosidade.

— Foi o que pensei.

O clima de repente ficou um pouco pesado. Doía em ambos ter que fingir tanto por serem cegos com o pessimismo que carregavam. O mesmo pensamento ocupava a mente deles; de que era melhor sofrer calado e junto um do outro, do que viverem separados por estragarem a amizade intensa que tinham.

Chanyeol odiou perder mais uma oportunidade onde podia dizer algo com duplo sentindo para tentar fazer Baekhyun notar algo. Sempre se arrependia, mas quando chegava algum momento propício, ficava nervoso e tudo tomava um rumo diferente. E droga, sabia que era um alfa bonito e atraente, pra qualquer um, contudo acreditava que não seria suficiente unicamente para o amigo.

— Final de semana vamos ao campo? Sinto falta de correr como lobo.

Precisava quebrar o clima ruim, então exteriorizou sua vontade. Sabiam que se ficassem muito tempo ser se transformarem, isso os tornariam inquietos. Era como reprimir uma parte importante que havia em cada um. Por isso em momentos de cólera abundante, mudavam de fisionomia quase que automaticamente.

— Eu também sinto, preciso relaxar um pouco. Vamos sim. Podemos brincar como fazíamos no passado.

O ômega respondeu, se lembrando da primeira vez que viu o alfa se transformar. Ele era um lobo grande e negro, os olhos castanhos se destacando pelo brilho feroz que carregava quando se tratava de pessoas as quais conseguia farejar a maldade, entretanto não abalou Baekhyun de forma ruim, porque perto do ômega, parecia mais um cachorrinho dócil. Amava a influência que tinha sobre o outro.

— Eu vou adorar, você é o lobo mais lindo que já vi. Branquinho como a neve.

— Aigoo…

Ficou sem jeito novamente, como sempre ficava quando recebia algum elogio do amado, o qual não poupava esforços para os fazê-los. Ouviu um riso baixinho e encarou o alfa nos olhos, um pensamento bonito lhe fazendo sorrir delicado e passar os dedos finos e bonitos pelos cabelos negros do outro.

— Somos como Yin-Yang, Chan.

E de fato, eram, excluindo o fato de que o alfa podia ser uma energia negativa. Chanyeol e Baekhyun possuíam um equilíbrio invejável na amizade deles, se completavam e possuíam suas diferenças, as quais não era empecilho algum.

Como Yin-Yang, se encontram e se completam em todas as coisas.


Notas Finais


gente, eu preciso muito saber o que acharam KKKKKKK

obrigada pra quem chegou até aqui ~~ até a próxima, xoxo ♥

meu twitter: @iLikeaTT


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