História Black and Colorful - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Romance, Suga, Yoongi
Visualizações 1.312
Palavras 3.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, né? Me desculpem
Provavelmente vou ficar um tempinho sem postar, provavelmente não, só estou avisando :)
boa leitura

Capítulo 24 - Finalmente em casa Confusão


Fanfic / Fanfiction Black and Colorful - Capítulo 24 - Finalmente em casa Confusão

Depois do Namjoon cabeça oca ter trago o celular, infelizmente não consegui me comunicar com a Lua, pois o número “não existe”. Me estranha o fato dela não ter ido um vez sequer no hospital me ver, eu a conheço e sei que ela com certeza iria se tivesse a chance. Que seja. Quem vai esperar por alguém durante quatro anos mesmo, não é?!

 Eu já havia me conformado que ela deve estar com outro, em outra vida, talvez alguém que foi melhor do que eu – Sou convencido mesmo e sei que a fiz feliz.

 Ao passar de duas semanas, fui para casa, mas diferente do que eu queria, fui para a casa do meu pai. O médico havia dito para eu me manter em repouso, ficar em casa e evitar me locomover muito, já que os ferimentos poderiam se agravar se não obedecido. Aish...

 Sem nada para fazer em casa todo santo dia tive que pelo menos pedir um extra ao Namjoon, eu queria ir para a escola da região, já que estava sendo um saco ficar em casa o dia todo e ainda sob vigia. Se não era o Jin, era meu pai, se não era meu pai era a maldita vizinha velha. Com muita dificuldade eu consegui convence-los de que ir a escola não seria uma má ideia, de fato não foi. Eu precisava pelo menos me manter nos eixos, já que fiquei quatro anos parado.

 A escola não era um péssimo lugar, não mesmo. Mas uma coisa que eu tentei evitar foi fazer  amigos, no começo até funcionou, mas depois... Eu precisava deles, afinal ficar sem minha turma estava sendo um saco. Então decidi pelo menos ter um para eu não me sentir tão sozinho e ficar por tanto tempo no tédio. O pessoal da nossa turma costumava o chamar de “B”, porque segundo eles a letra “B” é sempre a nota que ele recebe, seja pelos professores ou então as garotas, por conta de sua aparência. Puff!

 Enquanto seguíamos nosso caminho de casa, que era pouco perto uma da outra. Avistei Namjoon adentrando em casa segurando um felino.

- Puta merda. - Parei, mantendo meus olhos fixos na porta de casa, que não estava muito longe.

B me olhou e parou ao meu lado, tentando ver o que eu via e esboçar a mesma expressão.

 B: O que foi que viu?

- Você está afim de adotar um gato? – Perguntei, por curiosidade.

B: Não, eu tenho um cachorro e provavelmente o cachorro comeria o gato. Por quê?

Suspirei, fazendo com quê até meu cabelo balançasse e voltasse aos meus olhos.

- Pelo que parece tem um novo membro na família. Se o Namjoon acha que eu vou ficar com aquele gato, ele está muito enganado.

B riu ao ouvir o que eu tinha para dizer, de alguma forma eu senti que ele quisesse dizer um “ata” irônico.

Continuei meu caminho direto pra casa, mantendo meu pensamento focado naquele bichano, que iria ter de sair de casa assim que eu pisar lá, pois não permitirei sua presença.

 Ao atingirmos certo ponto, B apalpou minha nuca me desejando uma “ótima tarde”, pois ele iria para a sua casa e eu para a minha. Enquanto nos afastávamos o ouvi dizer:

B: Um gato... O irmão do Yoongi não poderia pegar mais pesado. – Riu.

- Vai sobrar pra você! – Disse num tom quase alto.

B: Não é o que parece. Boa sorte! – O desgraçado continuava rindo.

Eu queria achar graça também, mas sabia o quão trabalhoso seria lidar com um animal de estimação, pois eles não duram muito, se apegar é pedir para ter tempo até ter uma leve depressão.

 Segui meu caminho e entrei em casa, na sala, Jin e Namjoon já estavam reunidos, meu pai lavava a louça e o gato... parecia ter sumido.

 Joguei minha bolsa no chão e retirei meus sapatos.

- Cheguei.

Fui até a cozinha e peguei um energético na geladeira, já o abrindo e bebendo aquele suculento.

Jin: Como foi hoje?

Se eu disser que foi a mesma merda de sempre, provavelmente tomarei bronca dos três... Falo ou morro?

Namjoon: Temos um no-

- Animal? – Interrompi – Eu sei.

O Namjoon estava pronto para se levantar, preparado para mostrar o bicho, mas com a minha interrupção ele sentou-se novamente.

Jin: Como assim você sabe? Seu pai lhe contou?

Tolos.

- Não quero, podem devolver.

Namjoon: Sua psicóloga disse que seria bom você ter um companheiro, nada melhor do que um animal.

- Ela também te contou sobre o quão me fará bem voltar para a minha casa?

Pai: Yoongi... – Disse meu nome, tentando me manter calado.

Namjoon: Sabe que nas suas condições não pode viajar ainda.

- Qual é hyung? Faz muito tempo já.

Namjoon: Uma semana é muito tempo?

Jin: Seu irmão tem razão Yoongi, melh-

- Jin, cale a boca. Primeiramente nem sei o que está fazendo aqui, já que era para você ter ficado quietinho lá, cuidando da casa.

Dizer aquilo foi bem mais que o suficiente para conseguir o olhar de ódio de todos. Segui meu rumo, fui ao meu quarto e tranquei a porta, para evitar chineladas ou qualquer outra coisa.

Poderia até parecer que eu estava “bem”, mas a verdade é que eu estava realmente péssimo. Todos os dias eu me deitava na cama após a escola e pensava em minha mãe, quando ela estava viva, pensava na Lua, pensava nos meus amigos... Pensava no meu antigo eu.

 Viver num mundo no qual você sente que não é mais o seu é a mesma coisa que estar numa vida que não te pertence. Eu sentia como se eu tivesse exigido demais quando pedi para acordar, porque agora acordado, eu quero, mais do que nunca, morrer. Eu tenho ódio do Jin por ele ter me salvado, eu não pedi, ele deveria ter me deixado.

 A escuridão se tornou parte do meu eu. Aquele mundo que me diziam que era “colorido” se tornou tão escuro quanto à noite. Minha mãe, de onde ela estiver me vendo, quero que ela saiba o quão eu a odeio, o quão eu a detesto, ela me deixou sozinho, ela me fez uma promessa e a quebrou, ela também me quebrou.

 Aquela cadeira de rodas, aqueles olhares que eu recebia todos os dias parecia o fim. Eu sentia, sentia sim, eu sentia como o Namjoon, como o Jin, como o meu pai e como os outros me olhavam, aquele olhar de pena, de dó. Aquele gato foi mais como uma prova de quanta pena sentem de mim.

Empurrei a cadeira de rodas para longe, fazendo-a bater na porta e soltar um enorme barulho.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Gritei, em meio às lágrimas.

Eu ouvia eles dizer “Vai começar”, “Jin, pegue o gato!”, “Essa não...”. Eles não podiam ser mais óbvios.

Mais uma vez, comecei a sentir uma enorme falta de ar, eu torcia para que hoje, justo hoje Deus resolvesse colaborar e cumprir aquilo que eu sempre pedia. O som que minha garganta emitia por conta da falta de ar fez com que Namjoon preocupado, abrisse a porta com sua chave reserva. Após adentrar ele correu a mim e começou a me pedir para “ficar calmo”, eu não queria ficar calmo! Namjoon sentou-se na cama e deitou minha cabeça em suas pernas, acariciando meus cabelos.

 Namjoon: Está tudo bem, o hyung está aqui.

Eu não sou uma criança poxa, não me trate como uma!

Jin: Devo ligar para a ambulância?

Namjoon: Não, só traga o gato.

Namjoon, enquanto acariciava meus cabelos e soltava um som de “Shh” com a boca, tentando “me manter calmo”. Ele sofria por dentro, eu sentia. Namjoon provavelmente sabe o quanto eu quero morrer, mas não quer aceitar, eu sei disso também. Sei o quão estressante é lidar comigo, ainda mais nesse ponto que cheguei, mas não há nada que eu possa fazer, porque é isso que deve acontecer.

Vi o Jin se aproximar por trás de Namjoon, junto daquele bichano miserável, o gato dormia no colo dele, um inútil.

Jin: Veja... um gatinho Yoongi. – Ele sorriu, na intenção de me fazer sorrir também.

Eu forçava minha garganta para gritar mais e mais, aponto de perder todo o restante do ar que me sobrava, mas não emitia som algum, apenas me cansava. Enquanto tentava, Namjoon se desesperava e fazia ainda mais o som de “Shh!”, eu não obedecia, de jeito algum. Meu peito apertava de tremenda angustia e tristeza. Todos os dias eu sinto essa dor. Deus ouça minhas pressas, mate-me.

 Minha visão começou a ficar turva, a voz do Namjoon começou a ficar lenta e grossa, eu ainda pude o ouvir dizer “E lá vamos no-“, o restante não pude ouvir, apaguei. Finalmente Deus me ouviu. Pelo menos eu acho.

 

 Acordei ainda tonto e olhei ao redor. Ai caralho...

Vizinha: Ooi meu amorzinho.

A vizinha velha aproximou-se da cama e me abraçou, logo em seguida se afastou, segurando meus ombros e me encarando.

Vizinha: Vou fazer um chá!

- Não quero.

Vizinha: Mas chá é bom!

Eu sabia que mesmo negando ela iria fazer, então e calei e a deixei ir fazer o bendito chá. Enquanto ela se afastava, percebi que havia um barulho estranho por perto, um grunhido talvez. Procurei pelo som, não encontrei até olhar para o lado.

- Meow.

Que maravilha, o gato deitou na minha cama.

Bufei. Olhei ao redor mais uma vez, mas a procura de minha cadeira de rodas, ela provavelmente está guardada em algum lugar, pois não a encontro. Ouvi um som de porta, logo em seguida entra B correndo todo desengonçado.

B: Mano! – Disse apavorado – Que diabos você está fazendo deitado ai?

Pude notar que ele estava de uniforme. “Acabou de chegar da escola”, pensei.

B: Mano! – o mesmo se jogou na cama, deitando em cima das minhas pernas – A aula de educação física foi FODA!

- Eh... – Comecei a soar frio – A-aposto que foi...

Vizinha: OH MEU DEUS! – A mesma veio correndo em nossa direção, com chá nas mãos – AS PERNAS DELE! – Gritou ela.

B olhou para baixo, ainda calmo e então soltou um “Ah, nem vi”, mas continuou sentado em cima delas. A vizinha puxou ele e acabou derramando o chá em si.

Vizinha: AAA! ESTÁ QUENTE!

Eu olhava aquela cena acontecer e sentia a maior vontade de sumir do planeta, de tanta vergonha.  B assoprava a velha e ao mesmo tempo tentava massagear minhas pernas por ter sentado em cima.

B: Desculpe! Desculpe!

Vizinha: Eu vou contar ao seu pai!

- B... Quer fazer o favor de largar minha perna?! – Resmunguei. 

Por ele não estar observando o que estava fazendo, suas mãos já estavam em minha coxa, subindo cada vez mais. Após dito, ele parou e se desculpou.

O gato, assim como eu, olhava e ficava com a maior cara de desprezo. Vi Jin chegar com sacolas, passar reto e ir direto para a cozinha, deixando-as no balcão, logo ele caminha até o quarto.

Jin: Oi Ly, oi B!

B: Oi Jin!

Vizinha: Já chegou? Então já vou indo.

Jin: Obrigado pelo trabalho de hoje.

Vizinha: Imagina... – A mesma saiu se limpando.

Jin: Yoongi, precisamos conversar.

B: Acho que vou ajudar a senhora a se limpar.

Jin: Obrigado B. Feche a porta, por favor.

B se retirou, fechando a porta como Jin havia pedido. Jin sentou-se ao meu lado na cama, mas não olhou para mim, ficou de costas. Eu o ouvir fungar o nariz, sinal que ele já estava começando a chorar. Lá vem o drama.

Jin: Como você está Yoongi? – Perguntou, com a voz fanha.

- Normal.

Jin: Eu pergunto sério. Como está depois de tudo que aconteceu?

Eu não sabia o motivo da pergunta, sendo que ele já sabe a resposta. Formou-se uma resposta em minha cabeça, que seria provavelmente um desabafo vindo dele e provavelmente ele quer que eu faça o mesmo. Se ele sabe como me sinto, não vou me abrir mais.

- Normal. – Repeti.

Jin: Eu não me sinto bem, o Namjoon também não... Como você se sente Yoongi? – Voltou a perguntar.

Tive que soltar uma breve risada, pois ele está fazendo a mesma pergunta várias vezes na tentativa de me arrancar algo.

- Como eu estou? – Perguntei, rindo – Após a morte da minha mãe, a perca de todos meus amigos, minha namorada e agora ter que conviver sem praticamente sem as pernas... Acha que estou bem? – Mesmo tentando não dizer nada, soltei um breve desabafo.

Jin: Não querendo comparar, nem nada do tipo. Mas Yoongi, o Namjoon se sente pior.

- Não, não sente. Ele só sente pena, é isso que ele sente o dia todo.

Jin: Yoongi... Somos alguém para você?

- O que você quer? Seja direto!

Jin: Eu quero Min Yoongi de volta, nós queremos Min Yoongi de volta. Eu sei o quã-

- Me quer de volta? – Ri – Traga minha mãe de volta, daí talvez poderíamos conversar, bater um papinho. E não termina essa frase clichê não, beleza?  “Eu sei o quão difícil é...”, “Eu entendo...”, “blábláblá”, prefiro que fique calado.

Jin: Certo.

O silêncio veio à tona, Jin continuava chorando silenciosamente e eu olhava para o teto. O gato começou a miar, chamando a atenção de Jin, o mesmo esticou os dedos para tocar na orelha do animal, mas o gato o arranhou e logo em seguida deitou em minhas pernas. Tive que rir da situação.

 Jin alisava seus dedos e fazia sons com a boca, demonstrando dor.

- Esse é dos meus. – Gargalhei.

Parece que ele irá virar meu amigo.

 

 - Yoongi Off –

_ Lua onn _

 

Era de tarde, prometi a Kynn que iria tomar sorvete com ela. Eu fui torcendo para ela não levar o namorado. Marcamos de nos encontrar no mesmo local onde eu e os meninos fomos pela última vez, naquela sorveteria.

 Eu olhava para o meu vestido de bolinhas e me perguntava se aquilo era demais, pois ele estava chamando muita atenção para os meus seios, que estavam extremamente apertados naquele decote.

 De longe a avistei, ela estava extremamente linda e bem madura. Aparentemente ela estava sozinha, mas não demorou muito para que Jimin se aproximasse dela. Observando de longe percebi o quão sexy eles são... Coitada de mim.

 Os dois estavam bem á vontade, tanto que ele envolvia o braço na cintura dela e ela nem ligava, como se aquilo fosse costume vindo dele. Eu queria muito que o Yoongi fizesse isso comigo um dia, mas acredito que esse dia nunca chegará, pois provavelmente ele já tem uma namorada. Eu sou invejosa. Queria muito trocar de lugar com a Kynn por pelo menos uma hora, para sentir como é ter um namorado como o Jimin.

 Meus pensamentos foram interrompidos quando ela me tocou, as mãos dela tocaram em meus antebraços, em forma de carinho. Totalmente tímida, sorri sem graça para ela, torcendo para ela não ter percebido que eu estava voando no mundo da Lua (Realmente).

Kynn: Vamos?

Jimin, diferente dela, apenas me olhava sério. Percebi que ele não a largou em momento algum, também notei na onde os olhos dele paravam por alguns instantes... Homens.

- Ah, vamos...

Ela entrelaçou seu braço no meu e me puxou para caminharmos até a sorveteria, deixando Jimin para trás. De vez em quando eu o olhava, percebia que ele estava desconfortável naquela situação de ter sido passado para trás, sozinho. Quem mandou ele vir, não é mesmo? Dei de ombros.

Kynn: Desculpa por ele. Mas sabe né? Homens ciumentos... – Cochichou.

AH! QUE INVEJA!

- É... Homens ciumentos...

Kynn: Você já namorou Lua?

Ela me cercou. Se eu dissesse que não, provavelmente Jimin, que escuta toda a conversa, desmentiria na hora, e se eu dissesse que sim, ela perguntaria quem. Droga!

- Qual sorvete vai pedir? – Perguntei, mudando de assunto.

Kynn: Sempre mudando de assunto, né Lua? – Murmurou – Eu não sei, Jimin quer comer junto comigo, vamos pedir o mesmo.

Era só ela abrir a boca pra falar do Jimin, eu já me sentia inferior. Jimin, provavelmente se sentia também, pois cada vez mais ia para trás, desacelerando o passo, ficando de lado.

Ao chegarmos, Jimin tomou a frente e puxou ela pelo braço.

Jimin: O que vamos pedir? – Exalou seu lindo sorriso. Eu sentia que ele estava sendo forçado.

Kynn: Qual é Jimin? O que deu em você? – Ela puxou o braço de volta para si – Lua, o que vai querer?

Era nítido que eles estavam brigados e que ele estava começando a ficar chateado por estarmos juntas. Decidi apenas sentar na mesa, sem responde-la e sem pedir nada. Luna havia me ensinado que quando isso acontece, precisamos dar um tempo para se resolverem.

Jimin: O que deu em você agora em? Porra, to de saco cheio já.

Eu tinha razão. Estão brigados.

Kynn: Termina comigo então, facilita as coisas.

Os dois bufavam de raiva. Essa pequena discussão chamou atenção de toda loja, pois não é comum ver dois adolescentes discutindo todo dia, ainda mais em público.

 Kynn ainda bufando veio até a mim e me puxou pelo braço, me enfiando na fila para fazer o pedido. Ela nunca tinha feito isso comigo antes, sinal que ela está muito brava.

 Eu estava na frente dos dois, então podia escutar uns sussurros vindo deles; “Não interessa!”, "Você é sempre assim..." ... Aquele passeio já estava começando a ficar chato.

...: O que vai querer? – Perguntou a atendente.

- Casquinha. Baunilha.

...: Algo mais?

- Se eu quisesse algo mais eu pedia.

...: Ok. Desculpe. Aguarde ao lado.

Dei dois passos e cheguei “ao lado”. Meu sorvete já estava em mãos, não precisei aguardar. Eu o tomava e observava o comportamento daqueles dois. Eu realmente não conseguia parar de olhar para eles.

Jimin: Vai ficar nessa até quando?

Kynn: Se você não calar a boca eu vou te deixar.

Jimin: Sempre diz isso quando está brava, como ameaça. Quando acontecer de verdade, não me venha chorar pelos cantos.

Ele está certo Kynn, você vai chorar pelos cantos, como eu.

Kynn: Não me im-

...: O que vai querer?

Às vezes eu fico imaginando como seria se eu tivesse o Yoongi ao meu lado, provavelmente agora estaríamos passeando bastante, talvez nos beijando, algo assim. Vira e meche eu fico me perguntando o que aconteceu com ele, foi visitar a mãe e nunca mais voltou – Gargalhei – Doideira.

Kynn: Lua.

A olhei, Jimin não estava com ela mais, ela estava só.

- Sim?

Kynn: Vamos embora?

- Ah... Sim.

Caminhamos até a saída, assim que pisamos fora da sorveteria ela começou a chorar.

Kynn: A gente terminou.

- Jogando na cara dele que iria fazer isso, era provável que aconteceria. Me surpreendo com você a cada dia, parece que fica mais burra a cada minuto... – Murmurei.

Ela me olhava, com um bico de todo tamanho, como quem ameaçava a chorar mais, que foi de fato o que aconteceu. Ela se escorou em meu ombro e chorou, jogando toda aquela maquiagem em meu vestido.

Kynn: VOCÊ ESTÁ CERTA LUA! EU SOU UMA BURRA!

Que bom que ela admitiu, caso contrário seria capaz eu soltar isso novamente, só que mais alto.

- Vai chorar o dia todo? Não quer ir atrás dele?

Kynn: Eu quero que ele se arrependa de ter feito isso comigo.

- Mostrando que está triste?

Kynn: Não. Namorando outra pessoa.

- Aah... É assim que se faz?

Kynn: Lua... quer namorar comigo?

- EH?

 

...Continua


Notas Finais




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