História Bubblegum, bitch! - Capítulo 12


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Beemo "BMO", Bongo, Brad, Cake, Conde de Limãograb, Dona Tromba, Finn, Fionna, Gunter, Guy, Hudson Abadder, Jake, Keila, Lady Íris, Lord Monocromicórnio "Lormo", Marceline, Marshall Lee, Mordomo Menta, Princesa Caroço, Princesa De Fogo, Princesa Jujuba, Principe Chiclete, Príncipe de Fogo, Rainha Gelada, Rei Gelado, Sr. Porco
Tags Bubbline, Fiolee, Lesbian Girls, Lesbicas, Marceline, Princesa Jujuba, Princess Bubblegum
Visualizações 112
Palavras 1.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Crossover, Ecchi, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor



Capítulo 12 - Capítulo Doze


Fanfic / Fanfiction Bubblegum, bitch! - Capítulo 12 - Capítulo Doze

Eu estava a observando outra vez. Não consigo evitar. Marceline é tal qual um vampiro de filme adolescente; misteriosa e atraente. Ainda que seu mistério esteja em toda a sua simplicidade. Nesse momento, é impossível desvendar sua expressão, beira a percepção total e um ócio quase criativo. Deitada completamente na grama, seus olhos verdes e tranquilos observam o céu acinzentado do inverno e parece acompanhar o movimento das nuvens. A cada trinta segundos, ela leva o cigarro de canela à boca e brinca com a fumaça que solta logo em seguida m, do seu lado direito estão alguns livros, provavelmente das aulas. Ao contrário de mim, que estou cercada de matéria para revisar, Marceline não parece nem um pouco preocupada. Era o primeiro dia das férias, ela deve sentir que finalmente pode descansar dos estudos.

Acompanho cada movimento, mesmo que trivial de suas mãos; ora corre pelos fios escuros do cabelo, ora bate o cigarro a fim de dispensar as cinzas. Repasso na minha mente, cada detalhe do toque dessas mãos frias pelo meu corpo, na manhã anterior. Me pergunto internamente se ela faz o mesmo enquanto está imersa nesse silêncio.

Não tenho certeza se ela sabe que eu estou olhando. É pra ser sincera, espero que não.

Volto minha atenção para os livros quando percebo a aproximação de Lee, que parece preocupado. Seus passos são rápidos e em poucos segundos já está sentado junto a nós.

– Você não retornou. – acendeu o cigarro de filtro vermelho, abrindo a apostila — Bonnie… Se você sair com dois caras e engravidar, quem é o pai da criança?

– A guria tá grávida. – Marceline engasgou, rindo absurdamente, se contorcia deitada no chão. Contive minha vontade de fazer o mesmo. Marshall revirou os olhos – Eu não acredito nisso.

– Provavelmente o que não usou proteção, Lee. – acertei um tapa em Marcy, para que ela não tornasse a situação pior. Marshall parecia uma pilha de nervos – Não vai me dizer que você engravidou uma adolescente. Por favor.

– Eu não tenho certeza. – suas mãos tremiam, seu olhar era vago – Ela não está em casa, ou sequer responde minhas mensagens e ligações.

– Pode ter sido só um alarme falso. – Marceline agora estava sentada ao lado dele. Passava as mãos em suas costas, ao que parecia ser uma tentativa de o acalmar – Acontece com mais frequência do que a gente imagina. Não é, Bel?


Bel. O apelido me acertou em cheio, mas tentei manter a postura.


– Você mesmo já me viu achando que estava grávida.

– Mas e se não for? – já havia surtado completamente, começava a chorar e tremer – Se ela estiver grávida, e for meu, minha vida acabou!

– Se ela estiver grávida, a vida dela acabou! – me estressei. Tudo que saia da boca dele era puro egoísmo. Mas é claro, Lee é homem, foi criado para ser um filho da puta escroto – Ela não tem nem dezoito anos! Já imaginou como está a cabeça dela agora? Por que você não cala essa sua boca e tenta se colocar no lugar da menina? Ela é uma adolescente.

O espanto foi geral. Nem eu sabia o que dizer depois do meu pequeno surto.

– Ela já contou para o outro cara? – Marcy disse, após o longo silêncio que se instalou. Não desviava nem por um segundo, seu olhar do meu. Para ser sincera, eu nem havia visto ela piscar.

– Acho que não.

– E ela já considerou um aborto? Estou certa de que no começo é mais fácil.

– Eu posso ajudar. – sussurrei, olhando para grama – Mas somente se ela quiser. Nem você, nem o outro podem pressionar a garota.

– Faria isso? – uma fagulha de esperança se acendeu em seus olhos. Marceline permanecia em silêncio, olhando fixamente para mim. Isso me causa arrepios e muito desconforto, mas apesar de disso, eu gosto da maneira como seus lábios ficam entreabertos.

– Só se ela quiser. – fecho meus olhos e entro em pânico. Isso é tão antiético! Eu não sou formada.

Mas, pelo menos desviará o foco dos meus próprios problemas. Eu sei o quanto soa covarde o que eu tenho feito nos últimos anos, sei que evitar os meus fardos não os tornam mais leves. Entretanto, quando você carrega em suas costas o peso dos outros, se acovardar não parece tão egoísta. E talvez eu seja, de fato egoísta. Não negaria.


×


– Onde eu vou encontrar isso? – Marceline bradou. Não estava muito disposta a colaborar comigo, deitada ao meu lado, com seu rosto suado e fumando seu cigarro de canela. Estávamos em se quarto, para uma rápida reprise da última vez. Lee havia ido buscar Fionna, e a possível criança que ela carregava. A parte fácil eu já havia comprado; o teste de gravidez. Daqueles caros, que indicam até as semanas.

– Em casas de produtos naturais. – mordi o lábio. Eu não poderia comprar, todo mundo conhece a fama desses chás. Além da minha conhecida fama de heterossexual, eu sou estudante de medicina. Corri meus dedos pelo seu cabelo, caprichando na melhor cara pidona que eu consigo fazer – Eu não posso comprar, você sabe disso. Por favor, Marcy.

Ela revirou os olhos, pareceu refletir.

– Tudo bem. – se levantou, procurando suas roupas. Os cabelos molhados indicavam o que havíamos feito – É só chegar e pedir?

– Sim. Eu anotei no papel os dois tipos.

– Volto em alguns minutos. Deixe as coisas prontas.


×


Marshall e Fionna estavam tensos no sofá. Tão tensos que eu poderia cortar o ar com uma faca. O teste exigia três minutos para ficar pronto, o que naquela situação, parecia cerca de três horas. Marceline fazia os chás na cozinha, do jeito que eu havia ensinado. Na sala, nós três encaramos o potinho com o teste e a urina em silêncio, e talvez até rezando. Logo, as letras foram aparecendo. Vesti as luvas e o recolhi.


A angústia de ambos se alocou em minha garganta e a vontade de chorar que Fionna sentia, acabou por se tornar minha também.


Positivo. Duas semanas.


– O que isso quer dizer? – a garota chorava e soluçava. Não contive o ímpeto e a abracei.

– Calma, são somente d semanas. – acariciava seus cabelos, Lee havia corrido para fora, sem dizer uma palavra – Te garanto que o chá vai surtir efeito.

– Já fez isso antes? – perguntou, recobrando a calma, parecia saber que eu sei do que falo.

– Sempre que a minha menstruação atrasa. Vou buscar a caneca.


Marcy já havia servido os dois chás em canecas diferentes. E assistia a cena da cozinha, com um olhar compreensível. Passava a língua pelos lábios vermelhos.

– Achei que você a odiasse. – sussurrou assim que passei por ela.

– Certamente que não sou sua maior fã. – ironizei, pegando as canecas e parando a sua frente – Mas já estive no lugar dela. Um gravidez indesejada pode acabar com a vida de uma adolescente.

Ela sorriu forçadamente e eu voltei para sala.

– Tome esses dois. – entreguei a Fionna, esperando que ela bebesse tudo – Marceline me arrumou alguns absorventes, você vai colocar e deitar no quarto do Lee para descansar. Amanhã tudo isso estará resolvido. Venho pela manhã ver como você está.

– Obrigada, Bonnibel.

– Só tente ser mais precavida, entende? Uma criança é muita responsabilidade e como pode ver, Marshall não está nem um pouco preparado. Nunca mais aceite transar sem camisinha.

Ela assentiu. Eu havia sido dura nas palavras, e até jogado a culpa nela, mas antes uma garota consciente do que mais uma criança sem pai no registro. Assisti Fionna subir para o quarto e logo Marceline se aproximou novamente.

– Vai dormir comigo hoje? – passou a mão pela nuca. Estava cansada, eu via em seus olhos verdes a exaustão. Tinha corrido a cidade inteira atrás das ervas que eu pedi para ajudar Fionna

– Não dá, tenho que ir embora.

– Qual é, Bonnibel! – esfregou seus olhos, seu corpo parecia pesado, e sussurrou a seguir – Lee não vai achar estranho, você tem que ficar de olho na menina mesmo.

– Não, Marcy. – estremeci – Eu tenho que ir para casa.



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