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História Bubblegum, bitch! - Capítulo 52


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Notas do Autor


Eu criei um cronograma de postagem, as atualizações serão anunciadas semanalmente nos stories meu perfil no Facebook. Quem não me tem adicionada ou não me segue vou deixar o link nas notas finais, antes da play list.

Capítulo 52 - Capítulo Cinquenta - Marcelline


Fanfic / Fanfiction Bubblegum, bitch! - Capítulo 52 - Capítulo Cinquenta - Marcelline

Merda. — esfrego meus olhos. Estou exausta. Não consigo me lembrar da minha última noite de sono, sem que Bonnibel acorde de mais um pesadelo. Paro no semáforo, e apoio a cabeça no volante. Tudo que eu gostaria nesse momento, é voltar para minha casa e dormir a manhã inteira. 

Mas prometi para mim mesma que tentaria, por ela. 

Só percebo o que o caminho já está livre quando ininterruptas buzinas começam a soar atrás de mim. 

Porra! — abaixo a janela e grito – Passa por cima, filho da puta. — acelero e sigo o meu caminho. Não é cedo, por volta de uma e meia da tarde, e eu já estou no meu décimo copo de café. O que não é uma surpresa, tenho aumentado consideravelmente o consumo de cafeína desde que parei de beber álcool. 

Encaro a porta. Já estive aqui tantas vezes, uns dois três anos atrás. Me pergunto se a Marceline daquela época se orgulharia das minhas atitudes. Depois que eu bato na porta, não demora pra que ela se abra. 

– Abadeer? — ele parece um pouco surpreso, mas me deixa entrar – Uau, você é a última pessoa que eu esperava aqui. 

– Eu sei. Não estou muito confortável com a situação também. — respondo, me encostando contra a bancada – Vim conversar com você. 

– E o que é tão urgente para ter a honra da sua visita? — é sarcástico. Não o julgo, no lugar dele faria a exata mesma coisa. 

– Bonnibel. — ele ri. 

– É, eu imaginei. 

– Eu não confio em você você perto dela. — digo sem o menor dos pudores. Ele ri e dá ombros, confirmando a minha teoria de que se sente atraído por ela. Respiro fundo – Mas eu confio nela. E ela parece ter muito carinho por você. 

Polyshifter arqueia as sobrancelhas, e eu não consigo entender a sua expressão, mas para não perder o fio da meada, continuo. 

– Eu vim aqui com uma oferta de paz, uma trégua. — tiro a carteira do bolso e aponto para a escrivaninha. Conhecendo Guy como eu conheço… – Pela Bonnie. 

– Eu só estou fazendo isso por ela. — ele afirma, abrindo a gaveta e tirando de lá a erva – Acho que você se comporta como uma filha da puta mimada quando se trata da Bonnie, e ela não merece aguentar os teus daddy issues quando tem os próprios problemas pra resolver. 

– Você quer dizer o lance com o tio e o irmão? — pergunto. Mas Guy parece hesitar ao responder. 

– É, isso aí. — ele guarda o dinheiro sob um suspiro pesado – Ela é uma garota legal, um pouco fodida, mas legal. 

– Não consigo imaginar a minha vida sem ela. — ajeito os meus bolsos para que ninguém repare o que estou carregando – Quando foi que nos tornamos isso, Polyshifter? 

Ele ri, com os braços cruzados em frente ao peitoral sem camisa. Não é à toa que ele desperta a atenção dela, se eu fosse hetero, cairia na dele também. 

– Quando você começou a ignorar a maneira como o Bongo me tratava. 

– Ele pode ser um bastardo às vezes, não é? — é verdade. Me acostumei com a mania de superioridade dele, e acabei esquecendo que Guy também tem sentimentos – Me desculpa. 

– Sem maiores ressentimentos. — ele acena positivamente com a cabeça, e eu saio de lá, umas dez toneladas mais leve. 


***


Quando volto para a gravadora, já deve ser quatro da tarde, ou mais. Bonnibel está sentada na sala de espera, folheia sem muito interesse uma revista que parece ser de música. Eu nem sabia que deixávamos revistas na recepção. Assisto ela em silêncio, até que perceba a minha presença. 

– Você demorou. — cruza os braços, parece brava, mas não consigo achar ameaçador. É fofa.

– Desculpa. Precisei resolver algumas coisas e acabou demorando mais do que o esperado. — guio ela até o meu escritório, e ela me segue, um pouco contra vontade. Assim que entramos roubo um beijo, para tentar apaziguar as coisas. 

Funciona, porque mesmo que esteja brava, ela corresponde. Seus dedos se enroscaram em meu cabelo quando eu aperto sua cintura. Um suspiro escapa dos seus lábios. Sua mão explora meu corpo, até descer para  a minha bunda e recuar bruscamente. Me afasto. 

– Desculpa, acho que acabei apalpando o seu celular. — está sentada em cima da mesa, com os cabelos bagunçados e a maquiagem um pouco borrada. O vestido que usa é lindo, azul com mangas caídas. Parece que acertei no presente. 

– Não é meu celular. — respondo, tirando do bolso a caixinha de veludo preta. A curiosidade no seu olhar se transforma em espanto – Abre. 

Ela delicadamente sente a caixinha, passando seus dedos com unhas pintadas de rosa por todo o veludo até abrir. Seus olhos brilham intensamente quando se encontram com o colar. Tem basicamente a mesma cor. 

– Achei que combinaria com os seus olhos. — falo finalmente, quando percebo que ela encara o colar sem fala há dois minutos – São safiras. 

Marcy… É lindo. — consigo perceber o quão tentada em tocar a jóia ela está. É um belo colar, com uma safira razoável no meio, e outras pequenas subindo pela linha do cordão de ouro branco. Ela fecha a caixinha e me devolve – Não posso aceitar. 

– Não só pode, como vai. — eu sabia que ela discordaria de mim – É perfeito para você.

– Deve ter sido uma fortuna. — ela leva as mãos ao rosto, parecendo espantada –Marcy, eu não… 

– Bel, você sabe que eu não vou aceitar um não como resposta, não é? — retiro o colar da caixa e delicadamente viro seu corpo de costas, para que eu consiga colocar o colar nela – Você pode usar no jantar de hoje ou no casamento do meu pai, quando for comigo. Isso é, se ainda quiser ir. 

Bonnibel parece ponderar por alguns instantes, em silêncio. Consigo ouvir todas as engrenagens de sua cabecinha genial em funcionamento. 


– Achei que o jantar de hoje fosse uma ocasião casual? — pergunta. 

– Teoricamente é, mas sabe como são os ricos, não é? — brinco, enquanto seus dedos examinam o colar em sua pele. 

– Tudo bem. — suspira – Eu aceito. 

– Ótimo! — a beijo outra vez, dessa vez, com um pouco mais de autocontrole – Agora vamos, porque estamos atrasadas e o Hunson vai surtar se não comparecermos a esse jantar. 


***


– Desculpe nosso atraso. — é a primeira coisa que eu digo quando entro pela sala. Bonnie se segura em meu braço, agarrando com força a manga do meu terno. Passo meus olhos por todo o cômodo a fim de fazer uma espécie de reconhecimento. Keila em um vestido justo está sentada no sofá com o namorado em um blazer horroroso. Meu pai está de pé próximo a lareira, com seu charuto e um homem velho, que eu suponho ser o pai de sua noiva. Clara não está na sala. 

– Muito prazer. — o senhor se aproxima – Você deve ser a primogênita, não é? — estica sua mão em um cumprimento arcaico e chato – Eu sou Frühstück, pai da noiva. 

– Marceline Abadeer, senhor. — correspondo o aperto de mão e passo para as introduções – Senhor Frühstück, essa é minha namorada Bonnibel Bubblegum. — por mais que eu odeie toda essa formalidade, estou treinada o suficiente para não fazer Bonnie passar vergonha essa noite. 

– Muito prazer, senhor. — ela responde e estica o braço para um aperto de mãos, mas ao invés disso, ele beija sua mão. Bonnie me encara confusa, e eu disfarço a vontade de rir com uma tosse.

– Mas que senhorita encantadora você é, não? — ele diz, logo em seguida virando-se para o meu pai – Vê-se que essa puxou mais o pai em todos os aspectos. 

Bonnie aperta mais meu braço, visivelmente desconfortável. Bem, depois do que passou com aquele médico filho da puta não me surpreendo. Frühstück e Hunson embarcam novamente em um assunto sobre negócios, e Bonnie e eu caminhamos para ficar confortáveis. 

– Que bom que vocês vieram. — minha irmã sussurra para Bonnie, perto o suficiente pra que eu consiga ouvir também – Nós não aguentariam isso sozinhos. 

Bonnibel ri baixinho, e eu acabo rindo também. Não demora para que a senhora Frühstück entre na sala e se aproxime de nós. 

– Um terno, minha querida, que peculiar! — puta merda, já começou mal – Você deve ser a Marceline, não é? 

– Eu mesma, senhora. — abro meu mais falso sorriso. Ainda que não esteja seguindo toda a etiqueta social necessária já que estou esparramada no sofá, tento ao menos ser elegante quando minha vontade é mandar ela se foder. Bonnie está elegantemente sentada, com as mãos na saia do seu vestido. Parece até que já fez isso outras vezes. 

– Vejo que trouxe uma amiga! — a velha desgraçada prossegue falando merda – Mas que belo colar você tem, querida. 

– Obrigada. — os olhos de Bonnie se encontram com o meu, como se pedisse autorização. Sei que ela tem sido uma versão educada de si até agora, mas sinto falta da minha Bonnibel insubordinada – Foi um presente de Marceline, exclusivamente para essa ocasião. Não é, amor? — suas mãos pousam sobre o meu braço, com delicadeza. Atrás de nós, Keila e o namorado cobrem os rostos para rir. 


***


Apesar dos olhares feios da mãe de Clara, o jantar se passa sem mais problemas. O prato principal é tamboril, uma espécie de peixe metido a besta, mas consequentemente, a bebida que harmoniza com ele é vinho branco. Uma tentação absurda encarar a garrafa na minha frente e não poder beber mais de uma taça. Ainda sim, me controlo muito bem. O que deixa Bonnie orgulhosa. Partimos pouco antes da meia noite. 


– Estou exausta de bancar a boa moça, por favor nunca mais me leve em nenhum desses jantares. — ela se aconchega em meu peito assim que eu deito na cama. 

– Do que você está reclamando? — brinco – Passo por isso faz décadas. 

– Que velha arrogante, Clara nem parece filha deles. — comenta. Não respondo, porque ela parece estar cansada. 

– Bonnie? — a chamo, mas tudo que recebo em resposta é um sonolento "hmm." Suspiro e apago as luzes – Eu te amo. 


Notas Finais


https://www.facebook.com/profile.php?id=100052811466483


Essa fanfic agora conta com uma playlist exclusiva no Spotify. A cada capítulo uma música será incluída, com base nos gostos e personalidade das personagens principais (Bonnie e Marceline).
Para quem não tem acesso ao Spotify, junto com o link incluso nas notas finais, estará o nome do artista e música.

*antes que vocês se assustem, o gênero musical favorito da Marceline se chama DEATH METAL, é um subderivado muito mais pesado do Heavy Metal. A banda favorita dela é o Cannibal Corpse.


Bubblegum, Bitch! — Marina.
Evisceration Plague — Cannibal Corpse*
God Is A Woman — Ariana Grande.
Code of Slashers — Cannibal Corpse*
Good For You — Selena Gomes.
Gallery Of Suicide — Canibal Corpse *
Shape Of You — Ed Sheraan.
Your War — Living Sacrifice*
WILD — Troye Sivan.
Dark Alliance — Molotov Solution*
Thank U, Next — Ariana Grande.
No God's Left – Graves of Valor*
To Decompose – Cannibal Corpse*
Take On Me – A-ha.
Six Sember Tyrannis — Graves of Valor*
Born To Be Wild — Steppenwolf.
Expectations — Lauren Jauregui.
I Cum Blood – Cannibal Corpse*
Follow Rivers – Lykke Li
The Blood Of Tyrants – Molotov Solution
Promises – Sam Smith
Red Before Black – Cannibal Corpse
Casual Affair – Panic! At The Disco
Carrion Sculpted Entity – Cannibal Corpse
Baby You Make Me Crazy – Sam Smith
I will kill you — Cannibal Corpse
Bad Guy - Billie Elish
Every Bone Broken - Cannibal Corpse
all the good girls go to hell – Billie Elish
From Skin To Liquid - Cannibal Corpse
Where were you in the morning? - Shawn Mendes
High-school Sweethearts - Melanie Martinez
Millenia's Ghost - The Concubine
Stay With Me – Sam Smith
Rocker Man - Elton John
I Kissed a Girl - Katty Perry
Eaten – Bloodbath
La Lune - Zaz
In the Minds of Evil - Deicide
We don't talk anymore - Charlie Puth
Hammer Smashed Face - Cannibal Corpse
Thank God - Sasha Sloan
Subjected to a Beating - Dying Fetus
It's A Man's Man's Man's World - Jurnee Smollett-Bell/Black Canary / Canário Negro
Scourge of Iron - Cannibal Corpse
Boys - Sky Ferreira
Kill or Become - Cannibal Corpse
Red Lips - Sky Ferreira
Immortal Rites - Morbid Angel
At least I Look Cool - Sasha Sloan
Playlist pelo Spotify: https://open.spotify.com/user/aqkxm8mr1o196zy2t3f6radf5/playlist/1SKjYHbYyDRdPoAyuqGkW1?si=NRVALerjTcK_W99t5Rbvvg


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