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História Buckynat - One shot - Capítulo 1


Escrita por: bellsbrandao

Notas do Autor


Essa é minha primeira história, então perdoem qualquer coisa.
Vai ter frases referentes a livros e séries, como TVD.
As imagens que peguei foram do Pinterest e esses são os links:
https://www.pinterest.com/pin/34902965851135514/
https://www.pinterest.com/pin/17732992263326287/
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Buckynat - One shot - Capítulo 1 - Capítulo Único

A Viúva Negra e o Soldado Invernal já foram, um dia, armas para serem usadas. Mas nunca ninguém imaginou que duas pessoas quebradas pudessem se completar e se tornar uma coisa inteira. 

 “Você é quebrável, James. Vou fazer o possível para manter você inteiro." 

Existiam poucas coisas boas no mundo em que viviam, e quando se encontrava uma, você não deixava isso simplesmente escapar. Em meio a tanta dor e sofrimento, em um lugar onde tortura e manipulação eram a base de tudo, eles encontraram algo bom para se agarrarem, algo que os fazia ter esperança. 

Esse laço que existia entre eles não era só paixão, ou frustração. Era amor e era incrível.

“Eu quero uma vida com você, boneca. E se houver vida após a morte, quero estar com você lá também.”

Natasha Romanoff amou Bucky Barnes. E ele a amou também.

Esse amor foi forte o suficiente para superar o controle da Hydra e o medo do que aconteceria se fossem pegos. Foi intenso o suficiente para arriscarem tudo.

O Soldado Invernal era um predador, um monstro. Ele era dela. De corpo e alma. A Viúva Negra o lembrou como era se sentir humano outra vez, não apenas uma máquina.

“Às vezes eu penso em acabar com tudo isso. Colocar uma bala na minha cabeça. Mas aí, eu fecho os olhos e vejo você, ‘Tasha. Eu vivo por você. Eu respiro por você. Eu lutarei por você. Eu morrerei por você.”

Natasha colocou James em seu coração. Ele era como o nascer do sol depois da mais escura das noite; como uma luz no fim do túnel. Ele a fez se sentir amada, se sentir segura, como se nada no mundo pudesse machucá-la enquanto ela estivesse em seus braços. E mesmo quando tudo deu errado, mesmo depois de tudo o que fizeram com eles, aquilo era dela. Não importa o que acontecesse, nunca poderiam lhe tirar isso. 

“Eu não tenho certeza de nada, boneca. Exceto o fato de que eu amo você.”

Lutar contra ele foi a coisa mais difícil que ela já fez, que ela tentou fazer. Pois quando mais importava, ela traiu Tony e deixou Steve e “Bucky” irem embora. Ela o deixou ir, como ele havia feito por ela no passado.

 E em dias sombrios, em momentos nos quais tudo o que ela queria era desistir, Natasha lembrava daquele amor, daquela sensação de conforto. Lembrava que ele estava lá, compartilhando o mesmo planeta, andando na mesma Terra.

 

“Ele estava em todo lugar. O tempo todo. Meus sentimentos por ele estavam se alastrando por mim, como uma doença. Em pouco tempo atingiria meu coração. Ele era o oxigênio. Ele era tudo.” 

E apesar de todas as mentiras que a Hydra lhe contou, de todas as torturas e das lavagens cerebrais, ela nunca o esqueceu completamente.

Ela sabia que James Buchanan Barnes a amou. Amou tanto que estava disposto a arriscar tudo por ela. Amou tanto que ela ainda sentia ecos desse amor, mesmo depois de tanto tempo. 

"- Por favor, não faz isso. - ela implorou. - Por favor, não me deixe. Por favor.                                                                                                           

- Eu não tenho escolha, boneca. - ele sorriu, mas a tristeza era clara em seus olhos. 

- Se eu me entregar, você vai ter uma chance de fugir, uma chance de ter uma vida. E eu estou feliz com essa possibilidade.      

- Mas você... - ela já estava chorando nesse ponto. O plano de fuga tinha dado errado, eles iriam ser pegos. Ele queria despistá-los para que ela fugisse. - Eles vão te matar, James.

Não, não iriam matá-lo. O que tinham reservado para eles caso tentassem fugir era um destino pior que a morte. Mas não poderia dizer isso a ela, Natasha iria querer pará-lo se dissesse e James precisava ter certeza que apenas um deles sofreria. 

- Você foi, de longe, a melhor coisa que já me aconteceu em todos os meus anos neste planeta. - ele segurou o rosto dela nas mãos. - O fato que eu posso morrer sabendo que fui amado, não por qualquer pessoa, mas por você, Natalia Alianovna Romanova, me parece uma boa maneira de partir. 

Ela o abraçou tão forte que ele pensou que eles iriam se fundir. Ela iria fazer o que ele pediu, ambos sabiam disso. Eles estavam cercados, tinham apenas alguns minutos a mais e então ela teria que ir embora. 

- Eu não sei como dizer adeus. - ela tinha o rosto contra o pescoço dele. 

- Você lembra da primeira vez que eu te vi? - ele segurou o rosto dela novamente, enxugando as lágrimas.

- Na sala de treinamento, no seu primeiro dia como professor.

- Não, foi antes disso. Eu estava congelado por décadas, ‘Tasha. E quando eu acordei, eu era uma confusão em um lugar que eu não conhecia com partes de mim que eu não conhecia. - ele se referia ao Soldado Invernal. - E na noite antes do nosso primeiro treinamento, eu vi você na sala de balé depois do horário de dormir, com esse olhar no rosto como se o peso do mundo estivesse nos seus ombros. Você estava tentando fazer algum passo, e quando conseguiu, você sorriu e alguma coisa dentro de mim acordou. - Natasha sorriu, as lágrimas voltando a cair dos seus olhos quando ouviram os passos vindo em direção a eles. - Eu estava morto por anos, boneca. E só naquele momento, eu me senti vivo de novo. Obrigado por me fazer sentir vivo de novo. 

- Obrigada por exatamente o mesmo. – ela disse e ele beijou a sua testa. 

- Foi uma grande aventura, agora vá viver uma nova. - ele a empurrou e a equipe da Hydra explodiu a porta. Ela desapareceu antes da poeira baixar.”

Mas Natasha lembrava que por um segundo, antes da porta explodir, antes dela fugir; por um segundo ela olhou nos olhos de James e ele sussurrou “eu amo você”. 

E era esse tipo de coisa que a fazia continuar. Ele abriu mão da vida dele pela dela e ela tinha a obrigação de fazer algo bom com isso.

“Eu amo você, James. Por completo. Eu amo você.”

Agora, sentada no peitoril da janela, sob a luz da lua, Natasha percebeu que já não lembrava direito da risada dele, ou do exato tom de azul dos seus olhos.

Claro, lembrava dele, lembrava de como era estar com ele e de como ele a amou. Mas pequenos detalhes sobre James, coisas que ela havia memorizado, como o jeito que ele gostava de comer panquecas, estavam aos poucos desaparecendo.

Entretanto, ela percebeu que estava feliz. Feliz porque sabia que ele estava seguro, que depois de tudo o que aconteceu ele poderia ter um final feliz, mesmo que ela não fizesse parte disso.

E se ela não fizesse parte disso, talvez ele fosse ainda mais feliz, pois poderia seguir em frente sem desenterrar momentos dolorosos do passado.

Ela tomou um gole do café que estava segurando e olhou para lua.

“Não se preocupe, Barnes. Nós sempre teremos a lua.”

Ela sorriu. Em algum lugar entre o “olá” e o “adeus” houve tanto amor. E lembrar disso era o suficiente.


 

                                                                                                                                                    


Notas Finais


Bem, foi isso. Estava me sentindo melancólica em relação a Buckynat e resolvi escrever isso.
Só para esclarecer: não quis escrever como se eles tivessem uma dependência emocional ou fosse tóxicos um para o outro, quis transmitir que quando um deles estava no fundo do poço foi o outro ou a lembrança disso que os impediu de desistir.


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