História BugHead: Apenas um garoto? - Capítulo 35


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart
Personagens Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart
Tags Archie Andrews, Betty Cooper, Bughead, Cheryl Blossom, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Jughead Jones, Lili Reinhart, Riverdale, Romance, Verônica Lordge
Visualizações 57
Palavras 1.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura 💘
3/5

Capítulo 35 - Capítulo 35.


JUGHEAD

O bar do Caio está bem movimentado hoje, pois é dia de música ao vivo. Um carinha está tocando um teclado enquanto uma garota canta Sweet Child O' Mine dos Guns N' Roses. Escolhemos uma mesa perto do balcão e nos sentamos, e Patrícia vai direto para o escritório atrás do Caio. Aproximo-me da Heloísa e vou traduzindo a letra da música baixinho no ouvido dela.

— Ela tem os olhos do azul mais celestial, como se eles pensassem em chuva — ela se vira para mim e abre um sorriso lindo. Sorrio satisfeito, sei que curte o lance das frases. — Eu odeio olhar naqueles olhos e ver um traço de dor...

— Ô Romeu! — Davi interrompe nosso momento — Para de declamar aí e vai buscar umas cervejas pra gente — coloco o dedo do meio para ele.

— Já volto, gata — digo beijando seus lábios.

Vou até o bar e pego algumas cervejas, essa é a vantagem de trabalhar aqui e de quebra ser sobrinho do dono.

— Oi sobrinho, você não deveria estar aqui trabalhando hoje?

— Não, e você sabe o porquê — respondo sorrindo.

— Ah Caio dá um desconto ao Jughead, se você o visse tocando aquele violino daria mais dias de folga a ele — Patrícia surge logo atrás do meu tio.

— Ele só vem nas sextas-feiras, Patrícia. Não tem direito a folgas.

Deixo os dois discutindo minhas possíveis folgas e volto para a mesa com as cervejas.

— Então Elizabeth, eu estou curioso — Davi fala — O que você viu no garotão aqui? — bate no meu ombro.

Ela abre um sorriso tímido visivelmente envergonhada e eu tenho vontade de socar o Davi.

— A carinha de menino dele — responde em tom de brincadeira. Felizmente parece não ter ficado tão sem graça com a pergunta indiscreta do Davi. — Preciso ir ao banheiro, Jughead.

— Eu vou com você, também preciso ir — a Sabrina se levanta.

As duas se retiram da mesa e encaro o Davi sério.

— Ei não me olha com essa cara, não tenho culpa se você não me conta nada. Você é um filho da puta mentiroso, disse que não tinha mais nada com a “mina”.

— Naquele dia eu não tinha — eu me defendo.

— Mas depois vocês dois se acertaram, tanto que ela está aqui com você. Sou seu amigo cara e você não me conta nada — ele parece magoado.

— Foi mal Davi, o que você quer saber?

— O que você quiser me contar.

— Está bem, estamos juntos.

— Isso eu estou vendo — ironiza.

— E eu estou louco por ela, está vendo isso também?

— Pra ser sincero... sim. Você não sabe esconder seus sentimentos, Jug.

— Você não é a primeira pessoa a me dizer isso.

— A Elizabeth te contou? — ele pergunta de repente.

— Contou o quê?

— Da Isa

— Isa? – Olho para ele intrigado.

— Bom, parece que ela não contou. Cara a Isa abordou sua gata lá no ginásio, disse umas poucas pra ela.

— Tá de sacanagem? — pergunto incrédulo.

— Estou falando sério. A maluca estava conversando com a gente quando a Elizabeth chegou, quando a Isa a avistou praticamente deixou a Sabrina falando sozinha, disse que precisava resolver umas coisinhas com a “periguete” do Jughead.

Caramba!

— E aí? — pergunto embasbacado.

— E aí que a sua namorada já estava pronta para dar uns tabefes na Isa se a Sabrina não socorre há tempo — não consigo evitar o riso.

Puta merda, não duvido nada que a Elizabeth fizesse isso.

— Ela não me disse nada.

— Ela parece ser maneira, sem contar que é uma gata, meu amigo — sorrio — Elas estão voltando — ele diz apontando com a cabeça.

As meninas retornam aos seus lugares e passamos a próxima meia hora jogando conversa fora e bebendo. Sabrina e Elizabeth engataram nas doses de tequila e um tempo depois já estavam bem alegrinhas.

— Vamos jogar umas partidas de sinuca? — pergunto no ouvido dela.

— Prefiro tirar a sua roupa no banheiro imundo desse bar — ela devolve me encarando com um olhar sexy da porra.

Nível de Expectativa 1000 %.

— É brincadeira Jughead! Aquele banheiro está imundo argh! — fala com cara de nojo, finjo uma cara decepcionada e ela sorri. — Vem vamos jogar.

Ajeito as bolas no triângulo enquanto ela escolhe o taco.

— Vamos tirar no par ou ímpar pra ver quem começa.

— Par — ela diz. — Ímpar.

Ganhei! Eu começo a jogar e de na primeira tacada já acerto a bola e a encaçapo. Depois da minha quarta jogada certeira ela reclama.

— Vai sobrar alguma pra mim? — pergunta com as mãos na cintura.

Sorrio e continuo, mas na sexta eu erro. Elizabeth ajeita o taco na mesa arrebitando levemente a bunda. Dou uma conferida e ela revira os olhos.

— Por que você não me contou que a Isa a abordou e a ofendeu lá no colégio? — pergunto. Ela se desconcentra e erra a tacada.

— Olha o que você fez! Me fez errar de propósito — sorrio.

É a minha vez, acerto a bola verde e dou a volta na mesa mirando a bola azul e errando a jogada. Elizabeth também dá a volta na mesa e mira na bola azul encaçapando sua primeira.

— Yes! — grita animada. — Não contei porque não queria chateá-lo. Não se preocupe com isso.

Ela erra a tacada seguinte. Posiciono-me para fazer minha jogada e ela passa a mão na minha bunda descaradamente. Resultado? Erro de novo. Ela sorri triunfante.

— Eu me preocupo — digo me aproximando — Não quero ninguém chateando você, por minha causa.

— Jughead — diz meu nome quando a prendo entre os meus braços e a mesa. — Eu vou ter que me conformar que você é o sonho de consumo das adolescentes ou eu vou enlouquecer.

— Vai é me deixar convencido falando assim — digo sem graça.

— Você sabe que é verdade. As garotas olham pra você como se fossem te devorar, as mulheres também, eu olhei — sorrio.

— Mas só você me interessa, gata — digo beijando seu pescoço. Ela fecha os olhos, respira fundo e me empurra.

— Você está me distraindo de novo! — volta a se concentrar no jogo, mas erra de novo a tacada. Termino encaçapando as bolas restantes. — Sou péssima neste jogo.

— Mas é perfeita em outra coisa — ela sorri com malícia. — Estou querendo jogar outro jogo agora — digo antes de puxá-la para mim e beijar sua boca convidativa.

— E que tipo de jogo seria esse? — pergunta quando libero seus lábios.

— Aquele tipo de jogo que as roupas vão deixando o corpo uma por uma... — digo no pé do seu ouvido. Se eu pudesse eu a jogaria aqui mesmo em cima da mesa de sinuca e começaria a jogar.

— A garota de vestido vermelho — levanto a sobrancelha sem compreender — A da apresentação.

— O que tem ela?

— Ela te encarou durante toda a apresentação. Acho que ela gosta de você.

— Não. Nada a ver, somos amigos.

— Ela te encarou a apresentação inteira, Jughead! Nem piscava!

— A Rebecca é tímida, deixa eu explicar uma coisa e você vai entender. Sempre quando ela se apresenta em público, busca alguma coisa e fixa olhar ali, faz isso durante toda a apresentação. É uma estratégia dela para se concentrar e esquecer que está sendo assistida.

— Ela escolheu um ponto excelente pra fixar o olhar, meu namorado — acho graça.

— É sério, ela sempre faz isso, e eu estava bem a sua frente então...

— Então, ela uniu o útil ao agradável — reviro os olhos. — OK, não falo mais nada. Vamos voltar para a mesa porque tem um pessoal nos olhando de cara feia, estamos atrapalhando as pessoas jogarem.

— Vamos — concordo.

Quando chegamos à mesa, meus amigos anunciam que já estão de partida. Sabrina vai viajar para visitar a mãe bem cedo e o Davi vai com ela. Despedimo-nos dos meus amigos com a promessa de repetir o encontro de casais — palavras do Davi.

— Oi casal fofinho! — Patrícia se junta a nós na mesa.

— Você também fica bem fofinha com o Caio, amiga — a Elizabeth devolve.

— Jughead sua ex é bem bravinha, hein!

— Patrícia! — Elizabeth repreende a amiga que a ignora.

— Mas a minha amiga aqui é mais, viu? Mais um pouco e Elizabeth ia esfregar a carinha de Patricinha dela no chão.

Fico sem saber o que responder e Elizabeth belisca a amiga. Percebo que ela gosta de fazer isso com as pessoas.

— Aiiii!

— Vamos pra casa, Juuuuuug — Elizabeth pede.

— Nossa já está assim?

— Ela tirou o dia para curtir com a minha cara Juuug, não liga pra ela — Elizabeth se levanta e me puxa pelo braço. — Vamos que as tequilas e baboseiras da Patrícia estão me deixando enjoada.

Sua amiga sorri fazendo tchauzinho, mas Elizabeth a ignora. Sorrio e me despeço. Já do lado de fora do bar, abro a porta do passageiro para ela como da vez que nos conhecemos.

— Estou tendo um déjà vu — sorri

— Só não vale vomitar em mim de novo, gata.

— Até você, Jughead? — sorrio com a cara feia que ela faz.

Beijo sua testa e fecho a porta. Coloco a chave na ignição enquanto ela coloca um CD para tocar. Quando paro na garagem do seu prédio, percebo que está adormecida. Dou a volta no carro e a pego em meus braços. Sigo para o elevador e aperto o seu andar. Ela se aconchega ainda mais em meus braços e eu cheiro seus cabelos macios. Paro na porta do seu apartamento e pego a minha chave. Sim, agora eu tenho a chave do apartamento dela. Vou direto para o seu quarto e a coloco com cuidado sobre a cama. Tiro seus sapatos e a sua calça enquanto ela se espreguiça na cama.

— O sutiã Juuuughead — dou a volta na cama e a sento para tirar a peça de roupa. — Obrigada — suspira e cai na cama me puxando com ela.

Ajeito-me ao seu lado e ela se aconchega passando os braços e as pernas por cima de mim. Fico alisando seus cabelos até ela adormecer. Deus eu posso me acostumar fácil com essa vida. Olho para o seu rosto agora sereno pelo sono e sorrio ao ouvir um ronco baixinho. Minha gatinha não ronrona, ela ronca mesmo. Constato que ela realmente adormeceu e resolvo me levantar para tirar minha roupa e quem sabe assaltar a geladeira antes de dormir.

Desvencilho-me do seu abraço, mas antes que eu possa me levantar, fico congelado no lugar com o que ela acaba de balbuciar baixinho. “Eu te amo Jughead”, foram exatamente essas palavras. Puta merda. Definitivamente essa frase é melhor do que qualquer frase roubada que eu já tenha dito. Sei que ela está dormindo, que foi involuntário, mas ela disse. Caralho ela disse! Um sorriso involuntário surge em meus lábios.

— Eu também te amo, gata.


Notas Finais


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