História BugHead: Apenas um garoto? - Capítulo 36


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart
Personagens Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart
Tags Archie Andrews, Betty Cooper, Bughead, Cheryl Blossom, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Jughead Jones, Lili Reinhart, Riverdale, Romance, Verônica Lordge
Visualizações 74
Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura 💘
4/5

Capítulo 36 - Capítulo 36.


BETTY

Estar com o Jughead é estar no paraíso. Esse garoto sabe o que faz, em todos os sentidos. Ele sabe exatamente como me encantar, me extasiar, me excitar e como ele trata a minha filha então, nossa é tão verdadeiro. Não sinto que ele esteja a agradando só para ganhar pontos comigo. Meu ex mal olhava para a Mel, fingia que gostava, mas eu sabia que não era verdade. Ainda não sei como tive coragem de me relacionar com um cara que apenas tolerava minha filha. Saímos juntos os três apenas uma vez, ao contrário do Jughead que faz questão de fazer programas que inclua a minha princesa.

Fomos ao cinema na semana passada, ela amou e ele fez todas as vontades dela, até o recriminei por isso, mas fui ignorada com sucesso. Foi muito divertido, ainda mais porque minha pequena se divertiu, no entanto, ainda me peguei olhando para os lados para ver se alguém nos reparava percebendo nossa diferença de idade. Mesmo Jughead não demonstrando ser um rapaz de dezenove anos, o jeito despojado que ele se veste pode levar as pessoas a perceberem que ele ainda é muito novo.

Nossa, como eu sou idiota! Meu namorado é um gostoso, tem cara de homem e mesmo se não tivesse, me faz feliz e eu fico perdendo meu tempo com neuroses. Sempre vai ter aquela pessoa que vai reparar ou criticar, independentemente da idade. Enfim, é como a dona Francine mesmo disse, as pessoas têm o dom se sentar em cima dos seus rabinhos e falar dos rabinhos dos outros. A verdade é que não importa o que esse bando de mal-amados pense e se vierem me dizer algo, principalmente se for mulher, eu vou dizer para arrumarem um garotão, porque elas não sabem o que estão perdendo. Pareço uma cinquentona falando assim. Você só tem vinte e cinco anos, Betty! Está na flor da juventude. Meu Jug além de tudo ainda é inteligente, educado, culto e muito fofo. Ninguém aguenta me ouvir dizer o quanto ele é incrível, nem mesmo minha mãe que é “fanzona” dele, mas o que eu posso fazer? Eu o amo e poder admitir isso me deixa mais leve que o ar. Estou morrendo de saudades e aproveitei que hoje minha mãe levará a Mel em uma festinha de aniversário de cachorro – dona Francine sempre passa dos limites – para caminhar um pouquinho na praia e encontrá-lo na pista de skate.

Quando estou me aproximando o avisto com uma garota. Prevejo “periguete” tentando infernizar meu paraíso. Aproximo-me e a reconheço, é a garota do vestido vermelho do dia da apresentação, a que só enxergava o Jughead no palco. Sinto meu sangue ferver e me aproximo de cara feia. Ele nem percebe minha presença, está ocupado demais em ajudar a sonsa a ficar de pé em cima do maldito skate. Eles estão tão próximos que sou tomada pelo ciúme instantaneamente.

— Jughead! — lanço um olhar mortal para ele.

— Elizabeth — responde sem graça e solta a garota imediatamente. A sonsa me encara com desdém, mas eu a ignoro.

— Podemos ir ou você está muito ocupado, aí? — ele fica surpreso com minha rispidez, mas não posso fazer nada por ele.

— Podemos... Ah... deixa eu te apresentar minha amiga Rebecca...

— Como vai? — a cumprimento e volto minha atenção para ele. — Você vem ou não? — Jughead aproxima-se de mim envergonhado pela minha atitude, mas eu não estou nem aí.

— Elizabeth o que você está fazendo? — pergunta confuso.

— O que eu estou fazendo, Jughead? A pergunta aqui é o que você está fazendo com essa daí pendurada no seu pescoço?

— Ela não estava pendurada no meu pescoço — responde sério. Respiro fundo sem paciência para a ingenuidade dele. — Você foi extremamente grossa com ela — o quê? Nível de paciência: 0%

— Quer saber? Fica aí com a sua “amiga” — fiz aspas. — Estou indo pra casa. — viro as costas o deixando totalmente sem reação.

××

Chego ao meu apartamento e me jogo no sofá irritada. Sei que fiz uma cena, mas a garota estava praticamente salivando em cima dele, fiquei cega de raiva. Não gosto dessas reações que o Pedro causa em mim. Nunca senti tanto ciúme na minha vida. Escuto-o tentar abrir a porta, passei o trinco de propósito. Jughead toca a campainha e sinceramente não sei se quero atender, estou muito nervosa e vou acabar descontando nele.

— Elizabeth me deixa entrar, por favor — respiro fundo e vou até a porta, abro e viro as costas para não olhar para a cara dele. Vou até a cozinha e começo a lavar as louças, que estavam na pia para me ocupar. — Elizabeth, olha pra mim — ele pede, mas continuo com os olhos fixos na louça a minha frente. — Por que você está agindo assim?

— Será que é porque tinha uma garota pendurada no seu pescoço pronta pra dar o bote?

— Você está fazendo tempestade em copo d’água, gata. Eu não estava fazendo nada demais.

— Nada demais... você ia gostar se me pegasse nos braços fortes de algum cara me “ajudando” — faço aspas no ajudando — a me equilibrar no skate?

— Ela não estava nos meus braços.

— Ia Jughead? — insisto.

— Não ia.

— Pois, é.

— A Rebecca é uma amiga. Não estava acontecendo nada demais, por favor, acredite em mim.

— Eu acredito, Jughead, eu sei que da sua parte é só amizade, mas da dela não é.

— Nada a ver, somos amigos.

— Você a vê como amiga, mas ela quer ser mais do que isso, ela quer você.

— Isso não é verdade.

— Não seja tão inocente, Jughead! Eu sei reconhecer uma pessoa apaixonada quando vejo e aquela garota está caidinha por você! — altero meu tom de voz.

— Nada a ver isso que você está dizendo — ele insiste.

— O que essa garota estava fazendo na pista de skate?

— Não sei. A gente se encontrou por acaso.

— Ela estava lá por sua causa. Conheço esse tipinho, ela fica se fazendo de amiguinha enquanto tira uma casquinha de você.

— Você está com ciúmes? — pergunta de repente — Porque se for isso, não tem cabimento — percebo que ele está prestes a sorrir e isso é o suficiente para o meu sangue ferver de vez. Paro de lavar a louça e o encaro séria. O sorriso dele morre instantaneamente.

— É isso que você acha? Que eu estou dando chilique por que estou com ciúmes?

— Não coloca palavras na minha boca Elizabeth, eu não disse isso — diz se aproximando. — Eu só estou dizendo que você está vendo coisa onde não tem.

— Eu sei o que eu vi, e vi aquela garota praticamente salivando em cima de você, hoje e no dia da apresentação, gato — sei que soei irônica, mas não consegui evitar.

— Qual é o problema de vocês mulheres? Vocês estão sempre desconfiadas, sempre esperando o pior, sempre vendo coisas aonde não tem — agora é ele quem altera um pouco o tom de voz. — Você está agindo exatamente igual a Isa.

Não acredito que ouvi isso!

— Espera aí um pouquinho. Você está me comparando com a sua ex-psicótica, é isso?

— Não, gata — ele responde frustrado — Escuta...

— Escuta você, Jughead — eu o interrompo — Eu já passei dessa fase. Não tenho paciência pra isso não. Eu tenho que aguentar a sua ex-psicótica no meu pé, aquela tal de Renatinha dando em cima de você o tempo todo no quiosque e agora essa sonsa dessa Rebecca, sinceramente não dá — ele me encara embasbacado.

— O que você quer dizer com isso? Não confia em mim? Acho que fico dando “trela” para as garotas ficarem no meu pé? Fala sério Elizabeth! — diz passando a mão nervosamente nos cabelos.

— Eu estou dizendo é que é difícil lidar com essa situação.

— Que situação, Elizabeth?

— Essas garotas todas no seu pé — digo contradizendo o que havia dito a ele no bar. A verdade é que morro de ciúmes e isso está me assustando — Nossa relação me deixa insegura — desabafo.

— Se você está insegura é porque talvez não tenha certeza dos seus sentimentos em relação a mim, mas não diga que é porque não estou lhe passando segurança.

— Agora você está duvidando do que sinto por você? — pergunto boquiaberta.

— Essa conversa não está funcionando gata, a gente não está conseguindo se entender. Eu digo uma coisa você interpreta diferente.

— Caramba Jughead, o problema agora sou eu? Acorda, garoto! O problema aqui é você. Você é meu problema!

Calo-me percebendo que falei besteira, mas não vou voltar atrás. Ele me encara ofendido, mas enfrento seu olhar.

— Eu sou o seu problema? Caramba! — bufa frustrado. — O único problema aqui é que parece que você não confia em mim.

— Agora é você quem está colocando palavras na minha boca. Eu não disse que não confio em você, eu disse que essa garota está a fim de você, e você não quer acreditar em mim.

— O que você quer que eu faça, Elizabeth? — pergunta e sei que a conversa está o deixando irritado — Você quer que eu me afaste dela, é isso? Você quer que eu diga a ela não podemos mais ser amigos? O que você quer? Me diz?

— Eu quero que você vá embora — encara-me boquiaberto.

— Então é isso? Vai me mandar embora da sua casa, de novo?

— Não vamos chegar a lugar nenhum com essa conversa, Jughead.

— A coisa fica feia e você recua? Vai ser sempre assim? Você vai sempre fugir quando as coisas saírem do seu controle? — não respondo — Se você já passou dessa fase Elizabeth, eu nunca estive nela. Se tem uma coisa que eu abomino numa relação é desconfiança e paranoia sem sentido.

Ele espera que eu fale alguma coisa, mas continuo em silêncio porque ainda estou absorvendo suas últimas palavras. Ele acaba de chamar de paranoica?

— Vá embora!

— Elizabeth...

— Agora! — passo por ele e vou para o meu quarto batendo a porta. Ouço a porta da frente bater com a mesma força que a do meu quarto.

— Que droga!


Notas Finais


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