História BugHead: Apenas um garoto? - Capítulo 37


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart
Personagens Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart
Tags Archie Andrews, Betty Cooper, Bughead, Cheryl Blossom, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Jughead Jones, Lili Reinhart, Riverdale, Romance, Verônica Lordge
Visualizações 82
Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura 💘
5/5

Capítulo 37 - Capítulo 37.


JUGHEAD

A discussão sem sentido que tive com a Elizabeth, na noite anterior, me rendeu uma dor de cabeça terrível e por conta disso não consegui prestar atenção em nenhuma das aulas que tive hoje. Resolvi vir aqui para arquibancada da piscina pensar um pouco. Ainda não consigo acreditar que ela me mandou embora da sua casa. De novo. Estávamos tão bem e ela disse que me ama, inconscientemente, mas disse e eu? Eu a amo pra cacete, porra!

Não consigo negar e não quero, eu quero mais é gritar a plenos pulmões. Ciúmes, não tem outra explicação. O que me deixa extremamente magoado. Nunca dei motivos para a Elizabeth sentir-se insegura em relação a mim. Eu só a enxergo na minha frente. Será que ela não percebe isso? E mesmo que a Rebecca esteja interessada em mim, ela não tem nenhuma chance, nenhuma garota tem qualquer chance comigo, estou arruinado para todas elas. Ela deve estar muito brava comigo, pois está ignorando minhas mensagens e ligações. Eu deveria procurá-la, mas também fiquei magoado com todas aquelas coisas que falou.

— Jug? — viro na direção da voz e vejo a Rebecca. Ela sorri e se senta na arquibancada acima de mim.

— Oi Rebecca — digo me levantando. — Tudo bem?

— Sim, você é que não parece muito bem. É por causa de ontem? Espero não ter causado nenhum problema.

— Não se preocupe, está tudo bem — levanta-se e vem se sentar do meu lado.

Do nada a garota levanta a mão e faz um carinho nos meus cabelos. Não estou gostando disso.

— Você não deveria ficar triste por causa daquela mulher, Jug. Você é incrível, a garota que estiver ao seu lado, deve agradecer todos os dias por isso ao invés de ficar dando “piti” na rua — sua mão desce do meu cabelo para o meu rosto e a verdade bate na minha cara como um tapa.

— O que você foi fazer lá na pista de skate, Rebecca? — pergunto tirando a mão dela do meu rosto.

— Fui ver você — diz baixando o olhar. — Quando você vai perceber, Jug?

Eu devo ser muito idiota mesmo, a garota está realmente interessada em mim, está claro agora. Como não percebi isso antes? Quando penso me afastar ela segura o meu rosto e dá um beijo. Eu a empurro e me levanto me lançando para longe dela.

— Que merda é essa Rebecca? Eu tenho namorada e você... é minha amiga, pô!

— Sou sua amiga porque não posso ser mais que isso, mas não consigo mais Jughead. Não consigo mais fingir que não sinto nada por você.

Elizabeth tinha razão, ela viu o que eu, o babaca, idiota e inocente deveria ter percebido. Eu deixei a situação chegar aonde chegou.

— Rebecca eu tenho namorada, isso — aponto para nós. — nunca vai acontecer, sinto muito — ainda não consigo acreditar que ela me beijou.

— Eu gosto de você, me dê uma chance! Aquela mulher não é pra você. Vocês não têm nada a ver.

Quem é essa garota na minha frente?

— Rebecca, eu sinto muito, mas não vai rolar, caramba você é minha amiga!

— Não quero ser sua amiga! Não dá mais. Não quando a minha vontade é de estar nos seus braços, na sua cama.

— Você não sabe o que está dizendo...

— Jug se você me der uma chance — insiste se aproximando.

Esquivo-me dela e pego minha mochila.

— Não posso te dar mais do que minha amizade...

— Não quero sua amizade — ela me interrompe friamente.

— OK. Eu aceito isso e respeito. Só lamento por ter perdido uma amiga — viro as costas e a deixo na piscina sem ao menos olhar para trás.

Como não percebi isso? A Elizabeth tem razão, até a Isa tinha razão, que merda.

— Você já foi mais esperto Jughead Jones —repreendo-me em voz alta.

Eu que me orgulho tanto da minha maturidade, deixei essa passar. Talvez por nunca tê-la olhado diferente, mesmo assim fui inocente. Não tenho mais saco para continuar neste colégio, melhor voltar para casa.

××

— Ué, não teve aula? — minha mãe me encontra na escada.

— Teve, eu é que resolvi vir pra casa.

— Problemas no paraíso? — brinca.

— Não digo problemas, está mais para contratempos. Vou resolver dona Violetta, não se preocupe.

— Não posso, estou atolada de trabalho, então não me faça me preocupar com você — beija minha testa. — Seja o que for, as coisas se acertam, elas sempre se acertam.

— Bom trabalho, mãe.

Caminho em direção ao meu quarto, mas paro na porta do quarto da Vick. Essa é uma boa hora para terminar de organizar suas “tralhas”. Abro a porta e a nostalgia, a saudade e dor me invadem. Será que essa sensação não vai passar nunca? Respiro fundo tentando em vão ignorar as emoções.

— É isso aí. Vamos lá.

Pego as caixas com os livros de romance e a separo para levar para a Elizabeth, isso se ela ainda quiser falar comigo. O restante dos livros vou levar para o meu professor de música levar para a comunidade. Ele andou pedindo livros usados em bom estado para a biblioteca da comunidade. Olho para o notebook da minha irmã jogado em um canto. Acho que posso doar ele também, só preciso limpar os arquivos antes. Abro o notebook e surpresa! Tem um envelope com o meu nome dentro dele.

— Isso já está perdendo a graça, Vick.

Não estou no clima hoje. Decido ler a carta mais tarde guardando-a no bolso. Pego as caixas e vou até a garagem. Coloco as caixas na mala do carro e volto para pegar o notebook. As caixas que sobraram são lixos. Pedirei a Maria para colocar tudo em um saco plástico e jogar fora.

Já no meu quarto, tomo um banho, visto uma roupa qualquer e ligo o computador para formatá-lo. Tem tanta porcaria que vai dar trabalho, até eu verificar o que posso excluir e o que posso fazer backup, vai levar o dia todo. Pelo menos terei uma ocupação até chegar à noite. Aproveito que estou com o computador ligado e faço algumas pesquisas na internet. Já estava pensando sobre isso há algum tempo.

Navego pelos sites das universidades do Rio de Janeiro. Como não fiz Enem, vou ter que me aventurar prestando vestibular para alguma universidade particular. Encontro o curso que pretendo fazer – Design Gráfico – em uma Universidade referência aqui do Rio.

— É Jug — digo para mim mesmo — Se é isso que você quer fazer? Então faça.

Volto minha atenção para os arquivos do computador e passo o restante do dia verificando o que é útil ali – que é quase nada – e o que não é.

××

São vinte horas e estou estacionando próximo ao prédio da Elizabeth, ela já deve estar em casa. Está caindo uma chuva fraca então pego a caixa e a cópia do caderno de conselhos da Vick e vou correndo em direção ao prédio. Toco a campainha e espero, não quero entrar sem ser convidado, no entanto, não há resposta, toco novamente e nada. Pego meu celular no bolso e ligo para ela que não me atende. Coloco a caixa no chão sem saber o que fazer. Entro ou não entro? Será que ela está em casa e não quer me atender?

— Elizabeth? — chamo dando umas batidinhas na porta.

Sem resposta. O vizinho do final do corredor passa por mim em direção ao seu apartamento. Ele me vê encostado na porta parecendo um cão sem dono e me cumprimenta. Cumprimento-o de volta sem graça.

— Ela não está. Vi quando saiu com a amiga.

— Tem muito tempo que ela saiu?

— Deixe-me ver, foi por volta das dezoito horas. Pelo visto vão demorar, elas estavam bem animadas — essa informação não era necessária meu amigo.

— Valeu! — ele acena e entra.

Animadas? O que ele quis dizer com isso? E por que ela não me atende? E por que estou começando a me desesperar? Sento-me no chão do corredor e me encosto à porta dela. Tiro os meus óculos e esfrego meus olhos. Uma ansiedade começa a me assombrar. O que eu faço? Vou atrás dela? Mas aonde? Não faço ideia de onde elas possam ter ido.

— Caio — saco meu celular do bolso e ligo para ele.

— Fala sobrinho.

— Tio, beleza? Por acaso a Patrícia e a Elizabeth estão aí no bar?

— Não estão aqui. Que isso Jug, não sabe por onde anda sua namorada? — ele ri do outro lado.

— Não e você sabe onde a sua está? — devolvo a gracinha.

— Na verdade não sei.

— Valeu tio — desligo o celular.

Estou me sentindo um idiota de merda, daqueles que ficam cheios de neurose por causa da namorada. Quem diria, logo eu ficando neurótico? Que ironia! Que isso Jug, insegurança não, relaxa cara.

— Jughead? — ouço sua voz e olho para cima, eu estava tão absorto em pensamentos bestas que não a vi se aproximar.

— Elizabeth! — levanto-me rapidamente aliviado.

— O que você está fazendo sentado aí no chão? — pergunta em tom seco.

— Te esperando — digo sem jeito.

Sua atitude ríspida me deixa desconcertado. Afasto-me da porta para que ela possa abri-la. Ela passa por mim deixando a porta aberta. Pego a caixa e a cópia do caderno e entro. Elizabeth cruza os braços e me encara séria.

— Que coisas são essas?

— Trouxe pra você, mas depois eu te mostro. Precisamos conversar primeiro.

— Precisamos?

— Elizabeth — bufo incomodado com a rispidez com que ela está me tratando — Você tinha razão, me desculpe — arqueia a sobrancelha, mas não diz nada. — A Rebecca, ela... Você tinha razão, ela gosta mesmo de mim — sua expressão suaviza embora ela continue calada — Me desculpe.

Ela desvia o olhar de mim e caminha até a cozinha. Aproveito para admirá-la, está linda com os cabelos cacheados e soltos do jeito que eu gosto, está com um vestido folgado preto e muito curto.

— Gata — aproximo-me dela que me ignora enchendo um copo de água — Eu fui um idiota por não ter percebido e mais idiota ainda por não ter acreditado quando você me disse.

— Como você descobriu? — ela me encara novamente.

— Ela me disse.

— Disse? Assim do nada?

— Disse que gostava de mim e...

— E?

— Me roubou um beijo — preciso ser sincero. Sua expressão se endurece.

— E você gostou?

— Claro que não! — dou mais um passo na sua direção — Ela me pegou de desprevenido.

— E o que você fez depois?

— Eu a empurrei e a deixei lá. Moral da história, acabou a amizade — Elizabeth bufa tristemente. — Eu sinto muito, anjo. Eu devia ter ouvido você, teria me poupado do constrangimento de hoje.

O silêncio paira novamente entre nós e eu estou muito tentado a agarrá-la e beijá-la sem a sua permissão até que ela me perdoe quando finamente resolve falar.

— Uma frase — diz levantando o dedo indicador.

— O quê? — pergunto confuso.

— Me diga uma frase e escolha bem, pois vai depender dessa frase pra eu te desculpar.

Uma frase? Eu não quero citar porra de frase nenhuma agora! Eu quero beijá-la, mas ela está séria demais para eu ousar não obedecê-la. Se é uma frase que ela quer, OK, lá vai

— Eu estou amando você — encara-me boquiaberta.

— Essa frase é de que música? — pergunta com visível emoção.

— Essa é minha, gata — pego sua mão e entrelaço nossos dedos. Ela encara nossas mãos e depois para mim.

— É... eu...

— Estou completamente apaixonado por você Elizabeth, fissurado, louco, te amo pra caralho — ela abre um sorriso tímido e já é alguma coisa, né?

— Também preciso pedir desculpas, Jughead. Sei que fui grossa contigo e um tanto idiota.

— Não...

— Deixe-me terminar. Por mais que eu tivesse razão sobre a Rebecca, eu sei que o magoei quando o mandei embora e disse todas aquelas coisas... Enfim, a verdade é que morri de ciúmes, confesso. Fiquei possessa quando vi vocês dois na pista de skate, o jeito atencioso com que você a segurava. Fiquei louca, a verdade é que não sei lidar com esse ciúme que me corrói. Eu confio em você, mas...

Não a deixo terminar, seguro seu rosto entre as mãos e a beijo. Tesão, paixão e alívio é o que sinto ao tocar seus lábios com os meus. Ela retribui o beijo me dando permissão para invadir sua boca. Enrosco minha língua na dela que geme em resposta.

— Eu também amo você, Jughead! Eu também estou completamente apaixonada por você — declara-se ofegante quando nos separamos.

Meu coração absorve suas palavras preenchendo toda e qualquer lacuna, dúvida, insegurança ou receio. Tudo isso acaba de cair por terra. Acabo também de descobrir que ouvir frases saindo da sua boca é ainda melhor do que dizê-las a ela, principalmente quando essa frase é tudo o que eu quero ouvi-la dizer. É real.

— Eu sei que você me ama. Você me disse enquanto dormia — sorrio com a careta que ela faz.

— Sério?

— Sério, foi na noite da apresentação, você dormiu em meus braços e disse que amava.

— E eu disse que sinto que estou enlouquecendo?

— Isso não, mas tenho uma solução pra isso — digo levantando-a em meus braços e caminhando com ela até o sofá — Vamos enlouquecer juntos — sua resposta é um lindo sorriso provocante.

— Sabe por que acredito em você? Por que não duvidei sequer um segundo de que estava me dizendo a verdade? — faço que não com a cabeça.

— Por causa deles — tira os meus óculos e passa os dedos suavemente sobre os meus olhos. — Eles expressam tudo o que você sente, Jug.

— Ah é? — pergunto sorrindo — E o que eles estão dizendo neste exato momento?

— Que você quer muito fazer amor comigo, agora.


Notas Finais


Comentemmmm 💘
Esse casal só quer saber de transar Minh genteeeee


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