História Bughead: Mais Que Amigos - Capítulo 14


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper
Tags Bettycooper, Bughead, Colesprouse, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 11
Palavras 1.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - JUGHEAD


Betty está totalmente no clima de karaokê. Duas taças de espumante e bum . Ela está no palco.

Não é nem a vez dela, mas acho que essa é uma das vantagens de ser linda e ter uma amiga igual. Bastaram oito segundos e dois sorrisos bonitos de Cheryl e Betty (com uma ajuda do decote de Cheryl, acho) para convencer os caras que eram os próximos da fila a deixar que as duas passassem na frente.

“Sua garota é boa nisso”, Jason me diz, sentando ao meu lado com um copo de uísque.
Fico tenso por uma fração de segundo ao ouvir Jason se referir a Betty como minha garota, mas sei que ele já disse isso um milhão de vezes, quando ainda não tínhamos transado, e ele só quer dizer que ela é… bom, minha garota. Mas não nesse sentido.

Enfim. Betty canta bem. Muito. Ela e Cheryl escolheram uma música antiga do Destiny’s Child — o tipo de música que eu não saberia nomear ou dizer de quem é nem se minha vida dependesse disso, mesmo conhecendo a letra inteira.

O bar está adorando as duas. É raro aparecer alguém num karaokê com uma voz e um visual arrasadores, mas é o caso de Betty. A voz de Cheryl não é tão boa, e ela se limita ao acompanhamento, mas está longe de ser desafinada. Além disso, está mais do que compensando a falta de talento vocal com dança.

Ao terminar, elas são aplaudidas de pé, e voltam para a mesa aos risos. Betty pega minha bebida e dá um gole enorme.

“Delícia!”

“A cerveja ou o palco?”, pergunto.

“As duas coisas.” Ela se recosta no assento com um sorriso. “Acho que a gente precisa de mais champanhe.”

“Você sempre acha que a gente precisa de mais champanhe”, Cheryl diz. “Mas dessa vez eu concordo.” Jason chama um garçom com cara de tédio e pedimos outra rodada enquanto Cheryl e Betty se preparam para a próxima música.

“Vamos colocar nosso nome na lista”, diz Cheryl. “Apesar de que com certeza vão deixar a gente furar a fila depois da nossa apresentação.”

“Tá. Só preciso de uma bebida primeiro”, Betty avisa. “Uma dose de coragem.

“Hum-hum”, Cheryl responde. Em seguida seus olhos azuis se voltam para mim. “Faz um dueto comigo, Jones.” Paro de beber a cerveja e noto que Betty lança um olhar de surpresa antes de se virar para mim. Faço que não com a cabeça.

“Sem chance. Chama o Jason.”

“De jeito nenhum”, ele retruca. “Eu não canto.”

“Pensei que o karaokê tivesse sido ideia sua”, Betty comenta, inclinando a cabeça.

“Gosto de ver outras pessoas passar vergonha”, ele diz, apontando para o palco, onde um grupo de mulheres embriagadas atropela a letra de “Girls Just Wanna Have Fun”.

“Qual é?”, Cheryl insiste, me dando um chute de leve por baixo da mesa. “Vai ser divertido.” Olho para Betty, que dá de ombros.

“Vai lá. Sua voz é melhor que a da maioria das pessoas que está cantando.

O que Betty não diz é que em geral eu canto com ela. A gente ia ao karaokê quase todo fim de semana na época da faculdade, escolhendo desde baladas country até hits. É divertido. Ou pelo menos costumava ser. Mas ela não parece nem um pouco incomodada com o fato de que minha primeira música da noite vai ser com Cheryl. E por que ficaria?

Betty me dá uma piscadinha. Encolho os ombros, olhando para Cheryl.

“Certo. Beleza. Vamos nessa.” O sorriso de Cheryl é um pouco mais empolgado do que deveria, e o jeito como ela segura minha mão assim que fico de pé também é bem desnecessário, mas enfim… Sua certeza de que vai conseguir furar a fila se revela bem fundamentada.

Instantes depois, estou com um microfone na mão, cantando “You’re the One I Want”, de Grease , com Cheryl. A plateia parece gostar de nós quase tanto quanto delas duas. Percebo uma boa quantidade de olhares interessados da parte feminina da plateia quando imito a dancinha do John Travolta. Pisco para uma garota interessante em uma mesa mais ao fundo. Uma morena com um vestido vermelho matador. Mas então meu olhar se volta para nossa mesa.

Jason ainda está lá. Betty não. Por sorte, conheço de cor a letra dessa música irritante, graças a nossas idas ao karaokê na época de faculdade, então posso cantar no automático, sem precisar olhar para a tela, enquanto esquadrinho o recinto em busca de Betty. Lá está ela, conversando com um cara. E parece interessada. Hum.

Cheryl pega minha mão para um passo de dança meio ridículo dos anos 50 que combina bem com a música. Então encerramos de maneira espetacular, sem falsa modéstia. Está todo mundo gritando e aplaudindo.

Todo mundo menos Betty, que mal tira os olhos do loiro com quem conversa no bar. Fico feliz por ela. Talvez finalmente esteja pegando o jeito da coisa. Porra, talvez ela só precisasse de sexo bom de verdade — não estou me gabando, só falando a verdade — para se soltar. E o sexo com Betty foi muito mais que isso. Foi excelente na segunda, quando quebramos o gelo. E ainda melhor na terça. E na quarta, e na quinta. E hoje, quando transamos na cozinha poucos minutos antes de sair para encontrar Cheryl e Jason.

Não que o loiro de camisa branca vá me agradecer por isso. Ele não faz ideia de que sou o responsável pela recém-conquistada autoconfiança sexual de Betty. Eu. Estou tão preocupado tentando avaliar o que está rolando com Betty que nem percebo que Cheryl não soltou minha mão quando descemos do palco. Só ao chegar à mesa consigo desvencilhar meus dedos dos dela, usando minha cerveja como pretexto.

“Cadê a Betty?”, ela pergunta a Jason, que parece cada vez mais bêbado e ainda menos sutil nos olhares que lança para o decote de Cheryl. Ele aponta com o queixo para o balcão. Cheryl vira a cabeça para localizar a amiga. “Ah! Um gatinho. Ela parece bem feliz.” Cheryl estende a mão para mim. “Toca aqui. Acho que as lições finalmente estão surtindo efeito. Nossa garota está entrando no ritmo!”

Bato na mão dela, provavelmente com mais força do que o necessário, e tomo mais um gole de cerveja para não acabar dizendo que fui eu que fiz Betty entrar no ritmo. Várias vezes.

Sou salvo quando Betty volta correndo à nossa mesa e manda Cheryl abrir espaço. A garota se apressa a colar a perna contra a minha. Lanço um olhar para Betty, que nem nota. Está ocupada demais exibindo um guardanapo com um número de telefone.

“Olha só o que eu consegui!”

“É isso aí, garota!”, Cheryl diz, levantando a mão para Betty também. Pelo jeito Cheryl faz high five com todo mundo quando está bêbada.

“Né?” Betty balança os cabelos, abrindo um sorriso animado.

“Pelo jeito como ele estava vidrado em você, pensei que fossem acabar indo juntos para casa”, Cheryl comenta.

“Ah, essa proposta foi feita”, Betty revela, toda presunçosa, dando um gole no espumante.

“E você não aproveitou?”, Cheryl pergunta. “Ele parecia bem gatinho daqui.”

“Estou com vocês”, responde Betty, franzindo o nariz. “Não podia ir embora do nada.” Sinto uma pontada de culpa, lembrando quantas vezes saí com Betty e fui embora do nada por causa de uma transa. Depois de garantir uma carona para ela, claro. Parker vira a bebida e levanta de novo.
“Preciso fazer xixi.” cheryl faz menção de ir também, então um sujeito com um bronzeado nada natural surge na sua frente.

“Você mandou muito bem lá em cima.” Ela abre um sorriso todo sexy. Solto um suspiro de alívio por ter aparecido alguém que a afaste da minha perna.

“Ah, é?”, Cheryl diz, e volta a sentar para receber mais elogios.

“Ei, me deixa passar”, digo, dando uma cotovelada no quase capotado Jason, já que é mais fácil sair do banco em volta da mesa circular do que pelo lado de Cheryl. Ele bufa, mas me deixa passar. Quando fica de pé, seus pés oscilam.

“Acho melhor pegar mais leve no uísque, campeão”, comento.

Jason me mostra o dedo e vai cambaleando na direção do bar. Faço uma prece silenciosa pela proteção da mulher que cruzar seu caminho, seja quem for. Definitivamente está na hora de repensar minha “amizade” com esse cara. Betty tem razão. Ele é bem babaca.

Mas, no momento, é a menor das minhas preocupações. Pergunto a uma garçonete mal-humorada onde fica o banheiro, e então entro por um corredor mal iluminado. Tem um casal se pegando lá, enquanto outro discute, mas nenhum sinal de Betty.

Encosto na parede em frente ao banheiro feminino e examino os arredores enquanto espero. Quando ela aparece, logo em seguida, detém o passo, surpresa.

“Ei.” Em resposta, eu a seguro pela mão e a puxo na direção de uma das saídas de emergência. A noite não está tão fria para a época do ano, então espero que não se incomode com o que vou fazer. “Jughead, o que você está…?”

Eu a empurro contra a parede externa do bar e dou um beijo nela. Bem caprichado. A reação é imediata. Sua língua se enrola na minha e suas mãos deslizam pelas minhas costas, cravando as unhas na pele por baixo da camisa. Mordo seu lábio, e ela solta um grunhidinho sexy.

“Então é isso que você faz quando a gente sai e desaparece por um tempo…”, ela comenta, dando um passo atrás e me lançando um olhar curioso.

“Gostou?”, pergunto, mordendo seu pescoço.

“É uma coisa bem…” Betty respira fundo quando minhas mãos encontram seus peitos. “Pervertida.”

Abro um sorriso, porque Betty nem começou a conhecer meu lado pervertido. Ainda assim, não vou transar com ela encostado na parede de um beco pouco discreto, então me contento por mais alguns minutos de pegação antes de passar as mãos em seus braços cada vez mais gelados.

“Vamos lá pra dentro.” Ela faz um biquinho, e eu passo o polegar em seu lábio. “A não ser que queira ficar aqui.”

“Eu quero, mas…” Ela hesita, e eu fico paralisado, torcendo para que não diga que combinou de ir embora com o loiro. Estou preparado para o pior quando ela me encara. “Que tal um dueto?”,Betty propõe.

Solto um suspiro de alívio. Não que fosse ficar ressentido se ela resolvesse aproveitar a chance de curtir com outro cara. Faz parte do acordo. Mas, considerando o quanto estou duro depois de uns beijos, não sei como meu ego suportaria a rejeição.

“Tá”, respondo. “Só uma música.”

“Só uma música e depois o quê?”, ela pergunta, maliciosa.

Projeto os quadris para a frente para encostar nela. Seus olhos se arregalam, mas logo depois se fecham.

“Pensando bem, o dueto pode ficar pra outra hora…” Já estou me encaminhando para a porta da frente do bar.

“Vou chamar um táxi. Diz pros dois que estamos indo. Acho que o Jason nem vai perceber, e a Cheryl já arrumou um admirador pra se distrair.”

Cinco minutos depois, estamos a caminho de casa. Fico sabendo que Betty nunca se pegou com ninguém no banco de trás de um táxi.

Então damos um jeito de corrigir isso.



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