História Bughead: Mais Que Amigos - Capítulo 15


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper
Tags Bettycooper, Bughead, Colesprouse, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 18
Palavras 1.951
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - BETTY


Na quinta-feira seguinte à nossa aventura no karaokê, descubro que vou precisar trabalhar até tarde. Muito tarde.

É um daqueles dias com reuniões uma depois da outra e quase nenhum tempo na minha mesa, o que significa que não respondi os e-mails “urgentes” nem escrevi meu relatório semanal para a reunião de amanhã com minha chefe. Definitivamente, minha jornada vai se estender.
Consigo fazer um intervalo de cinco minutos entre uma reunião e outra, o que me dá tempo de fazer xixi, beber uma coca zero e avisar minha carona, que por acaso também é o cara com quem tra… hã, o cara com quem estou transando, que por acaso também é meu melhor amigo.

Balanço a cabeça enquanto pego o celular, mais uma vez impressionada com quantas coisas na minha vida estão relacionadas a Jughead Jones. Principalmente nos últimos tempos. Em teoria, sei que não deve parecer muito saudável passarmos tanto tempo juntos, especialmente agora que acrescentamos as noites — e as madrugadas. Mas a questão é que parece, sim , bastante saudável. Porque quem leva uma vida saudável está feliz o tempo todo, né? E eu estou. Feliz. Será por causa dos orgasmos frequentes?

Escrevo uma mensagem:

- Ei, tudo bem se eu trabalhar até tarde? Você pode ir de carona com Jason?

A resposta vem antes que eu consiga guardar o celular. Ele também deve estar entre uma reunião e outra.

-Eu espero. Tenho umas coisas pra fazer também. Legal. No carro às 7?

- Blz.


Já estou a caminho da sala de reuniões quando o aparelho vibra de novo.

- Quer jantar depois? Em algum lugar caro? Eu pago. Tenho boas notícias.

Levanto as sobrancelhas.

- É um encontro, Jones?

A resposta é instantânea.

- Opa. Espero que goste das flores que comprei. E deixei bilhetinhos românticos no seu para-brisa.

Sorrio antes de escrever:

-É por isso que você não tem namorada.

- Por que eu ia querer uma namorada se trepo o tempo todo com a safada da minha melhor amiga?

“Que alegria toda é essa?” Levo um susto quando vejo Cheryl e Toni caminhando na minha direção.

Cheryl diminui o passo e olha de maneira significativa para a outra. Toni, a sem-noção, tenta espiar meu telefone, mas apago a tela antes disso. A última coisa de que preciso é que o pessoal do escritório fique sabendo sobre mim e Jughead.

“Ah, eu conheço esse olhar”, Toni diz com uma vozinha irritante. “Você estava trocando mensagens quentes com seu namorado.”

“Na verdade, Archie me deu um pé na bunda”, digo com um sorriso largo. “Obrigada por me fazer lembrar disso, aliás.”

Ela tem a decência de parecer envergonhada com a gafe. Nem me dou ao trabalho de esclarecer que não penso em Archie há dias.

Toni entra na sala de reuniões, mas Cheryl e eu não. É a reunião semanal da equipe, e nossa chefe sempre atrasa.

Dou um gole na coca zero.
Cheryl chega mais perto.

“Não me obriga a perguntar de novo.” Franzo a testa, confusa.

“O quê?” Ela revira os olhos.

“Você ligou pra ele?”

Ele… Ele… Quem…? Ah. Ele .

“Ainda não”, respondo, fingindo estar fascinada pela lata de refrigerante.

Cheryl me perguntou todos os dias da semana se eu tinha ligado para o cara do karaokê. Estou ficando sem justificativas. Não sei como dizer que só ligaria se ainda estivesse interessada em continuar com meu plano de sexo sem compromisso. E não sei como dizer que a única razão pela qual fui falar com ele, para começo de conversa, foi porque ela e Jughead estavam parecendo um casal no palco, e eu senti… bom, não exatamente ciúme .

Talvez tenha ficado um pouco incomodada, por não ser eu lá no palco com Jughead. Mesmo assim, o cara do bar — Brandon — me pareceu bem legal. Divertido, normal… Mas não tenho a mínima intenção de ligar para ele.

Sou salva de ter que inventar outra desculpa pela chegada da nossa chefe. Ela vem em nossa direção com o celular colado ao queixo enquanto mexe na tela do iPad, que parece não largar nunca. A reunião é demorada. A seguinte também, assim como a que vem depois. Então fico presa em uma avaliação com um grupo de designers que não consegue se decidir por uma paleta de cores.

Quando volto para minha mesa, vejo que Cheryl deixou um bilhete avisando que foi embora e ordenando: LIGA HOJE.

Solto um suspiro. Leio os e-mails às pressas. Nenhum é tão urgente quanto os remetentes dizem, mas o relatório toma mais tempo do que eu esperava, porque encontro erros em todas as páginas.

Quando chego ao estacionamento, encontro Jughead encostado no meu Prius, com a bolsa estilo carteiro pendurada no ombro, totalmente concentrado no celular.

“Foi por isso que dei a chave extra pra você”, digo, destrancando a porta ao me aproximar. “Pra não ter que esperar no frio.” Ele ergue os olhos e sorri.

“Esqueci.”

“Com ‘esqueci’ você quer dizer que perdeu?”, pergunto.

“Está em algum lugar”, ele responde, enquanto jogamos as bolsas no banco de trás e entramos no carro. Tenho certeza de que perdeu. Olho para ele antes de ligar o motor.

“Foi por isso que me chamou pra jantar? Perdeu minha chave e sabe quanto custa fazer uma cópia? Está querendo me agradar?” Jughead estala a língua.

“O mundo não gira em torno de você, Cooper.”

“Então você sabe onde está a chave ou…?”

“Fui promovido”, ele me interrompe.

Minha preocupação anterior desaparece. Solto um gritinho. E outro. Ele faz uma careta.

“Pega leve, Betts.” Dou um soco no braço dele.

“Não vou pegar leve coisa nenhuma! Você conseguiu! Ficou a semana inteira falando que achava que iam contratar alguém de fora!”

Uns meses atrás, o gerente de produto sênior da equipe de Jughead foi transferido para Atlanta, e ele ouviu dizer que estava sendo considerado como substituto. Jughead não acreditava nos boatos, porque, por razões que não consigo entender, ele se acha bem mais ou menos. Mas eu sei que está errado. Ele é incrível. Já o ouvi atendendo a ligações de trabalho. Já o vi trabalhar até tarde. O cara sabe o que faz. É muito, muito bom no trabalho. Estranhamente, parece ser o único a não saber.

Ligo o carro e balanço negativamente a cabeça.

“Você não vai pagar jantar nenhum. Eu é que vou. E vamos beber champanhe.”

“Ah, sim. Minha bebida preferida…”, ele diz, irônico.

“Você vai ter que beber comigo hoje”, insisto. “Promoções e champanhe têm tudo a ver, como… geleia e creme de amendoim.”

“Filé com fritas”, ele complementa, dando início à nossa velha brincadeira.

“Espinafre e morango.” Jughead faz uma careta.

“Estava pensando mais em margaritas e nachos.”

“Cerveja e frango frito?”

“Melhor”, ele diz, com um aceno de aprovação. “Sopa e pão.”

“Leite com biscoito.”

“Pau e camisinha”, ele diz.

“Afe… Que tal…” Franzo os lábios, tentando pensar em uma coisa que ainda não tenha falado um milhão de vezes. “Ah, já sei. Velas e banho de espuma.” Jughead fica escandalizado.

“Nem sei o que isso significa. Troco suas velas e seu banho de espuma por Ênio e Beto.”

“Humm…” Batuco com os dedos no volante enquanto penso. Você e eu . Tenho um sobressalto com meu próprio pensamento, o qual procuro afastar em seguida. Isso só serve para fazer com que entre ainda mais na minha cabeça. Duas coisas que combinam bem: eu e ele. Betty e Jughead. Franzo a testa. Isso é novidade…

“Você venceu”, me apresso em dizer. “Fim de jogo.” Ele fecha o punho direito e bate no esquerdo. Balanço negativamente a cabeça. “Cumprimentou a si mesmo?”

Jughead dá de ombros.

“Eu sabia que você não ia querer me cumprimentar. Detesta perder.” Saio do estacionamento aliviada por ele não ter notado meus pensamentos traiçoeiros momentos antes.

“Portland City Grill?”, sugiro. Jughead levanta as sobrancelhas.

“Quer mesmo esbanjar, hein?”

“Estou orgulhosa. Você foi promovido, Jughead. Isso merece uma comemoração digna.”
Você merece uma comemoração digna, seu tonto. Juhhead fica em silêncio, então olho para ele. “Você está fazendo aquilo, né?”

“Aquilo o quê?”

“Acha que não merece. Está tentando entender por que foi escolhido.” Jughead dá de ombros e olha pela janela.

“Não fiz nada de especial. Qualquer pessoa da equipe poderia…”

“Para”, interrompo. “Nada disso. Não começa. Precisa parar de pensar que, só porque não seguiu o caminho dos seus pais, não pode ser um sucesso nos seus próprios termos.” Ele apoia a cabeça no encosto.

“Agora é você quem está fazendo aquilo. Tentando consertar a cabeça dos outros.”

“Não faço isso.” Pelo menos não sempre .

“Só não precisava consertar a cabeça do Archie”, Jughead resmunga. “O cara sabia bem qual era a dele.”

Jughead está mais ranzinza que o normal, e fico com a estranha sensação de que podemos estar a caminho de uma briguinha.

Somos salvos pelo celular vibrando.

“Pode atender pra mim?”, pergunto, apontando com o queixo para o banco de trás.

Ele remexe na minha bolsa e olha para o aparelho. “É a Cheryl.” Solto um grunhido.

“Que foi, vocês duas brigaram ou algo assim?”

“Não é bem uma briga”, murmuro enquanto pego a via expressa a caminho do restaurante. “Ela não para de me perturbar pra ligar praquele cara.”

“Que cara?”

“Do karaokê.”

“Ah”, ele diz. “Aquele que fazia você rir jogando a cabeça pra trás.”

“Como é?”

“É assim que eu sei se suas risadas são sinceras. Você joga a cabeça pra trás”

“Nunca notei”, murmuro. “Mas acho que as risadas eram sinceras mesmo. Ele era divertido.”

“Então por que não liga?”, Jughead pergunta, silenciando meu telefone e jogando no console entre os assentos.

“Eu…” Não sei. Essa é a verdade. Não sei por que não ligo para o cara. “Acha que eu deveria?”, pergunto.

Jughead dá de ombros.

“Isso não importa.” Contorço os lábios.

Ele tem razão. A questão não é o que ele acha, porque não somos um casal. Somos só amigos. Amigos que transam maravilhosamente. Desde o início estabelecemos que a exclusividade só seria mantida enquanto quiséssemos. Assim que um dos dois mudasse de ideia era só dizer e voltaríamos a dormir com outras pessoas. Mas quando sugeri sexo não sabia que ia ser tão… constante. Ou bom. Mas existem, sim , alguns momentos em que ficamos separados. Ele vai à academia quase todo dia. E saiu para beber com Sweet pea ontem mesmo.

Talvez tenha dado uma rapidinha aqui e ali. Quero saber. Estou louca para saber.
Mas não posso perguntar. Não é da minha conta.

“Acho que você deveria ligar pra ele”, Jughead diz.

“Pensei que isso não importasse”, retruco, demonstrando uma leve irritação.

“Não mesmo, mas…” Jughead vira pra mim. “Acho que, se você não começar a namorar de novo, nunca vai esquecer o Archie.”

Archie? Archie? Ele acha que a questão é o Archie? Que coisa mais…
Mas espera um pouco. A questão deveria mesmo ser Archie. Minha hesitação sobre ligar ou não para um parceiro romântico em potencial deveria ter relação com o fato de meu ex, com quem eu pensava que ia casar, ter me dado um pé na bunda um mês atrás.

“Certo”, respondo, hesitante. “Ligo pra ele no fim de semana.”

“Boa menina”, Jughead diz, assentindo. E o assunto aparentemente está encerrado, porque ele parte pra outra. “Tem certeza de que quer pagar o jantar hoje à noite?”

“Absoluta”, respondo, então viro para ele. “Espera aí, por que está me perguntando isso com esse tom presunçoso?”

O sorriso dele ilumina o carro às escuras.

“Só estou pensando em quantas lagostas vou pedir.”



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