História Bughead: Mais Que Amigos - Capítulo 16


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper
Tags Bettycooper, Bughead, Colesprouse, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 35
Palavras 1.100
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - JUGHEAD


Faz um tempão que Betty e eu não jantamos assim. Quer dizer, a gente come junto o tempo todo. Almoços sem dia definido quando estamos livres, tacos às quintas-feiras com os amigos lá em casa, waffles aos domingos, já que é a única coisa que sei fazer.

Mas hoje é diferente. Toalha de linho na mesa, uma visão belíssima da cidade, velas e champanhe. Claro. Por brevíssimos segundos, quando conversamos à mesa sobre quais entradas pedir, entro em pânico. Porque é como um encontro. E não só na aparência. Na sensação também. Esqueço isso quase de imediato, porque encontros em geral envolvem mãos suadas, conversas forçadas e aquele estresse de não saber se vai ter algum outro programa depois. Mas nada disso tem a ver com Betty.

É só um jantar com sua melhor amiga , meu cérebro me acalma. Relaxa . E, na maior parte do tempo, minha mente fica calma, a não ser por uma coisinha irritante que não sai da minha cabeça: Betty pretende ligar para o cara do karaokê. Eu falei pra ela fazer isso. E precisava falar. Fui sincero quando disse que ela precisava superar Archie.

Apesar de Betty não estar deprê, eu a conheço. Sei que ela não pode estar recuperada como finge que está. Não depois de tomar um pé na bunda do nada daquele imbecil. Mas me incomoda que esteja pensando em outros caras enquanto ainda estamos… mandando ver. Quer dizer, não me incomoda. Incomoda meu ego. Porque, do meu lado da cama, e do chuveiro, e do sofá, e do balcão da cozinha, as coisas estão sensacionais. Tão sensacionais, na verdade, que nem olhei para nenhuma garota desde aquela primeira noite.

Opa. Eu me recosto na cadeira ao me dar conta disso, ignorando o interrogatório a que Betty está submetendo a garçonete sobre o preparo do prato do dia, um peixe.

Faz duas semanas que só transo com uma garota. E não uma garota qualquer: Betty. Humm. Eu sei, eu sei, duas semanas nem é tanto tempo assim. Mas pra mim é. O último relacionamento que tive foi no segundo ano de faculdade e durou quatro meses infernais. Desde então estou feliz no time dos solteiros. É claro que transei com algumas garotas mais de uma vez, mas em geral vivo num esquema “uma noite e nada mais”.

Passo a mão no rosto e olho para Betty do outro lado da mesa. Ela está usando um vestido grosso azul-marinho que não deveria parecer sexy, já que tem gola alta e não revela quase nada — muito menos com as botas que vão até os joelhos —, mas o caimento é perfeito. Com os cabelos loiros soltos, caindo nos ombros. Ela está bem… bonita. E essas velas idiotas acesas…

Mal espero a garçonete terminar o que está dizendo para perguntar:

“Que uísque você tem aí?”. Betty me lança um olhar intrigado, porque só bebo cerveja e vinho quando estou com ela. “Vou deixar a champanhe toda pra você.”

Só que não é essa a verdadeira razão para eu querer uísque. Preciso de algo mais forte que espumante para me ajudar a lidar com o fato de que estou no meio de uma enrascada sexual. Só que a sensação não é de enrascada, de forma nenhuma.

A garçonete se afasta e Betty se inclina para a frente.

“Tudo bem? Parece que você está prestes a vomitar.” Eu me inclino para a frente também, decidindo ser sincero com ela, porque Betty é minha melhor amiga e merece isso.

“Quando você inventou essa ideia de sermos amigos que transam, quanto tempo pensou que ia durar?”, pergunto.

Ela pisca algumas vezes.

“Humm, sei lá. Na verdade não fiz um cronograma.” Respiro bem fundo.

“Percebeu que já faz quase duas semanas? Estamos transando há duas semanas .”

“Ah, é? E daí?”, ela pergunta, franzindo o nariz.

“Eu nunca…” Começo a esfregar a nuca. É melhor falar de uma vez. “Não fiquei com mais ninguém desde aquela primeira noite.” Betty fica em silêncio por vários segundos, então cai na risada.

“Ai, meu Deus. Você precisava ver a cara que fez agora.” Abro um sorriso ressentido.

“Não tem graça.” Mas sei que tem. Um pouco.

“Desculpa.” Ela tenta ficar séria, mas não consegue e dá uma risadinha dentro da taça. “Pensei que a gente já tivesse resolvido isso. Se um de nós quiser dormir com outra pessoa, é só falar e…”

“Pois é”, eu me apresso em dizer. “Tipo você e o cara do bar…”

“Brandon”, ela diz. Cerro os punhos sob a mesa.

“Então você vai ligar pra esse Brandon, e não vai ser esquisito se eu sair com outra garota?”

“De jeito nenhum.”

“Tá.”

“Tá”, ela repete.

“Tá.”

A garçonete volta com a carta de bebidas. Meus olhos continuam cravados em Betty. A mulher é esperta o bastante para saber que está interrompendo alguma coisa e se manda sem dizer nada.

“Ai, Deus”, Betty diz, com um toque de pânico na voz. “A coisa está ficando esquisita, né?” Não. Sem chance que vou deixar isso acontecer.

“O que a gente vai fazer é o seguinte”, digo, abrindo a carta. “Amanhã é sexta. Você vai ligar pra esse Brandon. E eu vou voltar à caça.”

“Não fala assim. É esquisito.” Ignoro e sigo em frente.

“Você vai transar com o cara. E eu vou encontrar uma gostosa.” Fecho a carta de bebidas depois de ver que eles têm minha marca favorita de uísque e volto a olhar para Betty. “Que tal?”

“Tá”, ela diz, com um sorrisinho. “A gente não quer se meter em confusão.”

“Exatamente”, respondo, sorrindo. “E não quero arruinar o sexo pra você pra sempre. Já que nunca vai conseguir encontrar alguém à altura e tal.”

Ela aponta para mim com a taça.

“Não sei de onde você tirou que essa presunção toda é atraente…”

Eu me inclino para ela.

“Não é?” Minha voz sai mais áspera do que eu gostaria, e os olhos de Betty ficam meio opacos. Ela lambe os lábios.

“Esse lance de transar com outras pessoas… começa amanhã?”

“Isso”, respondo, olhando para a boca dela.

“E isso significa o fim pra gente. Dessa coisa de ir pra cama juntos.”


Ignoro a pontada de decepção que me atinge ao ouvir essas palavras. É a coisa certa a fazer. Terminar logo antes que tudo fique… enrolado.

“E isso significa que hoje à noite”, ela continua, “você e eu… podemos ter uma última vez?”

Ela se interrompe e levanta as sobrancelhas em uma expressão questionadora. Sorrio.

“Com certeza.”



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