História Bughead: Mais Que Amigos - Capítulo 17


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper
Tags Bettycooper, Bughead, Colesprouse, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 28
Palavras 1.676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - BETTY


A ideia de Jughead é muito, muito boa na teoria. Quer dizer, essa coisa de “vamos começar a dormir com outras pessoas antes que as coisas fiquem intensas demais”. Fiquei aliviada por ele ter falado isso, de verdade. Porque Jughead tem razão.

Apesar de não estarmos, tipo, apaixonados, duas semanas de monogamia não estavam no acordo. Era para ser sexo sem compromisso enquanto os dois estivessem a fim. Só que não sabíamos que íamos estar a fim o tempo todo . Então, como eu ia dizendo, arrumarmos outros parceiros é um bom plano. Ótimo. Na teoria. Na prática… Argh.

O motivo de eu ter sugerido para jughead que começássemos a transar foi minha dificuldade de pensar em fazer sexo com um desconhecido. Como minha mãe falou, eu claramente preciso estabelecer algum tipo de vínculo com a pessoa antes de ir pra cama. É por isso que por mais legal e bonitão que Brandon Mallory seja… Não posso ir pra casa dele. Simplesmente não dá. Brandon não força a barra, isso eu tenho que reconhecer.

Depois de um jantar gostoso num restaurantezinho italiano bem informal que ele sugeriu, o cara não demonstra o menor descontentamento quando aviso que vou chamar um táxi.

“Posso ligar pra você?”, ele pergunta no momento constrangedor em que fico parada na frente do táxi com a porta aberta.

“Claro, seria ótimo”, respondo, sincera.

Não sei se Brandon é o amor da minha vida ou coisa do tipo, mas o jantar foi legal. Pode até não ter rolado uma tensão sexual ainda, mas um segundo encontro não faria mal.

“Que bom”, ele diz com um sorriso largo bem legal. Então ele põe as mãos no meu rosto e me beija. Também é legal. Só quando estou no táxi a caminho de casa percebo que estou associando Brandon naturalmente à palavra “legal”. “Legal” não é ruim. Mas também não é… O que estou procurando. Quero mais. Só não sei o quê.

Pago o taxista, tiro a chave da bolsa e me encaminho para a porta da frente. Todas as minhas esperanças de uma noite tranquila com um bom livro e uma taça de vinho tinto desaparecem assim que entro. A música está alta, para superar o som da TV (também alta). Ouço vozes de um monte de gente bêbada. Solto um suspiro quando ponho a bolsa sobre o aparador. Pelo jeito os planos de Jughead para uma noitada acabaram sendo levados para dentro de casa. E dá pra entender por quê, já que ele achava que teria a casa só pra si. Sem dúvida nenhuma transmiti a impressão de que ia dormir com Brandon. Talvez se eu subir de mansinho ele não descubra…

“Betts!” Droga. Fui descoberta.

E por Seewt Pea. Não o vejo desde a noite em que levei o pé na bunda de Archie.

Os detalhes do encontro estão bem confusos na minha mente, para dizer o mínimo.

“Oi!”, digo, colocando um sorriso no rosto.

Sempre gostei de Sweet. É bem melhor que o babaca do Jason. Ele me dá um abraço, e agradeço mentalmente por não vir com uma mão boba, animado com meu vestidinho preto bem, hã, justo.

“Jughead falou que você não ia dormir em casa hoje”, ele comenta. Pois é. Sweet pea diz isso em tom de desculpas, provavelmente pela rave que se desenrola.

“Mudei de planos”, digo com um sorriso. “Mas pelo jeito vocês estão se divertindo.”

“Com certeza”, ele diz. “Toma uma com a gente.” Fico hesitante, porque quero ir direto para o quarto.

Mas Sweet pea com certeza vai contar pra Jughead que cheguei, que vai querer saber o que está acontecendo, ou, pior, vai achar que o estou evitando. Respiro bem fundo.

“Claro!” Faço uma vodca-tônica fraquinha pra mim no bar improvisado no balcão da cozinha e me aventuro na sala.

É exatamente como eu imaginava. Um monte de gente bêbada espalhada pela sala, vendo TV , conversando e acompanhando a música sem saber a letra. Reconheço alguns amigos do Jughead, caras legais. Fazem um pouco de barulho quando vêm ver os jogos aqui, mas são educados. E usam portacopos sem eu precisar pedir. Mas os porta-copos claramente foram dispensados hoje à noite. Tem copos vermelhos espalhados por todas as superfícies, e sinto uma pontada de raiva porque parece que estou em uma… república.
Um cara musculoso no canto é o primeiro a reparar na minha presença. Roy? Ray? Esqueci o nome.

“Ei, é a coleguinha!”, ele diz, alto demais.

Oito cabeças viram para me ver. Fico parada na porta, toda sem graça. É assim que os amigos de Jughead me chamam. Provavelmente porque não se lembram do meu nome, mas não levo a mal, porque acontece comigo também.

Levanto a mão em um aceno sem jeito, e digo a mim mesma que não vou procurar Jughead, mas é claro que acabo fazendo justamente isso. É difícil não reparar na loira peituda sentada no colo dele. Jughead arregala os olhos.

“Betts.” Abro um sorriso amarelo. “O que aconteceu com…” Ele começa a levantar, sem saber como tirar a loira de cima.

Levanto a mão em um gesto apressado para que não se dê ao trabalho. Fico pensando no que fazer a seguir, me perguntando se ainda posso subir sem criar um climão. Os caras voltam para a TV depois de me cumprimentar, mas a maioria das garotas fica me encarando curiosa. Estou acostumada com isso. Não por achar que atraio olhares, mas porque é uma sexta à noite regada a bebedeira. Sexo está na mente de todos, o que significa que tentam descobrir quem vai ficar com quem. E ninguém gosta de concorrência.

Sweet aparece atrás de mim com o copo cheio e põe a mão nas minhas costas.

“O que está fazendo aí parada? Vem sentar. Joe, levanta a bunda daí, cara. Abre espaço pra Betty.”

Não me resta alternativa a não ser ir em frente, e permito que Sweet pea me coloque ao lado de uma garota com olhar perdido, batom cor-de-rosa e cabelos loiros. Ele se acomoda do outro lado. Senta perto de mim, mas não muito, e fico com a sensação de que está me protegendo de Joe, que, juro por Deus, parece estar olhando para o meio das minhas pernas. Eu me remexo no sofá, sem saber por que estou tão sem graça.

Não é a primeira vez que Jughead recebe gente que não conheço muito bem. Nem a primeira vez que o vejo com uma garota. Isso nunca me incomodou. E não incomoda agora. Então por que parece que estou prestes a vomitar?

Dou um gole na bebida, deixando meus olhos irem para a esquerda, onde Jughead e a loira estão, sentados na curva do sofá em L. Me sinto invadida pelo pensamento irracional de que é o meu sofá. E o meu Jughead. Sai dessa.

Mas não posso deixar de reparar que a mão dele está no quadril dela. A loira se reclina para murmurar algo em seu ouvido. Ele dá risada, e queria saber se é um riso sincero. Pelo jeito, ele sabe quando é comigo, mas eu não sei no caso dele. Nunca reparei nisso, porque quando estamos rindo juntos sei que é de verdade e quando ele está rindo com outras pessoas… Bom, nunca dei bola para isso. Até agora. Quero muito saber se essa risada foi sincera. Assim como o sorriso. Mas por que me preocupo com isso? Fizemos um acordo. Eu ia transar. Ele ia transar. Não um com o outro. Era a melhor maneira de mudar o rumo das coisas antes que ficassem perigosas.

A mão de Jughead desliza alguns centímetros pela cintura da loira, e meu estômago se revira de novo. Então me dou conta de uma coisa terrível: E se for tarde demais? E se as coisas já estiverem perigosas? Não que eu queira Jughead só para mim. Não quero nada com ele, sério mesmo. Ainda é… Jughead. Meu melhor amigo. Não seria um bom namorado pra ninguém , muito menos para mim. Mas ver as mãos dele em cima de outra garota… Meu estômago dá um nó.

Deixo o copo na mão de um Sweet perplexo quando me levanto.

“Vou pro quarto”, aviso.

“Está tudo bem?”, ele pergunta.

“Só estou cansada. A semana foi longa.”

Não olho para Jughead quando passo toda sem jeito, por cima das pernas de Sweet pea e depois de Joe, o tarado. Ele encosta a mão na minha coxa “sem querer”, então dou um tapa na mão dele. Não ligo de ser a puritana em uma noite de sexta-feira que estava bem liberal. Qual é o problema?

Tiro os sapatos antes do primeiro degrau e subo com eles nas mãos, deixando aquele cenário para trás o mais rápido possível. Quero apagar a visão da minha cabeça o quanto antes. Na segurança do quarto, fecho a porta e me encosto na superfície de madeira. Por um instante, penso em ligar pra Brandon e perguntar se está a fim de vir. Vamos ver o que Jughead acha de me ver com outro…

Fecho os olhos com força. Mesmo que fosse uma boa ideia — e não é —, não daria certo. Pra Jughead não faz diferença quem passa a mão em mim. Não interessa com quem eu durmo. Foi ele quem me falou para ligar pra Brandon. Quem reclamou que só tinha dormido comigo nas duas últimas semanas. Duas semanas. Como se fosse muuuito tempo.

Tiro o vestido, jogo no banco ao pé da cama e entro debaixo das cobertas, sem me preocupar em trocar a lingerie sexy, tirar a maquiagem, ou fazer qualquer outra coisa. Amanhã vai ser melhor, penso comigo mesma. Amanhã vou voltar ao normal e nem ligar se Jughead levar a loira para o quarto e fazer com ela as coisas que faz comigo…

Solto um grito por entre os dentes cerrados e levo as mãos aos olhos, tentando arrancar as imagens dolorosas da mente.

Jughead e eu em uma relação de desapego?

Pois é. O apego decidiu dar as caras. E estou totalmente à mercê dele.



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