História Bughead: Mais Que Amigos - Capítulo 18


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper
Tags Bettycooper, Bughead, Colesprouse, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 16
Palavras 1.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - JUGHEAD


Tem alguma coisa errada. Não alguma coisa, tudo . Sendo bem sincero, não estou muito à vontade aqui. O que não faz o menor sentido.

A garota sentada no meu colo é muito gostosa, e mesmo se não fosse ainda tem as outras quatro espalhadas pela sala. Ela nem é das mais irritantes, ainda que não consiga me lembrar de nada que conversamos nem que minha vida dependa disso. A cerveja está rolando solta, a música está boa… E eu não consigo curtir. Nem um pouco. Mas estou menos preocupado comigo e com o fato de ter começado do nada a me sentir indiferente a uma coisa que me fazia tão bem e mais preocupado com Betty.

Sinto olhos me observando e, quando me viro, Sweet pea está me encarando de um jeito estranho. Ele mostra o drinque que Betty deixou em sua mão e levanta as sobrancelhas em uma expressão interrogativa. Balanço negativamente a cabeça. Sei lá, cara. Então o olhar dele se volta para Cora — a garota no meu colo —, e suas sobrancelhas se levantam de novo.

Percebo tarde demais que ela está beijando meu pescoço… Porra, eu nem tinha percebido. Não é um bom sinal. Não existe uma forma fácil de fazer isso, então cerro os dentes e ponho as mãos na cintura de Cora, puxando a garota para a direita enquanto escorrego para a esquerda no assento. Ela me lança um olhar de surpresa, mas só consigo abrir um sorrisinho de desculpas. O aviso de que volto logo está na ponta da língua, mas…

Não sei se vou voltar. Não sei o que estou fazendo, só sei que preciso ver Betty. Descobrir por que está em casa e não com Brendon, Brandon, ou sei lá o quê. Paro ao lado de Jason antes de subir a escada.

“Dá um jeito de se livrar do pessoal, mas com educação. Manda a bebida junto, pra amenizar o impacto.”

“Pode deixar”, ele diz, levantando. Fico meio mal por colocar, tipo, dez pessoas pra fora de casa em uma noite de sexta. Ainda é cedo, mas porra… está quase todo mundo bêbado mesmo. Eles podem ir para a casa de Joe, que fica a três minutos daqui. Subo os degraus dois de cada vez, e não fico surpreso ao constatar que a porta de Betty está fechada. Só que também está trancada . Nem sabia que a porta tinha chave. Sinto um aperto no peito.

“Betts?” Bato de leve na porta. Nada. Bato mais forte, dessa vez com a mão aberta, dizendo a mim mesmo que talvez ela não tenha ouvido por causa da música alta. Nada. Bom… então tá.

Aprendi algumas coisas como irmão caçula. Sei muito bem como lidar com uma porta trancada. Vou até meu quarto, arranco uma camisa do cabide, entorto o arame e volto para a porta dela. Quando chego lá, a porta está destrancada.
Betty está de pé dentro do quarto, só de lingerie — e que lingerie! —, olhando para o cabide na minha mão.

“Sério mesmo?”, ela pergunta, cravando os olhos nos meus.

Mas só consigo pensar “graças a Deus”. Não sei pelo que agradeço. Se pelo fato de não estar chorando, de ser tão linda ou por ter aberto a porta pra mim. Não quero que nunca feche a porta para mim.

“Você me trancou pra fora”, argumento.

“Não tranquei você pra fora”, ela responde, mas seus olhos evitam os meus, e não sei se devo acreditar. “Joe estava me encarando de um jeito esquisito.”

“E por isso você vestiu sua lingerie mais cheia de frufrus e rendinhas?”, pergunto, incapaz de desviar os olhos de seu corpo perfeito.

“Não. Nem por sua causa”, ela logo acrescenta. “Pensei que…”

“Brandon”, digo, cruzando os braços.

Betty morde o lábio, então olha para a escada por cima do meu ombro.

“O que está fazendo aqui? Precisa de alguma coisa?” Fico meio chateado com o que parece ser uma dispensa.

“Achei que estivesse chateada. Vim ver o que aconteceu.”

“Então ia arrombar minha porta”, ela retruca, apontando com o queixo para o cabide na minha mão.

Seu tom de voz permanece inalterado, mas suas palavras são alfinetadas bem claras. Penso em deixar Betty sozinha com seu mau humor e voltar lá para baixo, onde de fato tem uma garota bonita que vai ficar feliz em me ver.

Ela começa a fechar a porta de novo, mas levanto um dedo.

“Elisabeth Cooper, não fecha essa porta na minha cara.”

“Mas…” Volto correndo pro quarto, remexo na cômoda até encontrar uma camiseta, dou uma cheirada rápida para verificar se está limpa e volto correndo. Ela está me esperando. “O que você…”

Suas palavras são abafadas quando, sem cerimônia, enfio a camiseta por sua cabeça, sem me preocupar com as mangas, e puxo para baixo, até cobrir suas coxas.

Ela pisca algumas vezes, confusa. Eu a empurro para dentro do quarto e fecho a porta atrás de nós.

“Não consigo pensar com você quase pelada”, digo. Ela enfia os braços nas mangas devagar.

“Você já fez essa coisa de enfiar uma camiseta pela minha cabeça antes”, Betty comenta. “Na noite em que Archie me deu um pé na bunda e eu arranquei a roupa. Acabei de lembrar.”

“Pois é, e pela mesma razão. Não me parece certo ficar admirando uma lingerie que não foi colocada pra mim.” Só que, na época, o fato de Betty ter colocado calcinha e sutiã de renda para Lance não fazia a menor diferença. Agora, saber que ela se arrumou toda para um cara que nem conhece… Isso me incomoda. Apesar de ter sugerido que ela fizesse isso.

Passo a mão no rosto.

“O que aconteceu?”, pergunto. “Com o tal do Brandon? Ele falou alguma coisa ou…”

“Não”, ela responde, erguendo uma das mãos. Soou tão exausta que meu peito se comprimiu ainda mais. “Ele foi ótimo. Talvez a gente até saia de novo. Mas hoje eu não estava a fim.” Ela olha para o chão e cruza os pés. “Desculpa.” Seu tom de voz fica mais suave. “Sei que era parte do acordo. Eu ia transar com ele, e você…”

Betty aponta para a porta, provavelmente indicando a presença de Cora no andar de baixo. Em seguida levanta os olhos.

“Ei, a música parou.” Confirmo com a cabeça. “Pedi pro Sweet pea mandar o pessoal embora.” Ela me encara.

“Por quê?”

A saída mais fácil seria dizer que achava que ela estava chateada por algum motivo, então deveria esvaziar a casa para lhe dar um pouco de sossego. E é verdade. Mas não toda a verdade. Então revelo tudo.

“Acho que eu não estava muito a fim de cumprir minha parte do acordo também.” Ela olha bem para mim.

“Não foi o que me pareceu.”

“Você ficou lá embaixo por uns trinta segundos”, retruco. Se tivesse ficado mais, teria percebido que eu não estava nem um pouco interessado naquela garota. Ela lambe os lábios, apreensiva.

“Então você vai, tipo, sair de novo, Procurar outra garota?” Eu me aproximo um pouco e fico aliviado quando Betty não recua.

O breve estranhamento parece ter passado, e sinto que voltamos ao normal. Ou, pelo menos, ao nosso novo normal. O normal que envolve nós dois pelados.

“Não vou procurar outra garota”, respondo baixinho, erguendo seu rosto com a mão. “Pelo menos não hoje.” Minha outra mão enlaça sua nuca, e Betty segura meu pulso quando me encara.

“E seu medo bizarro de que seu pau caia se só transar com uma pessoa por mais de duas semanas?”, ela pergunta baixinho. Sorrio.

“Bom, pelo menos vou estar com minha melhor amiga quando isso acontecer.”

Abaixo a cabeça para um beijo, mas ela recua, com um olhar preocupado.

“A gente não vai deixar as coisas ficarem esquisitas, certo? Ainda dá pra voltar tudo ao normal quando acabar, né?” Faço uma pausa antes de responder.

“Não vou fazer nada que possa pôr em risco a nossa amizade. Se quiser usar a palavra de segurança…”

Betty abre a boca e, por um momento aterrorizante, fico com medo de que seja o que vai fazer. Juro que não sei como me sentiria se fosse o caso.

Mas ela só sorri.

“Não.”

Betty fica na ponta dos pés, e eu me abaixo para o beijo.

Assim que nossos lábios se tocam, percebo que essa é a razão por que Cora não me interessou.
A única pessoa que quero beijar está bem na minha frente.




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