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História Bully - Far Away From The Line (RE-EDIT-MAKE EM ANDAMENTO) - Capítulo 6


Escrita por: Deki_Lioli

Capítulo 6 - Quem é aquela garota?


Fanfic / Fanfiction Bully - Far Away From The Line (RE-EDIT-MAKE EM ANDAMENTO) - Capítulo 6 - Quem é aquela garota?

Em menos de duas semanas já haviam escrito, selado e carimbado cada documento necessário para eu finalmente viver minha liberdade! Até recebi uma breve carta de boas-vindas antecipadas do Diretor da minha nova escola, dizendo:

 

Cara nova aluna, em virtude à sua grade curricular em escolas anteriores (e por ser parente de um membro respeitado instituição e querido amigo), eu gostaria de informar que é com grande felicidade que a aguardamos para fazer parte do nosso corpo estudantil!

 

Esperamos ansiosamente por sua chegada, aguardo a senhorita em minha sala.

 

— Dr. Crabblesnitch.

 

Por que tenho a impressão de que não vou gostar disso? Volta e meia eu lia e relia a carta durante a viagem, só para me lembrar que eu estava definitivamente de volta à Bullworth.

 

_

 

Eram quase onze horas da noite quando a placa de [SEJA BEM-VINDO À BULLWORTH TOWN] nos recebeu com a desbotada e clássica pinup dos anos 50 que dava uma charmosa piscadela.

 

Eu entendo o que Bullworth significava para Kelly, era um cemitério de memórias dolorosas do nosso passado conturbado que ela queria esquecer por tudo. Mas para mim, era simplesmente um paraíso aconchegante, ninho onde moravam todas as boas memórias e onde eu me sentia estranhamente viva.

 

— Gente, acordem, nós chegamos. — Meu padrasto anunciou num tom em que todos despertamos.

 

As crianças bocejaram depois de acordarem de um sono profundo, a longa viajem fora realmente cansativa para todos nós.

 

— Já chegamos? — Perguntei enquanto espreguiçava.

 

— Parece que sim. – Minha mãe respondeu. Espiei pela janela.

 

O cenário arborizado que vi me era familiar, se não me engano aquele era um pequeno bosque em que eu e Derby brincávamos de esconde-esconde. Um sorriso escapou mas logo sumiu quando vi o semblante franzido da minha mãe, ela parecia preocupada por estarmos de volta ali embora eu não soubesse o motivo, ainda.

 

Dirigimos por mais alguns minutos até Alex reduzir a velocidade e estacionar diante de um grande e imponente prédio angular com muros de tijolo vermelho e portões de aço que circundavam a magnífica e secular construção. Logo me dei conta de que o lugar se tratava do campus da infame Academia, muito semelhante aos internatos ingleses, onde víamos os monitores rondando o local, inspecionando o perímetro atentos a qualquer movimento suspeito.

 

— É aqui que você estudar na próxima semana – Minha mãe comentou, indicando com a cabeça o enorme complexo de prédios antigos que se estendia à nossa frente.

 

Eu até podia me sentir feliz naquela cidade, mas isso não afirmava que eu me daria bem naquele lugar, pelo menos por enquanto. Eu mudei muito com o passar dos anos mas escolas são um centro conturbado para se estar sendo alguém como eu era naquela época, ambivertida e, dependendo do meu humor, nenhum pouco paciente. O alvo perfeito para provocadores de encrenca.

 

— Eu vou estudar aqui? — Perguntei com as sobrancelhas arqueadas, mesmo sabendo da resposta.

 

— Sim, claro. – Alex positivou com um aceno de cabeça. – Por que o espanto? É a melhor escola da cidade.

 

— Queremos te oferecer a melhor educação — Minha mãe explicou, sóbria. — Ainda mais agora que não estaremos por perto pra acompanhar os seus avanços.

 

Olhei para o edifício que se estendia como um castelo sombrio aos meus olhos. Mas vendo daquele ângulo, talvez estudar lá não fosse tão ruim quanto meu avô afirmam ser. Quero dizer, tratando-se da Academia Bullworth, a principal e mais antiga instituição de ensino da cidade onde gerações de cidadãos estudam, sempre haveria a desvantagem de importunada pelos veteranos, mas para quem já sobreviveu aos círculos infernais diários de um colégio público, assim como eu, aquilo não era uma ameaça.

 

Eu só entrei naquele colégio porque esperava poder continuar e viver minha própria vida. Mal sabia que teria que aprender a sobreviver antes de terminar meu primeiro ano letivo.

 

Poucos dias depois…

 

— Sabe que a garota nova chega amanhã, né?

 

— É, tô sabendo. – Respondi com os olhos vidrados na tela enquanto esquivava dos seus ataques no game de luta que jogávamos. – Porra, Pete, não vale usar o mesmo combo várias vezes!

 

K.O!

 

 

Embora eu já tivesse detonado todos os putos daquela escola era inútil tentar derrotar Petey, aquele nerd sabia todas as sequências e combinações de ataque de qualquer jogo e nem sei porque eu ainda insistia naquilo.

 

— Eu não tenho culpa se perdeu várias vezes, 'cê é muito lento cara... aí! – Ele gritou quando acertei seu braço esguio com um soco que ele não esperava.

 

— Ah é? Você não viu essa chegando.

 

Joguei o controle no sofá da sala do dormitório e me levantei atrás de uma latinha de refri na máquina próxima à saída. A lata abriu-se com um estalo que me fez atentar sobre o assunto da nova aluna, um assunto importante já que se tratava de uma nova ovelha para o rebanho e, quem sabe, até uma nova amiga de cama. Como ela seria? Loira, com peitos grandes? Do tipo ‘difícil’? Essas e outras coisas eu me perguntava enquanto a Beam Cola descia minha garganta.

 

 — Então, Petey – Falei –, os caras da HH disseram que o senhor que morreu há três semanas foi professor da escola e que ele era parente dela.

 

 — Sim, se não me engano, o senhor Robert era avô dela.

 

 — Pobrezinha, deve estar se sentindo tão frágil – Essa era uma ótima oportunidade. Deixei um sorriso curvar o canto da minha boca.

 

 — Dá um tempo, Jimmy – Revirou os olhos –, a garota acabou de perder um parente.

 

 — E é o que eu digo – Justifiquei –, ela vai precisar do ombro amigo de alguém forte num momento como esses. As garotas sempre são mais frágeis.

 

De repente a entrada do dormitório se abriu com um estrondo que fez todos que estavam em seus quartos irem até o corredor, eu e Pete seguimos os outros e encontramos Casey Harris sentado no sofá, o puto estava com a boca e o nariz quebrados, cobertos de sangue, marcas e escoriações pelo rosto.

 

 — Cara, o que aconteceu? – Perguntei embasbacado pelo estado do seu rosto.

 

— Eu levei uma surra, cara!

 

Uma série frenética de perguntas começaram a ser feitas, minha voz foi diminuída pela volume das outras e foi preciso que eu gritasse para calarem a boca.

 

 — Tá, Casey, mas quem fez isso contigo? Você não andou sozinho pelas bandas da Goldenwoods, andou?

 

A cara dele tava toda fodida mas seu hálito denunciava seu estado alcoolizado, do jeito que aquele idiota é burro, ele com certeza deve ter arrumado confusão com a escola bastarda e seja lá quem tivesse feito aquilo com certeza tinha que ser um quarterback com o dobro do tamanho dele. Ele não queria responder, o que me fez insistir e pressioná-lo já que, se fosse esse o caso, eu iria adorar devolver o troco pros putos da outra escola mas a resposta que ouvimos foi muito além do que eu poderia imaginar.

 

 — Foi uma garota, tá?!

 

Ficamos todos em silencio, se entreolhando sem entender, até rirmos. Ele tava bêbado, só podia estar para falar uma coisa dessas.

 

— Serio, Casey? – Perguntei com sarcasmo – Uma garota e uma gangue de líderes de torcida te deram uma surra com os pompons?

 

 — Eu tô falando sério, babaca! – Ele levantou o olhar – Foi uma garota quem fez isso comigo.

 

 — Cara, como uma garotinha pôde ter feito isso contigo? – Damon West, seu amigo perguntou.

 

— Garotinha? Olha só pra mim! Foi tudo tão rápido, eu não tive tempo nem de pensar.

 

Eu tive um calafrio súbito, qual garota seria capaz de ferrar com um dos grandes quaterbacks da nossa escola? Seria preciso da força das gêmeas grandonas, Houx e Honda, para conseguir fazer aquele estrago mas ele disse que era apenas uma única garota.

 

Quem poderia ser?

 

Mais cedo...

 

Depois de alguns dias de instalação na minha nova e velha casa, já era chegada a hora de finalmente me despedir dos meus pais. Só naquela manhã ela já havia recitado a planilha de gastos semanais e mensais, custos de energia e seu tutorial de economia umas quinze vezes, eu ri e tive que a interromper senão ficaria plantada na sala e repetiria tudo de novo, o dia todo.

 

— Tem certeza de que vai ficar bem, filha? – Meu padrasto perguntou naquela preocupação paterna, ao olhá-lo vi que seus olhos estavam fundos e sua imagem abatida.

— Vai ficar tudo bem comigo. — Afirmei e anui afirmativamente. – Não se preocupem — Abracei os dois. —, eu sei me virar, vocês sabem disso.

 

— Eu não queria que a gente ficasse tão longe uma da outra, filha. — Disse minha mãe, sua voz falhava conforme as lágrimas começavam a rolar pelo seu rosto — Mas eu quero que seja feliz, querida, e saiba que, se um dia quiser voltar pra nossa casa, as portas sempre estarão abertas pra te acolher.

 

Me lancei aos braços dela e a agarrei num abraço sufocante. Era minha maneira de tentar confortar a nós duas naquela despedida, não suportava vê-la chorar por minha causa. Eu era muito apegada à minha mãe uma vez que sempre fomos nós duas contra o mundo e contra tudo. A saudade que sentiríamos uma da outra certamente iria doer demais, mas eu também sabia que precisávamos seguir em frente. Agora ela precisava ser forte para os pequenos e eu, já não sendo mais aquela garotinha de antes, precisava atravessar a linha que me aprisionava ao passado.

 

Foi difícil me soltar dela, me despedir deles, mas fora preciso. Meu pai teve que convencê-la a partirem, vi os dois entrarem no veículo enquanto meus irmãos acenavam pela janela do banco traseiro e da mesma forma fiz enquanto seguiam ladeira abaixo, até onde meus olhos úmidos não eram mais capazes de acompanha-los. Tive que me recompor, dali para frente era o que importava, como meu primeiro dia na Academia Bullworth, e eu precisava me preparar. Decidi pegar meu casaco e carteira dentro de casa antes de seguir para o centro, eu queria dar uma volta pela praia para me distrair.


Notas Finais


Capítulos sujeitos a mudanças devido a edições e revisões eventuais.

(Eu gostaria de adicionar mais conteúdo à esse cap mas iria sair gigantesco kkk, não se preocupem que a outra parte dele já vais sair)

https://open.spotify.com/playlist/5iInoSPF5yukhS0i4qZBiP?si=RP26xvuITZOqENOhEDUSig&utm
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