História Bulma: A Princesa Guerreira - Capítulo 4


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, General Tao Pai Pai, Marcarita, Rei Vegeta, Tenshinhan, Vegeta, Whis, Yamcha
Tags Dama, Guerreira, Vegebul
Visualizações 19
Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com mais um capitulo espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 4 - Dia da Caça


Naquele inicio de noite Vegeta olhou em volta e constatou que, obviamente habituados a se esconder, os bandoleiros não acendiam fogueiras, nem mesmo para preparar o jantar. Comiam pão, queijo e frutas, que na opinião dele, era comida para pássaros. Seu estômago protestava por uma boa fatia de faisão, mas teria sorte se conseguisse qualquer tipo de alimento, naquela noite. Então, via que a mulher se aproximava de um grande carvalho para dialogar em voz baixa com os companheiros.

 Embora houvesse se esforçado para ouvir alguma informação sobre ela e os homens que a seguiam, não ouvira uma só palavra, pois aquele grupo era muito taciturno, falava baixo apenas o necessário, movendo-se entre as árvores, produzindo o mínimo de ruídos. Ainda praguejava baixinho, quando perdeu o fôlego diante do que viu. Bulma sentou-se em uma raiz da árvore, como se montasse um cavalo… ou um homem. 

O aprisionado ficou ainda mais irritado ao sentir o sangue ferver em suas veias, provando mais uma vez que seu controle parecia ter sido pulverizado. Desviou o olhar, mas seus olhos logo voltaram a se ater nela.  Assim como nos homens que a rodeavam, ela apanhou um pedaço de pão, mas não o engoliu, como os outros. Com gestos delicados, arrancou um pequeno pedaço e colocou-o na boca com uma displicente elegância.

Vegeta observou-lhe o pescoço delicado, enquanto ela engolia o alimento, as mãos que tiravam pedacinhos do pão, a desenvoltura com que ela utilizava a adaga sobre o queijo. Quando ela levou uma fruta à boca, ele blasfemou e olhou para o outro lado, incapaz de suportar a sensação que o envolveu com intensidade. Quem sabe a contusão que recebera na cabeça fosse mais profunda do que havia imaginado. Isso explicaria seu comportamento incoerente. No entanto, mesmo sem saber explicar, Vegeta não conseguia desviar os olhos de Bulma.

Ela se levantou, não com os gestos afetados da maioria das mulheres, mas com um movimento firme, que indicava capacidade, força e liderança. Em seguida, apanhou um jarro e aproximou-se dos feridos, despejando o líquido em uma caneca de madeira. Seria água? Ou cerveja? Veneno? Quem sabe, um sonífero?

Vegeta jurou que não beberia nada oferecido por aquela mulher. Quando ela se encaminhou para ele, afastou a cabeça, mas surpreendeu-se — Leite? Onde conseguiu isso?

A expressão dela tornou-se dura. — Digamos que eu seja, por direito, proprietária de um rebanho, embora os animais não estejam aqui, agora. Vegeta emitiu um som de indignação, sentindo-se frustrado pelos comentários evasivos dela. No entanto, quando ela se inclinou para oferecer-lhe o leite, ele se aproximou. Se ela chegasse um pouco mais perto… Parecendo ter se dado conta da desatenção, Bulma endireitou-se e Vegeta cerrou os dentes. Teria, com prazer, acertado uma cabeçada no queixo dela, para tomá-la com refém. Infelizmente, ela era muito esperta.

—Preciso da sua ajuda, de novo. Ela falou, dirigindo-se ao jovem que cuidara das roupas dele, antes. O moço obedeceu prontamente, tomando a caneca das mãos de Bulma e aproximando-a dos lábios do prisioneiro. Embora tivesse o impulso de cuspir o líquido, Vegeta tratou de se conter. Sua oportunidade de fugir aproximava-se e ele não almejava arruiná-la com um estouro temperamental. Esperaria pelo momento certo e, quando tomasse um refém, não seria um moço estúpido, mas sim, a líder do grupo.

Duas canecas de leite foram o bastante para mitigar a fome de Vegeta. Além disso, alimentou-o com pedaços de pão, também, antes de desaparecer silenciosamente nas copas das árvores. Que tipo de homens eram aqueles, capazes de se movimentarem com a facilidade dos esquilos, entre os galhos? Por um longo momento, limitou-se a observar as folhas acima de sua cabeça, sentindo uma pontada de melancolia. Era tão tranqüilo, ali, sem o barulho constante de que havia nas terras de seu pai em Sadala ou as zombarias de seu irmão e de seu primo, longe da sempre presente necessidade de provar sua capacidade.

Quando finalmente baixou os olhos, descobriu Bulma encostada no tronco de uma árvore próxima, observando-o. Vegeta ficou perturbado com a própria falta de atenção. Um guerreiro jamais tira os olhos do oponente, pensou.

— Está esperando por outra exibição, mulher?  Inquiriu, franzindo o cenho.

— Não tenho qualquer desejo pelo seu corpo, por mais bem desenhado que seja. Ela respondeu com frieza, antes de atirar-lhe um cobertor. — Meu conselho é que tente dormir um pouco. Caso esteja pensando em fugir, lembre-se de que a floresta tem olhos e ouvidos… e arcos prontos para o ataque. Vegeta deitou-se de lado, na cama improvisada, escondendo um sorriso de triunfo.

Ora, seria mais fácil do que havia imaginado. Olhos, ouvidos ou arcos não o impediriam de encolher as pernas até que suas mãos alcançassem a faca escondida em sua bota. Teve de abafar o riso ao pensar na pobre mulher, que se imaginava capaz de mantê-lo prisioneiro. Em breve, pensou, a situação seria invertida. Observou-a acomodar-se sob uma árvore, enquanto a escuridão tornava-se mais intensa.

 Aparentemente, ela estava habituada passar suas noites assim. Por mais que o aborrecesse, Vegeta não pôde deixar de admirá-la, pois eram poucas as mulheres que se sujeitavam a tais condições, sem queixas e choramingos.  Ao vê-la tirar a espada, sentiu a boca seca, perguntando-se se ela iria livrar-se de mais alguma coisa , como a armadura, por exemplo. Embora houvesse repetido para si mesmo que ela não passava de uma mulher vulgar , foi obrigado a admitir que ela não se parecia em nada com as mulheres de virtude duvidosa que ele conhecera. Ao contrário, era graciosa, confiante e tinha um inegável ar de inocência.

Vegeta sacudiu a cabeça e voltou a se concentrar no seu plano. Bulma havia se deitado sobre o cobertor, com a espada a seu lado, bem ao alcance da mão. Era uma pena, ele pensou, mas a arma não teria qualquer serventia. Tratou de prestar atenção à própria respiração, mantendo-a regular, apesar do sangue que parecia ferver em suas veias. Disse a si mesmo que tal reação incompreensível certamente devia-se à perspectiva da fuga. Ora, seria besteira pensar que seu coração batia descompassado por causa da mulher deitada a apenas alguns metros de distância, ou pela lembrança dos olhos dela fixos em seu corpo despido.

E, sendo um homem totalmente desprovido de vaidade, ao contrário do irmão, Tarble, ele jurou que não se deixara afetar pelo fato de ela ter considerado seu corpo "bem desenhado". Esperou que o acampamento imergisse no mais completo silêncio, para então dobrar as pernas, até que seus dedos alcançassem a adaga.

Hábil, em poucos minutos, já sentia a lâmina cortar as cordas que o amarravam. Uma vez livre, combateu o impulso de espreguiçar-se, apesar de sentir os músculos rijos e doloridos. Afinou os ouvidos, tentando captar algum sinal dos guardas que Bulma afirmara estarem sobre as árvores, vigiando-o. Mesmo que ainda estivessem acordados, não poderiam ver muita coisa, pois a escuridão era total, exceto pelo brilho de algumas estrelas e do luar fraco, uma vez que a lua começara a subir havia pouco.

Com lenteza e muito cuidado, rastejou silenciosamente até onde ela  dormia. Ao alcançá-la, apanhou a espada que jazia ao lado dela e, ao mesmo tempo em que pousava a mão firme sobre os lábios sensuais, encostou a ponta da arma no pescoço dela. Em vez de desapontá-lo, ela acordou de pronto, tentando livrar-se dele a princípio, mas imobilizando-se ao sentir a ponta da lâmina contra a pele. Vegeta sorriu triunfante.

A batalha fora travada e ele era o vencedor.

Colando o corpo dela ao seu, Vegeta pôs-se de pé e embrenhou-se na floresta sem produzir o menor zunzunzum. Carregou-a sem dificuldade e, se fosse honesto consigo mesmo, admitiria que o fazia com grande prazer. Exatamente quando voltava a pensar que sua fuga fora fácil demais, sentiu os dentes afiados de Bulma cravaram-se na palma de sua mão.

Continuou caminhando, ignorando o desconforto como se não passasse de uma picada de mosquito. No entanto, o contato da boca dela com sua pele provocou-lhe uma sensação excitante, levando-o a desejar vingar-se de uma maneira inusitada. Gostaria de mordiscar-lhe o pescoço, ou o lóbulo da orelha.

Vegeta praguejou consigo mesmo. Não poderia se admitir pensamentos desenfreados, quando um dos cúmplices da mulher poderia acordar e dar pela falta dela, alertando os demais. Sentiu pesar por estar deixando seus homens para trás, todavia não havia meios de acordá-los, sem despertar todo o acampamento. Segurou-a com firmeza ainda maior, tentando ignorar a pressão da parte traseira do corpo dela contra a parte dianteira do seu. Mesmo que não tivesse de sofrer com a distração provocada pelo corpo feminino, a caminhada era lenta.

A mata fechada impedia que a luminosidade das estrelas penetrasse na floresta, com a qual não estava familiarizado. Possuía uma vaga noção da direção em que ao castelo se situava e continuou a segui-la, na esperança de encontrar a estrada.

Ao sentir o corpo tenso de Bulma relaxar um pouco em seus braços, deu-se conta de que, àquela altura, as chances de terem sido seguidos eram ínfimas. Assim, parou para amarrar as mãos dela com a corda que levara. Ao perceber as intenções dele Bulma pôs-se a lutar com todas as forças, mas só conseguiu criar alguma dificuldade para ele, pois não foi capaz de impedi-lo de realizar seu intento. Embora ela voltasse a lutar quando ele abaixou-se para amarrar seus pés, Bulma surpreendeu-o por não gritar, nem chorar. Também não implorou como faria qualquer outra mulher. Definitivamente, ela era diferente de todas elas e Vegeta não estava certo de que isso o agradava.

— E então, mulher? O que acha de estar no papel de prisioneira?  Perguntou com sarcasmo. O sentimento de triunfo, porém, logo se dissipou. Os olhos de dele pousaram nos seios fartos que acompanhavam a respiração ofegante de Bulma. No mesmo instante, ele voltou a ser atacado por uma sensação irrefreável e, ligeiramente chocado deu-se conta de que se encontrava em uma situação bizarra.

Poderia fazer o que bem quisesse com ela. Ora, ela havia atacado seu grupo, tomado seus homens como prisioneiros e submetido ele a uma enorme humilhação. Quem o culparia por vingar-se? Não fora esse o seu juramento? De repente, seu coração disparou diante da constatação de que poderia ter aquela mulher ali mesmo, na floresta.

Vegeta praguejou furioso contra os próprios pensamentos. Não era aceitável torturar ou desonrar adversários. A prática comum era tomá-los como reféns a fim de exigir resgate. Embora tais regras não se aplicassem a bandidos, ele não poderia abusar de um prisioneiro… mesmo sendo uma mulher. Uma mulher! Era esse o problema, uma vez que nunca se vira diante de um inimigo como aquele.  Ainda assim, tal fato não explicava a curiosa tentação que se apoderara dele. Nunca antes estivera com uma mulher, exceto com prostitutas pagas.

Sempre se orgulhara da disciplina que mantinha sobre a mente e o corpo. Não perderia o controle só porque aquela criatura com roupas de homem contrariava todos os seus princípios. Provavelmente, fazia parte dos planos dela fazer bom uso de seus atributos femininos.

Depois de dirigir-lhe um olhar duro, puxou a corda. — Vamos!  — Daqui por diante, você pode andar. Não ofereceu ajuda para que ela se levantasse, nem esperou para ser seguido. A corda esticada era o único lembrete da presença dela atrás de si.

Assim, continuou caminhando pela mata, até chegar a uma ampla área de pasto, clareada pelo luar. Embora não o agradasse a idéia de seguir por campo aberto, também não queria continuar na floresta, território que a mulher conhecia muito melhor do que ele. Então, sempre puxando a prisioneira pela corda, seguiu pelos limites da mata, à procura de um lugar para passar o resto da noite. Esperava encontrar uma cabana de pastores, uma vez que a região era rica em rebanhos de ovelhas, mas tudo o que conseguiu foram as ruínas de um velho templo romano.

— Para dentro, mulher. Disse, empurrando-a a sua frente. O teto se fora havia muito tempo e o matagal crescia pelas rachaduras do chão. Ainda assim, o lugar oferecia abrigo contra olhares bisbilhoteiros, caso os homens de dela conseguissem chegar até ali.

Quando o dia raiasse, teria maior facilidade em se localizar. Do contrário, pediria informações a algum pastor da região. Os bandoleiros, por sua vez, ficariam restringidos às fronteiras de seu mundo nebuloso, sem poderem se arriscar a céu aberto, como homens honestos.

Porém, para o caso de eles decidirem se aventurar Vegeta manteria a líder deles prisioneira. Riu ao pensar nisso e, em seguida, deitou-se no chão frio, forçando-a acomodar-se a seu lado  esperando que ela se queixasse. Mais uma vez, ela permaneceu quieta. Ao mesmo tempo em que tal silêncio o irritava, concluiu que era melhor assim, seria mais difícil serem encontrados se continuassem bem quietos. Enquanto isso, ele teria tempo para descansar, a fim de enfrentar o dia seguinte.

Fechou os olhos com um sorriso de satisfação. Era bom pensar nos dias que viriam, quando ele teria tempo de sobra para obter as informações que desejava… e para se vingar da mulher que, ingenuamente, tentara manter cativo um saiyajin.

 


Notas Finais


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