História Burn It Down - (Camren) - Capítulo 1


Escrita por: e Bitchilomilo

Postado
Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Aimeucamren, Ally Brooke, Ariana Grande, Bissexualidade, Bitchilomilo, Camila Cabello, Camren, Depressão, Dinah Jane, Distúrbios, Esquizofrenia, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Perda, Personagens Secundários, Romance, Shawn Mendes, Traição, Violencia
Visualizações 25
Palavras 2.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Camren Shippers! Sentiram saudades?
Olha eu aqui de novo com mais uma fanfic que planejo realmente não apagar e.e ksks
Então tive a ideia ouvindo Burn It Down da Daughter e sem mais spoilers porque eu considero isso um spoiler sim! Nem sei porque estou falando issokkk não importa :)
Vamos à primeira coisa que interessa:

AVISOS: A fanfic aborda um tema extremamente delicado (para mim, pelo menos) que tentarei ao máximo possível tratar com todo o cuidado do mundo.

× Lauren é uma psicóloga que foi suspensa depois de uma perda da qual se culpa. Ela tem quase os mesmos fantasmas que a Camz.

× Camila tem depressão pós-perda e um sentimento de culpa desencadeou a esquizofrenia.

× Quero tudo dentro dos conformes nessa questão. Não estou aqui para romantizar nada, como eu disse, foi uma ideia que tive de última hora.

× Eu estou postando o capítulo um porque já estou finalizando o três e indo pro quatro e.e

Ah! E o capítulo começa já apresentando - ou seria mostrando - o Problema. Avisando pra não ficarem bugados no final k


Enfim! Vocês não vieram aqui ler notas iniciais né?

Peguem um lencinho e um pote de sorvete e Boa Leitura! <3

Capítulo 1 - Sanidade Adoecida


Miami, 2014 - Cabello's House


Camila se encontrava fora de si. Abraçada aos próprios joelhos encolhida dentro do guarda-roupa de sua irmã olhando pra porta com um sorriso bobo como o de alguém convicto de que aquele era, sem dúvidas, o melhor esconderijo de todos. Em suas brincadeiras de pique-esconde com Sofia, aquele era o lugar onde ela sempre achava seguro se esconder. Sua irmã passava um tempo correndo pela casa, os pés fazendo um barulho confortante no chão de madeira e leves risadas.

Risadas da doce criança que ela era.

Camila tinha tinha uma estratégia diferente. Embora aquele sempre fosse seu esconderijo mais "seguro", ela costumava ir de um para outro, dando a ideia de que nunca seria encontrada. E foi o que fez. Abriu lentamente a porta do closet, engatinhou para fora por garantia de que as roupas não fossem fazer o mínimo barulho sequer e correu na Ponta dos pés até a porta aberta. Tentou ouvir algum barulho e vendo que Sofia não estava por perto, ela correu pelo corredor. Estava feliz, o rosto coberto pela simples alegria de brincar com a irmã.

- Eu estou chegando, Sofi! - Gritou para assustar a menor. - Já pode ir saindo!

Sorridente ela chegou no topo das escadas e pulando degraus ela chegou no último. Quando ergueu o olhar do chão, ela gritou. Seu grito ecoou por toda a sala, batia nas paredes e voltava, era alto e agudo e demonstrava tudo o que se passava dentro de sua mente Pavor, medo, apreensão, horror. Todos esses sentimentos estampados na face de Camila, tomando conta de seu ser e lhe sufocando. A garota teve de se segurar no corrimão para não perder o equilíbrio e cair. Suas pernas pareciam gelatina. Ela estava paralisada, o olhar vidrado na cena que ocorria na sua frente.

Sofia estava a alguns metros de si, segurando seu ursinho de pelúcia, usando a fita e vestido brancos que tanto gostava junto de um tênis vermelho que ela amava. Os cabelos soltos queimavam, a menina olhava fixamente a irmã mais velha. Um olhar morto que assombraria Camila para sempre.

- Kaki.. Me ajude... - A menina sussurrou e de repente começou a gritar de forma estridente.

Camila viu coisas começarem a ser atiradas contra as janelas a partir do momento que a mais nova começou a gritar e quando se aproximou a passos rápidos da menor para tirá-la das chamas, a garotinha começou a gritar mais alto fazendo Camila voar e bater seu corpo nos degraus da escada. Sangue saía de seu nariz mas a dor era ver a menina gritar de dor e pavor pelas chamas que lhe queimavam. A visão era horrenda. O rostinho da doce, doce Sofia, começou a derreter, um de seus olhos estava fora de sua órbita e derretida cada vez mais. O Senhor Coelho como chamava sua pelúcia, de Branco passou para uma cor preta queimada. Os cabelos da menor já sequer existia. Até que de repente ela caiu.

Camila ainda que horrorizada e apavorada, retomou o controle de suas pernas e correu escada acima. O grito de Sofia a perseguia. Ela só queria que ela parasse. Então chegou no quarto dos pais e adentrou o quarto com tudo ascendendo a luz sem se importar.

- Mama! Papa! A Sofia… Fogo… E-e-ela.. Ta queimando.. Me ajudem! - Gritou e seus pais nada entenderam.

- Mas o que diabos você está falando, Camila?! - Sinuhe pulou de sua Cama e foi até a filha que a olhou aterrorizada.

- Não, sai! Sofia precisa de ajuda! Vão até lá embaixo por favor.. - Sussurrou a última parte ao ouvir um grito estridente ecoar em sua cabeça.

A voz de Sofia gritava cada vez mais alto em sua cabeça. Camila cobriu os ouvidos em uma tentativa de amenizar ou no mínimo abafar o som mas não parava. Estava tão agoniada que começou a gritar também.

- Camila.. - Ouviu ao longe e apertou os olhos.

- Vá embora! - Ela abriu os olhos e olhou pro canto do quarto. Os tênis de Sofia estavam ali. Aqueles pequenos e vermelhos que ela tanto gostava de usar. Estavam com marcas pretas dos lados e Camila apertou os olhos outra vez, pedindo para que aquilo fosse sua mente lhe pregando uma peça.

A triste realidade era que sua mente estava fazendo o exatamente aquilo. Não era real. Ela abriu os olhos e franziu o cenho. O tênis sumiu da forma que ela desejou. Mas não mudava o fato de que sua irmã precisava da sua ajuda!

- Camila, pare! - Sinuhe gritou em seguida estalando sua mão na face de Camila para que acordasse.

Camila olhou-a em choque. Pequenas lágrimas se acumulando no canto de seus olhos. Olhou para Alejandro que a olhava com pena, o mais velho estava se segurando para não chorar junto com sua esposa e sua filha.

- Mas… Sofia..

- Quantas vezes teremos que te dizer sempre a mesma coisa?! - Sacudiu a menina com força e focou os olhos nos dela. - Sofia morreu. Ela morreu naquele maldito acidente Camila! Quando vai colocar isso na cabeça?!

- Mas.. - A menina deixou as lágrimas descerem ao ouvir as palavras da mãe. Aquilo doeu. E como doeu. Ela não ouviu Camilla dizer que Sofia precisava da ajuda de todos eles? - Enquanto você só fala merda Sofia está queimando lá embaixo! Ela precisa da nossa ajuda e você só ta preocupada em mentir! Se continuarmos aqui parados, aí sim ela vai morrer-

Outro tapa estalou na face da Cabello. Seu rosto foi arremessado por esse ter sido mais forte que o anterior e os cabelos bagunçaram sobre sua face. Mike desviou os olhos por um momento mas decidiu que já estava na hora de parar Sinuhe. Não admitiria ficar vendo-a bater em Camila quando ele estava ali para impedir. Ele nunca achou correto castigar as filhas na base do castigo físico, para ele era algo inadmissível.

- Já chega, Sinu. - Chamou a atenção da esposa e se ajoelhou ao lado da filha no chão. - Camila… Kaki, se acalme.

Camila nada disse, apenas se levantou rapidamente e correu antes que um dos dois adultos a segurassem. Correu e quando passou em frente a um quarto em especial, podia jurar ter ouvido uma risada açucarada e infantil. Pulou vários degraus e quando saltou em uma tentativa de aterrissar direto no chão, acabou tropeçando e caindo no chão duro. Se sentou sobre os calcanhares limpando as lágrimas dos olhos e olhou ao redor. As coisas quebradas continuavam lá tornando tudo mais real. Rapidamente ela volta o olhar para onde Sofia estava queimando minutos atrás e viu apenas cinzas.

Lágrimas voltaram a cair pesadamente de seus olhos castanhos, embaçando sua visão. Ela começou a chorar baixo e engatinhou como fez quando saiu do closet enquanto brincava com Sofia. Como tudo pôde acontecer tão rápido? Num momento a menor estava ali, correndo feliz pelo corredor procurando por ela e então… Cinzas.

Seu peito ardia e o coração batia de forma dolorosa. Sua irmã se reduziu a pó, sua doce irmã. Camila sempre teve pesadelos com isso mas ver ali, na sua frente? Era surreal demais até pra ela.

- Camila… - Uma mão pesada pousou em seu ombro e ela virou a cabeça tão rapidamente que seu pai cambaleou para trás pelo susto. Camila estava com uma expressão ilegível, mas logo lágrimas voltaram a escorrer por sua face a manchando. Camila sentia dor. Culpa. Tudo a corroía. Como Sofia ela estava queimando. Não por fora, mas sim por dentro.

- Mila, eu-

Antes que Alejandro pudesse completar a frase, Camila se afastou dele e partiu para cima de Sinuhe a arranhando e estapeando-a com todo o ódio que ela sentia. Ela cambaleou outra vez apenas para cair pra trás com o peso da menina seguido de suas agressões repentinas. Camila gritava com dor. Como se alguém estivesse batendo nela ou machucando-a. Mas nada a machucava mais que o sentimento. Nada machucava mais que a culpa que estava sentindo.

Sentia como se Sofia tivesse morrido por sua culpa. Se tivesse convencido os pais a ajudá-la…

- A culpa também é de vocês! - Camila gritava dando tapas na face da mãe. - Vocês não a amam! Eu odeio vocês por isso!

- Já chega Camila! - Os braços de Alejandro rodearam a cintura de Camila que se debateu quando foi puxada para longe do corpo de sua mãe que se sentou ofegante olhando para Camila como se ela fosse uma estranha.

A garota se debatia nos braços do pai tentando se soltar enquanto apontava para o lugar onde antes estavam as cinzas da irmã. Mas quando olhou para o local, não havia nada além do chão limpo. Isso confundiu sua mente de tal forma que nem percebeu quando parou de se debater e sua mãe aproveitou a oportunidade para sedá-la. Só percebeu quando algo beliscou seu braço e sua visão foi ficando turva até tudo escurecer.

A última coisa que viu foi seu pai a olhando com pena. A última coisa que ouviu, foi a voz de Sofia lhe pedindo por ajuda.

[…]

Desde aquele ocorrido, a mente de Camila corroía-se mais e mais. Sua sanidade adoecia e ela se sentia fora de realidade. Seus pais sempre contaram tudo. Sobre como sua irmã morreu, sobre o fato de que ela estava morta e sobre o fato de que ela não devia ficar agindo como se a irmã ainda estivesse nesse mundo entre eles. Diziam não ter graça como se Camila estivesse contando alguma piada ou pregando uma peça.

Mas Camila jamais brincaria com algo tão sério.

Após seus pais contarem como a irmã morreu, Camila assumiu toda a culpa e aquilo era corrosivo para seu ser. Ficava sempre trancada em seu quarto, era mais seguro ali. Quando sentia medo, se escondia no closet. Seus pais levavam-na para conversar com um psicólogo semanalmente. E todas as vezes era a mesma coisa. Ao chegar em casa, Sofia a recebia sorridente e seus pais brigavam consigo por correr até a mais nova e abraçá-la. Camila se sentia enrraivecida e frustrada.

- Vocês não a vêem? - Ela perguntava enquanto agarrava o colarinho do terno de seu pai. - Por que? Por que fingem que não vêem ela?!

Seus pais estavam a assustando. Eles negavam a existência de sua irmã, como podiam fazer uma coisa dessas?! Sofia era tão preciosa... por que faziam isso e a chamavam de louca?

No quarto encostada na cabeceira da cama abraçando os próprios joelhos, ela balançava e olhava pro chão, divagando. Barulhos de passinhos apressados e risadinhas preenchiam o corredor onde ficava seu quarto, isso a fazia sorrir. Sofia estava brincando por ali e isso lhe aquecia o coração.

Pelo menos até o momento em que *Elas* vinham. Elas sussurravam coisas horríveis sobre Camila. Eram várias despertando pânico na garota junto de uma agonia que na maior parte das vezes a fazia gritar. Nessas horas Sinuhe e Alejandro corriam apavorados até o quarto da filha esperando pelo pior, porém, sempre que abriam a porta, ela estava apenas encolhida no closet chorando compulsivamente e sussurrando coisas que não conseguiam entender.

Até então, os pais de Camila pensavam que era apenas um choque da perda recente e por ser alguém muito próximo. Mas um dia quando chegaram do mercado após fazer umas compras e chamarem por ela recebendo apenas o silêncio da casa, se preocuparam. Camila não havia saído, ela não era de sair. Odiava, na verdade. Visitar parentes ou amigos? Só arrastada. Por isso Alejandro se preocupou e subiu as escadas mal olhando onde pisava e gritando o nome de Camila com apreensão. Mas ela não respondia então se direcionou pro quarto da garota e lá, foi recebido por uma porta trancada, o que aumentou seu pavor.

Gritou por Camila, forçou o trinco. Nada, nada! O que Camila poderia estar fazendo? Sua intuição de pai só conseguia fazê-lo pensar no pior. Então chutou o trinco da porta várias vezes até que se quebrasse e ele pudesse entrar. Passou os olhos por todo o lugar observando as paredes amarelas do quarto. A cor favorita de sua filha. Seu olhar parou na porta que levava pro banheiro. Não não não…

Praticamente voou até a porta e a abriu apressado fazendo-a bater na parede. A visão a sua frente era surreal, inacreditável.

O vermelho do sangue que corria nas veias de Camila agora escorriam de seus pulsos e pintavam de vermelho a pia de seu banheiro. Vermelho em contraste com o Branco. Uma combinação insana. O rosto da Cabello estava manchado por lágrimas e seus olhos vazios. Não sabia por quanto tempo mais conseguiria ficar de pé.

Quando suas pernas cederam, Alejandro lhe deu apoio. Ambos começaram a chorar baixinho. Soluços ecoando pelo banheiro. Batendo nas paredes e voltando aos ouvidos dos dois. Alejandro com aquele abraço tentava absorver as dores e medos de sua menina. Sua doce menina… Ele se perguntava quando ela havia se tornado assim.

Mais tarde, quando perguntaram o que levou Camila a tentar aquilo e ela respondeu que ouviu vozes que mandaram ela acabar com sua própria existência, sua mãe surtou. A chamou de louca, deturpada e que não sabia lidar com uma perda como uma pessoa responsável e que queria chamar a atenção. Por mais que não fosse assim e Alejandro soubesse disso, ela quem sempre dava a decisão final.

E ainda naquela semana, a decisão de Sinuhe foi tomada e Camila foi internada em uma clínica psiquiátrica. Lugar de onde não sairia tão cedo.


Notas Finais


Ficou grandinho para um começo, não? Desculpem k
Eu não consigo escrever capítulos pequenos ;-; só as Bíblias q
Então! Foi isso! Gostaram? O que acharam de como representei o Problema da Camz? Ficou corrido? Eu amo opiniões e críticas construtivas! (Mensagem subliminar: Deixem a opinião ou crítica ou sugestão aqui embaixo por favor!) ⤵
E deixem seu ❤, cuidarei muito bem dele e da fanfic <3

Enfim, esse foi o capítulo! No próximo é a realidade da nossa Laurenzinha se apresentando (mas não de primeira. Calma ksksks)

× Spoiler: no terceiro nossas Bebezinhas já se encontram! Mas só como médica e paciente mesmo. Já Digo pra não iludir vocêskkkkk
Foi um spoiler! Não tão grande coisa mas FOI um spoiler e.e

× O próximo que cooom certeza sai amanhã na madruga q

Até!!! 🐇💜💕


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