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História Burning - Capítulo 1


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Notas do Autor


Primeira história que não é um repost, olha que legal o/

Escrita quando eu tava bem triste e tal

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Burning - Capítulo 1 - Capítulo Único

Erwin nunca gostou de tomar banho com Levi. Bem, ele poderia se Levi tomasse banho como um ser humano normal. Mas ele não toma. Mesmo assim, Erwin sempre tenta acompanhá-lo. Mas hoje é demais.

"Está queimando minha pele." Ele diz, enquanto sai do chuveiro para esperar do lado de fora, e sua pele outrora branca está rosa por causa da água fumegante. Levi sempre diz que a água precisa ser mais quente que o inferno para que ele realmente se sinta limpo. O que não faz sentido para Erwin, porque ele se sente muito mais limpo depois de um bom banho frio. Mas não é como se ele fosse discutir com o homem. Em vez disso, ele apenas cala a boca e deixa Levi.

Levi murmura algo em resposta a ele sair e continua se esfregando. Sem dúvida, bem mais forte do que precisa, já que ele já está fazendo isso há tanto tempo que provavelmente nem está mais sujo.

Mas Levi não está limpando seu corpo. Ele está tentando limpar mais fundo do que isso. Tentando alcançar sua própria alma. É por isso que a água precisa estar tão quente. Não importa que queimará sua pele. Não importa se ele está esfregando com tanta força sua carne já sensível. E hoje, depois de perder todo seu esquadrão, depois de ouvir o pai de Petra dizer aquelas coisas quando voltaram, parece que ele precisa mais ainda disso. Porque sim, as pessoas morrem todos os dias. Mas ele não se sente assim há muito tempo. A ponto de chorar. Tão impotente e inútil. E ele está feliz que a água quente do chuveiro não o deixa sentir as lágrimas quentes deixarem seus olhos.

É por isso que a água precisa estar tão quente. Para que ele não sinta nada. A única coisa que seu cérebro processará é a dor de sua pele queimada. De repente, ele se senta no chão e nem percebe mais o que está fazendo. A esponja cai ao seu lado e ele começa a esfregar o corpo com as próprias mãos ao invés disso.

Erwin percebe que está demorando muito mais do que o normal e abre as cortinas do chuveiro, olhando para baixo e abrindo a boca um pouco, porque o Levi que ele conhece, que nem gosta de tocar no chão do banheiro com os pés descalços, nunca se sentaria ali nu no chuveiro daquela forma. Ele percebe suas mãos e percebe que Levi está se arranhando de novo, como estava fazendo o dia todo, ferindo sua pele e sujando de sangue a parte debaixo das unhas.

Ele suspira e pega um cortador de unhas. Então, entra no chuveiro novamente, sentado no chão atrás de seu amante. Cuidadosamente, ele pega uma das pequenas mãos de Levi e começa a aparar as unhas uma a uma, certificando-se de deixá-las redondinhas nos cantos. Ele se diverte com o tamanho dos dedos de Levi em comparação com os seus dedos grossos, mas não comenta sobre isso. As unhas estão mais macias por ficar debaixo d'água por tanto tempo, e o corpo inteiro de Levi é assim contra sua pele também, como se ele estivesse derretendo nele. Suas costas estão tocando o peito de Erwin e seu pênis flácido está em contato com a pele de Levi também. Mas não é nem um pouco sexual. Um tipo de intimidade que está além do desejo.

Erwin termina de aparar as unhas de Levi e continua abraçando-o debaixo do chuveiro quente. Sua pele deve estar vermelha a essa altura e com certeza amanhã será horrível sob as camadas de seu uniforme, machucando-o o dia todo. Mas ele não diz nada, nem pede para sairem dali. Ele apenas segura Levi e acaricia sua pele, acalmando-o da melhor maneira possível.



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