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História Burning - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hey panquecas ^^
Tudo bem na quarentena?
Gente, perdoem-me pela demora, mas eu precisava resolver o rumo da história. Deu pra ver que ela mudou de nome e sinopse né... hueheu
Agora já sei o que fazer então as coisas fluem.
Peço para lerem as notas finais sobre coisas que acontecem nesse capítulo.
Por favor perdoem os erros :3
Boa leitura e espero que gostem

Capítulo 3 - Mudado


Por mais que tentasse, e ele estava tentando muito, Jon não conseguia tirar o sorriso enorme da cara. Estavam em Metrópolis e ele estava rodeado das coisas que mais gostava: comida, cultura nerd e Damian Wayne.

E por mais que não fosse de falar sobre seus sentimentos, o Wayne havia sofrido algumas mudanças depois de todos os problemas que havia tido de resolver com os Novos Titãs, não estava lutando ao máximo para esconder o sorrisinho de lábios fechados que sua boca ostentava. Estava gostando de estar ali com Jon.

Pegou uma batata, após a operação cirúrgica de desviá-la do bacon e do cheddar; terminou de comer seu hambúrguer vegetariano e sua mão bronzeada deu um peteleco na cabeça do Bobble Head de Yoda, que estava preso na mesa, fazendo-a balançar. 

— E então, Jon, — o garoto enfiou na boca uma gloriosa batata com cheddar e bacon e encarou o mais velho, levando o canudo de papel — espetado no copo estampado com o Mapa do Maroto — aos lábios, esperando-o prosseguir. — Quando vai me dizer o motivo de estar tão estranho comigo?

Jonathan parou de tomar sua Coca-Cola no mesmo momento. Ajeitou os óculos de mentira, — uma mania de quando estava nervoso — e observou o amigo, seus olhos verdes ainda seguiam atentamente o movimento mínimo da cabeça do boneco preso à mesa. Engoliu.

— Não faço ideia do que ‘cê tá falando. — Damian apoiou o cotovelo direito na mesa e o queixo na palma da mão. Tombou-a levemente e abriu um singelo sorriso de canto. Podia não ser mais tão impulsivo, violento ou solitário, como antes, mas ainda adorava jogos.

— Vai mesmo tentar mentir pra mim? — Kent desviou o olhar para a parede atrás do Wayne e respirou fundo. — Desde que eu voltei de São Francisco, a uns 4 meses, você começou a ficar estranho...

— Todo aquele mofo da batcaverna tá afetando o seu cérebro. — Jon deu de ombros e voltou a comer. — Sério, cara, eu tô normal.

Soltou um “TT” baixinho, então teve uma ideia. O sorriso de Damian aumentou, não forçaria Jon a falar, mas conseguiria respostas. Ele pegou o último anel de cebola da cestinha — o prato era literalmente denominado de “Um Anel”.

 — Nunca entendi essa obsessão toda por O Senhor dos Anéis, — disse após comer o petisco.

— E eu ainda não sei como que ‘cê nunca leu nem o livro. É o tipo de livro que ‘cê leria, grande.

— Não me chamou atenção. — respondeu terminando seu refrigerante.

— Eu não aceito isso, é meu melhor amigo e eu ainda vou te fazer assistir os três filmes comigo. — Disse com determinação faiscando seus olhos azuis. Terminando seu próprio refrigerante. — As versões estendidas!

Wayne abriu um sorriso de lado, malicioso, e empurrando a bandeja para o lado, debruçou-se um pouco sobre a mesa, aproximando o rosto do rosto de Jon.

— Então você quer passar mais de 11 horas sozinho num quarto escuro comigo, Kent?

Viu o rosto do mais novo ficar completamente vermelho. Jon abriu e fechou a boca algumas vezes, ajeitou os óculos. Várias coisas passaram pela mente geralmente inocente do meio alien, coisas que ele queria fazer com Damian, sozinhos, em um quarto.

O de olhos verdes soltou uma risadinha.

— Relaxa Jon, tô só brincando. — Esclareceu, afastando-se. — Quer mais alguma coisa?

— Não… — Respondeu com a voz baixa; retirou o celular do bolso de sua tradicional jaqueta e checou as horas enquanto o mais velhos pagava a conta.  — Tenho que ir pra casa D., tarefa de química.

Damian bufou soltando mais um “TT”.

— Tudo bem, — respondeu por fim. — Precisa de carona, ou vai voando?

— ‘Cê sabe que normalmente eu iria voando, — ficou ao lado do parceiro, — mas eu nunca vou negar a oportunidade de andar num carro de 18 milhões de dólares.

Olhos verdes foram revirados.

— Faz essa cara porque o carro é seu.

O Wayne apenas deu um sorriso, caminharam lado a lado e não demoraram a chegar na frente do Bugatti La Voiture Noire, também preto. 

— Quando você tirar carteira, Kent — disse o mais velho, enquanto entravam no veículo, — talvez eu te deixe dar uma volta.

O sorriso radiante de Jonathan foi o suficiente para Damian saber que, com certeza, deixaria.

(...)

A noite estava densa, os postes mal iluminavam as ruas assustadoras de Gotham. 

Robin respirou fundo, seus olhos verdes — escondidos sob a máscara de mesma cor — foram do meta humano encurralado no beco para a garota trajada em couro preto a seu lado. Uma olhada rápida e o traje pareceria um simples traje de motoqueiro adaptado para uso militar, mas se olhasse mais de perto e atentamente veria toda a tecnologia da roupa da vigilante latina.

— É sério? Agora? — O Robin perguntou impaciente, o criminoso na frente dos jovens juntou as mão e o menino prodígio percebeu que ele iria multiplicar-se novamente.

— Sim, agora. — Ela jogou os longos e lisos cabelos — loiro escuros, quase ruivos, — para trás, ajeitou os óculos de visão noturna e as orelhas de gato. — Faz quatro meses que voltou, nem sequer pensou em me dar sinal de vida?

Como Robin previra, o bandido, agora “os bandidos” — haviam quatro —, havia usado seu poder.

— Você sabia que eu estava vivo. — respondeu cínico. 

— Sempre tão delicado, — ironizou ela, partindo para cima de dois dos oponentes. — Nos conhecemos a dois anos, viajamos para uma missão, juntos, por duas semanas e é assim que você me trata?

— TT.  

Foi tudo o que Robin respondeu. A luta não estava difícil,  além de os adversários não estarem trajados sequer como criminosos, o meta humano estava literalmente de terno e gravata. O que era estranho — considerando que os malucos de Gotham geralmente eram mais ... espalhafatosos — e que não tinha o menor treinamento em combate.

O que dificultava o trabalho dos vigilantes e havia possibilitado que o meliante assaltasse e destruísse três lojas, era o poder de multiplicar-se. Sem dificuldades a dupla venceu a luta.

O criminoso cambaleou para trás após receber um chute no peito, desferido por Robin. A garota girou o corpo e, com uma flexibilidade digna da Mulher Gato, desferiu dois chutes na cabeça do meta humano, desmaiando-o.

— O que você…

— Evitando que ele use de novo o “jutsu clones das sombras". — respondeu ela, cortando a fala de Robin. Que deu de ombros. — Então, passarinho, quando ia me procurar. 

— Eu não ia te procurar, Kitty. — Pronunciou seu nome com deboche. — Pelo menos não para o que você queria.

— Você sequer sabe o que eu quero!

— Repetir o que aconteceu em Londres. — A garota respirou fundo aproximando-se de Robin.

— Londres foi incrível, apesar de já fazer um ano, aquelas foram duas das melhores semanas da minha vida. — respondeu ela, baixo. — Mas a gente voltou e você passou a agir como se nada tivesse acontecido. Parece que não foi nada pra você… que eu não sou nada pra você.

— Ei, Kitkat, — a garota sorriu minimamente diante do apelido. Robin colocou ambas as mãos em seus ombros. Os olhos castanhos dela, escondidos atrás do óculos amarelado, encararam onde os olhos verdes do rapaz estariam. — Aquela nossa viagem foi maravilhosa e eu adorei, mas eu não tô atrás de um relacionamento agora. Apesar disso você é minha amiga e sempre vai ser.

Kitty engoliu o sentimento de friendzone e riu alto.

— Não minta pra si mesmo D. — Ela disse com um sorrisinho. — Nós dois sabemos que a questão não é querer um relacionamento. Tenho certeza de que com ele você estaria disposto até a casamento…

Apesar da máscara, pode imaginar a sobrancelha direita do menino prodígio levantando.

— Que…

— Vamos levar esse cara aqui pra policia, — ela interrompeu-o, deixando contrariada o calor das mãos dele, mesmo sob as luvas, e puxando o criminoso desmaiado pela rua. Sem se importar de esfregá-lo no asfalto. — E depois a gente conversa.

— Ei, Pepper! — Robin chamou-a pela versão inglesa de seu sobrenome, indo atrás da vigilante, que já estava saindo do beco.

— Pimenta, passarinho, respeita minha origem. 

— Ele quem?

(...)

“Tá, o que, exatamente, está te incomodando?”

A voz preocupada perguntou do outro lado da linha. Jon ajeitou o celular, apoiando-o entre a orelha e o ombro, para poder terminar de escrever alguma coisa no caderno.

— É que… sabe… A gente não se dava bem no começo, você lembra, demorou muito pra ele realmente confiar em mim e a gente parar de ser só um dupla e ser amigos. Daí aconteceram todos aqueles problemas comigo* e quando eu consegui resolver ele tava todo enfiado num novo grupo super problemático dos Titãs** e a gente se afastou, — Jon terminou o dever e começou a guardar os materiais enquanto desabafava. — Agora ele voltou, só que tá diferente e eu… Não sei como agir.

“O irmãozinho amadureceu bastante depois de todos aqueles problemas.” Disse Maya, do outro lado do telefone. “Ainda não entendi qual é o motivo de tanta preocupação, era pra isso tudo só ter facilitado pra você.”

Jon suspirou indo até a cama.

— Em alguns momentos parece que ele vai me beijar, depois parece que isso tudo foi coisa da minha cabeça. Aí ele é super fofo e depois me provoca, literalmente flerta e depois age como se não passasse de uma brincadeira — reclamou o meio kryptoniano. — Às vezes eu queria poder entender como ele pensa.

“Acredite em mim, você não quer saber como ele pensa…” Maya suavizou a voz antes de continuar. “Olha Sups, eu sei que os seus amigos de verdade, a sua família, eles vão te apoiar se você ficar triste, apesar de não correr esse risco… tá se preocupando atoa, você já teve paixõezinhas antes e não ficou assim.”

— Não quero estragar a nossa amizade.

“Relaxa Jon, ele não vai parar de falar com você por isso.” Sua voz adotou um tom de divertimento. “Você não é o primeiro e nem vai ser o último a entrar no fã clube de Damian Wayne.”

— Isso era pra me fazer relaxar, Maya?

Ducard soltou uma risada gostosa.

“Só to tentando dizer que, mesmo que ele não te queira, não vai ser o fim do mundo. Mas eu tenho certeza que ele te quer.”

— Espero que ‘cê tenha razão. — Um pequeno sorriso se abriu em seus lábios. Jon respirou fundo novamente, encarou o teto. — Eu preciso desligar May, manda um beijo pra Kathy. — Jonathan disse já desligando a ligação e colocando o aparelho de lado

Então você quer passar mais de 11 horas sozinho num quarto escuro comigo, Kent?

A fala de Damian, em conjunto com seu olhar, aquele olhar; preencheram a mente de Jon. A imagem dele e do parceiro na sala de treinos, mais cedo naquele mesmo dia, voltaram. A sensação do corpo definido e quente sobre o seu.

Imaginou se tivesse tido a coragem de levantar um pouco a cabeça e juntar seus lábios. Como seria acariciar seus cabelos negros durante o beijo. Deslizou a mão direita por seu próprio corpo, parando-a pouco abaixo do elástico do shorts que usava, ainda por cima da cueca box branca.

Lembrou do perfume dele. Adorava aquele cheiro. Imaginou seus olhos verdes ficando escurecidos de desejo, aqueles dentes afiados marcando sua pele alva. 

Desceu mais a mão.

Imaginou aquelas mãos bronzeadas e calejadas pelas lutas percorrendo seu corpo, segurando sua nuca e puxando-o para si.

Ouviu três batidas baixas na janela.

— Merda. — O xingamento escapou por seus lábios.

 


Notas Finais


*Referência ao fato de, nas HQs, Jon ter ido ao futuro, e passado um tempo lá. Para mim isso foi horrivel e eu inventei para mim que o pessoal do séc 31 só queria ele para pegar o "garfão" do Aqua e depois rolou alguma coisa que rejuvenesceu o Jon e ele voltou para o séc 21.
É assim que eu fantasio, não me julguem...
**Referência a todo o problema que aconteceu com o Damian ter feito uma "cadeia" no porão do QG dos Teen Titans, ter torturados os vilões, ter mexido na mente deles (ignorando completamente toda a evolução do personagem), o triangulo amoroso entre ele, a Dijinn e a Crusher, o B.O. do traidor e eles terem ido ao inferno (agora da #40) pegar a Dijinn.
Gente, sério, eu to ignorando legal o que a DC ta fazendo. Pra mim eles ainda tão em 2018, o Alfred ta vivo, o Jon aqui no séc 21 e o Damian não virou um psicopatinha fora de controle.

E ai? Comentarinhos sempre bem vindos :3
Gente, perdoem-me pela demora, mas eu precisava resolver o rumo da história. Deu pra ver que ela mudou de nome e sinopse né... hueheu
Agora já sei o que fazer então as coisas fluem.
(repetindo pq sim.)
Kissus de paçoca amores, usem álcool em gel e bom domingo ^^


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