História Burning Heart - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Exército, Justin Bieber, Romance, Soldado
Visualizações 107
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - I Am Really Sorry


Fanfic / Fanfiction Burning Heart - Capítulo 15 - I Am Really Sorry

Uma das primeiras coisas que se deve fazer antes de iniciar uma cirurgia de retirada de um projétil é aplicar a anestesia. Tomar um tiro dói. E tirar a bala sem anestesia também. Não poderia esperar os suprimentos de Fallujah chegarem. Os médicos precisavam tirar a bala e fechar os cortes para que eu não perdesse muito sangue. Com um pedaço de pano entre os dentes, eu grito de dor. Não consigo me concentrar no que os médicos dizem, tudo o que se passa em minha mente são suplicas para que a bala não tenha se estilhado dentro de meu braço. Olho para o lado com a intenção de saber em que etapa da cirurgia estou. Já estávamos nisso há algum tempo. Meu bíceps está coberto de sangue que, logo, é limpado com água. Suspiro aliviado quando percebo que estão prestes a me dar os pontos necessários.

— Vou procurar algum analgésico para você — escuto o médico dizer. Volto a olhar para meu braço vendo-o devidamente fechado. Respiro fundo e me apoio na mesa para me sentar. Vejo Jane, que ficou a cirurgia inteira ao meu lado, segurar a pasta preta com a tal lista.

— O que fazemos agora? — perguntou perdida.

— Empilhar mais corpos — digo. Vejo o médico se aproximar e estender a mão para mim. Abro minha mão esquerda e ele deixa um comprimido ali. Coloco o sólido branco na boca e pego a garrafa de água, que estava pela metade, e bebo.

— Não vai empilhar corpos, Bieber — o médico diz — Você acabou de tomar um tiro no braço. O que eu fiz foi muito superficial, ainda precisa de um exame detalhado para ver se há estilhaços da bala. Você precisa voltar para Fallujah no primeiro comboio que sair. Aqui, precisamos imobilizar seu braço — respiro fundo e dobro meu braço. Ele termina de fazer uma tipoia e sai para ajudar outras pessoas.

— Não vai contestar?

— Não — digo — Não serei de grande ajuda com um braço assim. E tenho que checar se não há estilhaços mesmo. Você vem também. Temos que tomar cuidado com essa lista.

 

Desço do blindado assim que ele para dentro dos portões da base de Fallujah. Pretendia levar a lista para o General, mas decido que é melhor ir para a enfermaria checar meu ferimento primeiro. Thompson se encaminha para o escritório do General e eu vou para a enfermaria. Quando chego, vejo que já há uma equipe de prontidão para me atender, uma vez que eles foram avisados da minha situação. Removo a tipoia de meu braço e me deito na maca pronto para fazer o raio-x.

Em torno de 15 minutos o raio-x já estava pronto e um médico veio me dar as informações.

— Parece que você terá de voltar para a mesa de cirurgia — ele diz e eu respiro fundo — Há três estilhaços ainda em seu braço e precisamos tirá-los logo antes que causem ruptura de algum nervo ou artéria. Vamos preparar a anestesia.

 

Acordo com o barulho de uma cadeira de metal sendo arrastada pelo chão. Levo minha mão esquerda até meus olhos e os coço. Olho para o lado e vejo Thompson se sentando na cadeira.

— Vim ver como está — ela diz.

— Estou dormindo há quanto tempo?

— Faz duas horas que você saiu da cirurgia — olho para baixo vendo meu braço enfaixado e apoiado novamente com uma tipoia — Você vai ter que ficar com isso por algumas semanas.

— Você entregou a lista?

— Sim. A CIA já está se mobilizando para realocar todos os informantes — tiro o lençol que me cobria e me levanto — Ainda não te deram alta.

— Eu estou me dando alta — ela arqueia as sobrancelhas — Preciso de um banho — pego minhas coisas que estavam devidamente ajeitadas no pé da cama e começo meu caminho para os chuveiros. Saio da enfermaria vendo o céu escuro. Havia poucos soldados ali. Passo pelo dormitório para pegar roupas limpas. Entro no banheiro e tiro a tipoia do braço, mas ainda sim continuo com o mesmo dobrado. Me despido e giro a torneira do chuveiro. Tomo um banho rápido e frio. Visto-me com as roupas limpas e ajeito meu braço na tipoia novamente. Estava prestes a entrar em meu dormitório quando escuto meu nome ser chamado. Viro-me para trás vendo Thompson de braços cruzados.

— Eu só quero agradecer pelo que você fez — ela diz e sorri fraco. Balanço a cabeça.

— É o meu trabalho — aceno e entro para o dormitório. Deito-me em minha cama e fecho os olhos tentando dormir e esquecer as cenas que presenciei nas últimas horas.

 

Sinto meu coração ficar acelerado e acordo num susto. Havia sonhado com o ataque a embaixada. No sonho todos morriam, sem exceção e eu estava na boca da arma com o gatilho prestes a ser apertado quando acordei. Passo a mão pela testa sentindo um calor excessivo. Olho para os lados e vejo que ainda era o único ali no dormitório. Apresso-me para o banheiro, onde tomo um banho rápido e vou para a cantina. Alguns olhares se voltam para mim assim que piso no ambiente. Alguns soldados batem continência para mim e apenas aceno com a cabeça. Preparo meu prato de comida com um pouco de dificuldade por causa do braço imobilizado, procuro por uma mesa e encontro o rosto de Ryan ali no meio e me dirijo para sua mesa.

— Quando chegaram? — pergunto vendo que todos do Esquadrão também estavam ali.

— Tem meia hora. Como está seu braço?

— Vai ficar assim por algumas semanas — minha atenção se volta para a pequena televisão que havia ali. Passava um canal de notícias americano. O assunto era o ataque a Embaixada.

‘’A Embaixada dos Estados Unidos, dentro da Zona Internacional conhecida também como Zona Verde, sofreu vários ataques do Estado Islâmico. A ISIS primeiramente explodiu uma parte do prédio da embaixada e mais tarde invadiram o complexo e começaram um tiroteio em massa. Diversos soldados americanos que faziam parte da proteção da embaixada e outros soldados de Fallujah que haviam sido enviados para ajudar em Bagdá, agentes da CIA e funcionários da embaixada foram mortos pelos jihadistas. Todos os terroristas que faziam parte do atentado foram mortos pelos soldados americanos. Os motivos para o ataque são desconhecidos e se fala em retaliação pela declaração da Guerra ao Terror.

É possível que o exército iraquiano tenha colaborado com Estado Islâmico, ao atrair soldados americanos para fora da embaixada para buscar suprimentos para os civis afetados pela explosão da primeira bomba horas antes da invasão. Em instantes o Presidente deverá fazer um pronunciamento. As relações diplomáticas entre Estados Unidos e Iraque devem ser cortadas pelo nosso Presidente.

Os corpos de todas as vítimas já foram enviados para casa e em breve as famílias serão notificadas.

Em breve retornaremos com mais informações.’’

Ver imagens da embaixada destruída e com a bandeira do Estado Islâmico erguida fez com que todo o ódio que sinto viesse a flor da pele. Eu quero acabar com cada um deles.

— Estamos fodidos — diz Ryan.

— Sim. Estamos — termino de comer em silêncio, assim como todos ali. Não havia clima para bate-papo. Sigo para o escritório do General, ele está em pé com suas duas mãos apoiadas na mesa. Jane também já está ali — É verdade? Que vamos cortar relações diplomáticas com o Iraque?

— É provável — responde o General.

— O Presidente sabe que isso pode tornar nosso trabalho aqui muito mais difícil, não é? Nem temos a certeza de que o exército iraquiano colaborou com a ISIS. Não é muito precipitado isso?

— Eu concordo com você, Bieber. Mas o Presidente não. E não há nada que possamos fazer.

— Poderíamos emitir um comunicado.

— Não funcionaria. O Presidente já se decidiu — suspiro e sento-me na cadeira.

— Essa guerra nunca vai acabar — digo — E a lista?

— Estamos trabalhando em realocar todos os informantes. Alguns já foram contatados. Bieber, eu sei que você não está em suas melhores condições — diz apontando para meu braço — Mas preciso que mande seu esquadrão para Fallujah. Como mandamos nossos soldados para Bagdá precisamos de algum grupo na cidade. Você não precisa ir, é só indicar quem ficará no comando enquanto estiver fora.

— Eu vou.

— Tem certeza? — assinto — Vocês saem em uma hora.

— E quanto aos dois soldados mortos do Red Eagles?

— Ainda não notificamos as famílias. Eles receberão uma medalha de condecoração.

— General, se me permite, eu como Capitão gostaria de escrever uma carta para as famílias.

— Tudo bem, mas precisa fazer rápido. Temos que começar a preparação para notificar as famílias.

Saio do escritório indo direto para meu dormitório para que pudesse escrever as cartas. Pego uma caneta e umas folhas de papel, sento-me na cama para começar a escrever. Lembro-me perfeitamente dos nomes dos soldados e de suas histórias. Escrevo, primeiramente, um parágrafo de agradecimento ao soldado e sua família. Depois escrevo sobre a perda de cada um. Ao escrever cada palavra minha raiva aumenta e o desejo de destruir a ISIS mais ainda. Em contrapartida, sinto tristeza por todas as vidas que foram perdidas durante o atentado. Termino as cartas e as dobro simetricamente. Saio do dormitório e peço para um sargento levar os papéis até o General. Vou até Ryan, que está sentado num banco olhando para o chão.

— Junte o esquadrão. Vamos para Fallujah — digo.

Começo a me preparar para irmos para a cidade. Visto o resto de minha farda e meu colete. Pego meu fuzil pensando se deveria levá-lo, uma vez que não seria muito útil já que tenho apenas uma mão funcionando agora. Deixo a M4 de lado e pego apenas as pistolas colocando-as no coldre em minhas pernas. Vou para os humvees blindados e entro no lado passageiro e fico esperando os outros soldados.

 

Quando chegamos em Fallujah, todos olharam para nós. Alguns com sentimento de pena, outros com deboche. Alguns vieram até nós para se desculparem e dizer que não apoiavam o que havia acontecido. Sem paciência para escutar lamentações isolei-me em um canto até que Ryan apareceu.

— Vai conversar com ela hoje? — perguntou e franzi o cenho. Ele apontou com a cabeça para a burca azul claro andando pelo mercado.

— Não — ele arqueou as sobrancelhas — Eu só não estou com paciência para qualquer conversa hoje.

— Te entendo. Vou dar uma volta — assinto e ele sai. Volto meus olhos para Anka acompanhando cada movimento que ela faz. Percebo que ela me encontrou, mas não sei se seu olhar está direto em meus olhos. Não fiz menção de ir para o lugar onde sempre nos encontramos, eu realmente não tenho intenção de falar com ela. Mas parece que ela queria falar comigo. Anka se direciona para as ruínas e fico parado pensando se deveria ir até lá, ao menos para dizer que não estava para conversa hoje. Suspiro decidindo que não deveria deixá-la plantada. Certifico-me de que ninguém me via e tomei caminho em direção à garagem abandonada. Entro no local e Anka já estava sem a parte de cima de sua burca. Seu rosto havia uma feição que não sabia dizer se era de preocupação.

— O que aconteceu com seu braço? — pergunta olhando para o mesmo.

— Eu levei um tiro — percebo ela engolir seco — Eu estou bem agora.

— Pensei que tivesse morrido.

— Por quê?

— As notícias correm rápido. Disseram que todos estavam mortos — balanço a cabeça me sentando no caixote de madeira que tinha ali.

— Muitas pessoas morreram. Muitas — ela desvia o olhar sem saber o que dizer.

— Acho que você está guardando algo para si mesmo. Gostaria de despejar? — ela volta a me olhar. Fico em silêncio. Respiro fundo fechando os olhos e vendo todas as cenas que presenciei.

— Nós chegamos lá, um prédio inteiramente destruído. Vimos muitas pessoas sangrando, com corpos queimados, sem partes do corpo. Empilhamos vários corpos. Eu tirei uma mulher desacordada dos escombros e nem mesmo sei se ela está bem agora. E depois fomos atingidos por um RPG. Se não tivesse tido uma reação rápida, eu poderia estar junto com os soldados atingidos pelo RPG. E depois houve a invasão. Eles chegaram atirando. Eu vi fazerem filas de reféns para matar um por um. Tive que matar o líder para proteger quem ainda estava vivo. Tomei um tiro. Tiramos a bala sem anestesia enquanto eu via os outros empilharem mais corpos. Eu vi a porra de uma bandeira da ISIS pendurada em nossa embaixada. — levo minha até meu queixo massageando-o — Eu acabei de escrever uma carta para as famílias de dois soldados mortos do meu esquadrão. Eles vão receber uma medalha de condecoração — levanto-me sentindo meu corpo esquentar de raiva — Como se isso fosse trazer suas vidas de volta — digo e com minha mão ainda útil dou um soco na parede e me preparo para dar outro. Anka segura minha mão e não deixa com que eu repita o ato.

— Você quer acabar com a única mão útil que tem? — ela diz. Engulo seco — Sei que está com raiva, mas socar paredes não vai ajudar muito.

— Sabe de uma coisa que está me corroendo por dentro? — ela nega — Eles noticiaram que fomos para Bagdá e que muitos foram mortos. Há toda uma preparação para notificação das famílias, que demora um pouco. E no momento minha família está sofrendo com a dúvida se estou morto ou não. E não há nada que eu possa fazer para avisá-los — sinto meu olho encher de lágrimas. Lágrimas de raiva.

— Eu sinto muito — diz apertando minha mão entre suas duas pequenas mãos. Sinto uma lágrima escorrer por meu rosto e a limpo rapidamente — Tudo bem. Pode chorar.

— Isso é fodido.

— Você não pode ligar para eles?

— Não.

— É a sua mãe e seu pai?

— E minha irmã.

— Eu tenho que ir, não posso ficar muito tempo — balanço a cabeça — Só quero dizer que gostaria que isso não tivesse acontecido. Eu realmente sinto muito — leva a mão até meu rosto e o acaricia. Olho em seus olhos e vejo sua honestidade.

— Sei que sim.

— E desejo que consigam acabar com isso tudo logo. Todos nós merecemos paz — ela pega a parte de cima de sua burca — Espero que consiga falar com sua família.

— Obrigado — ela sorri e sai dali.

 

Sou abordado por Jane assim que saio do humvee. Ela parecia afobada.

— O que foi? — pergunto.

— Temos novas informações sobre Khalid — ela sai andando rapidamente e a sigo. Entramos no escritório do General.

— O que aconteceu?

— Enquanto contatávamos os informantes para realocá-los perguntamos sobre Khalid. Se algum deles já havia ouvido falar — o General diz.

— Khalid existe — Jane afirma — E é um nome real. Nosso informante diz que, como está no sistema de proteção nos Estados Unidos, ele não sabe se Khalid está morto ou não. Porém nos disse que ele sabe se esconder e poucos sabem que faz parte da ISIS. E ao contrário do que nos disseram, Khalid tem família sim. É casado com uma mulher chamada Farrah Zahid.


Notas Finais


Oláaa, como estão? Me desculpem pela demora, mas estou com tanto trabalho da faculdade pra fazer nesse final de semestre que não estou tendo tempo para nada. Não sei quando volto a postar o próximo capítulo exatamente por esse motivo já esclarecido. Entro de férias dia 25 agora, então pode ser que o próximo capítulo só saia depois disso. Tudo depende de como vai caminhar meus trabalhos. Eu nem poderia estar escrevendo esse capítulo hoje, já que deveria estar estudando para uma prova amanhã.
Enfim, temos novas informações sobre Khalid. Será que Justin está chegando perto?
Gente vocês gostariam que eu criasse um grupo no whatsapp? Para que pudesse atualizar vocês sobre capítulos novos e tirar dúvidas e conversar sobre assuntos diversos. Eu pretendo começar novas fanfics e lá poderei atualizar vocês sobre isso e tals. Me deem um retorno sobre isso.
Beijos.


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