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História Burning love (Grillby x Leitora) - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Uma noite de desabafos


(S/N’s POV)

 É… o que ele está querendo comigo? Eu fiz algo de errado ou ele quer se… Meu santo hentai, eu tenho que parar de ler tanta fanfic!

 Levei um tempinho para respondê-lo, mas logo assenti e a mão dele segurou a minha: 

— Venha comigo— ele disse me conduzindo até o balcão. Eu estava um tanto surpresa e até que… gostando disso. 

 Sentei-me em um dos bancos e ele foi atrás do balcão. Eu não devia permití-lo de fazer essas coisas, porque não quero que ele se ache no direito de fazer o que quiser comigo, ou seja, não quero que ele me ache fácil!

 Mas espera, não é como se ele estivesse flertando comigo. Eu devia parar de pensar tanta besteira, mas mulher burra é mulher morta. Então vou ficar de olho mesmo assim.

— Aqui está!— saio dos meus pensamentos quando ele me chama. Ele deve pensar que eu tomo uns baseados pra ficar tão distraída.

 Assim que tomo consciência, percebo que na minha frente havia um copo com uma aparência muito boa. Ele parecia muito um cenário de fundo do mar, pois ele continha uma camada menor azul escura enquanto a outra era um tanto transparente e nela havia um pequeno desenho que lembrava uma água-viva, e por fim próxima à boca do copo, haviam pequenas tiras verdes simulando algas marinhas. Isso é simplesmente magnífico! 

 Não me contive em expandir os meus olhos e soltar um “uau” como resposta:

— Pode beber, fiz especialmente pra você— não pude evitar de me sentir especial depois do que ele me disse e o seu sorriso não me ajudava a pensar o contrário. Eu sorri de volta e comecei a encarar meu drink, eu quero muito prová-lo, mas está tão bonito que estou com dó de mandar goela abaixo.

 Grillby percebeu meu olhar sobre o copo e me perguntou se havia algo de errado. Constrangida, eu neguei o que ele tinha me perguntado e expliquei a razão de não estar tomando a bebida.

 Ele deu uma leve risada quando terminei de explicar e disse que minha consideração era algo adorável. Fiquei um tanto sem jeito com o comentário dele, mesmo que na maioria das vezes eu fale para as pessoas não me chamarem por esse adjetivo.

 Sem mais delongas, eu peguei o recipiente e bebi um pouco do conteúdo. Do pouco que eu consumi já queria virar tudo, pois mesmo sendo alcoólico, tinha um toque refrescante de frutas tropicais e uma quentura agradável, ou seja, delicioso é a palavra que define essa bebida.

— Bem... o que achou?— ele me perguntou colocando uma das mãos em seu pescoço. Sexy… caraca o álcool já está fazendo efeito para eu ter esse tipo de pensamento.

“Tu não merece Palmas, merece Tocantins inteiro” - ele me olhou com uma cara de desentendido, eu só passo vergonha mesmo. Depois de ter explicado a ele, surgiu um lindo sorriso no rosto dele, parecia feliz com meu comentário.

— Bem... eu ia te dar a bebida de qualquer maneira— ele admitiu e fiquei um tanto surpresa— só não fiz isso antes porque não queria que os outros insistissem bebida grátis.

“Admita que você queria bancar o difícil!” - eu o provoquei.

— Eu não estava, mas admito que queria ver sua reação e… ela me agradou bastante— na última parte, ele evitou olhar diretamente para mim, mas não demorou para ele olhar novamente para meu aparelho digital.

“Bom, pode se dizer que eu sou do tipo que adora desafios” - e não era mentira. Para mim a vida não tem graça não houver algo para tornar as coisas mais difíceis e pude perceber que meu chefe gostou da  minha resposta. 

 Fiz questão de tomar mais um pouco da minha bebida e apreciar o maravilhoso líquido descer pela minha garganta. Em seguida, decidi puxar assunto com meu chefe.

“É uma bebida ótima, onde aprendeu a fazê-la?”

— Aprendi com meu pai. Bom, esse bar era dele e depois eu o assumi— olha só ele está contando mais sobre si… interessante. Percebi que ao mesmo tempo em que ele mencionou o pai, seu sorriso cotinha ternura, enquanto que seu olhar, tristeza. 

 A voz dele é sempre forte e firme, mas parece que esse assunto está fragilizando essa firmeza dele.

— Pode se dizer que desde criança eu gostava de vê-lo fazer as bebidas, mesmo que não pudesse prová-las— ao invés de estar no pescoço, a mão dele foi transferida para a nuca. 

“Seu pai parece ser alguém muito importante para você” - eu disse de modo sincero, porém sinto que não deveria ter dito isso.

— E ele era, é e sempre será uma das pessoas por quem mais sinto orgulho. Claro, minha mãe também está no mesmo nível dele— ele 

disse com um ar orgulhoso.

 Algum tempo depois, ele começou a contar algumas histórias de quando o pai dele ainda era vivo (obviamente, eu lamentei pela perda dele). Admito que estava gostando de saber mais sobre ele, não que eu queira simular aquelas conversas de pessoas interessadas amorosamente pela outra, esse bate-papo estava agradável e queria saber um pouco mais sobre esse monstro calado.

 Até que chegou um certo momento, em que ele retirou do bolso da calça, uma pequena caixa de veludo negro e revelou um anel incrustado de rubis e diamantes ambos em formato de folhas (já queria roubar para mim de tão lindo que é). Ele contou que aquele pequeno objeto era a última lembrança de seu pai antes que ele partisse. Notei que algumas lágrimas se formavam no canto dos olhos esbranquiçados dele. Foi uma cena de quebrar o coração e não aguentando mais vê-lo assim, peguei seus óculos e os retirei.

 De início, ele não entendeu o por quê eu estava fazendo isso, apenas se tocou assim que meus polegares começaram a enxugar as lágrimas que escorriam pelo rostinho dele.

 Eu as limpava delicadamente e no maior silêncio possível. Ele apenas me observava e aproveitava o carinho que meus dedos realizavam.

“Por favor, não chora. Lágrimas não combinam com você e assim como eu, seu pai não iria querer vê-lo chorando” - usei uma das minhas mãos para digitar, enquanto que a outra estava na bochecha dele. Eu sorri com empática para ele, tentando reconfortá-lo, apesar de eu saber que sou péssima nisso.

 

 No momento em que notei minha mão ainda posta no rosto dele, decidi retirá-la, mas sou impedida pela mão dele grande e forte posta sobre a minha.

 

— Obrigada pelo carinho… (S/N)— assim que terminou, ele direcionou os lábios quentes dele para a palma da minha mão e ali depositou um beijo. Eu morri por dentro e virei um tomate por fora, EU NÃO ESPERAVA POR ESSA!!! Ai Grillby, tu quer me matar do coração?

 

 Eu estava constrangida e com o coração extremamente acelerado, parecia que ele sairia da minha garganta a qualquer instante. Não, não, não, eu não posso estar sentindo isso!

 Vendo que eu estava instável, ele pediu desculpas e ainda utilizou a mão para produzir uma brisa com a finalidade de me acalmar. Depois que me encontrava mais calma, ele também se sentiu constrangido e um silêncio tomou o ambiente.

 Como detesto este tipo de situação decidi que era hora de mostrar mais empatia para ele, contando que eu também já tive uma pessoa muito importante na minha vida mas que também não se encontrava mais na Terra.

 Posso garantir que duas horas de conversa, mais pareciam meia-hora. Conversamos sobre diversos assuntos e descobrimos certas coisas que não sabíamos, por exemplo Grillby me contou que sabia tocar saxofone (e eu já cobrei para ele se apresentar para mim algum dia), enquanto que eu revelei já ter participado de alguns espetáculos de circo e o como meu interesse por violino surgiu.

 Assim que olhei no celular, vi que agora era 01:34 e disse a ele que eu precisava ir e ele logo concedeu, porém perguntou se ele poderia me acompanhar até em casa por causa da hora. Eu disse que não precisava, pois não queria que isso fosse algo trabalhoso para ele ir à superfície e depois voltar ao Subsolo.

 Depois de muita insistência, nós dois fechamos o estabelecimento e fomos rumo à superfície. Conseguimos chegar não muito tempo depois graças ao sistema de teletransporte construído em cada localidade do Subsolo.

 Descemos o Monte Ebott em silêncio, mas não era incômodo e sim agradável. Nós dois estávamos observando o céu estrelado e posso dizer que o olhar dele ficou lindo com todas aquelas estrelas inseridas em seus globos oculares. 

 Quando menos percebi, já estávamos no pé do Monte e já no estacionamento onde estava meu carro. Mesmo odiando admitir isso, eu não queria sair de perto do ígneo, a companhia dele me agrada bastante. PARA!

 Antes que eu pudesse “falar” qualquer coisa, seus braços fortes envolveram meu corpo em um abraço, me fazendo ficar contra o meu veículo. Vi que ambos estávamos um pouco corados, mas ninguém se pronunciava. Não vou mentir, estava aproveitando o calor que essa união proporcionava.

 Decido retribuir o gesto carinhoso, agarrando levemente parte do sobretudo negro dele. Pude sentir o cheiro agradável dele também, pois eu estava na região da clavícula e próxima ao pescoço. No momento que dei uma leve aspirada daquele aroma, senti um arrepio percorrer o corpo dele.

— Obrigada por tudo, (S/N)— ele sussurrou no meu ouvido e agora fui eu quem se arrepiou toda— Espero que possamos ter mais momentos como esse— agora ele disse olhando diretamente para mim e desfazendo o abraço. 

 Eu não conseguia pegar meu celular, precisava controlar meus batimentos em primeiro lugar. Então, apenas balancei minha cabeça afirmando sua fala e desviando um pouquinho meu olhar.

— Boa noite, minha heroína— ele disse com um tom de voz mais… era uma mistura de doçura e com certa sensualidade. PARA!

 Antes que eu falasse boa noite, sinto sua mão passar pela minha orelha e entrelaçar seus dedos nos meus fios de cabelo. Espera, é impressão minha ou ele quer…

 Minha expectativa foi quebrada assim que vejo ele retirar uma folha de árvore do meu cabelo e nisso ele já tinha se afastado de mim.

 Ele acenou sorrindo levemente para mim e eu o retribui meio pasma, logo entrei no meu carro e deixei o violino no banco do passageiro. Ainda não recuperada desse incidente, coloquei minha cabeça sobre o volante e comecei a escutar meus descompassados batimentos cardíacos, além de sentir a quentura dominar todo o meu rosto.

 Droga, isso não pode estar acontecendo! Como esse homem consegue mexer comigo assim, com um simples toque? Eu estou passando por um processo de emburrecimento, preciso aumentar minha guarda isso sim!



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