História Bus Stop - Capítulo 21


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Vovó (Granny), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Capitainheart, Emma Swan, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Wickedwolf
Visualizações 495
Palavras 2.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fiz uma promessa que iria postar até o fim dessa semana e aqui estou eu nos 45 minutos do segundo tempo. Queria agradecer principalmente a Beatriz que duvidou da minha capacidade de cumprir a promessa. CHUPA. Te amo, Bea.
É isto, aproveitem o capítulo. Estou particularmente muito feliz com esse, porque a Valéria disse que eu tenho um talento para escrever uma Emma Swan de qualidade, então estou me sentindo muito. Te amo, sis.

Agora, sem mais delongas... Espero que gostem.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Emma.  

Os meses passaram tão rapidamente que quando menos esperei, já se fazia mais de um ano que eu e Regina compartilhamos um guarda-chuva em um dia caótico e chuvoso. Aquele ponto de ônibus com certeza tinha se tornado um lugar muito especial para nós e sempre que eu não dormia com Regina, nosso encontro matutino era naquele mesmo ponto.  

Killian tinha passado na tal prova da associação de advogados e isso rendeu um almoço no domingo e uma proposta feita pelas irmãs Mills para ele se associar ao escritório delas.  

— Como estamos muito orgulhosas de você, e sabemos que Dona Cora ali não vai fazer essa proposta por medo de você recusar, eu e Regina tomamos coragem por ela e queremos saber se você quer se associar ao Mills&Associados. — Zelena tinha chamado a atenção de todos e a expressão de Killian entregou o quão emocionado ele ficou com a proposta.  

— Sim, eu quero — ele sorriu brilhantemente e seu olhar foi em direção à Cora, que lhe lançou uma piscadinha.  

Ele mal registrou o que aconteceu quando foi enlaçado por um abraço em grupo. Todos nós estávamos muito orgulhosos e, claramente, não nos acanhamos de mostrar isso.  

É claro que teve toda uma burocracia por trás de toda essa associação, mas tudo deu certo no final.  

Nesse dia eu tinha acordado animada, e de folga. Então comecei a fazer a faxina do apartamento enquanto ouvia o ABBA Gold no aleatório. Eu poderia começado a fazer o café da manhã, mas sou uma negação para a cozinha. Era um dia anormal onde eu acordei antes de Regina sem nenhuma razão e estava animada por motivo nenhum.  

Eu peguei o controle remoto para cantar junto e no momento que começa a tocar Honey, Honey, Regina entra na sala. Eu sorri indo em sua direção e comecei a cantar a música dedicando para ela.  

— And now I know what they mean, you’re a love machine — canto apontando para ela e ela simplesmente ri — Oh, you make me dizzy. — canto com a mão no coração deixando minha performance mais dramática.  

Ela nega com a cabeça ainda rindo e pega na minha mão, me girando. Cantamos e dançamos o resto da música entre risadas e no final ela me dá meu beijo de Bom dia. Depois de vários beijos de Bom dia, ela vai para a cozinha preparar o café da manhã e eu continuo limpando a sala enquanto danço e canto.  

Depois de um tempo eu percebo seu olhar em mim e sorrio ao avistar ela bebendo o café ainda mantendo seu olhar em mim.  

— O que foi? Eu estava adorando te ver animada à essa hora da manhã. Continua. — ela meneia para eu continuar cantando enquanto sorri largamente e eu espelho sua expressão. Eu não continuo a cantar, então ela vê isso como um incentivo para me perguntar o que ela deveria estar se matando para perguntar — Afinal, o que deu em você para acordar antes de mim? Não estou reclamando, só surpresa, afinal, não é todo dia que é dia santo. — eu finjo estar ofendida e coloco a mão no peito para completar minha atuação.  

— Eu posso muito bem acordar cedo por conta própria, ok? — ela arqueia a sobrancelha e eu reviro os olhos — Tá, eu posso não ser capaz de acordar cedo por conta própria, mas às vezes milagres acontecem.  

— Realmente. Estou impressionada.  

— Você está de folga hoje também? — falo percebendo que ela não tinha ido se arrumar ainda e me aproximo dela, sorrindo.  

— Hoje vou para o escritório apenas no turno da tarde, tenho a manhã toda livre. — ela me lança uma piscadinha e eu dou risada pela sua falta de jeito em piscar com um olho só e eu a imito.  

Ela revira os olhos mas eu percebo o sorriso que ela tenta esconder. Sento no banquinho da bancada da cozinha para começarmos a comer nosso café da manhã e ela se junta a mim.  

••• 

Eu termino minha faxina deixando tudo brilhando, Regina sai para o trabalho e eu vou tomar um banho para passar o dia fazendo vários nadas enquanto assisto séries. Visto uma camisola que Regina deixou aqui um dia desses e me deito no sofá com uma coberta e começo a olhar as séries no catálogo da Netflix. Desisto e começo a assistir Brooklyn Nine-Nine pela milésima vez.  

O primeiro episódio mal começa quando ouço a campainha tocando. Fico olhando para a porta esperando que a pessoa que está tocando a campainha perceba que não tem ninguém em casa e desista, mas ao invés de desistir, a pessoa começa a bater na porta.  

— Emma! Eu sei que você está aí, pare de ficar encarando a porta esperando que eu vá embora. — reconheço a voz de Killian e reviro os olhos me levantando e abrindo a porta para ele. — Preciso de sua ajuda. — fala em um fôlego só e eu arqueio uma sobrancelha.  

— Bom dia para você também, irmãozinho querido. Como você está? — falo com o tom mais irônico possível e dou espaço para ele entrar — Você precisa de ajuda em quê? Não acredito que mal virou advogado e já matou alguém? Saiba que eu não irei assumir a culpa por você. — falo bem séria apontando o dedo para ele e ele começa a rir.  

— Por que você sempre pensa no pior? Não é nada disso. — ele respira fundo tentando parar de rir — É que o meu aniversário de namoro com Cora é hoje, e... eu não planejei nada.  

— Eu não acredito nisso! — cruzo os braços ainda não acreditando — Como assim você não planejou nada? Você nem, sei lá, pensou em algo?  

— Eu... pensei em mandar flores para o escritório dela e de noite fazer um jantar, privado, na casa dela. O problema é: não sei que flores mandar e meus dons com a cozinha são limitados.  

— Existem milhares de presentes que você pode mandar que não envolvem flores. Nossa família tem uma floricultura, esse seria o presente mais básico do mundo. — ele abre a boca para contestar e eu lhe lanço um olhar que ele decide ficar calado — Vou me arrumar e nós vamos pro shopping comprar um presente e gastar o dinheiro que você ganha sendo advogado.  

E então nós vamos para o shopping. 

Quando chegamos lá eu sugeri que fôssemos dar uma olhada nas joias e descobri que fazer compras com Killian não era uma tarefa fácil. Além de indeciso, ele também estava inseguro quanto às suas escolhas e eu já tinha visto milhares de colares e brincos que Cora iria amar e usar todos os dias. Aposto que se ele comprasse o mais feio da loja, ela usaria do mesmo jeito, por ter sido Killian a pessoa que lhe deu o presente, mas parece que meu irmão não pensava desse jeito.  

— Se você não gostou de nada, tem outras lojas para olhar ainda. — a vendedora me lançou um olhar quando eu disse isso mas eu nem liguei. Ele levantou-se, agradecemos a vendedora e saímos da loja para procurar outra.  

Ele me faz uma pergunta sobre a última temporada da série Ash vs Evil Dead e eu começo a falar animada sobre a temporada e da beleza da Lucy Lawless enquanto ando um pouco mais na frente dele, quando me viro, vejo que ele não está me seguindo e começo a procurá-lo. Quando o avisto novamente, Killian está parado em frente a vitrine de uma loja admirando um colar de ouro com um pingente com um formato de losango com um detalhe que parece um “x” e quatro rubis nas partes “abertas” do “x”. Era realmente um colar maravilhoso. Perfeito.  

— Você vai dar esse para ela? — pergunto e ele se vira para me encarar, e eu vejo o quão inseguro ele está. 

— O que você acha? — eu olho para o colar novamente e sorrio. É bem óbvio que Cora vai adorar ganhar um desse. 

— Eu acho que ele é perfeito. Melhor comprarmos logo porque ainda temos um jantar para preparar. — pisco para ele e ele entra na loja animado, eu lhe sigo e avisto um colar com pingente de coroa e logo lembro de Regina. Quando lembro de Regina, também lembro que preciso ligar para ela e pedir para ela atrasar Cora um pouquinho.  

Antes de eu pegar o celular, uma vendedora chega do meu lado e me pergunta se pode me ajudar. Eu dou um sorriso largo e pergunto quanto custa o colar com pingente de coroa e em menos de 10 minutos ele já está embalado em minhas mãos. Pego meu celular e disco o número de Regina, indo para o lado de fora da loja e observando outras joias apresentadas na vitrine enquanto espero Regina me atender, mas ao invés de me atender, ela desliga e me manda uma mensagem.  

Regina: Não posso atender agora, Emma. O que houve?  

Emma: Queria te pedir um favor...mas antes, sua mãe está preparando algo para o aniversário de namoro dela?  

Regina: Não sei de nada.  

Emma: Descobre pra mim, por favorzinho. E me liga depois, ok? 

Regina me manda o emoji da mãozinha com o dedão pra cima e eu reviro os olhos. Não deveria ter ensinado ela a usar emoji. Killian sai da loja com um sorriso de orelha a orelha com a bolsa da loja em mãos e seu humor passa para mim e nós vamos juntos até a praça de alimentação para lancharmos e combinarmos o que iríamos fazer para o jantar deles.  

— Eu liguei para Regina e ela disse que não sabe se Cora está planejando algo, mas vai descobrir e me ligar para eu poder explicar o plano. — eu falo me sentando uma mesa e ele deixa um suspiro aliviado escapar. — Vai dar tudo certo e vai ser lindo.  

— E o que vamos cozinhar para o jantar? — ele pergunta e eu arregalo os olhos ao perceber que acabei esquecendo desse detalhe.  

— Parece que temos um problema.  

•••  

E realmente tínhamos um problema. Eu pensei numa solução por um tempo, e quando o nosso pedido chegou, uma ideia clicou na minha cabeça.  

Tenho certeza que se tivéssemos em um desenho animado, uma lanterna apareceria em cima da minha cabeça.  

— Então, vamos fazer assim. Já que não tem condição da gente cozinhar, você vai pedir a comida já feita — Killian pareceu concordar e eu sorri, me sentindo muito esperta — Se ela perguntar, você não mente. Mas se ela não perguntar você não precisa comentar.  

— Nós ainda precisamos deixar a sala de jantar da casa de Cora romântica. — eu concordo com a cabeça e começo a comer minha comida.  

— Você me deve uma depois dessa. — falo depois de engolir e pisco para ele. Logo depois, meu celular começa a tocar a música que Regina designou como o toque dela. 

Eu tiro o celular do bolso e atendo, Killian me encara e pergunta um “Quem é?” sem som, eu respondo “Regina” também sem som e ouço a voz impaciente da minha namorada do outro lado.  

Emma? Terra para Emma! — eu ouço seus dedos estralarem e me pergunto o porquê de ela fazer isso mesmo sabendo que eu não estava vendo.  

— Oi, gatinha. Descobriu alguma coisa? — falo sorrindo e espero que sua resposta seja positiva.  

— Sua sogra está no pior humor hoje. Killian não deve ter nem dado um “Feliz aniversário de namoro” — semicerro os olhos pra Killian que me olha confuso — Mas que eu saiba, não, ela não pretendia fazer nada.  

— Isso é ótimo. Digo, não a parte do humor dela, mas que ela não vai fazer nada. Preciso que você atrase ela um pouquinho hoje para dar tempo de deixar a surpresa dela impecável.  

— E o que você sugere que eu faça? — Droga, não tinha pensado nessa parte também, olho pra cima pedindo uma ajuda da Deusa, mas não vem nada.  

— Não sei. Inventa alguma coisa, Madame. — eu prendo a risada imaginando o rolar de olhos que ela deve ter dado nesse momento.  

— Não me chama de Madame. E, tá bom, vou inventar algo. Na hora que eu estiver tentando atrasar ela vou te mandar mensagem para saber se vocês estão prontos.  

— Obrigada amor da minha vida, razão do meu viver. Te amo.  

— Você é uma falsa — ela fala entre risadas e eu lhe acompanho — Eu também te amo, muito.  

••• 

Depois do shopping, passamos na floricultura para pegar algumas flores para decorar a casa, fizemos nosso pedido no restaurante, e só faltava arrumarmos tudo e Regina suceder com o plano dela de distrair e atrasar Dona Cora.  

Deixamos tudo pronto. A comida já tinha sido entregue, as velas estavam acesas em lugares estratégicos, as pétalas de flores estavam espalhadas no chão. E a mesa de jantar já estava posta.  

Só faltava Cora chegar em casa.  

Emma: Já pode deixar ela vir pra casa. Como você conseguiu atrasar ela por tanto tempo?  

Regina: Eu tive meus métodos. Já estamos indo.  

Emma: Você está com seu carro?  

Regina: Não...  

Emma: Como vamos para casa agora? Não podemos deixar Cora sem carro.  

Regina: Já sei. Eles vão estar ocupados com o jantar então nós vamos com o carro da minha mãe até o escritório, onde eu deixei meu carro, você pega meu carro, me segue até a casa da minha mãe, e eu deixo o carro dela na garagem. Depois disso, eu entro no meu carro e vamos para casa. 

Emma: Não entendi, mas estou compreendendo.   

Depois dessa mensagem, ouvimos o barulho das chaves e eu rapidamente saí pela porta dos fundos para deixar Cora ter a surpresa dela sem interrupções.  


Notas Finais


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