História Busan Arts School - Interativa - Capítulo 5


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Palavras 4.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Yaaaay, finalmente saiu o primeiro capítulo oficial da fanfic. Eu devo admitir que foi mais difícil escrever ele do que imaginava kkkkkkkkk Mais por ter que mostrar as personagens separadamente, então se torna algo grande e que necessita de bastante criatividade, uma que eu não tenho muitaa sabem.. kkkkkkkkkkkk Mas eu até que fiquei satisfeita com o resultado, até porque ficou grande como eu gosto. E espero que vocês também gostem. Demorei um pouco para postar porque o trequinho que faz meu computador conectar no wifi quebrou e eu tive que digitar o capítulo todo pro meu celular, já que estava escrito no world e eu não tinha nem como passar pro meu celular. Meu computador é meio velho, já conseguem entender meu sacrifício né kkkkkkkkkkk

Esse capítulo eu tentei não mostrar quase nada das personagens, por ser o primeiro e por eu gostar de deixar as pessoas curiosas kkkkkkkk. Quero as desenvolver com o passar dos capítulos, então não se preocupem se a parte de sua personagem não mostrou taanta coisa quanto gostaria. Foi proposital.

E siim, essa será a capa oficial da fanfic. Depois de muitas tentativas consegui fazer algo "descente". A minha enorme sorte foi que eu salvei no celular antes de ficar sem internet no computador, senão ficaria simplesmente sem poder usar a capa pelo fato do computador não conectar o pendriver. Porém eu salvei só a imagem, sem o nome da fanfic. Ai tive que colocar essa fonte meio feia no app que tenho no celular. Tava melhor do outro jeito, mas pelo menos consegui dar meu jeito kkkkkkkkkkk Me digam o que acharam da capa ♡

Estou fazendo também uma playlist com as Ost da fanfic, pra ficar bem a cada de dorama mesmo kkkkkkkk Se vocês tiverem alguma música em mente que acham que não pode faltar, me indiquem. Músicas que descrevam bem a plot, como Voices do grupo Stray Kids (Dei um spoiler de uma ost, aproveitem hihi). E quando ficar pronta, trago o link (spotify, soundcloud, ou qualquer outro app que vocês usem) e também do docs com todas as traduções pra que vocês fiquem apaixonados que nem eu to ficando. Aaah e eu estou iniciando os preparos para o "trailer/MV" da fanfic. Aguardem ansiosamente.

Leiam com carinho e deixem seus comentários, me dizendo o que acharam. E sobre os comentários do capítulo das aceitas, juro que li todos e irei responder vocês assim que conseguir ♡

Capítulo 5 - 1.00 ; Capítulo um


Fanfic / Fanfiction Busan Arts School - Interativa - Capítulo 5 - 1.00 ; Capítulo um

02 de Fevereiro, 2018

Dormitório 250

 

A porta do quarto foi aberta com força o suficiente para que um barulho alto logo ecoasse por todo o dormitório, assustando as duas meninas presentes. A pessoa, mais especificamente uma outra menina, que adentrou o quarto estava com uma expressão nem um pouco convidativa, faltava pouco para que saísse fumaça de seus ouvidos.

— O que foi dessa vez Naji-ah? — Uma delas, uma menina de cabelos longos e pretos, que estava sentada no chão com seu notebook no colo, perguntou. Apesar de ter se assustado inicialmente, parecia estar acostumada com as aparições repentinas de sua amiga daquela forma.

— Saiu a divisão dos dormitórios e nós não estamos mais juntas. — Bagunçou seus longos cabelos castanhos, que antes estavam presos em um intacto rabo de cavalo.

— Não é como se a gente fosse morrer por isso, — A outra menina, deitada pacificamente em sua cama olhou para Naji com uma expressão basicamente monótona. — aliás, vocês precisam arrumar suas malas. Eu continuei nesse dormitório.

— E se minhas novas colegas forem chatas? — Naji colocou uma expressão exageradamente devastada no rosto, como se aquela hipótese fosse a pior de todas. — Eu definitivamente não quero ficar em um dormitório sem vocês.

A menina de cabelos negros soltou uma risada, se levantando do chão e indo na direção de sua amiga. Colocou o braço em volta dos ombros da mais nova.

— Não tem o que fazer, — Deu de ombros. — eles trocam todo mundo de dormitório para que a gente possa interagir com pessoas novas. A pessoa tem que ter muita sorte para continuar no mesmo, uma pessoa como Minkyung-ah. — Apontou na direção da menina deitada, que imediatamente retribuiu com um olhar mortal.

— Você bem que podia falar com seu pa…

Naji foi rapidamente interrompida quando uma almofada pousou diretamente em seu rosto.

— Nem ouse terminar essa frase. — Minkyung levantou de sua cama com uma expressão fria como gelo em seu rosto, passou pelas meninas e saiu do quarto sem mais uma única palavra.

— Você sabe que ela não gosta que fale do pai dela.

— Eu só ia pedir um favorzinho Heenie unnie. — Naji tentou colocar uma expressão inocente no rosto, embora tenha falhado miseravelmente. — Quero dizer, o pai dela é senador. Se-na-dor. Ele dá uma grana alta pra esse internato, a diretora faz todas as vontades dele e de Minnie-ah.

— Eu estou ouvindo. — As duas ouviram o grito vindo de fora do quarto e Minhee revirou seus olhos, dando uma cotovelada em Naji indicando que a menina ficasse de boca fechada.

Naji soltou um grunhido e fez uma careta antes de ir na direção de seu guarda-roupa pegar sua mala para que pudesse arrumar suas coisas, afinal, não tinha outra escolha. Minhee soltou um suspiro quando viu o mal humor da mais nova e simplesmente foi em direção ao outro quarto do dormitório para que pudesse arrumar a sua também.

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04 de Fevereiro, 2018

Casa dos Kim

 

— Kwang oppa acorde logo, vamos nos atrasar. — Uma menina de cabelos longos em um tom de castanho balançava um menino, que ainda permanecia em sua cama imóvel e com os olhos fechados, em um sono pacífico. Já estava ali há minutos tentando repetidamente completar a missão impossível que estava sendo acordá-lo.

Omma, ele não quer acordar. — Gritou alto o suficiente para que sua mãe ouvisse do lado de fora do quarto, mas ao em vez de ser saudada pela mulher, foi por um travesseiro que bateu diretamente em seu rosto.

— Para de gritar Sookie-ah, estou com uma puta dor de cabeça.

Jungsook franziu o cenho para seu irmão mais velho e soltou um longo suspiro ao ver o estado que ele se encontrava, mal conseguia abrir seus olhos. Provavelmente os sintomas de uma ressaca pesada já estavam começando a aparecer, justamente no primeiro dia dos dois no mais novo internato.

— Eu não sei para que você foi beber tanto ontem, em pleno domingo. — Pegou o travesseiro que estava jogando na cama dele e deu com o mesmo na cabeça de seu irmão.

E assim, logo os dois estavam em uma guerrinha descontrolada de travesseiros em cima da cama.

— Yah! — Os dois imediatamente pararam assim que ouviram o grito. — Vocês estão atrasados para o primeiro dia e ainda estão brincando? Sabem quanto custa esse internato para ficarem aqui enrolando?

— Nós nem queríamos ir omma. — Kwangsun falou com uma voz entediada e sonolenta. — Já acabamos os estudos e mesmo assim teremos que estudar ainda mais. Tudo porque appa não tem noção do que faz.

— Kwang-ah, não fale assim de seu pai, ele apenas quer o melhor pra vocês. — A mulher lançou um olhar para sua filha, que logo pareceu entender o significado. — Não é mesmo Sookie-ah?

— Sim, é o melhor internato do país e ainda é de artes, não é incrível? — Jungsook respondeu com um sorriso aparentemente forçado e desviou o olhar quando sentiu o julgamento em forma de uma simples olhada que o menino mais velho a lançou.

Sabia que seu irmão tinha plena noção do que ela realmente achava sobre a ida deles para esse famoso internato, mas ela não podia fazer nada sobre isso. Kwangsun precisava de ajuda e sua mãe não estava dando conta de tudo sozinha, Jungsook o amava bastante para não se importar em se sacrificar um pouco para que ele melhorasse rápido.

— E daí?

— E daí que vocês já estão matriculados e agora não tem mais volta. — Yangmi soltou um suspiro quando viu a expressão chateada de seu filho. — Olha, eu também não queria mandar vocês para esse internato e ficar longe, mas vai ser o melhor para os dois. Além disso, vocês são bastante talentosos, é o lugar ideal.

Omma tem razão, agora trate de levantar essa sua bunda preguiçosa da cama porque estamos atrasados.

— Pronto, pronto. — Kwangsun resmungou assim que se levantou de sua cama, ganhando uma risada das duas presentes no quarto.

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04 de Fevereiro, 2018

Busan Arts School

 

— Chegamos. — A voz masculino chegou aos ouvidos da menina que distraidamente mexia em seu celular no banco de trás do carro. Assim que ouviu a palavra que ela mais temia e ao mesmo tempo mais ansiava, bloqueou a tela do eletrônico e tirou seus fones, virando sua cabeça na direção da enorme escola.

E assim que seus olhos pegaram a visão do lugar onde passaria o restante do ano, foi quase impossível um som de espanto não sair de seus lábios e seus olhos não se arregalarem tamanha a surpresa.

Oppa, tem certeza que estamos no lugar certo? — Colocou alguns fios de seu cabelo platinado atrás da orelha para que nada atrapalhasse sua ampla visão.

— Certeza absoluta Jie-ah. — O menino mais velho soltou uma risada ao ver sua irmã completamente deslumbrada com o campus. Apesar de ter achado engraçado, conseguia entender toda a surpresa de Jiyeon pelo lugar. Estava compartilhando do mesmo sentimento.

Jiyeon imediatamente abriu a porta do carro, saindo do veículo logo em seguida. E quando o vento bateu em seus cabelos e em sua pele, percebeu que aquilo era tudo real e não apenas um sonho. Quando seu pai falou sobre o internato, ela não perdeu seu tempo em procurar sobre o lugar, embora já tivesse ouvido algumas coisas sobre. Por isso nunca imaginou que fosse ser tão chique, bonito e enorme daquela forma.

— Cuidado para não babar. — Shinwoo cutucou a barriga da menina mais nova, que se recompôs na mesma hora, afinal, haviam muitos alunos pelos arredores.

— Tem certeza que não vai querer ajuda com suas malas até o dormitório?

— Eu já disse que dou conta oppa. — Jiyeon resmungou enquanto olhava para as duas grandes malas paradas no chão. Não estava vendo muitos alunos com mais do que 2 malas, alguns tinham até apenas uma mochila mas esses aparentemente era veteranos pela forma como pareciam habituados com tudo e todos. E mentalmente ela agradeceu por não ter exagerado na hora de fazer a mala.

— Se precisar de alguma coisa…

— Pode ligar pra mim. — A menina o interrompeu, tentando imitar sua voz, que logo fez uma careta ao ouvir.

— Eu estou falando sério Jie-ah, — Shinwoo suspirou antes de puxar a menina em um abraço. Apesar de sua vida corrida, sempre esteve presente na vida de sua irmãzinha e deixá-la sozinha ali era um grande sacrifício, mesmo que soubesse que poderia vê-la nos finais de semana. — pode ligar sempre que precisar de algo, até mesmo se for apenas para conversar.

Jiyeon o abraçou de volta com um sorriso, agradecida por ainda o ter em sua vida. Desde o momento que recebeu a notícia que iria para o internato não estava se importando muito com nada, nem mesmo rejeitara a ideia. Mas ali, tendo que se despedir de seu irmão, ela se sentiu um pouco amedrontada e nervosa.

Ficar longe dele e de seu pai já começava a se tornar uma ideia totalmente horrível em sua cabeça, mas não podia demonstrar o quanto aquilo a assustava. Não na frente de ninguém.

— Eu vou ficar bem oppa, não se preocupe.

— Acredito em você. — Deu um beijo doce em sua testa com um sorriso orgulhoso. — Agora preciso ir, ainda tenho que passar na empresa. Se cuida.

— Você também. — Ela ficou acompanhando com os olhos seu irmão entrando no carro e assim que o mesmo partiu, um longo suspiro saiu de seus lábios. Agora definitivamente não tinha mais volta.

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04 de Fevereiro, 2018

Busan Arts School

 

O táxi parou no estacionamento do enorme campus e o passageiro, mais especificamente uma menina de cabelos coloridos, sussurrou um obrigada bem baixinho antes de pagar a corrida e sair imediatamente do veículo. Não estava se sentindo nem um pouco bem, já podia sentir o suor se acumulando em sua testa e em suas mãos, que tremiam de leve. Parecia que a qualquer momento desaprenderia até mesmo de como se respira normalmente.

Quando pisou em solo firme, soltou um longo suspiro de alívio. Havia sido uma incontrolável luta entre ela e sua mente todo o caminho do aeroporto até a escola. E ter ido sozinha piorava toda a situação.

Mesmo com o carro partindo, seu coração ainda batia descontrolado em seu peito, mas agora sabia que não era mais por ter passado tanto tempo em um veículo pequeno junto com um homem, e sim por finalmente estar ali, naquele lugar enorme que seria sua casa durante todo o restante do ano. E o pior de tudo, sem conhecer absolutamente ninguém.

— Calma Byun Chungha, — Respirou fundo, murmurando pra si mesma. — Vai dar tudo certo.

Abriu um pequeno sorriso, tentando acreditar que aquilo a deixaria confiante o suficiente para conseguir passar por aqueles portões e finalmente dar início a sua nova vida. Estava com medo, afinal estava em outra cidade sem seu irmão e seu melhor amigo, mas tinha esperanças. Procurou bastante sobre o internato assim que recebeu a melhor notícia que seus pais já haviam a dado em toda sua vida, e sabia que ali seria o lugar ideal para ela. Pelo menos achava.

Chungha segurou com força a alça de suas duas malas, tentando ignorar o suor de nervoso presente em suas mãos. E assim que pisou na pequena rua que dividia o estacionamento da entrada do internato, ouviu o barulho de uma moto em uma velocidade considerável e um grito. A próxima coisa que ela sentiu foi seu corpo indo de encontro ao chão junto com alguém.

— Você está maluca? Podia ter sido atropelada. — Chungha ouviu a voz alta falar com ela, mas não conseguia prestar muita atenção. Ainda estava atordoada demais para entender o que tinha acabado de acontecer ali ou o que estavam falando com ela.

— Ei, você está bem? — A pessoa perguntou, dessa vez com um tom preocupado. Balançou suas mãos em frente ao rosto da menina. — Quer que eu te leve para a enfermaria?

Os olhos de Chungha piscaram algumas vezes antes dela despertar de seus pensamentos e olhar para a pessoa que a salvou de quase ter sido atropelada por uma moto em seu primeiro dia de aula, nunca imaginou que iria precisar desse tipo de ajuda algum dia. E quando viu que era um menino, se levantou imediatamente, o assustando.

— Eu estou bem, obrigada por me salvar. Preciso ir. — Pegou suas malas e continuou andando, mesmo que ainda tivesse estranhamente atordoada e com uma leve dor pelo tombo. Sentiu os olhares de alguns alunos em cima dela e mentalmente se arrependeu de não ter prestado a devida atenção, seu primeiro dia de aula já havia começado com chave de ouro.

— Espera. — Chungha ouviu a voz do menino novamente, mas ao em vez de parar continuou andando, o ignorando completamente.

O menino ficou parado em seu lugar observando a figura da menina desaparecer de sua vista sem entender nada.

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04 de Fevereiro, 2018

Busan Arts School

 

— Eu falei para você que não estávamos atrasados, me apressou completamente à toa. — Um menino numa altura mediana e de cabelos negros, murmurou para a menina ao seu lado. Ainda que mais baixa que ele, ela tinha uma altura consideravelmente alta se comparado aos traços meigos e juvenis de seu rosto, que eram ainda mais ressaltados por causa dos fios de seus longos cabelos presos em um perfeito rabo de cavalo.

Ao contrário dele que mantinha uma expressão tranquila e paciente, ela parecia super ansiosa para algo. Olhava para os lados a todo momento, procurando alguém específico no meio dos vários alunos e funcionários que circulavam nos arredores.

— Eu não tenho culpa se o vôo atrasou e fiquei com medo de chegar atrasada Moon Jongup oppa. — Ela respondeu o menino, enfatizando o nome completo dele com um sorriso maroto nos lábios.

— Você nem sabe se ele é real…

— Ahreum-ssi? — Jongup foi interrompido quando ouviu uma voz masculino desconhecida chamando por sua amiga. Os dois imediatamente se viraram na direção da pessoa e um grito involuntário escapou da boca de Ahreum quando viu quem ela mais estava esperando encontrar, uma pessoa que esperava há meses para conhecer pessoalmente.

Sua animação era tanta que ela nem ao menos percebeu a pequena atenção que havia chamado pra si própria com o grito, não se importava na verdade.

— Takuya-ssi? É você mesmo? — Perguntou com um enorme sorriso no rosto, que se tornou ainda maior quando recebeu como resposta um aceno com a cabeça do menino alto, que tinha um sorriso tão brilhante como o dela enfeitando seu rosto com traços visivelmente mais japoneses e marcantes.

— Mal posso acreditar que finalmente nos conhecemos pessoalmente. — Takuya comentou. — Venha, vou te mostrar a escola.

Ahreum assentiu com a cabeça e pegou suas malas, se virando para Jongup que permanecia quieto desde a chegada do japonês ao recinto. Sua expressão permanecia tranquila, mas dava pra ver resquícios de um certo incômodo e desconforto por simplesmente ter sido deixado de lado pela melhor amiga.

— Oh, — Takuya percebeu a presença do menino e esticou sua mão para um cumprimento. — Prazer, sou Terada Takuya.

— Moon Jongup, prazer. — Jongup apertou a mão dele com um pequeno, mas muito simpático, sorriso.

— Tá, agora que já se conhecem, nos mostre essa belezinha. — Ahreum apontou para a enorme estrutura atrás dos portões. Ela estaria mentindo se dissesse que não estava nem um pouco ansiosa para conhecer tudo e passar a viver ali. Havia procurado saber sobre o internato e já ouvira boatos, então não se espantou tanto quando viu o luxo, mas pessoalmente com certeza era melhor do que por foto.

— Vocês vão amar tudo. — Takuya falou com tanta convicção que Ahreum e Jongup só conseguiam ficar mais ansiosos para ficarem lá pelo resto do ano.

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04 de Fevereiro, 2018

Aeroporto Internacional de Gimhae

 

Uma menina carregando suas duas grandes malas, que contrastavam com sua altura relativamente baixa, caminhava para fora da sala de desembarque do aeroporto com certa dificuldade em carregar tudo sozinha. Tinha dado sorte que um homem bondoso a ajudou quando precisou pegar ambas na esteira, provavelmente ainda estaria tendo um grande trabalho se não fosse por ele.

A cada passo que dava, podia ouvir alguns cochichos e sentir olhares sobre ela. Abaixou sua cabeça, deixando que seus cabelos castanhos com californianas em tons de um rosa desbotado cobrissem seu rosto, visivelmente desconfortável com tanta atenção em cima dela.

Apressou sua caminhada, desejando sair do aeroporto o mais rápido que conseguisse, tentando ignorar tudo e todos a sua volta. Mas era quase impossível quando conseguia ver até mesmo algumas fotos sendo tiradas dela.

Quando conseguiu sair pela porta principal do aeroporto, soltou um suspiro aliviado ao perceber que ali não estava chamando tanta atenção quanto antes. Com a agitação do lugar, pessoas entrando e saindo, parentes e conhecidos se encontrando, quase ninguém reparava nela sozinha e quieta em seu canto.

— Senhorita SoHee-ssi? — Ouviu uma voz atrás dela e levou um leve susto quando sentiu uma mão tocar suavemente em seu ombro esquerdo. — Me desculpe por assustá-la senhorita.

— Tudo bem. — Sohee abriu um sorriso simpático.

— Eu sou Lim Junho, o seu mais novo motorista durante toda sua estadia aqui em Busan. — O homem mais velho se curvou com uma postura educada. — Seu pai me contratou para quando a senhorita quiser sair nos finais de semana. E eu te levarei até sua nova escola agora.

— Prazer, mas não precisa ser tão formal comigo. — Soltou uma risada baixa. O homem não era tão velho quanto seus motoristas anteriores, parecia estar na casa dos 30 anos. Era alto, relativamente forte, cabelos grandes repartidos no meio que davam um charme em sua aparência. Reparou também no suave eye smile que se formava sempre que o mesmo sorria.

Junho assentiu com a cabeça com certo receio, não queria levar esporro de seu chefe por parecer mal educado, mas precisava a obedecer.

— Vamos, o carro está por ali.

Sohee o acompanhou enquanto carregava apenas sua mochila, já que ele insistira para levar suas duas malas.

Entrou no carro, no banco traseiro, enquanto Junho colocava tudo no porta-malas. Ao se sentar, sentiu seu coração acelerar um pouco. Não estava pensando tanto em nada desde que estava dentro do avião, mas foi quase impossível ignorar sua mente quando em alguns minutos finalmente chegaria no seu destino, o famoso internato de artes. Não sabia se sentia ansiedade, nervosismo, medo, ou tudo ao mesmo tempo.

Não gostava nada do motivo a qual foi matriculada, mas era a escola dos sonhos de qualquer pessoa e ela não se sentia nem um pouco mal de estar indo para lá. Apesar disso, não procurou muito sobre o internato e preferiu ficar com sua imaginação baseada apenas nos rumores que já tinha ouvido. Queria simplesmente se surpreender ao chegar no local.

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04 de Fevereiro, 2018

Busan Arts School

 

Olhares, resultado de distintas reações, e cochichos eram perceptíveis a cada passo que uma menina dava pelo enorme corredor do internato. Nada que fosse anormal para ela, estava acostumada com aquele tipo de situação, embora ainda a incomodasse bastante toda essa atenção exageradamente desnecessária em cima dela.

Podia ouvir cochichos sobre uma certa dúvida entre ela ser um menino ou uma menina. Era relativamente alta, magra nos padrões coreanos, cabelos pretos bem curtos e usava roupas largas, como um moletom azul escuro e uma calça jeans. Porém ainda possuía traços delicados em seu rosto e seios médios, capazes de a diferenciar de um menino.

Ouviu seu celular tocando e achou o momento perfeito, já que poderia ignorar todos aqueles olhares e focar apenas na chamada. E um sorriso se abriu assim que viu o nome na tela do celular.

— Yah! — A menina afastou o celular do ouvido quando foi recebida por um grito feminino familiar, até demais, assim que atendeu a chamada. — Você esqueceu de nos ligar Kim Gyuri-ah, mesmo prometendo que ia ser a primeira coisa que faria.

— Não grita com ela, pergunte como é o internato, anda, anda. — Conseguiu ouvir uma voz masculina no fundo e soltou uma risada quando a identificou rapidamente.

— Calma, vocês são muito apressados. Precisava conhecer um pouco antes de poder ligar pra vocês. — Gyuri respondeu e ouviu um resmungo vindo do outro lado da linha.

Pensou por algum momento que não sentiria tanta falta de seus dois melhores amigos, afinal, poderia ainda vê-los em alguns finais de semana ou por chamadas de vídeo, mas naquele momento tendo que falar com eles pelo celular percebia o quanto seria difícil ficar naquele internato sem a presença dos dois. Só pelo fato deles estarem juntos naquele momento já a deixava com uma certa inveja.

— Eu vou contar todos os detalhes pra vocês quando chegar no meu dormitório, não se preocupem. — Falou, tentando acalmar toda a ansiedade deles. — Mas já adianto que é lindo e enorme, extremamente luxuoso. Como nas fotos.

Acabou rindo alto ao ouvir o grito animado de sua melhor amiga, mas imediatamente manteve sua postura quando lembrou que ainda estava no corredor. Já chamava atenção demais sem fazer nada, não queria piorar a situação de forma alguma.

— Estou com inveja de você. — Jihoon murmurou. — É o sonho de qualquer jovem estudar nessa escola.

— Isso não importa oppa, o que importa é que Gyuri-ah pode ficar famosa. — Siyeon tomou o celular das mãos do amigo e Gyuri podia facilmente imaginar a cena dos dois brigando pelo aparelho. — Você precisa ficar famosa.

— Pode deixar unnie. — Gyuri soltou uma risada. — Agora preciso desligar. Conto tudo pra vocês depois.

Após uma breve despedida, ela encerrou a chamada com o coração apertado. Apesar disso, de estar meio triste, um pequeno sorriso podia ser visto em seu rosto. Mesmo que de longe, poder conversar com seus amigos sempre a deixava mais revigorada.

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04 de Fevereiro, 2018

Busan Arts School

 

Uma menina de estatura baixa parou na calçada da frente e encarou com admiração os enormes portões, que abertos deixavam a luxuosa estrutura do campus visíveis para quem observasse e quisesse ver. Passou a mão pelos cabelos negros e incrivelmente lisos, ajeitando sua franja para que nada atrapalhasse sua visão do lugar. Dava para imaginar o nível do preço da matrícula facilmente.

— Só consigo lembrar de The Heirs. — Murmurou para si mesmo, relembrando de um dos diversos doramas que já havia visto como uma amante de romances.

E quando começou a reparar nos alunos que passavam por ela a cada segundo, com suas roupas, malas e bolsas modernas e de marcas conhecidas, fazia ser quase impossível não comparar mais um pouco sua nova realidade com a realidade de um dos doramas mais famosos do país. Não era atoa que o internato era tão conhecido, talvez tudo se encaixasse.

Mulan segurou suas duas malas com força e deu seus primeiros passos em direção a entrada do colégio, tentando não transparecer todo o nervosismo que estava sentindo.

Quando passou pelos portões, percebeu que não havia mais volta e que realmente estava ali, naquele lugar desconhecido cheio de pessoas desconhecidas. Sua mãe finalmente tinha conseguido o que queria e ao pensar nisso consequentemente as imagens de sua despedida, principalmente com sua irmã, apareciam em sua mente e a vontade de chorar se tornava cada vez maior.

Não foi fácil sair de sua cidade natal sozinha, para ir a um internato novo em outra cidade nunca antes visitada e deixar tudo para trás, até mesmo seu sonho. Simplesmente não teve escolha. Foi tudo acontecendo tão rápido que não tivera nem tempo de pesquisar sobre o internato e tudo que sabia era baseado em boatos que já ouviu.

Seus pensamentos foram interrompidos ao ouvir o toque de seu celular. Imaginando ser sua irmã, Mulan rapidamente procurou pela sua bolsa e pegou o aparelho, o atendendo logo.

Mèimei, você chegou bem? — A voz graciosa de sua irmã mais velha surgiu e um sorriso apareceu no rosto de Mulan.

— Cheguei sim, — Respondeu. — e já estou com saudades. — Tentou não soar muito triste, pois sabia que isso iria preocupar a mulher porém foi quase impossível se mostrar tão animada ou feliz naquele lugar.

— Eu também, mas não se preocupe, ainda irei te visitar quando tiver tempo. — Dava pra ver que Jingyi queria tranquilizar a mais nova, embora não funcionasse tanto. — Agora preciso desligar, tenho uma sessão de fotos. Eu te amo tanto, e vai dar tudo certo.

Ao ouvir aquilo, não conseguiu controlar e seus olhos se encheram de lágrimas. Sabia o quanto sua irmã era ocupada com sua carreira mas imaginou ter esse tempo para conversar com ela e ter sua companhia, mesmo que por celular. Mas não podia a culpar, de forma alguma.

— Tudo bem jiějie, também te amo. Te conto tudo depois.

— Vou amar ouvir tudo. — Jingyi fez uma pausa. — Ah, e mamãe não te contou, mas tem um clube de dança. Entre nele e me orgulhe.

— O quê? — Perguntou completamente surpresa, mas a mais velha já tinha encerrado a chamada.


Notas Finais




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